Universidade Smogon

35 Capítulo 35 – No Dynamax


Notas iniciais
Eita gente, foi por muito tempo... dois anos? Menino, quando foi a última vez que atualizei isso aqui? Ai ai... Mas vamos de capítulo novo! Dessa vez, Starmie vai com Gengar para um Bar chamado Dynamax. Vamos ver que vai ocorrer com eles nesse rolezinho! No mais! Boa leitura! ^^

Durante a tarde de sábado, Starmie, Empoleon e Crawdaunt foram ao apartamento de Tentacruel para confecção do artigo. Foi bem conveniente para eles estarem no mesmo grupo, já que viviam no mesmo prédio. O água-viva e a estrela estavam digitando nos seus respectivos notebook todos os dados que o grupo vai conseguindo.

— Aqui estão todas as referências que juntamos até agora! — mostra o pinguim – só formatá-las pra colocar no trabalho e já adiantaremos muita coisa.

— Só coloque aquelas que realmente utilizaremos no nosso artigo! — fala Tentacruel.

— Eu sei!

— Ei Starmie? Não é ruim digitar com um braço mais comprido do que outro? — pergunta a lagosta.

“É meio desconfortável!” responde o psíquico “mas qualquer coisa uso minha telecinese pra ajudar.”

Depois de várias horas, eles finalmente resolvem encerrar por ora os estudos.

— Vamos continuar amanhã? — pergunta Tentacruel.

— Nem vem! — recusa Crawdaunt – domingo é nossa sagrada folga!

— E tenho que visitar minha família! — justifica Empoleon.

“E vou almoçar com minha mãe, depois de meses sem nos ver!” Starmie não estava muito animado em dizer isso. “Mas dá, pra amanhã à tardezinha, eu organizar o artigo. É só me enviar o que já foi feito pro meu e-mail!”

— Starmie como sempre é bem dedicado! — disse Tentacruel admirado.

— Dedicado? Tão sabendo que a estrelinha vai vadiar por hoje à noite? — revela Crawdaunt.

— Vadiar? Isso é verdade Starmie! — pergunta Empoleon.

“É que vou pro Dynamax com o Gengar hoje a noite! Ele está me enchendo o saco pra ir lá durante a semana!”

— Esse Gengar sempre foi uma má influência pra você! – comenta o pinguim.

— Só tenha juízo estrela! — relembra a lagosta – não quer que acabe como foi no Bar Florestal, não é?

“Pode deixar que dessa vez só vou tomar refri que tiver em uma lata bem fechadinha!” fala a estrela.

— Certo, então divirta-se Starmie! Mas tenha cautela, por favor! — pede Tentacruel.

Assim, os quatro se despedem e os visitantes saem do apartamento de Tentacruel.

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À noite, Starmie saia de seu apartamento e viu que um carro preto se aproximando da calçada. Ele estava usando uma jaqueta jeans azul com o intuito de, principalmente, cobrir o braço que ainda estava regenerando. Ele viu a face do Gengar na janela de vidro abaixado do banco de trás.

— Bora estrela! – convida o fantasma.

No banco da frente, estavam Hydreigon ao volante e Chandelure no banco da frente. Starmie cumprimenta as garotas e eles partem para o destino.

— Tá chique hoje! — comenta Gengar, que também estava usando uma jaqueta, só que de couro e de cor grená com as mangas brancas.

“Só estou usando isso para não expor o meu braço!” a estrela mostra o braço mais curto do que o outro “nem deveria está aqui hoje!”

— Agora está meio tarde pra desculpas! E além do mais, não vamos batalhar nem nada! — fala o fantasma – a não ser que ocorra um bucho lá no bar.

“Vire essa boca pra lá!”

Em vinte minutos, chegaram em um estabelecimento com um grande letreiro rosa choque escrito Dynamax com o “x” escrito de forma bem extravagante (N/A: igual ao símbolo que aparece na descrição dos Pokémon com Gigantamax tanto nos jogos SWSH como no Home). De longe já se escuta um som de Rock pesado. Eles entram no bar que está cheio de Pokémon, tanto ao redor das mesas como em uma pista que fica em frente ao palco.

