Unlike Cinderella...

43 Capítulo 42 - War... - Parte 1


Notas iniciais
Oii Cupcakes *o*!! Antes de começarem a ler esse capítulo, peço que leiam o capítulo passado, pois precisei fazer algumas mudanças. A autora aqui é retardada e esqueceu de algumas informações que vão ser necessária para o próximo capítulo! Agora, vamos aos surtos e dedicações u.u! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA, OMG, PESSOAL CHEGAMOS A 29 RECOMENDAÇÕES *O*!! MUITO OBRIGADA ANINHA (DREAMER) E ISA (AUSLLY POTTER) PELAS DIVINAS RECOMENDAÇÕES *O*! VOCÊS NÃO SABEM O QUANTO EU FIQUEI FELIZ POR ELAS XD!! CAPÍTULO DEDICADO A VOCÊS *3*!!! AAAAAA, ONTEM FOI ANIVERSÁRIO DA MINHA MAMIS DIVA ♥!!!! Jade, eu estou muito feliz pelos seus 18 aninhos e espero que possa tirar a carteira logo e vir me visitar u.u! kkkk' Felicidades minha linda e espero que goste desse capítulo que é dedicado a você!! Tomara que goste da surpresa XD!! Obrigada também minha filhota Tay, Taah sobrinha diva (Empty Thoughts), a fofa da Ally Rocket, a princesa da Milazinha, diva purpurinada da Camila (Uma Direção), Italianinha linda (Fran), a docinho da Ally Faria, a divertida Happy, a maravilhosa Isa (Auslly Potter), minha sobrinha linda Vivi Cristina, Lelêh (Letícia Merlo), Isa Santos minha amora, Pequena Miss meu amoreco, a linda Little Lynch, Lary minha neta Puju (Secret Feelings), Mamis Diva, Poderosa e Confeiteira (Jade), Manu rainha da mamãe (VacuumCleaner), Duda anjinho, a minha Jujuba (Juliana Lorena) e a doce Gaby pelos comentários maravilhosos *o*! Espero que gostem desse capítulo! Infelizmente, eu estou tendo problemas para escrever, pois estou sem tempo e criatividade. Perdoe os erros, mas não tive tempo de revisar!! O capítulo ficou longo, mas não tinha como fazer menor. Sorry, peoples :/! Boa Leitura...

POV Cassidy

Inúmeros homens armados nos cercavam. A densa floresta próxima a nós deixava o clima ainda mais sombrio do que já enfrentávamos. Ally continha uma postura firme e demonstrava uma coragem impressionante.

Dallas, Dez, Trish e eu encarávamos a cena, apreensivos com o que poderia acontecer ao trio que estava do lado de fora da van. Permanecemos em silêncio, observando o que estava para acontecer.

– É bom vê-la novamente, Princesa Allycia Dawson. – dita a mulher, cujo nome descobrimos ser Taynara. Ela exalava uma aura confiante e perigosa. No entanto, eu não conseguia vê-la muito bem do lugar onde eu estava.

– Por que não manda seus capangas abaixarem suas armas? Acidentes podem acontecer. Eu posso, sem querer, enfiar essa lindeza – Lawrence mostra seu revolver com um sorriso sarcástico no rosto – em seu rosto e matá-la de uma vez por todas.

– Você continua o mesmo homem carinhoso e amável de sempre, Lawrence. – comenta Taynara, sorrindo maliciosamente.

– E você continua a mesma piranha de sempre, Taynara. – responde o homem, não se importando em demonstrar sua irritação.

– Algumas coisas jamais irão mudar. – fala a mulher, acariciando a face de Lawrence. – Mas eu não vim aqui matar a saudade.

– O que você quer, Taynara? — Ally não parecia afetada com a quantidade de homens que nos cercavam.

– Não se preocupe, princesa, hoje eu não vim matá-la. – garante a mulher, sorrindo.

– Estão esclareça as coisas. – pede Austin.

– Abaixe suas armas e teremos uma conversa civilizada. – diz a mulher, parecendo ignorar a presença de Austin.

Ally encara Taynara por um tempo e, por fim, sorri, abaixando sua arma e colocando no cós de sua calça. Os rapazes repetem a ação da morena, mas continuavam a observá-la com desconfiança. Os homens de Taynara abaixam suas armas, após um sinal de sua líder.

– Nós já podemos descer. – digo.

– Você tem certeza disso? – pergunta meu namorado, com uma seriedade nunca vista antes. – Eu não acho que seja uma boa ideia. Inúmeros homens carregando armas perigosas estão nos cercando. Talvez, se descermos, poderemos colocar Ally e Austin em um perigo ainda maior.

– Eu já estou cansada de ficar aqui dentro. – fala Trish. – Vocês eu não sei, mas eu irei descer.

