Unlike Cinderella...
25 Capítulo 24 - Surprises...
Notas iniciais
POV Austin
Ally continuava a segurar o celular em seu ouvido, mesmo depois da conversa com sua mãe ter sido finalizada. A garota continuava a encarar o nada de maneira pensativa e distante. Isso me preocupava.
– Ally? – chamo, tentando fazer a garota despertar de seu transe.
A morena permanece calada, sem esboça nenhuma expressão. Por fim, após um bom tempo sendo observada por todos da sala, ela respira fundo, parecendo querer controlar as emoções.
– Nós temos dois meses. – fala, olhando para mim. Eu via pelos seus olhos que ela estava a ponto de entrar em desespero, mas estava se controlando para não assustar a todos.
– Dois meses? O que quer dizer com isso? – pergunta Dallas, confuso.
– Esse é o tempo que temos antes de Gavin atacar Krósvia. Com meu pai internado no hospital, minha mãe assumiu o poder oficial do país, temporariamente. Ela é uma mulher incrível, mas o seu estado de saúde mental não está nada bem. Eu nunca vi minha mãe tão descontrolada como agora. A situação é grave. – explica a garota, deixando todos surpresos. – Minha mãe não sabe se meu pai vai sair dessa. Os médicos não estão muito otimistas. O povo está apavorado. Tudo está prestes a entrar em colapso.
Ally coloca a mão na cabeça e suspira pesarosamente. Depois, levanta-se, com dificuldade por causa do gesso, e caminha em direção a janela do apartamento de Prince. O Sol já estava se pondo e a brisa que entrava pela fresta, balançava, de maneira suave, os cabelos de Ally. A cena seria perfeita se não fosse pela notícia dada pela garota ter chocado todos presentes.
Arfo, preocupado com o que estava por vir. Olho para meus amigos e vejo que todos estavam tão nervosos quanto eu. Prince suspira frustrado e Manu começa a caminhar de um lado para o outro, nervosamente. Tyler encara Ally e eu pude ver, pelos seus olhos, toda a sua revolta perante a situação.
– O que vamos fazer? – pergunta Trish, preocupada. – Prince?
– Eu não sei. – admiti, sentando-se no sofá e se jogando para trás, parecendo tentar achar respostas. – A volta de Ally estava programada para daqui a um ano. Agora, com essa situação ocorrendo em Krósvia, Ally precisa voltar o mais depressa possível para coordenar os ataques. Mesmo não podendo assumir o trono, ainda, ela é a única que poderia conseguir a vitória.
– Então quer dizer que a Ally vai voltar para Krósvia em breve? – pergunta Cassidy, com um misto de tristeza e ansiedade.
– Ela ainda não está pronta para voltar. – diz Manu, olhando para Cassidy. – Seria arriscado demais. Não temos em quem confiar em Krósvia para protegê-la, com isso, as chances de Gavin fazer algum mal a Ally é muito maior.
– Ally está mais segura aqui? – pergunta Dez, esperançoso.
– Não. Mas, ao menos, sabemos em quem confiar. – responde a mulher. – Analisando a situação, o melhor, por enquanto, é treiná-los e torcer para que nenhum espião de Gavin esteja por perto. Além de nós, existem algumas pessoas, próximos de Ally, que estão dispostos a dá suas vidas, caso necessário, para protegê-la.
Ally permanecia calada, enquanto todos debatiam sobre o que fazer. Sua mente estava distante e isso me preocupou. Levanto-me, sem chamar muita atenção, já que meus amigos continuavam a conversar com Prince, Manu e Tyler, e vou até a garota. Coloco minhas mãos sem seus ombros e os aperto com delicadeza, tentando transmitir algum tipo de conforto.
– Eu preciso saber da verdade, Austin. – fala a menina, ainda olhando para a bela vista de Miami e apertando minhas mãos com força. – Eu preciso achar alguma solução. As coisas não podem continuar assim.
– Nós vamos conseguir as respostas que precisamos, Ally. – digo, confiante. – Se as coisas precisam ser apressadas como Prince disse, então, meus pais não podem mais esconder segredos de nós.