Neste momento estava tocando uma banda formada por quatro Pokémon não muito familiares para os estudantes. Na bateria estava um enorme gorila com folhas na cabeça que se assemelham a uma cabeleira verde, conhecido como Rillaboom. Na guitarra estava um Pokémon roxo com barriga e crista amarelas, conhecido como Toxtricity. No baixo, um outro Toxtricity, só que barriga e crista azul. E no vocal, um Pokémon preto e branco que, é uma evolução de uma variação de Linoone. É um Obstagoon. Na bateria de Rillaboom, está a logomarca com nome da banda, Maxmizers.

I feel uptight on a saturday night

Nine o'clock and the radio's the only light

I hear my song and it pulls me through

Comes on strong, tells me what I gotta' do

I got to...

Get up!

Everybody's gonna' move their feet

Get down!

Everybody's gonna' leave their seat

You gotta' lose your mind in Detroit Rock City

Os quatros vão logo para uma das poucas mesas vagas.

— Essa banda cover até que é boa! — comenta Hydreigon.

— O que vamos pedir? — pergunta Chandelure.

— Que tal pizza? — sugere Gengar.

— Boa ideia! — concorda a dragoa – vamos pedir duas!

— Duas? — questiona Chandelure – não acha um pouco demais?

— Vai por mim! Duas é que serão suficiente pra nós quatro!

Logo, veio um Grimmsnarl para atendê-los. Eles pediram duas pizzas, dois litros de cerveja, três drinks de rum com frutas e uma lata de refrigerante de cola.

Logo, Starmie reparou que, em uma mesa próxima a deles, estava Metagross, acompanhado por mais três Pokémon de RU.

“Oi Metagross!” acena a estrela.

Gengar vai a um Gardevoir, que trajava uma jaqueta verde escuro, que está no grupo do Metagross.

— Olá gatinha! — gracejou o fantasma.

— Gatinha é a puta que te pariu! — responde Gardevoir com uma grossa voz masculina – você está roxo de saber que sou um macho!

— Sempre me esqueço! — diz Gengar mordendo a língua de modo risonho – não pode nem brincar?

— Está doidinho pra reaprender a levitar, não é? Pois terei prazer em realizar esse desejo! – diz o Pokémon psíquico irritado – de ficar flutuando à dez metros do chão!

— Gardevoir, por favor! — repreende uma Roserade – não vá estragar nossa noite com confusão! Você sabe que Gengar só faz isso pra te tirar do sério.

— Gengar não vai mais te incomodar! — diz Hydreigon puxando o braço de Gengar com uma de suas “cabeças” menores – peça desculpas pra ele!

— Desculpe Gardevoir – fala o fantasma. Ele não queria contrariar a Hydreigon, que por sua vez, não queria contrariar o Pokémon fada-psíquico.

— Desculpas aceitas! Não é Gardevoir? — Metagross olha pro seu companheiro.

— Sim! Aceitas! — suspirou o Pokémon fada para se acalmar, pois apesar de querer dar uma lição em Gengar, não quer causar constrangimento aos seus amigos.

Então cada grupo foi para sua mesa. Mas Starmie e Metagross aproveitaram pra trocar uma ideia.

“Metagross! Soube que está com o Magnezone!”

— Então o Magneton realmente não sabe guardar segredo! — diz o metálico debochado – se bem que por mim não tem problema do nosso romance ser conhecido.

“Ele não veio com você?”

— Bom, passamos à tarde juntos! — responde Metagross – não sei se sabe, mas ele está estudando para um concurso da polícia que sairá em alguns meses.

“Vixe! Um concurseiro! Ouvir dizer que pra passar em um concurso desses, precisa abrir mão da vida social!” comenta o aquático.

— Pois é!

“Ainda bem que você é compreensivo com isso, não é?”

— Sim! Pois sei que ele está pensando no futuro… no nosso futuro… então eu estou aqui pra espairecer um pouco. Vim com o Gardevoir, a Roserade e a Absol.

Starmie ainda fica na mesa de onde está o grupo de Metagross. Agora estão conversando sobre tokusatsu.

Chegou no bar Primarina acompanhado por Silvally e os três Lycanroc. Enquanto os quadrúpedes vão até a mesa, a foca vai até Incineroar, que estava em pé em um dos cantos do estabelecimento. O tigre trabalha provisoriamente como segurança do Dynamax.