– Eu vou com você. – fala Dez, pegando sua, atualmente, inseparável espada.

Observo o casal descer e, após Dez e Trish já terem se colocado ao lado de Ally e Austin, volto a encarar meu namorado. Seu olhar estava distante. Algo estava errado e eu sabia que Dallas estava se esforçando para não deixar transparecer a sua aflição.

– Qual o problema, meu amor? – pergunto suave, enquanto acaricio seu rosto. Não era típico de Dallas aquela hesitação extrema.

– Não é nada. – responde sorrindo, enquanto pega minha mão e a beija.

– Dallas? – seu olhar estava distante, encarando Taynara.

Eu estava começando a me preocupar. Dallas nunca agiu naquela forma. No entanto, ele volta seu olhar para mim e aproxima seu rosto do meu, olhando-me com um carinho que só era mostrado quando estávamos sozinhos.

– Eu te amo. – ele fala, puxando-me para um beijo.

Suas mãos seguravam meu rosto com delicadeza. Sua boca se encaixava sobre a mim de maneira sensual. E enquanto aprofundávamos o beijo, o sabor cítrico característico de meu namorado fazia com que eu suspirasse. Não havia nada na vida que eu amasse mais que está com Dallas. Beijá-lo, amá-lo, experimentando cada toque seu.

– Eu também te amo. – sussurro, encostando minha testa na sua. Sentia seu hálito bater contra meu rosto. Apenas nos braços de Dallas eu sentia aquela paz. – Vamos descer. – peço, fazendo meu namorado soltar um profundo suspiro.

– Tudo bem. – concorda, ainda hesitando.

Resolvo ignorar aquela relutância de Dallas, por enquanto. Eu estava ansiosa por respostas daquela reunião que ocorria do lado de fora. Pegamos nossas armas e descemos da van de mãos dadas.

Assim que estamos fora da van, analiso a aparência de Taynara. A mulher é simplesmente linda. Seus longos cabelos achocolatados contrastavam bem com sua pele clara e a boca carnuda. Seus olhos eram azuis gélidos e transmitiam maldade pura. Assim como Manu, ela exalava beleza, sensualidade e perigo. No entanto, diferente da mulher a nossa frente, a namorada de Prince possuía um brilho gentil em seus olhos, o que a deixava ainda mais bela.

Ao notar nossa presença, Taynara sorri e dá uma piscadela para Dallas, começando a caminhar em nossa direção. Dallas aperta minha mão com força, como se estivesse prestes a ter um surto. Olho para meu namorado e ele estava incrivelmente pálido.

Enquanto Taynara se aproximava de nós, Dallas coloca-se a minha frente, como se quisesse me proteger. Eu não sabia o que pensar. Começo então a notar uma certa semelhança entre os dois, algo que me surpreende de forma absurda.

– Então você veio se juntar a nossa festinha, Dallas? – pergunta Taynara, assim que está de frente para nós.

– O que você pensa que está fazendo Taynara? – questiona Dallas, sem deixar se intimidar.

A surpresa foi inevitável. Ninguém esperava que Dallas enfrentasse a mulher de maneira tão destemida. Eu não conseguia ver seu rosto, já que o moreno havia se colocado a minha frente, mas o forte aperto em minha mão era o bastante para saber que sua expressão não era nada boa.

– Isso é jeito de tratar sua irmã mais velha? – fala Taynara, sorrindo diabolicamente.

As únicas pessoas que não se surpreenderam com o que havia sido dito por Taynara foram Ally e Dallas. Austin olha para a namorada a espera de resposta e a mesma faz sinal para que ele permanecesse quieto.

– Você está muito longe de ser a minha irmã mais velha. – dita Dallas, friamente. – Não depois de tudo o que fez.

– Não venha com drama, Dallas. – a expressão de desdém de Taynara me irrita. – Eu não perderei meu tempo explicando, novamente, os motivos de ter ido embora. Eu fiz minha escolha e veja onde estou. – ela levanta os braços, sorrindo. – Que tal vir para meu lado? Ao menos uma vez na vida, deixe que nossos laços sanguíneos falarem mais altos...

– Cale a sua maldita boca, Taynara. – pede Dallas, aproximando-se de sua irmã. — Ir para o seu lado? – meu namorado ri irritado, como se aquilo fosse uma piada sem graça. – Você tem razão. Você fez sua escolha e eu fiz a minha. Eu prometi lealdade a Ally e se for preciso te matar para salvá-la, não hesitarei em fazer isso.

Aperto a mão de Dallas, lhe dando apoio. Eu entendia agora, o motivo de tanta hesitação em sair da van. Ele apenas não queria reencontrar a irmã. Eu sabia que aquela promessa de meu moreno era muito difícil para si, mas sentia, também, que suas palavras eram sinceras.