A garota balança a cabeça, vagarosamente, talvez, tentando se convencer que o que eu dizia era verdade. Suspiro frustrado. Eu nunca imaginei que minha vida iria mudar em um tempo tão curto.
– Ally. – chama Prince, depois que todos se calaram.
– Sim? – responde Ally, virando-se para Prince, fazendo-me soltá-la.
– O que mais sua mãe disse? – pergunta o moreno.
Ally volta para o sofá e se senta ao lado de Dez, que a abraça de lado, carinhosamente e sussurra: "Estamos com você nessa, Ally!". A morena sorri para o ruivo e se encosta nele. Ela pensa por um momento e suspira cansada. A garota encara cada um de nós e, por fim, começa a relatar:
– Que ela não vai conseguir controlar Krósvia. Por enquanto, os confrontos entre Targarión e o meu país são apenas verbais. No entanto, isso não vai durar para sempre. As coisas estão complicadas e nenhum de nossos aliados sabem o que fazer. Disse, também, que Tio Mike e Tia Mimi devem colocar o plano em ação.
– Plano? Que plano? – questiona Cassidy.
– Isso é o que todos gostaríamos de saber, Cassidy. – digo, esperando alguma explicação por parte de Prince.
O homem se levanta e vai até Tyler, parecendo dar instruções ao mesmo. Após dada a explicação, o moreno sai da sala, seguindo o corredor que leva ao seu quarto.
– Eu vou falar com ele. – avisa Manu, deixando-nos à sós com Tyler.
– Vamos, pessoal, eu vou levar vocês para casa. Já está tarde e seus pais devem estar preocupados. – diz Tyler, sorrindo, tentando descontrair.
– Vão mesmo nos deixar sem respostas? – pergunta Trish, revoltada.
– Por que, ao invés de nos levar para casa, você não nos diz o que está acontecendo de verdade, Tyler? – sugere Dallas.
– Não compliquem as coisas. Quando chegar o momento certo de saberem a verdade, vocês saberão. – fala Tyler, parecendo cansado da conversa. – Agora, vamos.
Meus amigos começam a reclamar da atitude de Tyler, Manu e Prince. O que de tão grave eles estão escondendo de nós? A confusão se prolonga por um bom tempo, até que o moreno dá um jeito de acalmar os ânimos e todos voltam a se calar.
– Eu não vou. – avisa Ally, deixando bem claro a sua decisão. – Preciso conversar com Prince.
– Como desejar, princesa. – concorda Tyler, com seriedade. – Você vai ficar também, Austin?
– Sim. Farei companhia a Ally. – digo e recebo um balançar de cabeça positivo.
Ally se despede de cada um com um abraço e um obrigado. Após os cumprimentos, todos seguem Tyler, restando apenas Ally e eu na sala do enorme apartamento de Prince. Cansada, Ally volta a se sentar.
O dia estava sendo difícil para ela. Tanta informação de uma vez só estava mexendo bastante com o seu emocional, no entanto, a garota se mantinha firme e lutando contra qualquer sentimento de derrota.
É impossível não admirar sua força de vontade. Até mesmo em momentos complicados como estes, Ally se mantém controlada e não se deixa levar pelo desespero. Ela, com certeza, é a pessoa ideal para governar Krósvia.
Sento-me ao lado da garota e volta a abraçá-la, sendo retribuído, prontamente. Beijo sua testa, dou-lhe um leve selo em seus lábios e encosto meu queixo em sua cabeça. Permanecemos em silêncio. Nenhum de nós estávamos com vontade de falar ou fazer outro coisa a não ser ficar sentado no sofá, esperando Prince sair do quarto para que a morena conversasse com ele.
[...]
Passavam-se das sete da noite e nem Prince tampouco Manu saíram do quarto. Ally continuava quieta e distante. Ainda tentei puxar assunto, mas a garota só queria ficar um pouco sozinha. Talvez, tentando absorver tudo o que aconteceu em um dia só.
Resolvo deixá-la à sós, por alguns instantes, e vou atrás do casal. Sem fazer muito barulho, aproximo-me do quarto do moreno e, aos poucos, escuto as vozes de Manu e Prince. Os dois discutiam de maneira fervorosa, no entanto, nenhum deles usavam um tom muito elevado.
