Unlike Cinderella...

34 Capítulo 33 - Combat...


Notas iniciais
Oiiiieeee Cupcakes ♥!!! Capítulo novo e cheio de Auslly para vocês, que me cobram tanto kkk'!! Quero pedir desculpas pelo tamanho dos capítulos e sei que muitas pessoas não gostam que eles sejam muito grande, pois se tornam cansativo :/! Bom, meninas, eu prometo que vou tentar diminuir o tamanho dos capítulos, ok? Muito obrigada Karol (Quiet little reader), Lary (AllyGata Lynch), Loh (Paloma Coutinho), Isa Santos, Fran, May Moranguinho (Dreams And Wishes), Jujuh (Juliana Lorena), Milazinha, Lêh (Letícia Merlo), Ariana Marano, MeMs, Taah (empty thoughts), Vivi Cristina, Vida Brilhante, Mamis Confeiteira e Poderosa (Jade), Ally Faria, Thata, Neta do Snow, Mali (Mônica Sousa Menezes), Manu Filha Gata (VacuumCleaner), Leleh10, Jenny Filha Diva (Gatinha MÁ) e Bea (Reader Secret) pelos lindos comentários *-*!!! Eu estou um pouco nervosa com o capítulo, porque tive muita dificuldade para escrever ;/! Minha inspiração estava em 0%! kkk' Acho que nem preciso avisar que não corrigir o capítulo, não é? Sorry pelos erros ortográficos! Boa Leitura...

POV Austin

– Silêncio, por favor. – a voz de Ally soa por todo o Setor G.

Aos poucos, os agentes e nossos amigos vão se acomodando na cadeiras que estavam espalhadas pelo lugar. Prince estava ao lado de Ally, junto com Manu e Tyler, além de Victória, Joseph, Richard e Cecília que participavam da reunião por videoconferência.

– Você deveria estar ao lado dela. – sugere minha mãe, encarando ao palco onde os quatro estavam.

– Não sei se é uma boa ideia. – digo, olhando para minha mãe. – Eu sinto como se fosse um estranho tentando interferir em um assunto grandioso. Vocês, como reis de Serafine, é que deveriam estar lá em cima.

Meu pai ri baixo e coloca a mão em meu ombro, fazendo-me encará-lo sem entender o que se passa na cabeça do homem. Ele olha para Ally e balança a cabeça negativamente.

– Eu entendo o que você está sentindo, Austin. – começa o homem, voltando a olhar em meus olhos. – Todos nós nos sentimos assim. Mas, olhe para Ally. Ela precisa de você. Por mais forte que ela seja, todos precisam de um porto seguro e você é único capaz de dar forças a ela.

Volto a encarar a garota que conseguiu mudar meu mundo da noite para o dia e percebo o nervosismo em seus olhos. Recebo o incentivo de meus pais, mais uma vez, e resolvo ir para seu lado.

Timidamente, subo no palco a nossa frente e me coloco ao lado de Ally. A morena me olha e sorri, soltando um suspiro de alivio. Pego sua mão e sorrio confiante, tentando transmitir tranquilidade à ela.

– Obrigada por vir. – sussurra Ally, olhando para a grandiosa plateia.

– Está na hora de tomar o seu poder, Ally. – sussurro de volta, sorrindo e encarando meus amigos que sorriam, satisfeitos pelo que viam.

Ally solta um suspiro nervoso e assume uma postura confiante. Quando percebe que todos esperavam por alguma resposta por parte da morena, ela olha, rapidamente, para Prince e começa a falar:

– Acredito que todos já estão cientes do que aconteceu nas últimas horas, portanto, pouparei tempo de explicações desnecessárias e irei direto ao ponto. – ela faz uma pausa, parecendo pensar no que iria dizer. – Com os recentes ataques e movimentos de nossos inimigos, nós não poderemos mais continuar nas sombras. A situação em que Krósvia se encontra é preocupante e sem um líder para comandar as tropas de segurança do reino, a população está vulnerável. Tomei a decisão de retornarmos para Krósvia em três semanas. Reuniremos todos os aliados de Krósvia e iremos armar um contra-ataque.