— Oi gato, vim te fazer uma visitinha no seu trabalho! Aproveitei que os Lycanroc queriam vim pra cá e vim pra conhecer o lugar.

— Certo Pri! — responde Incineroar – mas eu vou sair bem tarde da noite, então vamos voltar com o Dhelmise que também sai bem tarde do serviço! E pelo Senhor da Luz, NÃO BEBA! — ele disse a última sentença bem enfaticamente.

— Sei que minha tipagem não é muito compatível com bebidas! — disse a foca – eu nem bebi naquela festa do Bar Florestal há mais de um mês!

— Sei que você tem juízo! — o gato bate de leve nas costas da foca – espero que aguente que aqui é mais rock pesado mesmo!

Quando o pedido chegou na mesa, Gengar chama Starmie para comer:

— Venha Starmie! As pizzas estão na mesa!

O psíquico se despede de Metagross e volta pros seus companheiros.

— Francamente Starmie! Foi eu que te convidei pra vir pra cá e você prefere ficar com o Metagross? — disse o fantasma meio enciumado.

“Agora sou proibido de falar com outros Pokémon?” ironizou a estrela.

— Bem, eles não vão pagar comida pra você! — complementa Chandelure – sem falar que, não tem medo de ficar perto de uma Absol não?

“Bom, eu estou perto de dois fantasmas e uma noturna!” responde a estrela “tenho muito respeito por Pokémon noturno, mas por que eu temeria a Absol?”

— Realmente a estrela tem um ponto! — concorda Hydreigon.

— Mas… os Absol… — Chandelure cochicha – eles… podem ser meio assustadores e…

— Peraí! — interrompeu Hydreigon, falando baixo para que a conversa não chamasse a atenção de outros – não vamos começar com esse tipo de preconceito. Tá mais do que sabido que os Absol apenas são capazes de prever desastres. Eles já sofreram muita discriminação por conta desse dom. Cuidado com que fala pra ela pra não correr o risco de cometer algum constrangimento.

— Entendi… — disse a ígnea percebendo que está sendo meio preconceituosa.

— Sei que entendeu! Agora vamos começar a comer que estou faminta! — disse a dragoa lambendo os beiços.

Eles começaram a comer e beber. Como Starmie não podia consumir álcool, ele abriu sua lata de refrigerante e colocou um canudo bem comprido para levar o líquido para a boca que fica na face de trás.

Mas Chandelure quase não percebeu que Gardevoir está bem próximo a ela.

— Olá Chandinha… — cumprimenta o Pokémon fada – se quiser vir pra nossa mesa não tem problema nenhum.

— Que está fazendo aí ô fadinha! — disse Gengar irritado com a proximidade que o psíquico esta tendo com a Chandelure.

— Você não deveria perder tempo junto com esse bobalhão! — continua Gardevoir segurando delicadamente uma das extremidades com chamas de Chandelure – saiba que se quiser a companhia de um elegante Pokémon amorfo como eu é só vir comigo…

— Não obrigada! — Chandelure responde rapidamente com desdem, puxando rapidamente a extremidade da mão dele.

— É uma pena! — disse Gardevoir meio desconsertado por ter sido rejeitado tão rapidamente – mas lembre-se, se esse fantasma bobalhão te incomodar, pode falar comigo e…

— É tu que está incomodando seu twink – fala o venenoso de forma raivosa. Hydreigon e Starmie temiam que esse confronto possa piorar. Porém Roserade aproxima-se sorrateiramente de Gardevoir. Um espinho surge do buquê azul e ela o usa para espetar o traseiro do Pokémon fada, lhe injetando veneno.

— Gardevoir, já não te disse pra ficar longe de problemas? — disse a Pokémon buquê irritada. Ela arrasta o psíquico já zonzo por causa da toxina – não se preocupa gente, tenho antídoto pra tratá-lo. Prometo que ele não irá mais incomodar!

— Não olhem pra mim! Dessa vez era o Gardevoir que veio aqui só pra nos incomodar! — disse o fantasma ainda bufando de raiva.

— Apesar de eu concordar que aquele andrógeno é meio irritante, não posso deixa de reparar que você também faz de tudo pra tirá-lo do sério! — comenta Chandelure.

— Mas você não se sente incomodada desse daí ficar te enchendo o saco? — pergunta o fantasma.

— Você acha que não sei me defender?

