Universo Paralelo

15 Capítulo 13 - Escadas são escadas...


Notas iniciais
espero que gostem!!

Ao ver aquilo, Simon correu em sua direção e a carregou nos braços. Abriu o portão da escola e a levou para o hospital mais próximo. No caminho Jujuba tentava se explicar, mas ele não queria e muito menos conseguia prestar atenção em qualquer pessoa que conversasse com ele naquele momento.

Algumas horas se passaram, até que ela acordou em um quarto onde Simon dormia no sofá. Marceline tossiu, fazendo com que ele acordasse.

- Ah, Marcy... Que bom que está bem, nunca mais me de um susto desses, pensei que iria ficar maluco!

- O que...? Onde... onde eu estou? –ela disse, enquanto lentamente olhava ao seu redor.

- Em um hospital. O médico disse que você pode ter perdido o bebê, mas terá que analisar alguns exames pra ter certeza.

- Eu perdi o meu filho?!

- Provavelmente, mas olhando por um lado, não é uma coisa ruim. Você teria se livrado de um fardo, aliás, nós teríamos.

- Está comemorando a possibilidade de que talvez meu bebê esteja morto?! Qual o seu problema?! Apesar de ter me deixado varias cicatrizes, eu amo meu filho, e é um idiota por pensar assim.

- Não estou comemorando, só disse que...

- Já chega, Simon. É melhor você sair.

Ele não contestou. Sabia que ela precisava ficar sozinha, então abriu a porta e começou a andar pelos corredores.

“A essa altura a escola já deve estar sabendo” –ele pensava- “Daqui alguns minutos essa sala estará cheia de amigos da Marceline”

O professor não estava errado. Foi almoçar e quando voltou, o hospital estava cheio de adolescentes.

Chama foi a primeira a entrar. A menina se sentou em uma cadeira ao lado da cama enquanto outras pessoas chegavam.

Flame trazia um buquê de rosas vermelhas. Beijou sua testa e deixou as flores em cima de uma pequena mesa nos cantos do quarto.

- Será que você poderia sair um pouco, Chama?

- Claro... Acho que vou dar uma volta. –respondeu, já saindo de la.

- Enfim estamos sozinhos. –disse Flame.

- O que você quer?

- Me explicar. Não sabe o quanto eu me arrependo de ter te feito passar por tudo aquilo na noite do baile. Eu bebi muito, e não tinha idéia do que estava fazendo, mas espero que um dia você possa me desculpar.

Ela já o tinha desculpado, afinal de contas já passou por coisas piores. Mas antes que dissesse isso, percebeu que ele estava chorando.

- Não chore, Flame. Eu te desculpo, mas não quero voltar com você. Estou com o Simon agora e sei que ele gosta de mim.

- Mas será que você gosta dele?

Ela iria responder, mas o médico entrou e trazia boas notícias.

- É, Marceline... Parece que dessa vez foi por pouco! Está tudo bem com você, mas ouve uma fratura na sua perna esquerda e acho melhor engessá-la.

- Mas e o meu filho? Ele está bem?!

- Dê graças a Deus por ter caído em posição fetal, porque isso o protegeu. Mais saudável impossível!

- Filho?? –perguntou Flame- Que história é essa de filho?!

- Acho melhor deixar vocês dois conversarem. –disse o médico enquanto saia do quarto.

- Como você já deve saber, meu próprio pai me sequestrou e enquanto eu estava lá, algum outro empresário rico e argentino tentou fazer com que eu...

- Ele o que?! Não precisa continuar, Marcy. Eu já entendi!

- Preciso sim. Isso está entalado na minha garganta e eu preciso desabafar com alguém. Como ia dizendo, tinha um argentino que apesar de mal vestido era bem rico. Estava com medo, mas quando me jogaram naquele porão com cheiro de mofo, eu já imaginava o que iria acontecer. Ouvi e vi coisas de pessoas que eu menos imaginava e que prefiro não contar a você, até que um tempo depois me levaram pra fora, apesar de ter ficado longe daquele lugar só por alguns minutos, até que me trancassem novamente com o Pablo, o tal empresário que eu falei. Ele se aproximou de mim e segurou o meu braço com muita força, me jogando no chão. Comecei a gritar, mesmo sabendo que ninguém me ouviria. O argentino tirava a camisa enquanto mandava que eu tirasse a minha roupa. Disse não, claro, mas não adiantou. Ele se ajoelhou e...

Ela parou de falar quando percebeu que seus olhos estavam cheios de lágrimas e que Flame estava segurando uma de suas mãos com a maior força do mundo.

- Eu... não sei nem o que te dizer, Marceline.

- Pode me abraçar, eu não vou te cobrar por isso.

Ele riu e a deu um forte abraço, até que Simon entrou.

- O que está acontecendo aqui?! –disse enquanto batia a porta.

Notas finais
espero que tenham gostado, comentários são bem vindos!