Universo Paralelo
22 Reencontro
Capitulo 22
Reencontro
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Os dias se arrastaram até que finalmente o remédio surtiu efeito curando todos os ferimentos da Thalia, mas já era tarde, ela estava deplorável havia emagrecido muito seus ossos estavam praticamente expostos e ela não havia dado uma palavra dês do piquenique e por mais que eu tentasse não conseguia deixar se me sentir culpado.
Meus soldados estavam prontos e as carroças nos esperavam levaria mais ou menos dois dias para que chegássemos ao castelo, mas do jeito que Thalia estava duvidava que conseguisse suportar toda a viagem sem comer por isso antes de partimos eu a ofereci uma sopa que ela imediatamente negou, mas ela logo mudou quando a ameacei dizendo que só partiríamos depois que ela tomasse a sopa o que a fez tomar todo o prato de vez, eu já tinha dito varias vezes que fazia mal comer tão rápido depois de ter passado dias sem comer absolutamente nada.
Estávamos andando para os portões principais ela andava a frente e logo começou a balançar e antes que caísse no chão eu a segurei estalando a língua.
— Veja seu estado. – Falei mesmo sabendo que não haveria resposta. – Nem ao menos consegue ficar em pé por conta própria.
A resposta que eu tive foi vários tapas e empurrões que não eram nada para mim ela estava realmente fraca e para mostrar ainda mais isso a pressionei contra mim com força deixando-a sem folego, mas logo soltei e a coloquei sentada na carruagem e me sentei de frente para ela logo os cavalos relincharam se movendo e eu sabia que dessa vez a viagem de volta seria muito mais quieta que a viagem de ida.
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~Pablo~
Eu estava impaciente, havia dias que eu não via ninguém a comida simplesmente aparecia na minha sela dessa vez não tão horrível mas comestível, mas eu estava muito mais preocupado com outra coisa por algum motivo eu tinha conseguido falar com a Thalia e eu sabia que ela estava em perigo, mas agora só me restava esperar que o tal comandante a salvasse eu me sentia inútil ali dentro trancafiado, e comigo aqui ele poderia chantageá-la o que me incomodava mais ainda eu não queria ser um estorvo para ela.
Ouvi passos e logo Alexia estava em frente a minha cela a sua expressão era um misto de raiva e felicidade algo totalmente incompreensível.
— Novidades para você, eles estão voltando. – Ela disse novamente atravessando as barras como se elas nem existissem. – E infelizmente a sua amiga de viagem esta voltando com ele. E seria ótimo se para felicidade geral nos ajudássemos. Eu tiro vocês daqui e você a leva de volta para o seu mundo.
— Eu não posso confiar em você, mas eu não tenho escolhas.- Falei.
— Não vou esperar muito isso será logo. – Ela falou e desapareceu e no lugar dela estava um prato de comida e eu reconheceria facilmente o cheiro de salmão em qualquer lugar e comer sua comida favorita naquele lugar era estranho, ela estava me comprando com comida, mas quem nessas condições seria capaz de negar?
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~Richard~
Com previsto a viagem foi silenciosa e demorada como os dias de recuperação da Thalia as vezes eu ouvia ela gemer de dor, mas eu não podia fazer muito por ela naquele estado principalmente quando ela começou a negar comida e agora aqui estava ela tivera sua beleza e força drenados do corpo por ela mesma e algo me dizia que assim que ela estivesse com o garoto ela rapidamente voltaria ao normal e isso me deixava com raiva.
Os cavalos pararam e os guardas anunciaram que tínhamos chegado, tínhamos viajado dia e noite sem parar e por isso eu estava exausto assim como a Thalia que eu carreguei para fora da carruagem, e em quanto eu entrava em meu castelo eu não deixava de me sentir em casa olhei para o rosto da Thalia e pensei como ela era estranha, quando doente saia por ai andando descalça na neve e agora que estava curada tinha que ser carregada por todos os cantos. Mas a culpa continuava sendo minha.