— Pronto! Acabou a discussão! Vamos comer essa pizza antes que esfrie! — disse Hydreigon, querendo por um ponto final no assunto.

— E aqui tem Pokémon amorfos mais interessantes… — sussura a Pokémon de fogo.

E a banda Maximizers continuava agitando os frequentadores da boate com suas músicas vibrantes.

I wanna rock and rock all night and party everday

I wanna rock and rock all night and party everday

I wanna rock and rock all night and party everday

I wanna rock and rock all night and party everday

- AAAUUUUUUUHHHHHH – uivavam os Lycanrocs.

— Precisa dessa cachorrada ficar berrando desse jeito? — disse Chandelure meio incomodada com os uivos.

— Na boa! Isso até que deixa o conserto mais animado! — fala Gengar.

Enquanto isso, a banda também parecia se animar mais com os uivos dos lobos.

— DA HORA! — fala o Obstagoon abanando as mão pra cima – OS CACHORROS AÍ PODEM UIVAR MAIS!

— AUUUUUUUH UOOOOOOOUHHH! — o Lycanroc Midnight uiva com mais intensidade.

“Não tem jeito! É a maneira dos Pokémon caninos de se divertirem mesmo!” comenta Starmie “em um ambiente como esse, não tem problema deles fazerem isso, já que até que os músicos estão incentivando eles a continuarem. Mas haja garganta viu?!”

“Realmente, aqueles três são bem extravagantes e chamativos” comenta um pequeno Pokémon, coberto com um pano que se assemelha com um boneco de Pikachu que se aproxima do quarteto “espero que eles não estejam incomodando vocês!”

— Oi Mimikyu! — cumprimenta Chandelure alegremente.

“Chandelure… então realmente veio me ver?” disse o fantasminha com uma certa empolgação.

— Sim! Vim ver a sua atuação – responde a ígnea, sendo muito mais simpática do que o normal. Trouxe minha amiga Hydreigon e esses dois vieram atrás de mim!

“Fico contente que trouxe seus amigos pra ver minha apresentação! Já já vai ser a vez da minha banda! Me deseje sorte Chandi!” ele sai e acena para a fantasma.

— Sei que vai arrasar! — acena Chandelure de volta.

— Humm então o Pokémon amorfo mais interessante que você comentou há pouco é ele, não é? — a dragoa lança um olhar malicioso para amiga.

— Quêee? Não me diga que você se interessa por esse monte de trapo? — disse Gengar incrédulo.

— Não fale assim dele! — repreende Chandelure – estou aqui mais é pra ver a performance dele na guitarra. Eu só conversei algumas vezes com ele sobre música e ele me convidou pra vir aqui pra vê-lo tocar, só isso!

A banda Maximizer encerra a apresentação, sendo aplaudida pelo público. A próxima banda amadora que irá se apresentar já está se dirigindo ao palco. Mimikyu já está com sua guitarra, em seguida, aparece uma Corviknight com um baixo. A ave usa vários adereços de metal inclusive uma coleira de espinhos prateados em volta do pescoço. Na bateria estava uma Coalossal, também usando vários adereços metálicos. Por fim, aparece o Grimmsnarl, trazendo um banco comprido e ajeitando o microfone.

— Espero que essa banda seja boa! Pelo menos os membros parecem ser estilosos – comenta Hydreigon.

Grimmsnarl coloca uma Pincurchin em cima do banco, colocando o microfone bem na frente dela. Ela que é a cantora da banda.

— Prontos para ouvirem a Darkerst Days? — a pequena elétrica empolga o publico com sua surpreendente poderosa voz.

Fasten your seat belts and get ready for

the ride of your life

Next stop: Heeelllll

Toady it’s me, the beast

I breathe and clean my knees of vomit

I bleed but I’m still here

I’m boiling from whitin

Crawling and digging whitin myself

to find the answer

All’s dead here

- Realmente eles são os melhores! — Chandelure estava bem empolgada

— Defesa especial reduzida com sucesso! — aprova Hydreigon.

“A música é meio pesada! A cantora tem algo na garganta ou algo do tipo?” estranha Starmie.

— Isso é voz gutural! — responde a dragoa – não escuta death metal, não?

“Bem, esse subgênero do metal não está entre meus favoritos!” admite a estrela “mas o Mimikyu está muito bem na guitarra!”