Taynara sorri, balançando a cabeça negativamente e volta a caminhar para mais perto de Ally. Minha amiga a encarava sem expressar qualquer emoção. As duas não dizem nada por um tempo, mas seus olhos exibiam um brilho de ódio puro.

– Fale de uma vez o que veio fazer aqui, Taynara. – exige Ally, sem alterar sua voz.

– Eu vim fazer uma proposta a você, Princesa Allycia. – diz Taynara, lançando um olhar confiante para a morena.

– Uma proposta? – repete Ally, desconfiada. – E o que te faz pensar que eu irei aceitar uma proposta sua?

– Acredito que como futura rainha de Krósvia, Vossa Alteza não arriscaria a vida de seu povo, não é mesmo? – diz Taynara, sarcasticamente.

– Vá direto ao ponto. – diz Ally, com rispidez.

– Diferente de Edgar — começa a mulher -, eu não vejo motivos para iniciar uma guerra. Destruição e mortes de inocentes não é algo que irá me dá riquezas nem nada do tipo. No entanto, princesa, sua família não nos deu escolhas. – o falso tom de culpa usado por Taynara, fazia meu sangue ferver. – Então, como forma de evitar confrontos desnecessários, eu vim aqui para oferecer a você uma chance de salvar seu povo. Abdique o trono e entregue-se a mim, como minha nova prisioneira. Caso faça isso, eu cancelarei qualquer ataque contra Krósvia.

– E se eu não aceitar? – pergunta Ally, dando um discreto sorriso, como se achasse graça da proposta de Taynara.

– Se não aceitar, lamento informar que terei o prazer de matar todo o seu povo da pior maneira possível. – sorri Taynara, acariciando o rosto de Ally. Ela aproxima o rosto do ouvido da garota e continua a falar, mantendo o tom de voz alto, para que todos ouvissem: — Primeiro, matarei as crianças. Todas morrerão queimadas vivas. Depois, meus soldados abusarão das mulheres até a morte. E por último, os homens. Ah, eu terei o prazer de decapitar cada homem vivo de Krósvia, após presenciarem a morte de seus filhos e mulheres. E você, minha querida, não poderá fazer nada para proteger o seu povo. Se casará com Edgar e será o brinquedinho sexual dele.

A mulher não parecia estar brincando, mesmo tendo um sorriso animado em seu rosto. Era como se ela se divertisse imaginando o cenário da guerra. Dallas arfa furioso e desolado, não acreditando no que ouvia de sua irmã. Trish coloca as mãos sobre a boca, chocada com a fala de Taynara. Dez abaixa a cabeça e aperta os punhos com força, controlando sua ira e a única coisa que eu conseguia fazer era odiar ainda mais a morena.

Austin saca sua arma e aponta para Taynara, pronto para puxar o gatilho. Seu olhar furioso era assustador, mas parecia não intimidar Taynara. Lawrence observava a cena e olhava para Ally, esperando o sinal da princesa para atirar na mulher que a ameaçava.

Ally, diferente de todos, não mudou sua expressão. Continuava demonstrando calma e, surpreendendo a todos, ela simplesmente sorri, não deixando que as falas ferinas de Taynara a abalasse.

Virando-se para Austin, a mulher sorri para o loiro e solta Ally. Balançando o dedo, negativamente, como se estivesse lidando com uma criança, Taynara se aproxima do rapaz.

– Eu não faria isso se fosse você. – diz Taynara a Austin, levantando a mão.

De repente, inúmeros lasers foram ligados na direção de Ally, como aquelas armas de longa distância de filmes que através de suas luzes marcavam suas vítimas.

– Taynara! – grita Lawrence, assustando a todos. – Nem pense em fazer isso.

– Acalme-se, querido, eu não irei matar sua protegida. – ri Taynara, divertindo-se com nosso desespero. – Por mais tentador que seja, eu ainda preciso dela. Mas, então, Allycia, você está disposta a colocar seu reino em risco ou prefere se entregar e pôr um fim a essa guerra?

Encarávamos Ally a espera de uma resposta da morena. Austin parecia querer interferir, mas ao receber o olhar gélido de sua namorada, o mesmo decidiu permanecer quieto.

– Não sou uma tola, Taynara. Conheço você, Edgar e Gavin tão bem quanto a mim mesma. Esse seu discurso de que todos ficarão bem não me convence. – a voz neutra de Ally era impressionante. Seus olhos expressavam dor e indignação. Eu sentia que Ally estava vivendo um flashback em sua mente.

– Você tem... – Taynara olha em seu relógio de pulso e sorri satisfeita. – 48 horas para se entregar, minha querida, e evitar que todos sejam mortos. Agora, preciso ir para o camarote para esperar a guerra iniciar. Será divertido ver todos morrerem.