Encaro Ally confuso, sem entender a sua mudança de prazo. Anteriormente, a garota havia afirmado que iriamos para Krósvia em uma semana e, durante seu discurso, ela disse que seria em três semanas.

Olho para Prince, Tyler e Manu e os três pareciam tão confusos quanto eu. Lembro, então, que Ally não havia dito a ninguém sobre seus planos e nem o que seria dito na reunião.

Antes que os agentes do SOSK tivessem alguma reação ao que foi anunciado, Ally resolve continuar o seu discurso, sem alterar suas expressões.

– Nesse primeiro momento, não temos um plano concreto, por isso, peço que continuem a vigiar Krósvia e nossos inimigos. Além disso, preciso que se preparem para futuras missões de proteção. Com os ataques que meus amigos e eu estamos sofrendo, eu quero que a segurança seja dobrada para a família de todos que estão participando dessa operação e que moram aqui em Miami. – continua a garota, com determinação. – Os detalhes de meus planos serão passados com calma por Nina, depois de uma reunião que teremos com os estrategistas do QG. Estão dispensados.

Os agentes do SOSK levantam de seus lugares e fazem uma breve reverência a Ally, retirando-se do lugar em seguida. Em poucos minutos o Setor G ficou vazio, restando apenas meus amigos e meus pais.

– Três semanas, Allycia? – questiona Richard, surpreso. – Acredita que teremos tempo de organizar uma operação tão grande como essa em três semanas?

– Não se preocupe, Richard. Eu sei que pode parecer loucura, mas eu sei o que estou fazendo. – afirma a garota, sorrindo gentilmente.

– Bem, eu confio em Allycia. – diz Joseph. – Ela está no comando. Não nos colocaria em perigo se não tivesse um plano.

– Joe tem razão. – fala Victória. – Se precisar de alguma coisa, Allycia, não hesite em nos contar. Faremos o possível e o impossível para ajudá-la.

– Obrigada, Vick. – agradece Ally, sorrindo.

A videoconferência com os reis de Retrivia e Westleife é finalizada com a confirmação do apoio dos principais aliados de Krósvia. O silêncio se instala pelo o enorme salão onde estávamos.

– No que você está pensando, Ally? – pergunta Manu, desconfiada. – Esse não era o plano.

– Aqui não é o melhor lugar para conversarmos sobre isso. – diz Ally, em tom baixo, decidida. – Vamos para o quarto de Dez. Quero ter todos presentes quando eu explicar meus planos.

Não demoramos a seguir em direção ao quarto onde meu amigo ruivo estava de repouso. Olho em meu relógio e vejo que já passam das nove da noite. Suspiro cansado. Esse dia estava sendo longo demais.

Ally abre a porta do quarto de Dez e nos dar espaço para entrarmos. Prince, Manu, Tyler, Nina, Cassidy, Dallas, meus pais e eu nos acomodamos da melhor maneira possível, afinal, apesar de o quarto ser grande, havia muitas pessoas no lugar.

O ruivo, que estava ainda acordado e conversava com Trish, pareceu surpreso com a nossa visita. Ele se senta na cama com a ajuda da morena. Eles nos encaram, esperando alguma explicação.

– Pessoal? Aconteceu alguma coisa? – pergunta Dez, preocupado.

– Ally fez seu discurso aos agentes do SOSK. – fala minha mãe, sorrindo. – Surpreendente. – admite.

– Obrigada. – agradece Ally, envergonhada. – Sinto muito, Dez, por precisar usar seu quarto como sala de reuniões.

– O que houve, Ally? – perguntou Trish, encarando minha namorada.

– Aqui é o lugar mais seguro do QG que eu pensei. – explica Ally, suspirando cansada.

– O que quer dizer com isso, Ally? – pergunta o irmão da garota, sem entender aonde ela queria chegar. – O QG é o lugar mais seguro que eu conheço. Por que está tão preocupada?

– Precisamos tomar cuidado, Prince. Acredito que possa existir espiões dentro do SOSK. – explica Ally, surpreendendo a todos. – A base deveria ser o lugar mais protegido que conhecemos, então como Edgar e Gavin descobriram a nossa rede e conseguiu iniciar uma videoconferência?

– Ela tem razão. – concorda Tyler. – Essa não é a primeira vez que temos uma falha de segurança em nosso sistema.