Coloquei ela no meu quarto pedindo a uma das minhas empregadas para que quando ela acordasse que a ajudasse e rapidamente convoquei uma reunião e logo todos meus subordinados estavam sentados ao redor da mesa e acabei por resumir que Frederick me provocou e por causa disso o matei junto com seus guardas.
— Então agora precisamos de alguém para governar as terras congeladas. – Um deles falou.
— E precisamos disso logo antes que alguém tente tomar o local, o que não seria nada bom.
— Decidam isso entre vocês, mas por em quanto me mantenham longe de batalhas quero passar um tempo em casa. – Disse atraindo olhares para mim, eu nunca tinha negado uma batalha até agora e o motivo só poderia ser um e logo eles saberiam a real razão pela qual eu dizimei a tropa particular de Frederick e essa razão tinha nome: Thalia e quando o todos descobrissem que o frio comandante estava apaixonado por uma estrangeira eu teria um ponto fraco e eu tinha que mudar isso o mais rápido possível porque desse jeito a única pessoa que correria perigo era a Thalia.
Sai da sala de reunião e fui para o meu quarto tomei um banho demorado e sai do banheiro enxugando o cabelo em quanto olhava para Thalia, era bom que ela estivesse dormindo caso contrario estaria inquieta para ver o tal Pablo e eu queria ve-lo primeiro mas antes disso tinha coisas a tratar com a Alexia.
Fui ao quarto dela que tinha a porta aberta assim que entrei a porta se fechou atrás de mim.
— Eu estava com saudades Rick, é maldade levar somente a estrangeira com você não acha? – Ela falava me abraçando por trás em quanto colocava uma das mãos por debaixo da minha camisa.
— Eu não sou o Agrios, mas eu vim aqui para falar de outros assuntos, presumo que você saiba o que já que seu plano não deu certo.
— Ou quem sabe está dando mais certo do que eu imaginei. – Ela falou girando para minha frente. – A coitadinha foi torturada por sua causa e logo em seguida você matou todos aqueles soldados por causa dela, ela deve se sentir culpada por tanto sangue derramado e agora com todo esse rebuliço teremos a preferida do General como alvo.
Tudo que ela dizia era verdade.
— Mesmo que eu não a queira mais, isso não significa que eu vá querer você Alexia. – Falei.
— Há vai, você precisa de mim general. – Ela falou sorrindo de lado. – E sabe disso.
Talvez ela tivesse razão atualmente existiam poucas as pessoas como ela que faziam magia e criavam aquelas pílulas pensando bem além dela só havia uma.
— Sabe que não vou deixar isso impune. – Falei já criando planos na minha cabeça, mas por mais que eu pense ela conseguiria se safar de todos eles.
— E o que pretende fazer general? – Ela girava ao meu redor sorrindo. – Me chicotear em praça publica?
E então ela parou em minha frente e foi quando eu a peguei pelo pescoço e a levantei no ar.
— Eu te tratei bem por muito tempo e acho que isso fez você se achar especial de mais. – E em seguida eu a soltei deixando-a cair no chão em quanto ela tentava recuperar o folego.
Eu ainda tinha algo para fazer andei pelo castelo era tão bom ver as mesmas caras medrosas dos meus serviçais que chegava a enjoar, desci até o calabouço onde o Pablo deveria estar, e pelo que vi Alexia tomou conta dele direitinho.
— Mais um estranho. – Ele falou ao me ver. – Quem é vo...
Por algum motivo ele parecia estar me reconhecendo e então sorri para ele.
— A Thalia quer muito te ver. – Falei e instantaneamente ele arregalo os olhos e se lançou na grade que nos separava.
— Onde está ela ? O que você fez com ela? – Ele disparava pergunta atrás de pergunta. – Ela está bem? Você a machucou?
— Fique calmo, logo ela estará aqui. – Lembrei do estado dela e as palavras que ele tinha acabado de falar ecoaram em minha cabeça ”Você a machucou?” Sim eu a tinha machucado e se não fosse cuidadoso ela se machucaria de novo. – Ela está precisando de você.- Falei entredentes.