Após dizer isso, ela se afasta de nós e lança um último olhar para o irmão. Pela primeira vez desde que chegou, Taynara ficou séria e pude ver um brilho de afeto em seus olhos. No entanto, aquilo não durou muito tempo. Segundos depois, ela adotou sua postura sarcástica e maligna, partindo junto com seu grupo de capangas.

Dallas me puxa para perto de si e me abraça com força, como se precisasse daquilo. Correspondo imediatamente e sinto seus lábios sobre a minha testa. Ao lado, Dez e Trish pareciam tão amedrontados quanto nós. A ficha havia caído e Taynara havia deixado claro o que poderia acontecer dali para frente. A única coisa que se passava em minha mente era se conseguiríamos sobreviver a guerra.

– Vamos voltar para a van. – diz Ally, permanecendo firme. – Não temos muito tempo.

Sem esperar muito, retornamos para o veículo e Lawrence dá a partida. Continuamos em silêncio durante o resto do trajeto. A tensão estava entre nós, mas ninguém estava bem o suficiente para mudar aquilo.

– Vai ficar tudo bem. – sussurra Dallas em meu ouvido, assim que eu encosto minha cabeça em seu peitoral, sendo abraçada de forma protetora pelo mesmo. – Eu não vou deixar que nada te aconteça. Nem mesmo minha irmã poderá me impedi de proteger você e Ally. Eu prometo.

Aquelas palavras doces fazem meu corpo relaxar de uma maneira absurda. Sussurro um “eu te amo” e com as caricias de Dallas, acabo pegando no sono, temendo ser a última vez que poderíamos ter um momento de paz como aquele.

[...]

A noite começava a se aproximar quando finalmente chegamos em Rhosália, país vizinho de Krósvia e local inimigo. Havíamos parado poucas vezes e em nenhum momento tocamos no assunto Taynara. Não queríamos nos lembrar de todas as barbaridades ditas por aquela mulher.

– Iremos dá uma parada para comermos. – avisa Ally, aparentando o cansaço de uma viagem em claro. Ela, assim como Lawrence não descansaram desde que partimos.

Sem questionar o que Ally havia dito, suspiramos aliviados por finalmente esticar as pernas, depois de horas de viagem. A neve caia majestosamente, privilegiando-nos com uma paisagem belíssima.

Enquanto descíamos, sentíamos os ventos gélidos atingirem nossas faces. O restaurante a nossa frente estava praticamente vazio por causa da baixa temperatura, que impedia que a população se arriscasse a andar pelas ruas.

Entramos no estabelecimento e escolhemos uma mesa mais afastada para nos sentarmos. Ally havia colocado uma peruca e lentes de contato, além da blusa de frio que tampava sua boca, como se protegesse-a do frio, para evitar que fosse reconhecida.

A garçonete vem nos atender e, após pegar nossos pedidos, volta a nos deixar sozinhos. Ally nos encarava em silêncio, como se estivesse pensando em nosso próximo passo.

– Taynara é mesmo a sua irmã? – pergunta Lawrence, de repente, encarando meu namorado.

Olho para Dallas e ele não parecia muito feliz pelo assunto, mas não havia como fugir dessa conversa para sempre. Assim que a mulher, que havia nos atendido, deixa os pedidos sobre a mesa, ela sai e meu namorado suspira frustrado.

– Sim. Taynara é minha irmã mais velha. – confessa Dallas.

– Por que não me contou antes, Dallas? – pergunto suavemente.

– Eu não gosto de falar no assunto. Minha irmã foi embora quando eu tinha cinco anos. Ela sempre foi muito gananciosa. Odiava o fato de ter nascido em uma família humilde. – fala, dando uma pausa apenas para tomar um pouco do chocolate quente que havia pedido. – Para conseguir dinheiro, ela usava de sua beleza e esperteza para enganar os homens e roubar seu dinheiro. Foi dessa forma que Taynara conheceu um mafioso norueguês, que a levou para seu país natal e a ensinou a melhorar ainda mais o seu talento para mentir.

– E foi assim que ela se tornou a rainha do mundo subterrâneo. – completa Ally, sem se surpreender com a história de Dallas.

– Você sabia de tudo, Ally? – pergunta Trish, curiosa.

– Eu sei quase tudo sobre vocês e suas famílias. – confessa Ally, dando um sorriso triste.

– Como você descobriu sobre nossas famílias? – pergunto, surpresa.

– Sinto muito, Cassy, mas eu não posso contar. – admite Ally, voltando a comer em silêncio.

– E o que vai acontecer agora? Acredita mesmo que Taynara será capaz de cumprir com a sua ameaça? – fala Austin, demonstrando sua frustração.

– Ela vai fazer de tudo para isso acontecer. – diz Ally, pensativa, enquanto observa sua xicara de chocolate quente. – Taynara é perigosa e odeia Krósvia tanto quanto Edgar e Gavin.