– Muito bem. – concorda Manu. – Vamos considerar essa suposição por um momento. Se isso estiver realmente acontecendo, o que você pretende fazer?

– Não revelarei nossos planos a todos. – afirma Ally. – Devemos manter qualquer tipo de informação crucial para a operação de volta a Krósvia em completo sigilo.

– Eu estou de acordo com o que Ally disse. – fala Nina. – O melhor a se fazer nesse caso é esperar que o inimigo dê um passo em falso. Quem quer que seja o espião do QG não vai demorar a se manifestar.

– Nós iremos para Krósvia em uma semana mesmo? – pergunta Tyler.

– Sim. — afirma minha namorada. – Mas, iremos nas sombras.

– O que quer dizer com isso? – pergunto, confuso.

– Não quero que ninguém saiba sobre a nossa chegada. Não será fácil, mas entraremos em Krósvia sem alertar ninguém. Quero um ataque surpresa. – explica Ally, sorrindo.

– É uma boa ideia, mas não será fácil. – concorda Prince. – As chances disso dá certo são mínimas.

– Precisamos confiar em Ally. – fala Manu, com esperança. – Se essa é a nossa única chance, mesmo que mínima, eu quero tentar. Chega de fugir daqueles cretinos, Prince.

– Eu confio em minha irmã, é claro, mas estou preocupado com os perigos que enfrentaremos em uma viagem como essa. – diz Prince, com seriedade. – Como chegaremos em Krósvia sem sermos visto? Os inimigos estão por toda parte e prontos para nos matar.

– Qual o seu plano, Ally? – pergunta Mike.

– Lawrence. – responde Ally, surpreendendo Tyler, Manu, Prince e meus pais.

– Lawrence? – repete Manu, surpresa. – Isso é loucura.

– Você só pode estar brincando. – sussurra Prince.

– Como sabe sobre Lawrence? – pergunta minha mãe, assustada.

– Existem coisas que eu fui obrigada a aprender se eu quisesse me tornar a melhor estrategista do reino, Mimi. – explica Ally, suspirando frustrada. – Não estou dizendo que é o melhor plano do mundo, mas é a nossa única chance. Lawrence pode ser um mafioso e boêmio de primeira, mas uma coisa que jamais podíamos contestar é sua lealdade a coroa.

– Ally tem razão. – concorda Tyler. – Eu já perdi as contas de quantas vezes ele se arriscou para proteger a nossa princesa.

– Muito bem, Ally. – fala Prince, sorrindo orgulhoso para a irmã. – Confiamos em você. Vá em frente e nos lidere como a verdadeira sucessora do trono.

Ally sorri, feliz por ter o incentivo do irmão. Ela me olha e é inevitável não ficar feliz pela morena. Ele respira fundo, parecendo querer controlar as emoções e volta a assumir a postura séria e determinada.

– Nina, eu queria te pedir um favor. – diz Ally.

– O que desejar, princesa. – diz Nina, fazendo uma breve reverência.

– Primeiro, eu gostaria que você chamasse Kira. Eu preciso pedir um favor a ela. – Ally começa a andar, enquanto explica o seu plano. – Depois, ligue para os pais de Dez, Trish, Cassy e Dallas e explique o que aconteceu. Já está tarde e eles devem estar preocupados. Avise também que eles irão passar a noite aqui. Leve alguns agentes de confiança para cuidarem da segurança dos familiares deles.

– Sim, princesa. – confirma Nina, saindo do quarto, em seguida.

– Passar a noite aqui? – questiona Dallas, surpreso.

– Sinto muito, mas acredito que é o melhor. – explica Ally. – Dez já se machucou hoje e eu não quero que mais nenhum problema ocorra.

– Não se preocupe, Ally, nós entendemos o que está tentando fazer. – fala Cassidy, sorrindo compreensiva.

– Minha mãe vai enlouquecer. – fala Dez, sorrindo sem humor.

– Pode ter certeza que sim. – confirma Trish, sentando na poltrona ao lado de Dez.

– Ally, eu posso falar com você? – pede Prince, chamando a atenção de todos.

– Claro. – diz a garota. Os dois saem do quarto sem dizer mais nada.

