Unlike Cinderella...

17 Capítulo 16 - Far...


Notas iniciais
Oi Cupcakes ♥! Sinto muito pela demora em postar, mas eu não estava muito bem esses dias e não tive tempo algum para escrever. O capítulo não ficou tão bom assim, porque minha cabeça e minhas costas estão me matando, mas acredito que gostaram do final!! kkk' Fiquei até com medo das ameaças que recebi!!! Quero agradecer aos comentários maravilhosos de Isabelle Santos, Lêh (Letícia Merlo), Jads (Jade), Biiah Lynch, Kay / Lady Carne (Lynch) kk, Anninha (Blogueira Anonima), Miley Demi1920, Lala (Gabs), Quiet Little Reader, Reader Secret, May (Dreams And Wishes), Mara Leite, Milazinha 90, Manu (VacuumCleaner), Fran, Jenny (Gatinha MÁ), Sôh (Sophia Stephane), Dream Sweet Dream, Carolzinha1107, Paloma Coutinho, Leleh10 e Jéh (CereJeh)!!! Boa Leitura...

POV Austin

A sensação de tê-la tão perto de mim era torturante e, totalmente, nova. Eu não sou idiota a ponto de negar que estou apaixonado por Ally. No entanto, esse sentimento é, completamente, diferente do que sentir por Cassidy ou outra pessoa.

Analiso a resposta de Ally e me aproximo. Coloco as minhas mãos em seu rosto. Ela é um verdadeiro enigma. Ela não diz tudo o que pensa, no entanto, fala sempre o que acha necessário. Os olhos dela parecem esconder inúmeros segredos e isso só me faz querer protegê-la ainda mais.

– Eu vou te proteger, Ally. Eu prometo. Brooke não voltará a lhe fazer mal. – digo com sinceridade.

– Eu não quero que me proteja. – responde, colocando suas mãos sobre as minhas. A maneira como disse, fez com que eu visse o quanto ela estava decidida sobre isso.

– Ally... – começo, mas a morena me interrompe.

– Não, Austin. Não tente me proteger. Existem coisas que são inevitáveis. De um jeito ou de outro Brooke voltará a aprontar e eu não quero que você se machuque ou algo assim.

– Você não pode estar falando sério. – digo, não acreditando no que eu ouvia. – Ally, eu já te expliquei do que a Brooke é capaz. Não quero que aconteça com você...

– O mesmo que aconteceu com Cassidy. – interrompe, novamente, parecendo frustrada. – Quantas vezes eu terei que repetir que eu não sou a Cassidy?

– Eu nunca disse que era. – falo.

– Então pare de me comparar a ela, Austin. – diz, chateada.

– Eu não estou te comparando com ela. – digo, aproximando-me dela. Será mesmo que eu estou as comparando?

– Sim, você está. Precisa confiar em mim. – responde, chegando mais perto de mim.

Olho para a garota. Encarar seus olhos é impossível, pois parece que eles me atraem de uma forma inexplicável. Grandes e de uma cor linda, seus olhos exalam doçura e confiança.

– Eu confio em você. Eu não confio em Brooke. – sussurro, hipnotizado.

– Então não tente me proteger. – murmura, olhando em meus olhos com um brilho diferente.

– Eu não posso. – murmuro, aproximando-me dela como na noite anterior.

– Por que? – diz, com a voz mais fraca que o normal. Seus olhos ameaçavam se fechar.

– Porque você é importante demais para mim. Não posso permitir que alguém machuque você. – não sei como, mas as palavras saíram sem que eu pudesse controlar.

Ally colocou seus braços em volta do meu pescoço e fechou seus olhos. Aquilo foi o sinal que eu tanto esperava. Meu coração batia forte e descompassado. Quando eu estava a centímetros de sentir o sabor de Ally, mais uma vez, interromperam. Malditos! Será que dá para ficar pior do que já está?

– O que vocês estão fazendo ai dentro? – pergunta Fred, o zelador, rindo de nós.