– Isso eu não sabia. – fala Dallas, atónito.

– Eu não sei ao certo como tudo aconteceu, mas segundo alguns boatos, Taynara odeia Krósvia por causa de seu envolvimento com Prince. Após ter sido trocada por Manu, a mulher prometeu destruir Krósvia assim como o único homem que amou de verdade destruiu seu coração. – conta Ally. – Com certeza essa não é a história real, mas é verdadeiro o ódio de Taynara por Manu.

– O que pretende fazer para impedir Taynara? – questiona Lawrence.

– Vamos seguir o plano. Não há nada que possamos fazer para evitar um confronto entre nós. – relata Ally.

– Lawrence, por que você beijou Taynara? – questiona Dez, olhando desconfiado para o loiro.

Lawrence continua a beber seu chá, dando a impressão que não tinha escutado a pergunta do ruivo. No entanto, após abaixar sua xicara, ele percebe o olhar questionador de Ally e dá um sorriso sem graça.

– Taynara e eu tivemos um rápido romance no passado. – afirma tranquilamente. – Apesar de possuir um péssimo caráter, ela é bonita e isso me atraia. – Lawrence se vira para Ally e assume uma postura mais rígida. – Rainha, eu juro que não estou lhe traindo. No momento em que ela me beijou, eu não pensei direito e acabei correspondendo. Eu ainda possuo a minha total lealdade a Vossa Majestade. Não hesitarei em matá-la.

– Acredito em você, Lawrence. – diz Ally, dando um sorriso gentil ao homem. – Só me surpreende saber que tenha se envolvido com Taynara. No entanto, não estou em posição para julgar qualquer ação sua do passado. O que importa agora é o que faremos daqui para frente. Dallas, você tem certeza que deseja continuar conosco? – pergunta a morena, encarando meu namorado.

– Eu não voltarei atrás com minha palavra. – a convicção na qual Dallas usou, fez com que Ally lançasse um olhar preocupado.

– Você sabe que terá que... – Ally é interrompida por um alto suspiro de meu namorado.

– Que terei que matar minha irmã se for necessário. – completa a fala da princesa. Dando-lhe um sorriso conformado, ele continua: — Não se preocupe, Ally. Eu estou ciente dos perigos e das consequências de meus atos. Taynara deixou de ser minha irmã no momento em que deu as costas para minha avó quando ela mais precisou de ajuda. Não sou hipócrita para dizer que não a amo, mas não há mais salvação para ela. — analisando cada palavra de Dallas, Ally apenas sorri triste, balançando a cabeça em concordância.

– Obrigada, Dallas. – essas são as únicas palavras proferidas pela morena no restante da refeição.

Assim que terminamos de lanchar, pagamos a nossa refeição e nos encaminhamos para o lado de fora do estabelecimento. A noite já havia caído em Rhosália, trazendo um ar sombrio para a rua em que nos encontrávamos.

Enquanto seguíamos em direção ao veículo, eu me aconchegava nos braços de meu namorado, que havia me abraçado assim que saímos do restaurante. No entanto, ao percebermos que Ally não estava nos acompanhando, paramos de andar.

– O que foi, Ally? – pergunta Trish, confusa.

– Estão ouvindo? – questiona Ally, olhando para um ponto distante de nós.

– Do que está falando? – fala Austin, encarando o lugar que Ally estava concentrada em analisar.

– Isso... Isso é um choro? – diz Dez, após alguns segundos de silêncio de nossa parte.

De repente, Ally começa a corre na direção de onde vinha o barulho. Sem alternativa, começamos a segui-la, preocupados com o que a princesa iria fazer. E conforme nos aproximávamos, mais alto o som do choro se tornava.

Ao longe vemos uma mulher chorando, agarrada ao corpo de uma criança e, ao seu redor, havia corpos mortos de homens com roupas negras. O desespero daquela mulher era de corta o coração.

A jovem mulher balançava o corpo da criança, chorando e parecendo cantar uma canção de ninar. A cena era melancólica e não havia ninguém ali que não sentisse a dor da mulher pela perda da criança.

Ignorando os corpos dos sete homens, Ally se aproxima da mulher e toca em seu ombro. Com o rosto tomado pelas lágrimas a mulher a olha, surpresa. A morena lança um sorriso acolhedor e a mulher de cabelos longos e cor de mel olha para a Ally, assustada.

– Quem são vocês? – pergunta, tentando controlar sua voz.

– O que houve aqui? – pergunta Ally, olhando para o garotinho que estava nos braços da mulher.

A princesa possuía um olhar cheio de dor e sofrimento, como se aquilo trouxesse lembranças que a marcaram profundamente. A mulher abaixa seu olhar para o rosto infantil e deixa as lágrimas descerem pelo rosto. Ela parecia em choque e a única coisa que fazia era olhar para a criança.