— E você está elogiando o Mimikyu?! — questiona Gengar.

“E ele não está?”

— É ciúmes Starmie! — cutuca Hydreigon.

“Tenha vergonha Gengar! A Chandelure não pode nem elogiar um músico e…”

— ÉEEEEEEÉ ISSO AEEEÊ! BOTEM PRA QUEBRAAAA! — a fantasma estava bem exaltada balançando a cabeça e elevando a sua chama no topo.

— Calma mulher! Só não vá ativar o sistema anti-incêndio daqui! — alerta Hydreigon.

Enquanto isso, em outra mesa, Gardevoir vai se recuperando do envenenamento, ele vê seus parceiros, Metagross, Roserade e Absol já consumindo as batatas fritas que haviam pedido.

— Poxa, Roserade, precisava quase me matar pra me trazer de volta?

— Só assim pra evitar de você arrumar confusão – responde a vegetal.

— Vamos Gadevoir, antes que as batatas esfriem! — oferece Metagross.

— Humf… — o Pokémon fada começa a comer – vou pegar essa cerveja e…

— Não! — rapidamente Metagross tira a lata de cerveja da mão dele – você vai beber esse refrigerante aqui! Não sabe que você é bem afetado pelo álcool?

— Só falta eu ter que tomar mamadeira quando eu for sair com a galera!

— Hahahahahahah! — os outros riram alto com o comentário, até Absol, que era a mais retraída dos quatro estava gargalhando descontroladamente.

— Pelo menos deixou a Absol mais alegre! — comenta Roserade.

— Aiai! Me desculpem! — Absol fica meio envergonhada.

— Não querida! Imaginar Gardevoir tomando mamadeira é algo que não dá pra segurar o riso! Hihihihi! — comenta Metagross – sem falar que está aqui pra se divertir! Mesmo as custas do Gardevoir.

— Sim minha filha! Hoje sou o bobo da corte da galera! — debocha Gardevoir – mas sim, vamos nos divertir, que só se vive uma vez! E quem achar ruim vai ter aulas grátis de levitação. Ou receber o luar bem na fuça.

Absol dá um sorriso, mas de repente, sente uma certa aflição. Ela coloca a pata em seu peito, gesto que não passa despercebido por Roserade.

— Tudo bem? — ela pergunta discretamente.

— Não sei ao certo… — cochicha a nortuna – por que isso tinha que vir justo agora…

— É premonição?

— É algo que pode acontecer em breve… ainda neste ano…

— Se acalme… não tem nada pra essa noite não, não é?

Absol respira fundo – não, nada demais por essa noite.

— Então se tranquiliza – cochicha a vegetal! Você pode falar mais sobre isso pra gente outro dia, pode ser? Não carregue esse fardo sozinha!

— Obrigada Rose! — uma fina lágrima de alívio surge no rosto da noturna.

Gadervoir e Metagross repararam que as duas estavam falando bem baixo e é bem provável que Absol tenha tido uma premonição. Resolveram não se meter para evitar em chamar a atenção pra eles. Eles se entreolharam, se Absol quiser se abrir com eles posteriormente, estarão dispostos a ela.

Passou se um tempo, os Pokémon estavam animadamente curtindo a música e comendo. Starmie e Hydreigon estavam discutindo amistosamente por quem irá consumir o último pedaço de pizza.

— Tem certeza que não quer Starmie?

“Tenho sim, um pedaço só já me deixa satisfeito!”

— Hydreigon, você já comeu seis não foi? — repara Gengar.

— Por isso estou oferecendo o último para o Starmie que só comeu um.

“Obrigado Hydreigon! Mas realmente minha espécie não tem muita capacidade digestiva! Se comer um segundo pedaço, há um risco de eu ter um mal-estar.”

— Se é o que você diz estrela, então não posso recusar esse pedaço! — logo Hydreigon devora o último pedaço de pizza.

— É por isso que está gorda! — diz Chandelure dando um tapinha na barriga da dragoa.

— Vai te catar Chander, minha espécie tem mais apetite! — resmunga Hydreigon.

— Mas refri o Starmie está bebendo adoidado! — repara Gengar.

“É porque eu posso tomar líquido a vontade!”