– Bem, eu preciso resolver alguns problemas. Poderiam vir comigo, Mike e Mimi? – pergunta Manu, suspirando cansada.

– Sem problemas. – diz Mimi, sorrindo.

Antes de saírem do quarto, minha mãe beija a minha testa e meu pai bate de leve em meu ombro. Tyler, aproveitando que os três estavam saindo, acompanhou o trio.

– Você parece preocupado, Austin. – comenta Trish.

– Eu só estou cansado. – digo, sentando no sofá branco que havia no quarto.

– O dia está sendo difícil, não é, amigo? – diz Dallas, sentando ao meu lado, sendo acompanhado por sua namorada.

– Nem me fale. – digo, afundando-me mais ainda no sofá. – Se antes eu reclamava que a minha vida era parada, eu deveria ter ficado de bico fechado.

Meus amigos começam a ri, concordando com a minha fala. Todos estavam exaustos e isso era claro em suas expressões. Tudo o que desejávamos era um bom e longo descanso depois de tantos problemas.

– Ninguém disse que seria fácil, príncipe Austin. – ironiza Cassidy, encostando a cabeça no ombro de Dallas.

– É, eu sei. – afirmo, olhando para o teto do quarto branco.

O silêncio, que antes estava reinando na sala, é cortado pela entrada de Ally. A garota não esboçava nenhuma expressão e isso me preocupava. Afinal, o que ela e Prince conversaram?

– Austin, você pode vir comigo? – pergunta a garota, dando um sorriso cansado.

Concordo balançando a cabeça e me levanto do confortável sofá. Dou um aceno para meus amigos e sigo Ally pelos inúmeros corredores do QG. Ally continuava calada, meio pensativa. Abraço-a por trás, a envolvendo de maneira carinhosa. A garota se assusta no começo, mas logo se aconchega e começa a andar mais devagar, aproveitando o momento.

– O que houve? – pergunto, preocupado.

– Nada demais. – sorri sapeca. – Estou a fim de treinar um pouco. O que acha?

Olho assustado para Ally. De onde ela tira tanta energia? O dia havia sido mais agitado do que o esperado e ela ainda queria treinar? Ally começa a ri de minha reação. Ela se vira de frente para mim e coloca seus braços em torno do meu pescoço. Coloco minhas mãos em sua cintura e a olho desconfiado.

– Você sabe que já está tarde, não é? – digo, arqueando uma de minhas sobrancelhas.

– Sim, eu sei. Mas, eu preciso descontar todas as minhas frustrações em algo. – ela suspira cansada. — Eu estou tão esgotada que meu cérebro parece trabalhar a mil por hora.

Beijo a testa da garota e a abraço com força. Eu entendia o quanto ela estava cansada e ao mesmo tempo agitada. Olho em seus olhos e balanço a cabeça, concordando com a sua vontade insana de treinar.

– Tudo bem. – falo, fazendo a garota sorri. – Mas, existe algum lugar especifico para treinamento por aqui?

– Vem comigo. – diz a garota, sorrindo, enquanto pega a minha mão e me guia pelo corredor.

Algum tempo depois, Ally para em frente a uma grandiosa porta e puxa um cartão de seu bolso. Ela o coloca em frente a um sensor vermelho e o retira após o mesmo ficar verde, indicando que havia sido liberado a nossa passagem.

Entramos na sala e surpreendo-me com a quantidade de armas de combate e aparelhos para luta havia no lugar. Encaro, encantado, a coleção de espadas expostas no fundo da sala.

– Uau. Isso é incrível! – exclamo, animado. – Olha essas espadas!

– Se quiser, pode pegar uma. – fala Ally, rindo de minha animação, enquanto amarrava o cabelo. – É bom que você pode treinar comigo. Acho que estou meio enferrujada no combate com espadas.

– Vamos ver do que você é capaz. – digo, pegando uma espada. Ally repete a ação e se coloca em posição de ataque.

– Eu estou pronta. – fala Ally, sorrindo convencida.

Sou o primeiro a atacar. Surpreendo-me com a habilidade e agilidade que a garota possui com a arma. Ela desvia dos meus ataques com facilidade. Em seus olhos eu via a concentração que a mesma possuía.