– Eles mataram meu filho. – disse a mulher, com a voz carregada de dor e rancor. Seus olhos brilhavam em ódio e fúria. – Eles tiraram a única coisa que me fazia viver. Meu amado Christopher.

O choro retorna e a mulher volta a apertar o corpo do filho contra si. Sinto minhas lágrimas descerem, imaginando a dor que a mulher estaria sentindo por ter perdido seu filho.

– Qual o seu nome? – pergunta Ally, suavemente.

Jade. Jade Panza¹. – responde, olhando nos olhos de Ally.

Lawrence, de repente, começa a caminhar na direção de Jade. Ele se abaixa quando fica de frente para a mulher. O loiro observa a criança e, depois de alguns minutos, volta a encarar a mãe do garoto.

– Jade. – fala, com a voz incrivelmente gentil, algo que só havia visto quando ele conversava com Ally. – Quem foram os homens que mataram seu filho? Por que eles atacaram vocês?

– Edgar e Gavin. – responde a mulher, apertando os punhos. – Eles sabiam que eu iria me aliar aos krosvianos e, por esse motivo, queriam me matar. No entanto, eu consegui lidar com todos os seus capangas, mas jamais imaginei que meu filho viria para o meio da batalha e seria atingido por uma espada. Ele... Ele era uma criança tão bondosa. – as lágrimas desciam conforme relembrava do ocorrido.

– Jade. – Lawrence limpa as lágrimas e levanta com cuidado o queixo de Jade. – Ainda pretende ajudar Krósvia?

– Agora, mais do que nunca, vingarei a morte de meu filho. Edgar pagará caro por tudo o que ousou fazer. – responde decidida.

– Junte-se a nós. – fala Austin, sorrindo compreensivo. – Faça com que a morte de seus entes não tenha sido em vão.

– Quem são vocês? – pergunta novamente.

Ally retira a peruca e as lentes de contato. A neve continuava a cair, mas a morena não se importou em retirar a blusa que tampava uma parte de seu rosto. Jade não demora a reconhecer Ally.

– Eu sou Allycia Dawson. Futura rainha de Krósvia e comandante das tropas de ataque contra Edgar, Gavin e seus aliados. – responde Ally.

– Princesa... – sussurra Jade, sem acreditar que Ally estava a sua frente. Recuperando-se do choque, a mulher coloca o filho, com cuidado, ao seu lado e se curva. – Deixe-me ajudá-los.

– Seja bem vinda a equipe, Jade Panza. – fala Lawrence, sorrindo de maneira encantadora para a mulher.

Não demoramos muito naquele lugar. Sabíamos que reforços de Edgar estavam a caminho. Antes de seguirmos viagem, fomos até a floresta de Rhosália e enterramos o corpo de Christopher em uma área muito bonita e, se não fosse pela quantidade de neve, aquele lugar estaria cercado de flores. Durante o enterro, Jade possuía um olhar desolado, mas não voltou a chorar.

Assim que demos o último adeus ao garoto, voltamos para o carro. Jade permaneceu em silêncio, isolando-se de qualquer conversa. Sabíamos que a mulher estava sofrendo pela morte do filho e, por isso, não pedimos mais explicações.

E quanto mais nos aproximávamos de Krósvia, mais a ansiedade aumentava. Por algum motivo, ninguém nos parou e essa calmaria me preocupava. Não demoramos mais do que algumas horas para estarmos na divisa de Rhosália e Krósvia.

Os países da Europa não são grandes, o que facilita a transição de um país para outro. No caminho, vimos inúmeros grupos de soldados encaminhando-se para Krósvia. Não havia dúvidas que eles esperavam apenas uma ordem para atacar.

– Algo está errado. – comenta Jade.

– Tudo está muito calmo. – fala Lawrence. – Eles estão aprontando.

– Não se enganem. – diz Ally, sem esboçar qualquer emoção. – Taynara librou a nossa passagem. Eles não nos atacarão até que ela ordene. Ela está louca para ver a guerra acontecer e se formos interceptados aqui, sua diversão terá fim.

Não dissemos mais nada depois disso. A viagem continuou e cada um estava perdido em seus pensamentos. A adrenalina se apossava de mim a cada hora que se passava. Eu não conseguia para de pensar em meus pais e isso me faz lembrar o quanto Austin e Ally deveriam estar sofrendo. Seus pais estão longe de si e em território inimigo. Ao menos, eu sei que os meus estão seguros em Miami. Mas e os deles?

Meus pensamentos são cortados com imagem a nossa frente. A cidade possuía belas casas e a natureza estava muito presente ao redor da população, um lindo castelo se destacava ao fundo, tornando aquela paisagem a mais bonita que eu já vi. Já era madrugada, mas as luzes que iluminavam a cidade impediam que não visualizássemos os encantos daquele país.