Ah, Droga, piorou! Ally e eu saímos de dentro do armário, envergonhados. Eu nem sabia o que dizer. Quer dizer, como eu vou explicar para ele? Não tem muito o que se dizer quando se é pego no flagra.

Olho para Ally e a garota já andava apressada, deixando-me sozinho com Fred. Ah, maravilha! Mais alguma coisa de ruim para acontecer ou isso já é o bastante?

– Será que a garota está bem? – pergunta Fred, rindo cada vez mais de nós.

– Hãn, eu... Quer dizer... Nós... – tento encontrar alguma maneira de justificar o que estava acontecendo, mas minha tarefa é, praticamente, impossível.

– Tudo bem, garoto. – fala, balançando a cabeça negativamente. – Vocês deram sorte que fui eu que interrompi vocês. Dessa vez, deixarei passar. Mas, tentem controlar seus hormônios.

– Obrigado. – agradeço, aliviado. Pelo menos, encrencado nós não estávamos.

Saio dali, atordoado, após Fred assentir, sorrindo minimamente. Eu não sabia se procurava Ally, se ia atrás de Brooke ou ficava sozinho para colocar meus pensamentos em ordem.

– Austin? – sinto uma mão em meu ombro e grito de susto. – Calma, Cara, sou eu.

– Quer me matar, Dez? – falo, colocando as mãos não peito e tentando controlar a minha respiração.

– Qual foi a do gritinho de menina? – diz, sarcástico, rindo de mim. – Eu estava te chamando a um tempão e você parece estar no mundo da lua.

– Foi mal. – digo, sem-graça. Sento-me no banco mais próximo e coloco minhas mãos na cabeça.

Estávamos no pátio da escola e o mesmo se encontrava pouco movimentado. Dez se senta ao meu lado, em silêncio. Parece entender que eu preciso pensar e me acalmar. Suspiro frustrado e começo a encarar o céu de Miami.

– O que aconteceu? – pergunta, por incrível que pareça, calmo.

– Cara, eu ‘tô com um problema. – solto, sentindo um nó se formar em minha garganta.

– Problema? Você fez alguma coisa de errado? – questiona, preocupado.

– Eu ‘tô apaixonado pela Ally. – digo, sem enrolar. Já estava pronto para ouvir algum surto da parte do meu amigo, mas ele permaneceu calado, olhando para mim como se isso não fosse nada demais. – Não vai falar nada?

– O que? – pergunta, não parecendo entender o que eu queria dizer com isso. – Isso nem é novidade.

– Você sabia? – questiono, confuso.

– Todo mundo sabia. Você não? – pergunta, estranhando a minha confusão.

– Não. – respondo, surpreso.

– Cara, como você pode ser tão lerdo assim? – questiona, mais surpreso que eu. – Depois eu é que sou o idiota. Esse seu estresse todo é porque está com ciúmes da Ally. Já percebeu que seu humor variou a semana toda? Você sorria quando estava com Ally e ficava de mal humor quando algum cara ficava perto dela. Eu sou seu melhor amigo. Te conheço melhor do que você mesmo.

– Então, por que você não falou nada? – minha cabeça estava um nó. Como assim, todo mundo sabe disso?

– Iria adiantar alguma coisa? Você iria negar, como sempre faz. Eu estava esperando você admitir que gosta dela. – diz, rindo, e balançando a cabeça negativamente. – Até que foi bem rápido para você ter percebido isso sozinho.

– Na verdade... – começo um pouco envergonhado. – Meu pai me disse isso ontem.

– Fala sério. – Dez cai na gargalhada. – Qual é, Austin? Precisou seu pai dizer que você está apaixonado?

– O que? Cara, você é meu melhor amigo, não deveria ‘tá rindo de mim. Deveria me apoiar. – digo, irritado e envergonhado.

– Por ser seu melhor amigo é que eu estou rindo. – fala, rindo ainda mais. – E você dizendo que quando se apaixona, com certeza, você sabe. Olha ai, mais uma vez, eu estava certo.

