Os olhos de Mylle não paravam de brilhar, quem diria que o maior herói apareceria em sua frente, ela nunca pensou isso nem em seus sonhos mais profundos.

“Que pressão sufocante... Então esse é o WeCan? essa é a imagem que um herói numero um deve passar? Incrível!”

De repente sem Mylle perceber ela foi salva do mutante e apareceu ao lado do WeCan.

— Oque, como eu vim parar aqui? —Exclamou Mylle totalmente surpresa. — Que rápido nem vi nada.

Após dizer isso Mylle focou sua visão para onde WeCan estava, mas o mesmo havia desaparecido e aparecido em cima da cabeça do meio do mutante.

— Abuti Sock! — Após gritar o nome do golpe WeCan com a palma da sua mão aberta em horizontal acertou um golpe na cabeça do mutante que o levou direto ao chão e criando ainda uma forte brisa. — Você trouxe muito infortúnio a essas pessoas... Durma um pouco!

Depois de verem a cena a multidão em volta começou a gritar de emoção sem parar e foram em direção a WeCan.

— Isso vai dá problema! —Comentou WeCan que deu um soco no chão criando uma cortina de poeira e desapareceu junto com o mutante.

Após a multidão finalmente se dissipar Mylle recobrou o sentido. Ela vendo que estava mais atrasada ainda pegou sua bicicleta amassada e saiu em alta velocidade.

“Que bosta minha regeneração ainda ta muito lenta, demorei demais para recobrar os sentidos... E ainda não estou curada completamente e pior to atrasada!”

Após quase matar algumas pessoas na calçada Mylle finalmente chegou ao portão de entrada da Universidade de Heróis. A universidade tinha um grande portão azul que servia para a entrada de carros e pessoas, além disso, a mesma era um grande prédio de seis andares luxuoso. Após guardar sua bicicleta Mylle foi à portaria.

— Com licença, vim fazer a inscrição para o curso de heróis... É... Para onde eu devo ir? — Perguntou Mylle a uma mulher negra de cabelo cacheado a sua frente. — Sinto muito, mas as inscrições o tempo para a inscrição já se esgotou! — Exclamou a porteira.

Após isso o mundo de Mylle desabou, pois agora ela teria que esperar ate o próximo ano e geralmente eles não aceitavam pessoas acima de dezoito anos para o enxame de inscrição da universidade mas como ela era uma pessoa muito esperançosa ela ergueu sua cabeça e decidiu tentar ano que vem.

“Merda, merda quando meu pai descobrir... Ele vai me matar!”

Enquanto Mylle retirava sua bicicleta não notou que estava sendo vigiada. Quando Mylle estava preste a retornar para casa seu telefone tocou Triim! Triim!

— Alô... Sim sou a filha dele... Oque? Onde fica esse hospital... Estou indo. — Com um rosto desesperado Mylle saiu às pressas com sua bicicleta.

— Então era dela que meu pai falava com tanto entusiasmo? Parece meio maluquinha... Bem continue vigiando ela... Eu irei ficar aqui na faculdade por um tempo, mas daqui a pouco vou para onde você estiver ate lá consiga o máximo de informação! — Disse o desconhecido enquanto saia do carro. — Sim senhor!

Cruzando a cidade rapidamente Mylle se aproximou de um prédio hospitalar. Após fazer algumas perguntas a recepcionista foi em direção a um quarto que a mesma entrou sem bater.

— Pai o senhor está bem?... Irmão oque você está fazendo aqui? — Mylle contestou ao homem na faixa de 28 anos, cabelo castanho claro e olhos castanhos parado a sua frente. — E ai maninha... Bem vim vê como nosso pai estava.

Mylle agora sem se importar muito se aproximou de seu pai que estava em um sono pesado na cama.

— Mano oque aconteceu com nosso pai? Mylle indagou com o rosto pronto para descer lagrimas. — Mana você vai-te que ser forte, mas o pai foi diagnosticado com uma doença rara e a cura da mesma é muito cara e... Bem não temos dinheiro para bancar! — Seu irmão terminou a frase dando um murro na parede.

— Mano a gente consegue, só juntamos um pouco e... — Sem deixa sua Mylle completar a frase seu irmão soltou a “bomba.” — Mana se ele não for operado hoje... Ele morrerá!

Nesse momento o rosto de Mylle era de alguém incrédulo, ela se aproximou da cama de seu pai e segurou sua mão.

— Pai! Pai! Você não pode me abandonar... Você disse que me veria formando, que estaria ao meu lado quando eu conseguir-se me tornar uma grande heroína! Você ainda tem que me dá sermão porque eu cheguei atrasada na inscrição, você tem que comer a lasanha que eu guardei para você de ontem... Pai! — Ao dizer essas frases lagrimas não parava de escorrer pelo rosto de Mylle a mesma chegou a se sentir tonta. — Ei mana você ta bem?

— Sim, provavelmente deve ser por que não comi nada desde cedo. — Disse a mesma sem animo na voz. — Toma esse dinheiro, vá à cafeteria e coma algo ou você não conseguirá suportar passar os momentos finais com nosso pai.

Após ouvi essas palavras Mylle sem dizer nada pegou o dinheiro e saiu.

“Coitada... Se mandasse ela fazer algo antigamente ela teria me xingado, mas agora ela está tão para baixo que não consegue nem brigar comigo.”

Após chegar a cafeteria Mylle comprou dois pães de queijo e se sento sozinha com a cabeça baixa. Sem ela perceber nesse momento um jovem rapaz se aproximou.

— Um herói deve sempre sorrir, não? — A frase vinha de um homem na idade dos 18 anos cabelo vermelho, olhos azuis, pele parda e que usava um terno. Mylle sem dizer nada apenas olhou para baixo e deu uma mordida no pão.

O jovem então se aproximou e se sentou próximo a Mylle. — Meu nome é Arthur e o seu? ... Não vai dizer nada? É uma pena, pois eu ia te ajudar com o problema do seu pai! — Após se virar pronto para sair Arthur sentiu uma grande aura de esperança atrás dele.

— Serio? Você está falando serio ne? Não é brincadeira né? E oque você ganharia com isso? Oque você ganharia me ajudando? — A feição de Mylle mudou completamente, de uma garota triste agora era de uma garota esperançosa. — De graça claro que não, mas a condição é bem simples, você tem que apenas... Casa-se comigo!

Notas finais
Obrigado.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.