– Finalmente em Krósvia. – anuncia Dez, encantado. Seus olhos brilhavam, enquanto observava a paisagem.

– Uau. – solta Dallas. – Krósvia é mais bonita do que eu imaginei.

– Vocês ainda não virão nada. – fala Jade, abrindo um sorriso para nós pela primeira vez.

Ally não disse nada. A morena estava perdida em seus pensamentos e parecia não saber o que ocorria a sua volta. Vejo Austin abraça-la com carinho, despertando-a de seus pensamentos. Ela o encara e sorri nervosa. Ele apenas sela seus lábios e sussurra algo que não pude identificar.

– Eles realmente se amam. – sussurro, chamando a atenção de meu namorado.

Dallas se vira para frente e começa a observar Austin e Ally. Ele sorri, concordando com a afirmação. No entanto, Dallas não demora muito a voltar sua atenção para mim.

– Eu amo você. – sussurra Dallas, em meu ouvido. – Nunca se esqueça disso.

– Eu também amo você. – sussurro de volta.

Ele sorri e me beija com calma. A sensação era maravilhosa e eu só queria continuar com ele ali. Nos separamos assim que sentimos o veículo parar.

– Esse é o Castelo Cristal. Residência da família real de Krósvia. – anuncia Lawrence, apontando para o enorme castelo a nossa frente.

Os portões do palácio se abrem para nós, como se estivessem a nossa espera. Lawrence continua o trajeto, deixando o veículo no estacionamento do lugar.

– Vamos descer. – fala Ally, dando um sorriso confiante para nós.

Obedecemos ao comando de Ally, ansiosos para o que ocorreria dali para frente. Começamos a caminhar pelo enorme jardim, reparando em cada detalhe deslumbrante daquele palácio.

A porta do castelo se abre, revelando a imagem de um homem de cabelos meio grisalhos, usando óculos e roupas bonitas. Eu o conhecia por videoconferências realizadas no QG, em Miami. Gregory era o braço direito dos reis de Krósvia e era responsável por nos passar informações sobre tudo o que ocorria no país.

– Princesa Allycia. – fala Gregory, parecendo emocionado.

Ally corre na direção do homem e o abraça com carinho. Gregory se assusta no início, mas não demora para corresponder ao gesto. Ele sorri satisfeito e, aparentemente, aliviado.

Assim que se separam, Ally sorri para nós, nos incentivando a aproximarmo-nos deles. Meio envergonhados, com exceção de Lawrence, começamos a caminhar na direção aos dois.

– Gregory, esses são os meus amigos. – fala Ally, apontando para nós. – Acredito que se lembra deles, exceto por Jade.

– É um prazer conhece-los pessoalmente. – diz o homem, usando um tom mais formal. – Creio que desejam entrar para se protegerem do frio. Deixem suas malas onde estão e nossos servos levaram suas bagagens para seus respectivos quartos.

– Não há necessidade de tanta formalidade, Gregory. – diz Ally, com carinho. – Levaremos nossas malas para os quartos e encontraremos minha mãe.

– Princesa, não posso garantir que a rainha irá recebe-los. – o homem parecia incerto sobre o que dizer.

Ally o olha preocupada e, após alguns segundos o encarando, ela corre para dentro da casa. Gregory observa a morena subir as escadas com pressa, como se soubesse de algo urgente.

– Vocês deveriam ir atrás da princesa. – aconselha Gregory. – Vossa Majestade está em uma situação lastimável e ver a mãe nessa situação afetará Vossa Alteza.

Após a fala de Gregory, Lawrence entra no castelo e o seguimos. As grandiosas escadas pareciam não ter fim. Enquanto subíamos, uma terrível sensação se apossou de mim. Eu sentia que algo estava errado, mas não conseguia dizer o que era.

Ao término da escadaria, entramos em um enorme corredor, que possuía diversas portas, no entanto, apenas uma estava aberta. Os sons de objetos sendo quebrados assusta-nos.

Quando entramos no quarto, vemos a mãe de Ally olhando assustada para a filha. Seus olhos exibiam um medo inacreditável. Ela segurava um abajur e parecia pronta para jogar na filha.

– Mãe, por favor. – pede Ally, mantendo-se firme, enquanto se aproximava da mãe. – Solte esse abajur e vamos conversar.

– Vá embora, alucinação. – sussurra Penny, chorando. – Eu não aguento mais vê-la.

De repente, a mulher se joga no chão e coloca as mãos em seus ouvidos, deixando o abajur cair ao seu lado. Ela tremia em desespero, como se fosse doloroso demais continuar ali.