A porta do quarto estava aberta, por isso, não me aproximei muito. Permaneci quieto, tentando entender o que se passava. Não sou do tipo de pessoa que gosta de ouvir as conversas dos outros, no entato, eu preciso de respostas e se para isso eu tiver que escutar as coisas escondido, eu farei isso.
– Ela precisa saber de toda a verdade, Prince. – dizia Manu, nervosamente. – Todos merecem isso. As coisas estão fora de controle e não poderemos ficar em meios as segredos.
– Você sabe que isso não é possível! Eu não vou arriscar a vida da pessoa que eu mais amo nesse mundo. – argumenta Prince, determinadamente. – Se a única forma de protegê-la é me manter em segredo, então é isso que irei fazer.
Manu suspira frustrada e começa a andar de um lado para o outro, irritada. Eu não conseguia vê-los muito bem, por isso, estava difícil distinguir o que o moreno estava fazendo.
– Escute, bem, Prince. – começa Manu, após um tempo. – Você não é o único que ama e quer proteger Ally. Eu passei a minha vida toda treinando e cuidando para que ela pudesse viver longe do nosso mundo, mas eu não consegui evitar. Por mais difícil que possa ser para nós dois, Ally precisa saber da verdade. Eu não aguento mais esconder dela o seu passado e o motivo de tudo estar acontecendo. Eu já não consigo suportar. Então, por favor, vamos parar com segredos e deixar que ela tome a sua própria decisão. Não temos o direito de privá-la disso.
Após dizer isso, Manu começa a chorar baixinho. Aquele choro demonstrava toda a dor que ela sentia. Prince, que estava sentado na cama, levanta e caminha até a morena. Ele a abraça com força, de maneira protetora.
– Por favor, não chore. – pede, acariciando seus longos cabelos, que, neste momento, estavam soltos. – Eu não suporto vê-la assim.
– A guerra em Krósvia está para começar, Prince. Eu não sei o que pensar ou como agir. Eu já enfrentei inúmeras batalhas, no entanto, dessa vez é diferente. Não estamos lidando com uma pessoa qualquer. A situação é pessoal demais. Eu não sei como todos vão reagir quando souberem de tudo. Isso é assustador. – fala Manu, afastando-se de Prince e se abraçando, como uma forma de proteção. A garota ainda chorava, mas conseguia manter a voz firme.
– Tudo vai ficar bem, Manu. – fala Prince, aproximando-se da morena de longos cabelos.
– E se não ficar, Prince? E se Gavin conseguir o que ele quer? E se você... Se você... – ela começa a chorar com mais intensidade. Seu corpo tremia, fortemente. – Eu não quero perder mais ninguém.
Prince a olha chocado. Também, não é para menos. Manu é a mulher mais durona que eu já conheci, porém, naquele momento, ela parecia uma criança indefesa e assustada. De alguma forma, eu sentia que ela estava colocando para fora tudo o que guardava a um bom tempo.
– Você não vai perder ninguém, querida. – diz Prince, a abraçando novamente. – Por favor, pare de se condenar pelas mortes que aconteceram, Manu. Você fez o que tinha que ser feito.
– Diferente do que aconteceu da última vez, Prince, eu não vou fugir. Farei o que for preciso para proteger as pessoas que eu amo, – ela se afasta um pouco de Prince, apenas para olhar em seus olhos. – inclusive, morrer.
– Nunca mais volte a repetir isso, entendeu? – fala Prince, um pouco alterado. – Eu não suportaria perder você, Manu. Não importa o que aconteça, eu não vou deixar que nada te aconteça. Eu te amo, Emanuelle, então, por favor, não me diga que existe a possibilidade de perder você.
Olho surpreso para a cena. Eu sabia que os dois se gostavam, mas nunca imaginei que fosse algo tão intenso quanto amor. A maneira como as palavras eram ditas por Prince, demonstrava a intensidade de seus sentimentos pela mulher.
