Universo Paralelo
2 Capítulo 2 - Vento
Ao abrir o bilhete, tinha pensado no Finn, só que nao poderia ter sido ele. Também tinha pensado no Simon, mas ele era velho de mais pra querer alguma coisa com uma menina do segundo ano. Talvez fosse o irmão mais velho de Chama, o Flame.. Em todo caso parece que ela teria de ir a esse encontro a todo custo.
Após um tempo, o sinal tocou e Marceline foi guardar suas coisas. Marshall se aproximou calmamente e disse:
– Você esta bem? Parece estar um pouco preocupada..
– Estou bem. Bem e com pressa.
– Não vamos juntos hoje?
– Não.
Um pouco ferido com a frieza dela ele saiu, e Marcy fez o mesmo.
Estava quase chegando no local combinado quando viu um carro preto e três homens de terno parados esperando por ela. quando chegou um pouco mais perto, seu pai saiu do carro e segurou fortemente o seu braço. Antes que pudesse gritar, um dos homens tapou sua boca com um pano, o que a deixou meio zonza. Não conseguia abrir os olhos, mas sentiu alguem acariciando seu rosto, ouviu um barulho muito forte e a voz de um garoto.
Quando acordou estava em uma casa muito bonita, e quando olhou pro lado, Finn segurava suas mãos. Ele disse:
– Até que enfim acordou! Eu estava andando quando você ia ser sequestrada ou sei lá o que. Quando vi, já tava batendo no cara que tava te segurando, enquanto os outros sairam correndo em um vectra preto. Como eu não sei onde você mora, e só estavamos nós dois lá, te trouxe pra minha casa, apesar de nem te conhecer direito... Acho que nem meu nome você sabe... hahah
– O que?... eu... eu estou na sua casa?.. não posso ficar aqui, sua namorada vai pensar que nós...
– Não se preocupe, eu não tenho namorada. Imagino que você esteja falando da Jujuba... nós não estamos mais juntos. E o Marshall? Estão namorando, certo?
– Não Finn... eu e o Marshall somos só amigos.. Desculpe, eu ainda to meio zonza... Acho melhor eu ir pra casa.
– Ir pra casa nesse estado?? Não senhora! Vai passar a noite aqui comigo. Amanhã quando estiver se sentindo melhor, estará liberada.
Tinha sido uma situação bem bizarra, mas Marceline só conseguia pensar no Finn e no quanto os olhos dele eram parecidos com o azul do céu.
– Está com fome? -Ele perguntou meio sem jeito- fiz sanduiches pra gente, estão ali na cozinha. Quando sentir fome é só pegar.
– Obrigada por tudo, de verdade, mas não to me sentindo bem e acho melhor não comer nada por enquanto.. Se não se importa eu vou dormir.
– Claro que não me importo! Vou pro meu quarto então. Se precisar é só bater.
Horas se passaram até que amanheceu. Eram quase 8 horas quando ela foi até o quarto do Finn. Ele a deixou em casa e no caminho Marcy passou seu numero pra ele.
Ela ia subindo as escadas. Sua mãe não tinha percebido que ela havia dormido fora de casa. De repente, o telefone da casa toca.
– Muita coisa ruim esta pra acontecer... Considere isso o aviso de um amigo. -disse uma voz rouca e arranhada antes de desligar.
Pensando ser um trote, não ligou muito. Foi tomar banho e encontrar com o Marshall na casa dele.
– To falando serio Marshall, olha que coisa esquisita! E justo ele foi me ajudar, isso só pode ser um sinal de deus pra gente ficar junto
– Então.. você passou mesmo a noite na casa dele?
– Sim, mas não aconteceu nada, não precisa ficar com ciumes.
Marshall ficou vermelho de raiva e vergonha.
– Eu não to com ciumes! Só acho meio ridiculo da sua parte acabar de conhecer o cara e passar a noite na casa dele!
– Ridiculo é você, acabei de te contar a história, não foi nada disso que aconteceu! Você ta estranho, não é com o meu amigo que eu to conversando! Por que não me ouve?? -Ela disse, saindo da casa dele.
"Acho que não posso mais guardar segredo, mas não sei o que dizer pra ela.." ele pensou, enquanto pegava o telefone pra contar pra Chama tudo o que sua amiga havia lhe dito.
De dentro de uma vã escura, enquanto voltava pra casa, Marceline era vigiada. O homem com chapéu preto limpava uma arma enquanto sorria.
A semana passou bem rapido depois de tudo isso que aconteceu. Já era sexta feira, e Marshall dedilhava em seu violão sentado no banco da praça quando Chama apareceu. Eles conversaram por quase meia hora, quando ele resolveu confessar o que sentia pela Marceline pra ela.
– Sabe, Chama.. Eu sempre gostei dela. Desde que a gente era bem pequeno e eu dava florzinhas de presente..
– Eu sei, sempre soube. Por isso já chorei muito, eu é que queria ganhar as florzinhas hahah, mas eu já superei...
– Superou? Então nada que eu fizer com você vai fazer com que surja um sentimento por mim?
– O que? Do que você esta faland...
Marshall a interrompeu com um beijo. Ela se sentiu nas nuvens, como se tudo tivesse voltado de uma vez, tudo o que ela sentia por ele.
– E então? -ele perguntou voltando a tocar notas no violão, como se aquele beijo não tivesse tido nenhuma importância pra ele.
– Eu... Eu nem liguei, foi como beijar o vento...-disse, tentando disfarçar.
– Sei... E o vento beija bem?
Antes que Chama pudesse responder qualquer coisa, uma menina loira dos olhos azuis passou por eles.
– Quem é essa? Que linda.. -Marshall perguntou, machucando ainda mais o coração de Chama
– Acho que o nome dela é Fionna...
– Talvez eu fale com ela um dia, mas não hoje. Tenho que ir, Chama. Ah, o vento gostou de beijar a venta ta?
Ela apenas riu. Antes que ele pudesse sair, Marceline apareceu distribuindo folhetos anunciando o show que ela faria pra escola. Seria as 18h no sábado.
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