— Como assim? – Ele perguntou confuso.
— Depois que ela soube que você estava aqui tentou fugir e por ordem que não foram minhas foi capturada e torturada e quando tudo terminou ela parou de falar e comer e por isso acho que você a fará voltar ao normal. – Falei sem rodeios. – Não me culpe pelo estado deplorável em que ela está agora.
— Se você tocar num fio de cabelo dela... – Ele começou a falar trincando os dentes.
— Pode ter certeza de que toquei em muito mais do que somente um fio de cabelo, e antes que você tome conclusões precipitadas foi por livre e espontânea vontade. – Isso foi a gota d’agua ele se lançou sobre as barras de ferro rentando me alcançar e eu me diverti com a raiva dele. – Vou trazê-la aqui.
Sai do calabouço sorridente em quanto ainda o ouvia bater nas grades com raiva. Voltei ao meu quarto e encontrei a Thalia ainda adormecida chamei a Alexia que logo apareceu e mandei que ela colocasse dentro da cela um tapete almofadas e um pequeno banquete.
Peguei a Thalia nos braços quando a porta do salão principal se abriu e meus subordinados viram a cena que se passava, alguns me cumprimentaram, mas eu apenas segui meu caminho como se eles não estivessem lá e realmente não eram para estar e a única pessoa que eu podia imaginar em criar essa cena era Alexia, acho que precisava conversar com ela novamente.
Thalia se remexeu em meus braços e abriu os olhos, ela estava cansada eu sabia disso, mas ela não conseguiria ficar quieta até ve-lo e eu usaria isso para faze-la comer. Ela olhou ao redor e logo pareceu descobrir aonde estava.
— Estou te levando para ele. – Falei entredentes e depois sorri. – Mas como tudo na vida tem um preço eu tenho um. Quero um beijo seu na frente do seu amigo.
Ela não disse nada então também me calei e continuei a andar, descemos as escadas em caracol e finalmente estávamos no calabouço andei até a cela dele e logo ele estava grudado nas grades nos olhando eu a coloquei no chão e nesse momento ela me beijou rapidamente, sorri vitorioso para logo em seguida ver a raiva nos olhos daquele garoto.
Mas deixa-la entrar naquela cela era dolorido principalmente agora que eu teria que tomar providencias para mantê-la segura, abri a cela e a deixei entrar e logo em seguida eu fui a procura da Alexia por algum motivo eu sabia que eles não tentariam fugir, pelo menos não naquele momento com a Thalia daquele jeito.
Agora se eu pensasse como os meus subordinados era realmente ridículo, o impiedoso general agora está apaixonado, sendo capaz de tudo pela sua amada do outro mundo. Eu realmente me sentia um idiota não só por isso mas porque agora a única pessoa que pode ajuda-la não sou eu e isso me frusta.
Pelo que eu estava planejando ela teria que estar realmente forte para aguentar tudo, eu poderia simplesmente deixa-la ir o que facilitaria tanto para mim quanto para aquele estrangeiro, mas eu era egoísta e ela era a primeira coisa que havia me fascinado em toda a minha vida e eu não deixaria isso fugir de mim tão facilmente, até já tinha pensado na possibilidade de morar com ela no outro mundo mas já tinha descartado essa possibilidade.
Eu queria poder saber o que eles estavam falando nesse instante se é que estavam falando e eu esperava que ela estando com ele pelo menos comesse alguma coisa.
Assim que eu cheguei no quarto de Alexia, simplesmente não acreditei no que vi.
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~Thalia~
Ver o Pablo na minha frente era como se eu estivesse num sonho, tinha tanto tempo que eu não o via que eu quase tinha esquecido do outro mundo, eu tinha tanto tempo sem falar que quando tentei minha voz saiu como um sussurro:
— Pablo – Eu falei e ele estava prestes a me abraçar quando parou em seguida.
— Como chegamos aqui? – Ele perguntou me olhando desconfiado.
— Quer saber da floresta ou da caverna? – Falei tentando sorrir um pouco. – Bom eu acho que cansei de ser salva por você.