Afasto-me de Ally e logo recebo o ataque da garota. Nossas espadas tiniam conforme nos aproximávamos. A luta estava sendo rápida e isso me agradava. Eu sentia que não precisava me segurar e que poderia usar tudo de mim com ela, pois a mesma possui forças suficientes para contra-atacar no mesmo nível.

– Impressionante. – comento, enquanto impedia um ataque de Ally.

– Achou mesmo que eu não sabia lutar? – pergunta com humor.

– Imaginei que soubesse, mas nunca pensei que fosse tão boa. – admiti, afastando-me ao mesmo tempo que ela.

Continuamos a lutar até que somos interrompidos pelo barulho da porta da sala sendo aberta. Paramos o que estávamos fazendo e viramo-nos para ver quem havia entrado.

– Desculpa interromper, mas Nina disse que estava me procurando, Ally. – fala Kira, sem graça. – Aconteceu alguma coisa?

Ally sorri para a amiga e balança a cabeça de maneira negativa. A morena coloca a espada de volta em seu lugar e pega uma toalha que estava próxima de nós.

– Não aconteceu nada, Kira. – afirma Ally. – Sinto muito atrapalhar o seu descanso, mas eu preciso de um favor.

– Pode falar. – diz Kira, sorrindo gentilmente.

Aproveito que as garotas estão conversando e coloco a espada no lugar que ela estava antes. Observo as brilhantes armas por um tempo e volto a prestar atenção na conversa.

– Eu preciso que vá até a casa de Austin e pegue algumas roupas para mim. Não precisa ser muitas. Apenas o suficiente para alguns dias. Eu não sei quando terei tempo para ir lá. Além disso, hoje, os capangas de Gavin e Edgar estão espalhados por Miami. Se eu saísse, seria alvo fácil. – explica a garota.

– Claro. – concorda Kira. – Eu vou até lá e já volto.

Kira sai da sala, deixando Ally e eu às sós. Sorrio para a garota e me aproximo dela. A morena estende os braços, demonstrando preguiça. Diminuo a nossa distância.

A beijo calmamente. Era bom ter, finalmente, um tempinho para namorar. Eu já estava ficando louco com o papel de ajudante da princesa vinte e quatro horas por dia.

Ficamos namorando por um tempo e decidimos — lê-se: Ally decidiu -, que devíamos procurar Prince. Ally estava um pouco preocupada com o irmão e não queria me dizer o porquê.

– Você sabe onde ele está? – pergunto.

– Provavelmente, na sala de reuniões. – responde Ally.

– Ally. – chamo, após um tempo de silêncio.

– Sim? – fala Ally, sem prestar muita atenção em mim. Ela ainda olhava em volta, procurando sinal do irmão.

– Quem é Lawrence? – questiono. Ally para de andar e coloca a mão em minha boca, puxando e jogando-me na parede de uma parte mais escondida.

– Não fala esse nome em voz alta. – sussurra, pressionando-me contra parede.

– Qual o problema? – pergunto, confuso.

Ally analisa o lugar e me solta. Sem dizer nada, ela pega a minha mão e entramos em uma sala que estava próxima de nós. Ela tranca a porta e observa todos os lugares, procurando por algo desconhecido por mim.

Após averiguar que tudo estava seguro, ela suspira aliviada e olha para mim. Ela caminha até mim, parecendo pensar no que dizer. Por fim, ela para na minha frente e começa a sussurrar.

– Lawrence é um dos bandidos mais procurado por trezes países. A quantidade de pessoas que querem a cabeça dele é grandiosa. Se alguém que não seja de nossa confiança ouvir isso, pode usar a informação para conseguir uma recompensa. – explica a garota.

– Se ele é tão ruim assim, porque iremos usá-lo? – questiono, sussurrando.

– Lawrence sempre me protegeu de todo o mal. – confessa a garota, abaixando o olhar. – Por mais que ele seja um canalha de marca maior, ele jurou devoção e proteção à mim.

– Eu juro que não entendo os krosvianos. – confesso. Ally me olha confusa, parecendo tentar entender se isso era bom ou ruim. – Eles a idolatram de maneira intensa. Isso é impressionante. Você é, realmente, muito amada pelo seu povo, Ally.