– Hey, também não é assim. – protesto. – Eu descobri primeiro que todos que eu estava apaixonado pela Cassidy. Ou já se esqueceu disso? Além do mais, eu conheço a Ally a pouco menos de uma semana. Como eu poderia ter certeza se eu estava gostando dela ou não?

– Pode até ser. Mas, dessa vez, eu estou certo. – diz Dez, convencido.

– Mas, eu tenho certeza que você não sabe de uma coisa. Nas verdade, são duas. – falo, presunçoso. No entanto, eu nem sei se devo ou não contar a Dez.

– O que? – pergunta, curioso.

– Ally e eu quase nos beijamos. – respondo, sorrindo, lembrando-me daqueles dois momentos incríveis.

– Fala sério? Quando foi que isso aconteceu? – Dez exalava animação. Parecia até que eu havia dito que tinha ganhado na loteria.

– Duas vezes, para ser sincero. – Dez abre a boca para protestar, mas faço sinal para que deixasse com que eu continuasse. – A primeira vez foi ontem à noite. Um pouco antes de vocês aparecerem na porta, Ally e eu estávamos quase nos beijando, mas Elliot apareceu e nos assustou.

– Então era por isso que você estava tão estranho ontem. – conclui. – E quando foi a segunda vez?

– Agora a pouco. – digo, desanimado.

– Agora? – surpreende-se Dez.

– Sim, estávamos conversando dentro do armário do Fred e...

– Espera um pouco. Vocês estavam dentro do armário do zelador? Estava tão desesperado assim para beijar a Ally, Austin? – pergunta maliciosamente, interrompendo a minha explicação. – Nossa, sua paixão está mais forte do que eu imaginava.

– Pode parar de pensar idiotices. – repreendo o idiota do meu melhor amigo. – Eu queria conversar com ela, mas ninguém poderia ver, então essa foi a minha única solução.

– Não poderia ter esperado o final da aula? – questiona, ainda olhando maliciosamente.

– Eu estava preocupado. Brooke aprontou com Ally. Eu não tive nenhuma notícia dela. Trish e você ficaram ao lado dela e eu não poderia ir até vocês, porque a cobra estava na minha cola. – explico, suspirando frustrado, em seguida. – Agora, vai me deixar eu terminar de contar a história ou está difícil?

– Ok, desculpa. Pode continuar. – diz, levantando os braços em sinal de rendição.

– Continuando. – digo, olhando para o céu, mais uma vez. – Enquanto conversávamos, eu senti uma vontade louca de me aproximar da Ally e quando dei por mim já estava prestes a beijá-la. O problema foi que o Fred apareceu antes que a gente se beijasse.

– Pelo jeito, você vai ter que esperar mais um pouco. – fala Dez, rindo. – Mas, veja pelo lado bom, pelo menos você vai se casar com alguém por quem você é apaixonado.

– Ah, Dez. Ainda que eu esteja apaixonado pela Ally, não é certeza ela sentir o mesmo por mim e nem sei se estou pronto para casar. – digo, com sinceridade. — Eu não sei bem o que pensar. Apesar de já ter me apaixonado antes, com a Ally tudo é diferente. Tudo é muito novo. Eu me sinto perdido.

– Se você diz. – responde, dando de ombros. – Mas, eu tenho que te alertar, Cara. Não é só você que tem sentimentos pela Ally. Elliot está gostando dela. Precisa se decidi se vai tentar algo com Ally ou ele é capaz de fazer de tudo para ficar com ela.

– Eu sei, Dez. Eu vejo a maneira como Elliot olha para ela. Apesar de tudo, conheço bem ele. Só não sei se conseguirei competir com ele por Ally. Somos amigos, no final das contas. Podemos brigar e tudo mais, no entanto, sempre que eu precisei, ele me ajudou. – falo, lembrando-me de como Elliot já me ajudou na época que a Cassidy foi embora.

– Eu espero que não seja necessário vocês dois fazerem isso. – comenta, parecendo preocupado.