Ele fez uma careta.
— Então arranjou outro para fazer isso por mim. – Ele falou se sentando ao redor de uma mesa minúscula que estava repleta de comida, só de olhar a minha boca salivava. – Ele trouxe bastante comida, mas tenho certeza de que não é para mim.
Então ele me olhou como se finalmente estivesse percebendo o que eu já sabia, nesses dias eu tinha evitado olhar no espelho não queria saber como eu estava.
— Há quanto tempo você não come? – Ele perguntou se levantando bruscamente. – Ele não está te dando comida não é? Aquele desgraçado.
— Não, não é isso. – Eu falei. – Eu não queria comer.
— E porque não? – Ele perguntou.
E em quanto eu me forçava a comer lentamente contei quase tudo que tinha acontecido pulando algumas partes “desnecessárias” e quando terminei por fim ele pareceu pensativo.
— Isso não explica o porque não comer. – Ele falou.
— Eu acabei de chegar e já estou aqui com você. – Falei. – Ele sabia que eu só comeria se estivesse com você.
— Então aquele beijo, ele não chantageou você? – Ele perguntou me olhando nos olhos.
— Sim e não. – Eu falei. – Sabia que mesmo eu não fazendo o que ele queria ele me deixaria aqui com você.
— Isso é praticamente um não. – Ele falou parecendo irritado e triste ao mesmo tempo.
— Isso não importa agora, temos arranjar um jeito de você sair daqui. – Falei apressada.
— Um jeito de nós sairmos daqui, eu não vou sem você. – Ele falou e me abraçou. Como dizer a ele que eu simplesmente não queria voltar ao nosso mundo? Que eu ficaria aqui.
— Agora eu posso sair daqui quando eu quiser, sei como, mas não poderia levar você e além do mais ajudaria muito mais se você estivesse lá fora para me ajudar quando eu fugisse. – Falei.
— Alexia disse que nos ajudaria a sair daqui, juntos.- Ele falou depois de pensar um pouco.
— Ela recorreu a você já que o plano dela falhou? – Sorri ironicamente e depois me voltei para o Pablo. – Não confie nela, ela me envenenou, mas Yan me deu um antidoto.
— Yan? Ele te encontrou? Porque ele não te trouxe de volta? – Ele começou a perguntar.
— Ele não podia, mesmo que fosse rápido Richard também é bem rápido e eu não queria que o Yan também estivesse aqui preso como você está. – Falei.
— Temos que planejar alguma coisa. – Ele falou rápido.
— Vai ser fácil para mim vir te ver varias vezes, mas quanto a você fugir eu não sei temos que pensar muito e precisamos da ajuda do Yan e da Luiza, mas não faço a menor ideia de como falar com eles.
— A Luiza, ela veio aqui e de alguma forma a Alexia a pegou e ela iria nos soltar quando aquele cara apareceu dizendo já saber que eu tinha sido preso e ela teve que me prender novamente, mas não sei o que aconteceu com a Luiza.
— Vou falar com a Alexia. – Falei me levantando e indo na direção da grade, mas antes que eu pudesse alcança-la ele me puxou pelo braço e me fez cair no colo dele em cima das almofadas e então ele me beijou, senti uma sensação estranha, não sabia o que Richard faria ou pensaria se visse aquilo então o empurrei para longe e como não queria mais dar explicações sai da sela e logo que sai ouvi um barulho como se a grade estivesse se fechado sozinha.
Parei no meio da escada em forma de caracol ofegante e sentei na escadaria, Richard não viu aquilo, se não ele mesmo estaria aqui agora e ele mesmo me tiraria daquela cela. Tentei pensar desse modo e isso fazia eu me sentir mais calma, agora eu tinha que falar com a Alexia tinha que saber o que ela tinha feito a Luiza antes que Richard fosse me procurar.
Eu sabia onde era o quarto da Alexia e não demorou muito para que eu chegasse lá e eu não fazia a menor ideia de que iria me arrepender de ter ido até ela. Abri a porta de vez fazendo um estrando e atraindo todos os olhares para mim.