Ally sorri envergonhada. Vejo o brilho de orgulho em seus olhos e me sinto feliz por, depois de tanto tempo, finalmente, ver a alegria estampada em sua face.

– É por isso que eu preciso proteger meu povo, Austin. – diz. – Assim como eles me amam, eu sou completamente apaixonada e grata por tudo que eles fazem por mim. Mesmo numa situação tão ruim como a que estão passando, eles não deixam de acreditar em mim. Eu não posso decepcioná-los.

– Você não vai decepcioná-los. – afirmo, puxando a garota para um abraço. – Se existe alguém capaz de fazer isso, com certeza, esse alguém é você.

– Obrigada. – agradece, dando um selo em meus lábios, em seguida. – Agora, vamos, porque eu ainda preciso encontrar meu irmão e já está ficando tarde.

Saímos da sala e começamos a ir em direção a sala de reunião. Antes de chegarmos ao nosso destino, somos parados por Tyler, que parecia desesperado para nos encontrar.

– Finalmente, eu achei vocês. – diz o moreno, cruzando os braços.

– O que houve? – pergunta Ally, preocupada. – Não me diga que é mais um problema...

– Não exatamente. – fala Tyler, sem graça. – Eu preciso de uma coisa que está com você.

– O que você precisa? – pergunta Ally, desconfiada.

– Lembra-se de uma mala que eu havia deixado com você no dia em que veio para Miami? – diz Tyler. – Existe algo dentro dela que é muito importante e eu preciso disso o mais rápido possível.

– O que é essa coisa importante? – pergunto, curioso.

– Quando eu tiver o que eu preciso em minhas mãos, eu explico. – fala, misteriosamente.

– Você havia me dito que eram apenas armas. O que está escondendo de mim, Tyler? – o olhar que Ally lançou para Tyler fez o mesmo se encolher um pouco.

– Eu juro que você será a primeira a saber quando eu fizer o que eu preciso. Apenas traga a mala, sim? – pede Tyler, sorrindo sem graça.

– Tudo bem. – concorda Ally. – Eu vou ligar para Kira e peço para ela trazer a mala junto com as coisas que eu lhe pedir.

– Obrigado, princesa. – agradece Tyler, saindo apressado, em seguida.

– Esse Tyler... – falo, sorrindo.

– Bem, deixa eu ligar para Kira. – diz Ally, pegando o celular, enquanto ria de Tyler. Ela disca os números e leva o celular ao ouvido. Algum tempo depois, ela volta a repetir o processo, mas parece que Kira não atendia. – Estranho. Ela não está atendendo o celular.

– Tenta mais uma vez. – sugiro, observando a garota tentar ligar para a amiga.

– Não adianta. Ela não atende. – fala Ally, frustrada. – Acho que nós vamos ter que buscar a mala pessoalmente.

– Eu não me importo. – falo com sinceridade. A garota mexe no celular mais uma vez e depois olha para mim.

– Eu mandei uma mensagem para o pessoal, avisando que nós estamos indo em casa e já voltamos. – explica.

Balanço a cabeça, concordando, e abraço a garota, começando a andar para a saída. Conforme íamos indo para perto do caos SOSK, inúmeras pessoas nos cumprimentavam. Quando estávamos próximos da escada, que levava a saída, o celular de Ally apita, avisando que havia chegado mensagem.

– De quem é? – pergunto, vendo Ally pega o celular.

– Não sei. Deve ser um de nossos amigos. – fala. Ela olha para o celular e parece estranhar. Após ler a mensagem, a garota arregala os olhos, assustada. Ela lê e relê mais algumas vezes e parece não acreditar no que lia.

– O que foi? – pergunto preocupado.

Ally me estende o celular e não demoro a entender o porquê do espanto. A mensagem não era algo qualquer e sim uma ameaça:

“Diga adeus a sua dama de companhia, princesa. Hoje foi a última vez que você a viu respirar.

Emily.”

– Kira. – sussurra Ally, em estado de choque. – Atenção. – grita Ally. – Eu preciso de duas armas e cartuchos. Agora!

Dois agentes, próximos de nós, entregam suas armas e a munição para Ally, sem entender o estava acontecendo. A garota me estende uma arma e o cartucho e verifica se arma dela estava carregada. Sua expressão era de puro ódio.

