Universo Paralelo
22 Capítulo 22 - Competição
Notas iniciais
Em questão de segundos, Marshall que já estava na saída do hospital tomou fôlego e, se encorajando a partir de quase nada, correu e abriu as portas, deixando sua mãe para traz.
Chama havia saído para buscar o café de Marceline e enquanto voltava para o quarto acabou trombando no garoto que corria apressado e esperançoso.
A comida virou em sua roupa junto das frutas e sucos, além de Marshall ter pedido desculpas, porém não a ter ajudado a levantar.
"Se eu não gostasse tanto de você, acho que... Na verdade não consigo nem me imaginar te amando menos..." -pensou esfregando as mãos na sujeira procurando de alguma forma se limpar.
O menino subiu as escadas em uma velocidade absurda. Voou pelos corredores e parou em frente ao quarto de seu amigo.
– Finn?!
– Marshall? O que você quer?
– Quando estávamos no galpão eu peguei uns documentos...
– Quer saber se eram verdadeiros?
– É por aí.
– Sim, eram. Hudson é o tipo de assassino que confessa o crime antes de matar suas vítimas. Ele esperava que eu morresse e, na manhã daquele dia, fez questão de me contar tudo.
– Não pode ser verdade... Irei contra isso! Pobre Marcy... precisará de apoio quando descobrir que nada é o que parece.
– E é exatamente por isso que estarei lá quando isso acontecer do mesmo modo que estou aqui agora.
– Não está aqui porque quer. Está aqui porque precisa.
– Os meios não importam quando a finalidade é a mesma. -disse Finn enquanto ajeitava a bolsa de soro.
– Então isso virou uma competição?
– Sempre foi, não é? Meu médico não estará de plantão amanhã. Acho que com um pouco de sorte conseguirei sair daqui e finalmente poderei vê-la.
Marshall se levantou e sem cerimônia alguma saiu e foi embora. Ele estava muito pensativo e sabia que precisava tomar alguma atitude a respeito disso.
"Vou esperar até que a noite chegue." -pensou.
Já era tarde quando Chama o encontrou vagando pelos corredores. Ele estava cansado e com muito sono, mas isso não o impediu de esperar.
Ela tocou seu rosto com uma de suas mãos, e com uma voz doce e ligeiramente suave, perguntou:
– O que faz aqui? Pensei que havia recebido alta...
– Só estava andando por aí. -respondeu enquanto buscava algum jeito de se afastar.
– Não precisa mentir, sei que veio ver a Marceline. Ela está no quarto, pode ir até lá se quiser.
Dito isso o garoto deu um passo para trás e andou como se estivesse indo a lugar nenhum, e bem perto de seu quarto pode ouvir o choro de Marcy.
– O que aconteceu? -perguntou enquanto entrava.
– Nada...
Ela estava rancorosa e não sabia o que queria. Quando o viu, o que era de costume acabou por acontecer. Estava nervosa e suas mãos molhadas de suor. Ambos de coração acelerado se encaravam frente a frente, apesar de em outro referencial não estarem mais ali. Estavam perdidos nos olhos do outro como uma espécie de muralha incapaz de ser quebrada. O máximo que se podia ouvir naquele quarto era a respiração ofegante de Marceline, além das diversas lágrimas que foram e que ainda seriam derramadas ali.
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