— Mais uma chegou para a festa. – Alexia falou sorrindo ironicamente.
O quarto inteiro cheirava a bebida, Richard estava deitado na cama e ao seu redor haviam três garotas além da Alexia a qual ele tinha os braços ao redor pelo jeito que ele estava com certeza estava bêbado. Ele tinha um sorriso nos lábios e os cabelos molhados ou de suor ou de bebida e assim que ele conseguiu se sentar na cama que me viu pareceu sorrir mais ainda.
Eu estava imóvel ali na porta, nem sequer me lembrava o que eu tinha ido fazer ali. Dei meia volta e estava pronta para ir embora quando um braço me segurou era ele, agora que estava perto de mim percebia que ele realmente tinha tomado um banho de álcool e parecia mais forte que antes ou talvez ele sempre tenha sido forte desse modo, mas nunca tinha me segurado com tanta força.
— Saiam! – Ele falou sem olhar para as garotas deitadas na cama que saíram o mais rápido possível menos Alexia. – Sei que é seu quarto, mas poderia sair também?
Ela fez uma cara emburrada e também se levantou da cama, mas quando estava prestes a sair ele a puxou para perto como havia feito comigo e a beijou, eu fiquei ali imóvel até que eles se apartaram e Alexia me olhou como se estivesse acabado de vencer algum tipo de campeonato e então saiu do quarto.
O som da porta batendo pareceu me acordar.
— Me solta Richard! – Gritei tentando soltar o meu braço, o que só fez ele apertar mais ainda o meu braço.
— Sabe, eu me dei conta de uma coisa inaceitável. – Ele falou me carregando de qualquer jeito e me jogando na cama de Alexia e se deitando em cima de mim. – Eu nunca brinquei direito com você. – Ele falou sorrindo para mim o hálito dele agora era puro álcool eu o olhava sem reação alguma. – Temos que mudar isso imediatamente.
Aquele não era o Richard. Tentei empurra-lo para longe de mim, mas meus poderes ainda estavam fracos ele segurou meus pulsos parando qualquer movimento meu e sua boca estava no meu pescoço me mordendo fechei os olhos e logo ele passou para o outro lado e fez o mesmo lambendo o meu pescoço e voltando para cima de mim e sorrindo e nesse segundo Richard não era mais Richard era o motorista, arregalei os olhos com aquela visão insana em quanto ele me puxou para fora da cama e me fazendo bater de cara com a parede e logo em seguida prendendo minhas duas mãos acima da minha cabeça e com a mão livre pegou algo que ele encostou em minha cintura, não havia duvidas era uma adaga.
Me movi tentando me soltar quando ele me pressionou com o próprio corpo na parede.
— É melhor ficar quieta, ou posso acabar cortando o que não quero. – Ele falou isso e me puxou para me afastar da parede e então ele começou a cortar meu vestido, agora minha nova saia estava presa pelo que restava dos elásticos. – Muito melhor agora.
Ele falou alisando minha barriga em seguida me virando de frente para ele me forçando a olha-lo nos olhos e me beijando em seguida, uma lagrima escorreu pelo meu rosto, e no segundo seguinte ele se apartou de mim com olhos alarmados. Nada mais fazia sentido e eu não iria perder aquela chance, corri para fora daquele quarto.
Minhas pernas tremiam em quanto eu corria sem fazer a menor ideia de para onde estava indo até chegar na escada que levava as celas, Pablo, isso me fez correr mais rápido ainda e quando estava a poucos degraus escorreguei e cai com um baque no chão, me apoiei na parede para conseguir levantar e continuei andando.
Eu não fazia a menor ideia de que estava chorando até as lagrimas pingarem do meu rosto, meu pescoço estava dolorido como da outra vez e eu estava quase na cela de Pablo quando novamente ouvi o som do cadeado abrindo e isso o acordou abri a cela em quanto ele se levantava do chão atônito e me atirei nos braços dele.