– Eu também espero que não. – respondo, fechando os olhos, aproveitando a brisa. – Eu também.

[...]

Finalmente, as aulas terminaram. Eu não consegui prestar atenção em nenhuma matéria explicada, hoje. Eu estava com a cabeça cheia demais para me concentrar em alguma coisa. Se eu pudesse, já teria fugindo de lá a muito tempo.

Estava no corredor, a procura de Dez ou Trish para saber se iriam querer carona, quando sinto alguém me abraçar por trás. O susto pela atitude da pessoa só não foi maior do que o de ver que era a vaca da Brooke que fazia isso.

– Oi Aus. – fala Brooke, animada.

– Oi Brooke. – respondo, forçando o sorriso.

– Sabe, você vai mesmo cantar na minha festa, não é? – pergunta, agarrando-se ao meu braço, como um bicho preguiça em uma árvore.

– Claro. Já falei com o pessoal e eles concordaram. – digo, tentando me livrar da garota.

– Que ótimo. Assim, minha festa será melhor ainda. – fala, batendo palminhas, como uma típica patricinha. – E, sabe, poderemos aproveitar bastante a noite. – ela sorri de maneira maliciosa e eu sinto vontade de vomitar.

Brooke é o tipo de garota que mais me dá nojo. Ela vai para a cama com qualquer um, é metida, esnobe e acha que é superior a qualquer pessoa. Em poucas palavras: Ela é uma vaca com dinheiro.

– Hãn, certo. – forço o sorriso mais uma vez. – Mas, Brooke, eu queria conversar com você.

– Claro, loirinho. – diz, parando de andar e se colocar a minha frente. – O que foi?

– Por que atacou aquela garota? – pergunto, tentando não demonstrar o quanto me importo com Ally.

– De que garota você está falando? – questiona, fazendo-se de desentendida.

– Ally Dawson. – digo, sendo bem direto com ela. – Por que fez aquela armadilha de tinta para ela?

– O que isso importa? Você nunca ligou para o que eu faço com as garotas dessa escola. – pergunta, desconfiada e fazendo aquela careta ridícula quando sente ciúmes. – Você disse que não a conhecia direito.

– Apenas queria saber o que tanto te incomoda nela. – falo, tentando desviar o assunto de onde eu conheço Ally.

– Ela vive me desafiando. Você sabe, amor, eu preciso manter o controle aqui no Marino. Se ela continuar a me desafiar, as outras vão querer fazer isso. – diz, como se isso fosse algo, realmente, importante.

– Quando foi que ela te desafiou? – pergunto, quase revirando meus olhos. Qual é? Ally não faz o estilo barraqueira nem aqui, nem na China.

– Quando ela se recusou a fazer a minha lição de casa. – Brooke se faz de vítima. – Não é justo alguém ser tão nerd e não ajudar as pessoas.

– Jura que você queria fazer ela de escrava? – não consigo evitar a ironia e o sarcasmo. Como uma pessoa pode ser tão cínica como ela? – Fala sério, Brooke. A garota fez o que qualquer um faria no lugar dela.

– Está defendendo ela? – fala, fazendo-se de ofendida. – Eu não acredito que meu namorado está contra mim.

– Primeiro, eu não sou seu namorado. – digo, perdendo a paciência. – Segundo, eu não estou defendendo ninguém. Estou apenas sendo justo.

– Amor, você precisa ficar do meu lado, não do dela. – explica, como se eu fosse uma criança. – E sim, somos namorados, desde o momento em que nos beijamos.

Desde que nos beijamos? Fala sério! Quem me beijou foi ela e eu ainda tive vontade de vomitar, por isso. Ok, Brooke é bonita, não posso negar, mas ela é como uma cobra. Juro, que quase sentir o veneno dela.

– Olha, Brooke, eu já vou indo. Hoje tem ensaio com a banda e eu ainda tenho que ir resolver alguns problemas com a gravadora. – falo, com seriedade. Não aguento ficar muito tempo perto de Brooke e não ter vontade de matá-la.

