Unpredictable Love
1 I'll never be that girl again
Notas iniciais
Amanhã começa meu 6o ano em Hogwarts, eu estou claramente muito ansiosa para este novo começo depois de tudo que aconteceu no ano anterior, quando achei que um garoto realmente gostava de mim e acabei resolvendo dar uma chance a ele. Bom, isso foi uma experiência um tanto trágica que eu não quero ficar lembrando. Então, vamos seguir em frente.
Eu e meus dois melhores amigos estamos quase chegando a Hogwarts onde teremos nosso tradicional banquete de boas vindas e a seleção das casas para os alunos do 1o ano.
– Acho melhor irmos colocar nossas vestes, estamos bem perto – falei.
– Okay, deixa só eu acabar de comer esses doces – respondeu um George com a boca literalmente entupida de Feijãozinho de Todos os Sabores sabor pizza – Você tem ideia do quanto isso é bom? – continuou ele.
–Não vamos te esperar acabar esses malditos doces, pode ficar com o meu Sapo de Chocolate – disse Crystal em seu tom de repreensão de sempre.
Como sempre costumo pensar, algumas coisas nunca mudam, como por exemplo: todos os anos que viemos para Hogwarts, nós usamos a mesma cabine no trem, comemos os mesmos doces (bom, alguns deles mudam de sabor) e fazemos a mesma coisa que é colocar a conversa em dia. Quando voltamos para a nossa cabine, encontramos George devidamente vestido conversando com o meu irmão mais velho, Tyler, que é o monitor chefe da Grifinória.
–Olá, meninas! – comprimento ele – Eu já estou de saída, só vim falar com o George sobre os treinos de Quadribol. Temos que ganhar a taça esse ano! – falou ele com brilho nos olhos.
Tyler é o capitão do time da Grifinória e George é o co-capitão, por causa disso estão sempre conversando.
–Beatrice, ainda acho que você deveria fazer um teste para entrar no time, já te vi jogando, na verdade você aprendeu tudo o que sabe comigo – Tyler falou com um tom de voz intimidador.
–Talvez eu faça mesmo – respondi pensativa.
–Vejam! Chegamos! – disse Crystal animadamente.
Lá estava ela, linda e gloriosa como sempre. Hogwarts é minha segunda casa e sempre vai ser, pois me orgulho de estudar. Com calma, mas nem tanto, todos desceram do trem e fomos pegar uma carruagem para chegar ao castelo.
Dividi uma com George e Crystal, é claro, e com mais um garoto lufano irlandês do 6o ano, cujo nome era Henry Johnson, não tive muitas oportunidades de falar com ele, mas é uma boa pessoa. Também estávamos acompanhados de nossos bichinhos de estimação. Eu tenho uma rara coruja branca cor de neve chamada Ariana, Crystal tem um gato ruivo chamado Eddie e George tem uma coruja cinza chamada Skyler (não é nome de coruja, eu sei, disse para ele).
Chegando ao Grande Salão, sentamo-nos à mesa da Grifinória e assistimos os tradicionais discursos do diretor Dumbledore e depois fomos à escolha das casas (minha parte favorita). Este ano a seleção das casas foi um tanto diferente, tivemos três alunos transferidos de outras escolhas, dois deles (que eram gêmeos) iriam ficar no 4o ano e o outro irá ficar no nosso ano. Um dos gêmeos, a menina, foi para a Corvinal e o menino foi para Grifinória. O garoto mais velho foi para Sonserina.
Após a cerimonia, fomos dispensados para ir para o nosso Sala Comunal.
– O que você achou desses alunos novos? Eles são um pouco estranhos não acha? Será que são irmãos? – pergunto Crystal.
–Não reparei muito neles, mas sim eles são irmãos, eles têm o mesmo sobrenome. – respondi.
–Hoje vai ter festa no nosso dormitório, você sabe né,?! – falou Crystal entusiasmada.
–Crystal, uma reunião entre cinco amigas pode ser chamada de festa? – eu perguntei ironicamente.
–Claro que pode, contanto que tenha pizza. – disse Crystal entre risos.
Chegando ao sétimo andar de Hogwarts, também conhecido como andar que fica a Sala Comunal da Grifinória, avistei meu irmão organizando os alunos novos e dizendo que a nova senha para entrar era: “Duendes Sorridentes”. Que tipo de senha era aquela? Como assim? Não tinha uma senha mais desceste para colocar? Segundo Tyler, ele disse que era para os alunos mais novos decorarem mais rápido, ah claro, “Duendes Sorridentes que comem pizza com a gente” ou “Duendes sorridentes que mordem a gente”. Estou indignada!
–DUENDES SORRIDENTES – exclamou George e a Mulher Gorda abriu a porta para nós.
–É sempre bom ver vocês de novo! – cumprimentou a mulher.
A sala estava uma verdadeira bagunça, mas até que eu gosto disso, pois nós da Grifinória somos tão unidos quanto os lufanos, somos uma verdadeira família.
–Ei Meninas, venham logo para cá! – falou uma sorridente Lauren – Só faltam vocês!
– Já estamos indo, rapidinho – respondi para ela.
George já estava com o seu grupinho, tecnicamente era o time de Quadribol com exceção da única garota do time, Ruby, que além de ser uma das minhas melhores amigas é minha prima. Demos boa noite a George e Tyler e fomos direto para a nossa mini festa da pizza “roubada” no nosso dormitório.
Estávamos todas lá, nós cinco para mais um ano. Aquelas meninas eram minha salvação (George também era, mas ele não conta no nosso grupinho), nós nos ajudávamos uma às outras sempre.
Grace tinha conseguido as pizzas e os sorvetes com nosso elfo doméstico favorito. Lauren tinha feito um feitiço para isolar o barulho. Ruby conseguiu arrumar todas as nossas malas rapidamente com um feitiço que Dumbledore ensinou para a gente, para usar quando nós quiséssemos fazer festas não tão secretas nos dormitório. Eu e Crystal tínhamos conseguido refrigerantes e doces.
Tudo estava indo às mil maravilhas no nosso retorno a Hogwarts, isso devia ser um bom sinal de que tudo iria mudar, e que as coisas também iriam mudar para a queridinha “Filha do Ministro”. Vendo pelo lado bom, eu não tenho mais lágrimas nos meus olhos derretendo toda a minha maquiagem (basicamente rímel), pelo contrário tenho um sorriso enorme no rosto.
Aprendam umas coisas:
Não se deve chorar por pessoas que não te amam tanto a ponto de aceitar seus problemas e aprender a viver com eles.
Não se deve ligar para o que falam de você pelas costas (ou não), por mais que a calúnia seja enorme, não ligue isso só vai te fazer mal.
Não confie em todas as pessoas que dizem que te amam, pois elas podem estar mentindo.
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