Antes que Ally dissesse qualquer coisa, um dos guardas da realeza invade o quarto, acompanhado de Gregory. A princesa o olha, esperando que ele falasse o motivo de tanta urgência.

– O que aconteceu? – questiona Ally, sem paciência, enquanto seca algumas lágrimas que desciam pelo belo rosto.

– Vossa Alteza, os inimigos acabaram de enviar essa carta, informando que deveria ser entregue em suas mãos. – o guarda entrega a carta a Ally, que lê a mesma, sem demonstrar qualquer sentimento.

A garota parecia ter vestido uma máscara de indiferença desde que saímos de Boise. Ela tentava não se deixar abalar pelos acontecimentos ao nosso redor e isso me preocupava. Ally estava sofrendo, mas não permitiria que ninguém percebesse isso.

Assim que termina de lê, ela olha para Gregory e relê a carta mais uma vez. O homem possuía uma expressão séria e seu olhar mostrava uma insatisfação inexplicável.

– O que está acontecendo, princesa? – pergunta Jade, preocupada.

– Princesa Allycia, o castelo está cercado por homens de Edgar e Gavin. O que devemos fazer? – fala Gregory, encarando Ally, com intensidade.

Assustada com a informação dada por Gregory, Ally segue para a varanda do quarto de sua mãe. A mulher de feições tão semelhantes a da morena, encara a garota, ainda assustada, afastando-se ainda mais dela. Ally olha para a mãe com sofrimento, mas volta a prestar atenção no que ocorria do lado de fora do palácio.

Seguimos Ally e a cena que vimos nos assustou. Diversos homens estavam ao redor do palácio, em posição e armados, esperando ordens de seus líderes para nos atacar.

– Edgar me deu 12 horas para me entregar ou atacará a cidade e seguirá os planos de Taynara. – anuncia Ally, surpreendendo a todos. – Gregory, entre em contato com nossos aliados. Diga a eles que apressem a sua viagem. Precisaremos de reforços o mais rápido possível.

Continua...

Notas finais
Jade Panza¹: Essa é uma das pessoas que mais me apoia a escrever! Não importa qual história eu poste, ela sempre ler e da sua opinião. Jade, eu sou muito grata por conhecer você e colocá-la na fic foi a única forma que eu encontri de homenageá-la. Talvez a sua personagem não lhe agrade tanto, mas prometo fazer o possível para ela ser tão incrível quanto você. kkk' No próximo capítulo revelarei sua história, então prepare o coração para ver o quanto você é demais XD! Feliz aniversário atrasado, Mamis Confeiteira e Poderosa ♥! Eu te amo muito ♥!! *** Taynara: http://i.imgur.com/m32qOb8.jpg Lawrence: http://img3.wikia.nocookie.net/__cb20131130154248/thor/images/a/a6/Chris-Hemsworth-2.jpg Jade: http://s.wsj.net/public/resources/images/OB-RH617_castle_E_20120109160317.jpg Gregory: http://1.bp.blogspot.com/-cfdHogOWVAc/UkmOA0MSiOI/AAAAAAAADOo/iDHQNfJY6bQ/s320/CEME+-+Uma+excelente+foto.png Gregory: http://1.bp.blogspot.com/-cfdHogOWVAc/UkmOA0MSiOI/AAAAAAAADOo/iDHQNfJY6bQ/s320/CEME+-+Uma+excelente+foto.png http://1.bp.blogspot.com/-cfdHogOWVAc/UkmOA0MSiOI/AAAAAAAADOo/iDHQNfJY6bQ/s320/CEME+-+Uma+excelente+foto.png *** E então? O que acharam? Críticas, elogios, erros ortográficos? Oi Cupcakes *0*!! Eu sei que vocês querem ver a pancadaria, mas eu precisava colocar esse capítulo de introdução u.u! kkkk' Mas, como devem ter notado, eu corri bastante neste capítulo, então se tiverem alguma dúvida, perguntem, que farei o possível para respoder no próximo capítulo! O que acharam da participação de Jade? E finalmente eu coloquei as fotos dos personagens que estavam faltando XD! Pessoal, eu sinto muito por não ter ficado tão bom o capítulo, mas é que eu estou com alguns problemas pessoais e acaba que isso atrapalha a minha inspiração e criatividade. Qualquer sugestão, fiquem a vontade para falar ^3^! Beijocas Cupcakes ♥ *** PS.1: Quem quiser participar do grupo no face: www.facebook.com/groups/677328449023646/ >o< !! PS.2: Criamos um grupo no WhatsApp, então podem participar também, basta apenas me enviarem uma MP com o DDD de vocês e o número do celular que eu adiciono *-* !! P.S.3: http://fanfiction.com.br/historia/539877/Obsession/ P.S.4: http://fanfiction.com.br/historia/554366/Parachute/