Unpredictable
1 Broken Promises
- És um monstro! — afirmei em voz alta. — Larga-me! — berrava eu, ainda com o que se restava da minha voz, pedindo-lhe desesperadamente que me soltasse.
Estava extremamente cansada mas o meu protesto apenas piorava a situação.
Ele olhava-me com um olhar raivoso, disfigurado depois para um sorriso malicioso. Limitava-se a prender-me contra a parede, não me restando espaço algum para recorrer a qualquer movimento. Espancava arduamente, sem dó, no meu rosto e, pela força inexplicável exercida por ele, gemia bastante alto.
De seguida, largou-me repentinamente fazendo com que o meu corpo caísse autumáticamente no chão, não tendo forças nos meus joelhos que apoiassem o meu frágil e delicado corpo.
Entretanto, a porta de casa foi fechada e calculei que fosse Harry, visto que ultimamente sempre chegara em plena madrugada. Inracionalmente, tentei chamar o seu nome mas fui impedida por aquelas mãos grandes e nojentas com algum sangue, evidentemente meu. Incapacitada de falar, tentei soltar-me e retirar a sua mão da minha boca com movimentos bruscos e em resposta a isso, ele começou por pontariar pontapés fortes na zona das minhas costelas.
A dor que sentia era demasiado forte e sentia que poderia perder os sentidos ali mesmo.
Meu pai, agaixou-se e aproximou os nossos rostos antes de proferir:
- Não te armes em espera, querida. -articulou num tom rouco e ameaçador, oferecendo-me o seu cheiro que tresandava a álcool. Era terribilíssimo. Tirou finalmente a sua mão da minha boca e empurrou-me uma ultima vez, provocando um batimento forte do meu corpo, lateralmente, contra a parede. Permaneci em silêncio, não conseguindo encontrar nenhum vestígio da minha voz e tentei mexer o meu corpo, acabando por gemer pelos meus ossos vivamente doridos.
Ele dirigiu-se até à entrada para receber o meu irmão, Harry. Momentos depois ouvi-o perguntar por mim e juro que estremeci. Não saberia a sua reação se soubesse que nosso pai bebera de novo, mas de certeza que não seria pacífica. Ele prometera não o fazer, mas fê-lo e hoje passou completamente dos limites. Quebrou a sua promessa e eu não o iria desculpar, não mais.
Aí, senti um desleixe significativo do meu corpo e adormeci, simplesmente, estendida e imobilizada no chão frio e desconfortável.
Harry P.O.V
Assim que analisei o seu olhar, percebi o que se passara. Aquele olhar confiante e divertido e as longas gargalhadas confirmaram as minhas suspeitas. Sem hesitar percorri a casa à procura de Sam. Ao vê-la deitada sobre o chão, sem sentidos, cerrei os meus punhos e os meus sobreolhos ergueram-se em raiva.
Virando-me para trás pude ver a figura do meu pai e num ápice, corri até ele rudemente, depositando um soco direito no seu rosto. E não ficou por aqui, descontrolado, empurrava-o até este caír e aí vinguei-me em todo o seu corpo com estacadas o quanto mais forte podia. Sentia o meu rosto encharcado com lágrimas mas não me preocupava com isso no momento, tudo o que importava era poder vingar a dor da minha irmã.
Inconsciente de quanto já tinha atacado aquele homem, a que alguma vez chamei de pai, berrei uma ultima vez pela fúria inevitável e incontrolável dos meus nervos e reti o meu corpo, não aguentado qualquer outro movimento.
Respirei ogefante e pude encarar agora, totalmente o meu pai, descuidado ao longo do chão, sem expressão nem movimento. Aproximei-me cautelosamente, ajoealhando-me sobre o chão e caí sobre o seu corpo sentindo nem um sinal cardíaco dele. Matara-o, eu, e a minha irmã jamais me perdoaria se descobrisse, por isso, não me atrevirei a contar-lhe.
Sentindo-me um animal, levantei-me com as minhas restantes e surpreendentes forças e agarrei Sam nos meus braços, saindo rapidamente daquele inferno.
Notas finais
Por isso, espero que gostem e conto com o receber de opiniões, sejam críticas ou qualquer outra coisa. Boa leitura. :)
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