Manu, ainda chorando, passa a mão pelo rosto de Prince e sorri com ternura, parecendo estar limpando as lágrimas que, provavelmente, desciam pelo rosto do homem – Prince estava de costas e eu não conseguia ver sua face. Prince a puxa pela cintura e a beija. Não era um beijo qualquer e sim aqueles que a gente ver em filmes de romance de menininha, onde o mocinho reencontra a mocinha e diz para ela que ele a ama e que quer ficar ao seu lado para sempre.
Eu estava um pouco incomodado por estar vendo algo tão íntimo dos dois. Pensei em me virar e voltar para a sala, mas, no momento em que eu iria fazer isso, os dois se separam.
– Eu também te amo, Prince. Talvez, mais do que você possa imaginar. – diz sorrindo e recebendo mais um beijo em troca da declaração.
Suspiro baixo e frustrado. Será que todo mundo consegue se declarar e receber a resposta em troca, menos eu? Sério, parece que o mundo conspira contra mim. Para que eu conseguisse beijar a Ally eu tive que ser interrompido duas vezes e só não foi mais, porque eu já estava cansado demais de ficar só na vontade. E hoje, quando decidi contar a verdade para ela, o maldito do Tyler tinha que abrir a maldita boca e atrapalhar o momento.
Paro de divagar sobre as minhas frustrações em relação a Ally, pois já estava me dando revolta e uma certa depressão, e volto a prestar atenção no que acontecia no quarto a minha frente. Manu e Prince continuavam abraçados e vez ou outra, suspiravam. Com isso, pensei até que eles não retornariam o assunto “revelar segredos”, no entanto, eu me enganei.
– Por favor, Prince, vamos contar a verdade. Os nossos planos já foram vetados com os recentes acontecimentos. A nossa única saída é contar a verdade e lidar com as consequências que estão por vir. Mike e Mimi não poderão permanecer em silêncio por muito tempo, então é melhor acabar logo com esse mistério. – diz Manu, soltando-se do moreno.
Prince permanece calado por um momento, pensando no que Manu havia dito. Ele caminha até a janela de seu quarto e passa a observar o já escuro céu de Miami. Por fim, o homem suspira, dando-se por vencido.
– Tudo bem. Eu acho que você está certa. Não adianta continuarmos fugindo de um assunto inevitável. – responde, virando-se para ela.
– Mesmo? – questiona Manu, surpresa pela decisão de Prince.
– Sim. No entanto, o melhor a se fazer é procurar por Mimi e Mike. Eles também fazem parte da história e poderão esclarecer detalhes que nós não temos. – explica.
– Você tem razão. O que acha de irmos agora mesmo até a casa de Austin? – sugere Manu.
Prince concorda balançando a cabeça. Vendo que eu não poderia continuar ali, ou seria descoberto, volto para a sala o mais depressa possível e sem fazer barulho. Ally continuava sentada no sofá e pensativa.
– Ally? – chamo, sentando-se ao seu lado e a abraçando de maneira protetora. – Você está bem?
– Estou. – responde, sorrindo, tristemente. – Acho que consegui colocar meus pensamentos em ordem.
– Que ótimo. – digo, suspirando aliviado, na sequência. – Acha que aguenta mais emoções?
– O que quer dizer com isso? – pergunta, confusa.
– Eu ouvi a conversa do Prince com a Manu e...
– Austin! – Ally me repreende, irritada pela minha falta de educação.
– Deixe-me continuar, por favor. – peço, sussurrando. A garota apenas assente, dando-me permissão para continuar. – Parece que eles irão nos contar toda a verdade.
– Isso é sério? – questiona Ally, surpresa.
– Parece que sim. – digo, sorrindo animado.
– Austin? Ally? O que estão fazendo aqui? – pergunta Prince, chegando a sala junto com Manu. – Eu imaginei que Tyler já havia levado vocês para casa.
– Eu precisava conversar com você, Prince. – explica Ally, levantando-se, com dificuldade.
– Aconteceu alguma coisa, querida? – pergunta Manu, preocupada.
– Vocês estavam chorando? – questiona a garota ao meu lado, enquanto observa Manu e Prince. – O que houve?
– Não foi nada. – responde Manu, um pouco envergonhada. – Mas, não mude de assunto.