– Ok, loirinho. – ela se aproxima de mim e me beija, com desespero. Sabe aqueles beijos exagerados? Pois é, eu tive que participar disso. Ótimo, mais uma vez eu tenho ânsia de vômito. Às vezes, Brooke parece uma cachorra no cio. Tive que fazer um esforço extremo para não empurrar a garota, principalmente, quando a imagem de Ally veio em minha mente. – Tchau, amorzinho. A gente se ver amanhã.

– Infelizmente. – sussurro para mim mesmo, enquanto a observo sair, desfilando, como se tivesse em uma passarela.

Recebo mensagem de Dez, avisando que já tinha ido embora e me desejando boa volta para casa. Vejo a mãe de Trish buscando a garota e aceno para a mesma. Vou para meu carro e respiro fundo. Mais uma vez, eu ficaria sozinho com Ally. Só de pensar nisso, sinto um frio na barriga. Como eu agiria com ela?

Procuro afastar esses pensamentos, ligando o som do carro e indo buscar a morena. Não demoro muito a chegar em meu destino. Ela estava lá, parecendo distraída, enquanto me esperava. Suspiro, meio bobo. Como uma garota pode ser tão linda quanto ela?

– Ally. – chamo, quando estaciono o carro e ela não percebeu que eu estava lá. – Vamos?

– Hãn... Ah, Austin. Claro. – responde, sorrindo e entrando no carro.

O caminho para o Shopping foi estranho. De vez em quando eu olhava para Ally e sentia ela me olhar. Claro que queríamos falar alguma coisa, mas o que dizer numa situação como essa?

Não tardamos a chegar ao Shopping de Miami. Almoçamos com meus pais e Ally não deixou que o assunto “acidente na escola” fosse aprofundado. A Sra. Gibson tinha ligado para informar o ocorrido. Minha mãe ficou uma fera e Ally teve que acalmá-la.

O resto do dia foi corrido. Não tive tempo de conversar com Ally. Tive duas horas de ensaio com a banda e, em seguida, fui para a Starr Records ter uma reunião com o Jimmy.

Após acertamos a história do cancelamento do contrato, tudo foi resolvido, graças a Ally. Os shows pelo país, daqui a dois meses, foram confirmados. Finalmente, eu conseguiria ir muito mais longe com a minha carreira. Jimmy se empolgou muito com as músicas que levei. Pediu até para conhecer o mais rápido possível “Roxy Rocket”, a garota genial, como ele havia a apelidado.

Voltei para casa tarde. Meus pais estavam sentados no sofá, assistindo um programa qualquer de TV. Apenas os cumprimentei com um beijo na cabeça de cada um e subi as escadas, ansioso para contar a novidade para a morena.

– Ally, posso entrar? — pergunto, batendo em sua porta.

– Claro. – ela diz.

Abro a porta e vejo que a mesma estava estudando. Havia inúmeros livros ao seu lado na cama, enquanto ela estava com um caderno no colo, anotando alguma coisa.

– Atrapalho? – pergunto, mostrando apenas meio corpo.

– Não, não. – fala, sorrindo gentilmente. – Entre, por favor. Eu estava apenas estudando um pouco sobre Krósvia.

– O que estava estudando? – pergunto, sentando-me em uma cadeira próximo a garota e a observo guardar seus livros, de maneira organizada, em uma estante.

– Política e economia. – responde, concentrada em organizar os livros. – Assuntos chatos. – complementa, sorrindo com sinceridade.

– Mesmo estando longe, você ainda estuda política e economia de Krósvia? Achei que tivesse aprendido o suficiente. – comento, surpreso.

– Conhecimento nunca é o suficiente. – diz, parecendo meio nostálgica com essa frase. – Ainda que eu esteja a milhares de quilômetros de Krósvia, eu continuo sendo a herdeira do trono. Tenho apenas um ano para aprender mais sobre como governar o meu país. Não posso me dá ao luxo de deixar de estudar. Meu povo precisa de uma rainha que consiga dar conta de todas as dificuldades e não demonstre fraquezas.