Ele me abraçou e me perguntou varias coisas que eu não respondi somente chorava abraçada a ele até que ele desistiu de perguntar e começou a alisar meus cabelos, estava frio ali em baixo e logo meu corpo começou a tremer de repente Ele me afastou um pouco e tirou a camisa que colocou em mim o que deu tempo suficiente para ver o estado em que eu me encontrava, mas estava igualmente escuro talvez ele não tivesse visto as marcas ele terminou de colocar a camisa em mim e voltou a me abraçar e logo eu adormeci.
Acordei de um salto olhando para todos os lados e me sentindo aliviada por estar numa cela do que num quarto luxuoso, Pablo ainda estava dormindo e tremia de frio então voltei a abraça-lo tentando aquece-lo e acabei dormindo de novo.
Acordei com a dor de algo puxando meu braço forte, abri meus olhos atônita para dar de cara com Richard.
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~Richard~
Minha cabeça latejava quando acordei, eu estava no quarto da Alexia e ela olhava fixamente para mim não lembrava de nada que tinha acontecido ontem depois de ter entrado no quarto dela e vê-la daquele jeito e agora estávamos deitados na mesma cama e ela tinha um ar de vitória.
— O que você fez? – Perguntei sem rodeios levantando da cama, eu cheirava a álcool da cabeça aos pés.
— Além de embebedar você e trazer mais três garotas para meu quarto? – Ela perguntou sorrindo ainda deitada na cama. – Só te transformei na coisa que ela mais abomina e teme.
— Aonde a Thalia está agora? – Perguntei me virando para ela bruscamente.
— Com o Pablo, depois de ter sofrido tanto em suas mãos, coitada ela precisava de um tempo com o amiguinho. – Ela falou em quanto eu vestia alguma coisa e sai do quarto logo chegando na cela em que ele estava, a visão que eu tive não foi nem um pouco boa ele estava sem camisa abraçado com ela que vestia a camisa dele.
Peguei-a pelo braço e a puxei, ela me olhou nos olhos e pela primeira vez eu vi o medo em seus olhos, e imediatamente se apartou de mim se encolhendo, o garoto se levantou atônito olhando de mim para ela como se conseguisse saber o que ela estava pensando.
— Vamos Thalia. – Falei tentando pegar sua mão mas ela se afastou de mim bruscamente, as pernas dela tremiam. – Não pode ficar aqui para sempre.
Tentei alcança-la, mas o garoto parou em minha frente impedindo que eu pudesse toca-la.
— Ela não quer ir com você. – Ele falou num tom desafiador que me fez levantar uma sobrancelha.
— E o que você pode fazer? – Perguntei pegando-o pelo pescoço e apertando.
— Richard solte ele! – Ela falou com a voz fraca e eu o soltei. – Eu não vou voltar para aquele quarto!
- Isso vai ajudar muito. – Ele falou com uma cara de desgosto. – Mas você não pode ficar aqui, não com ele. Mandarei alguém vir aqui te levar para o lugar que você deveria ter ido dês de que chegou aqui.
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~Pablo~
Ela tremia da cabeça aos pés e eu tinha certeza que não era de frio ela se sentou em algumas almofadas e mais lagrimas escorreram do seu rosto agora eu via com mais clareza seus pulsos tinham marcas roxas e seu pescoço estava cheio de hematomas e eu não precisava perguntar para saber quem tinha feito aquilo.
— Aquele desgraçado. – Falei entredentes. – Ele fez isso com você não foi?
Ela não respondeu só tirou a minha camisa e me devolveu, seu vestido tinha sido rasgado e eu não podia fazer nada eu era um inútil agora ele era mais forte do que eu.
— Fique com ela. – Falei.
— Aqui faz frio a noite e de qualquer modo vão me dar outra roupa para vestir. – Ela falou quase sussurrando.
— O que ele quis dizer com o lugar onde você deveria ter ficado dês de que chegou aqui? – Perguntei esperando por uma resposta.
— O harém. – Ela falou tão baixo que eu quase não escutei.
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