– Muito bem. – começa Ally. – Pode não ter contado as coisas na frente de meus amigos, Prince, mas precisa me contar a verdade. Eu quero respostas e não irei sair daqui até obtê-las. Eu tenho dois meses para consegui bolar um bom plano para comandar o exército e retornar a Krósvia. Então, por favor, facilite as coisas para mim.
O casal nos encara sem esboçar qualquer emoção. Prince se vira para Manu e a mesma sorri compreensiva. Ela caminha até Ally e a abraça, depois, sussurra algo em seu ouvido e a mesma arregala os olhos surpresa, deixando não só a mim, confuso, como a Prince também. Ally sorri com o que foi dito e abraça Manu mais uma vez.
– Responderemos a qualquer pergunta que os dois possam ter, mas antes, precisamos ir para sua casa, Austin. Seus pais são as pessoas mais indicadas para começar a contar sobre o assunto. – diz Manu, voltando-se para Prince.
– Vocês vão mesmo nos contar a verdade? – pergunto, desconfiado.
– Sim. – responde Prince. – Então, é melhor nós irmos.
Após dizer isso, Manu pega sua mochila e começa a caminhar na direção da porta. Seguindo seu exemplo, pego minhas coisas e a de Ally que estavam jogadas em um canto qualquer da sala e seguro na mão de Ally. A mesma aperta a minha e sorri.
Seguíamos para a minha casa em um dos carros de Prince. O silêncio permanecia entre nós. Cada um perdido em seus próprios pensamentos. Eu estava tentando acalmar meus nervos. A ansiedade para saber toda a verdade consumia meu corpo.
Após uns trinta minutos, chegamos a casa que conheço a tanto tempo. Olho para Ally e a mesma coloca sua mão sobre a minha, apertando-a e respirando fundo. Entrelaço nossos dedos e sorrio confiante para a garota.
Todos nós saímos do carro, sem dizer uma só palavra. Quando alcançamos a porta, pego minha chave e a abro. Dou passagem para Manu, Prince e Ally entrarem e repito o mesmo que eles. Fecho a porta com cuidado e sigo em direção a sala da casa.
Meus pais estavam sentados no sofá, da mesma maneira como no dia em que eles me contaram do perigo que Ally corria. Eles ainda não haviam percebido a nossa presença.
– Mãe? Pai? – chamo, assustando-os.
– Oh, por Deus, vocês finalmente chegaram. – diz minha mãe, vindo em nossa direção, abrindo os braços e se jogando em cima de Ally e eu.
– Ally, querida, você está bem? – pergunta meu pai, preocupado com a garota. – O que vocês dois estão fazendo aqui?
– Precisamos conversar, Mike. – fala Prince.
Meu pai aponta para o sofá e todos nós nos sentamos. Ally olha para mim, sorrindo nervosamente. Pelo o seu olhar eu entendia o que ela estava sentindo: ansiedade, angústia, medo e alívio por finamente acabarmos com todos os segredos.
– O que vocês querem? – pergunta minha mãe.
– Eles precisam saber da verdade, Mimi. – fala Manu, com seriedade.
– O que? – diz a loira, surpresa. – Vocês só podem estar loucos.
– Acredito que já saibam da atual situação de Krósvia, não é mesmo? – começa Prince. – A realidade é que aconteceu o que ninguém previa. Com o rei na situação que está e a rainha prestes a entrar em insanidade, a única capaz de assumir o reino de Krósvia, como deve saber, será Ally. Não adianta esconder a verdade deles, Mike. Não sabemos o que o futuro nos espera e a Rainha Penny já nos alertou para colocar o plano em ação. Precisamos contar tudo o que sabemos a eles.
– A única capaz de assumir o trono? – diz minha mãe, com abundante ironia.
– O que quer dizer com isso, Mimi? – pergunta Manu, levantando-se do sofá, assim como Prince, que parecia surpreso pela reação de minha mãe.
– Por que não nos conta a verdade, Prince? Ou devo chamá-lo de Príncipe Phillip? – diz meu pai, levantando-se junto com minha mãe. – E então? Por onde devemos começar?
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Continua...
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