Analiso o que Ally dizia. Quando a vejo relatar com tanta seriedade sobre suas responsabilidades, eu me sinto bem imaturo. Ela tem tanto poder em suas mãos e, ainda sim, pensa sempre no melhor para todos antes de si mesma. Eu não poderia pensar em uma pessoa melhor do que ela para governar um país.

– Incrível. – falo, demonstrando minha admiração.

– Isso não é nada. – diz, envergonhada. – Mas, o que queria falar comigo?

– O contrato continua de pé. – falo animado.

– Mesmo? – pergunta, sorrindo magnificamente.

– Sim. Tudo graças a você. Obrigado, Ally. Não sei o que teria acontecido se você não tivesse se tornado a minha compositora. – agradeço, abraçando-a com animação.

– Não foi nada, Austin. Eu estou feliz por poder trabalhar, de alguma forma, com a música. Obrigada. – sussurra, correspondendo ao abraço. – Ao menos, poderei realizar um capricho meu através de você.

Afasto-me de Ally, mas continuo próximo. Olho em seus olhos e vejo pequenas lágrimas caindo de seus olhos. Não entendo sua reação. A garota não demonstrava ao certo se estava feliz ou triste.

– O que foi Ally? Por que você está chorando? – pergunto, preocupado.

– É só que... – ela se interrompe, suspirando frustrada. – É besteira. Não se preocupe.

– Fala. – peço, tentando ser o mais doce possível com ela. – Eu fiz algo de errado?

– Não! – responde, apressada. – Eu só estou feliz. Eu amo a música, Austin. Ela me faz está perto de pessoas que estão, incrivelmente, longe de mim. Joe e Vick, os meus melhores amigos, que se afastaram de mim a tantos anos. Aproxima-me de meu irmão, também. Faz-me sentir que eu estou ligada a ele, de algum jeito. Nunca cheguei a conhecê-lo, mas, acredito ser a pessoa que mais o entendeu, porque eu li seus pensamentos, sentimentos e passo pelo mesmo que ele. Enfim, a música sempre me trouxe e continua a trazer pessoas importantes para mim.

Limpo suas lágrimas com delicadeza. Não tinha como não me encantar pelo jeito de Ally. A garota já passou por tanta coisa e ainda continua doce e delicada. Eu queria poder tirar toda a dor que ela já sentiu ou sente.

– Eu sou importante para você? – não consigo evitar de perguntar.

Ally me olha, um pouco assustada com a pergunta. Depois, ela sorri com doçura. Seus olhos brilhavam como estrelas. Meu coração passou a bater forte, como sempre acontece quando estou perto dela.

– Sim, Austin. Você é importante para mim. Talvez, até mais do que imagina. – após dizer isso, Ally enrubesce, no entanto, não desvia o olhar.

Aproximo-me mais ainda do seu rosto, rezando para que, por um milagre, ninguém me atrapalhasse, dessa vez. A cada milímetro que chegava mais perto, podia sentir a ansiedade da morena

– Eu posso? – sussurro perto dela, faltando apenas um pouco para sentir seus lábios sobre os meus.

– Beije-me, por favor. – pede, em tom de súplica.

Continua...

Notas finais
E então? O que acharam? Críticas, elogios, erros ortográficos? Pessoal, eu sei que 'tô mega atrasada com as respostas de reviews, mas prometo resolver isso amanhã! Responderei a todos! O problema é que eu esotu sem tempo, então, ou eu escrevo o capítulo ou respondo aos reviews, que, Graças a Deus, são muitos e isso me deixa muito feliz! Só para avisar, eu venho lendo todos, mas nunca tenho tempo de responder --'! Espero que entendam!! Beijocas ♥! *** PS: Quem quiser participar do grupo no face: www.facebook.com/groups/677328449023646/ >o< !! PS.2: Criamos um grupo no WhatsApp, então podem participar também !!