– Ally? – chamo, preocupado com a garota.

– Diga a Prince que Kira está sofrendo um ataque e que Austin e eu fomos resolver as coisas. – fala Ally, olhando séria para um dos agentes que havia entregue sua arma.

– Não deseja uma equipe de reforço, princesa? – pergunta o homem, preocupado.

– Vamos, Austin. – Ally ignora a pergunta do homem e começa a correr para a saída.

– Peça para Prince providenciar reforço. – ordeno, recebendo um aceno positivo em resposta.

Corro, tentando alcançar Ally. A garota estava com um olhar assustador. Entramos no carro e logo dou partida. Tento dirigir o mais rápido possível. Algum tempo depois, finalmente, chegamos a rua próxima de minha casa.

– O que vamos fazer? – paro o carro alguns metros de distância da casa.

– Ela trouxe reforços. – fala Ally, referindo-se aos três carros que estavam próximos da casa. Ela vira-se para trás e pega duas espada que estavam no banco. Ela me estende uma delas. – Acha que consegue dá conta deles? Preciso chegar ao quarto o mais rápido possível.

– Claro. – respondo, pegando a espada. Arrumo a arma de fogo no cós da minha calça e analiso a espada.

Descemos do carro. Ally ajeita a espada em sua cintura, arruma o seu cabelo e segura o revolver, escondendo-o atrás de si. Não demora para que a nossa presença seja notada. Os capangas de Gavin e Edgar se colocaram em posição de ataque. Ally saca seu revolver e começa a caminhar na direção dos inimigos.

Quando um deles tenta atirar, Ally é mais rápida e acaba o atingindo. Quanto mais nos aproximávamos, mais o número de homens armados aumentava.

Ally e eu íamos atirando e, por algum milagre, os homens não conseguiam nos atingir. Quando já estávamos próximos da porta, o barulho de luta vindo do quarto de Ally é audível.

A garota vira para mim e aponta sua arma, em seguida, ela atira em um capanga que estava próximo de mim. Olho assustado para Ally e ela apenas volta a encarar o revolver. Vendo que o mesmo já estava sem balas, ela joga a arma fora.

– Eu vou entrar. – fala, pegando a espada de sua cintura. – Cuidado.

– Você também. – digo, pegando minha espada, voltando a me concentrar na luta que estava por vir.

Luto com mais alguns homens, mas o som de três tiros e um grito de desespero me chama a atenção. Poucos segundos depois, Brooke aparece na porta, correndo em direção a um carro que estava próximo. A minha surpresa era tanta, que eu não tive muita ação.

– Vamos embora, seus idiotas. – grita Brooke.

– Mas e Emily? – pergunta um dos capangas.

– Emily mandou irmos embora. – gritou Brooke, em resposta.

Os homens que ainda estavam de pé, lutando, voltaram para os carros e, em instantes, a rua se tornou deserta. Olho para a janela do quarto de Ally e percebo que está havendo uma luta.

Entro na casa e sigo em direção ao quarto de Ally. Emily e Ally lutavam com espadas. Olho para a varanda e surpreendo-me. Havia um corpo estirado no chão. Eu sabia que não deveria interferir na luta das garotas, então, a única coisa que eu podia fazer era ajudar a pessoa que estava no chão.

Corro ao encontro do corpo e vejo que cheguei tarde demais. A poça de sangue deixava claro o que havia acontecido e as marcas de tiro no corpo confirmava um fato: Kira havia morrido.

Continua...

Notas finais
E então? O que acharam? Críticas, elogios, erros ortográficos? Oi Cupcakes *0*!! Alguém ai ficou com raiva da autora? kkkkk'! Próximo capítulo eu explicarei o que aconteceu, então não se preocupe, pois vocês terão os detalhes da morte de Kira u.u!! Aeeeee, eu respondi aos reviews postados até ontem *0*!!! Espero que perdoem o meu atraso e continuem a deixar a opinião de vocês!! Beijocas ♥ *** PS.1: Quem quiser participar do grupo no face: www.facebook.com/groups/677328449023646/ >o< !! PS.2: Criamos um grupo no WhatsApp, então podem participar também, basta apenas me enviarem uma MP com o DDD de vocês e o número do celular que eu adiciono *-* !!