“Oi pessoal, estão gostando do rolê?” Mimikyu chega acompanhado de Grimmsnarl, Coalossal e Rillaboom.

— “Oi!” — os quatros os cumprimentaram.

“Deixe apresentá-los! O gorila aqui é Rillaboom dos Maximizers, o cabeludo é funcionário daqui mas toca de vez enquanto é o Grimmsnarl e a distinta Pokémon de pedra é a Coalossal. Esses dois irão entrar na Smogon no ano que vem.” Mimikyu aponta pra Rillaboom e Grimmsnarl.

— Então eles podem ser nossos futuros rivais! — comenta Gengar.

— Parecem ser fortes! — encara Hydreigon.

— Garanto que o gorila aqui é bem forte! — aponta Grimmsnal.

— Não é pra tanto! — responde Rillaboom humildemente – mas sei que o curso na Smogon é puxado. Tem esse sistema de estrato, ou coisa do tipo, não é? Vocês são de qual estrato?

— Somos todos de UU, que é o segundo melhor estrato da faculdade! — informa Hydreigon – eu e Chandelure somos do quinto semestre e Gengar e Starmie são do sétimo semestre.

— É bom não nos subestimar! A estrela aqui e eu ficamos uns três anos em OU, que é o melhor estrato do curso, não é mesmo, Starmie? — diz Gengar batendo na ombreira da jaqueta de Starmie.

“Sim… pena que nesse semestre não fomos capazes de ficar em OU!” fala o aquático meio relutante.

— O negócio é mesmo difícil até pros veteranos! — comenta Rillaboom – é bom nós nos prepararmos Grim!

— É eu sei!

— E a moça de pedra não vai pra Smogon não? — pergunta Gengar.

— Eu vou pra uma outra faculdade! — responde Coalossal – já ouviram falar em Victorius Graduation Course que fica em Hammerlocke, em Galar. Conhecido popularmente de VGC.

— Galar! Que chique! — comenta Hydreigon.

— Tenho parentes em Galar! — continua Coalossal – pois vou fazer esse curso no ano que vem. Pra mim é melhor pois, enquanto a Smogon tem como base as batalhas individuais, lá eles se baseam em batalhas em duplas.

Enquanto eles conversavam sobre as diferenças em cada curso. Gardevoir estava saindo do banheiro enquanto um belo Pokémon que estava sozinho em uma mesa lhe chama a atenção. Era uma Primarina. Ele foi até a foca pra tentar puxar uma conversa.

— Olá belezura! Como vai? — disse ele gracejando a foca.

— Querido, espero que tenha reparado que sou um macho! — avisa Primarina – sem falar que sou comprometido!

— Cara foi mal! — Gardevoir lhe pede desculpas sem jeito. Ele detestava que o confundissem com uma fêmea e acaba fazendo isso com um Primarina.

— Tudo bem! — anemiza a foca – pode até me fazer um pouco de companhia. Mas só relembrando que estou com meu bofe.

“Ai ai! Ele é bem afeminado!” meio receoso, ele senta de frente para o Pokémon aquático – então por que ele não está com você?

— É que ele trabalha aqui! Ele é segurança e agora está no seu posto no lado de fora — responde Primarina – resolvi só dar uma passada pra ver ele enquanto acompanhava uns colegas meus. Só que um lugar como esse não é minha praia. Meus colegas, que são aqueles três Lycanroc e o Silvally, só querem saber de ficar uivando pros rockeiros, sabe como é, coisa de canino! E até me afastei um pouco deles pra ter sossego.

— Então só está esperando a hora do seu namorado sair, não é? — responde Gardevoir – posso até te fazer companhia, mas não se preocupe que não pretendo fazer do seu namorado um corno!

— Hu hu! Tudo bem! Percebo que você não é ficar com homens!

— Como tu percebeu isso?

— Só de olhar pra ti percebo que não tem… como posso dizer… parece que você tem mais afinidade com garotas do que com homens.

— Você é bem observador! — fala Gadervoir – mas o tanto de gracejo que já recebi de Pokémon que me acharam que era uma fêmea ou um gay não dá pra contabilizar. Cara, o povo não sabe que existem Gardevoir machos também?

Um Duraludon se aproxima deles com uma bandeja com um drink para Primarina juntamente com um papel e caneta. A foca assina a folha e pega o seu drink.

— Rapaz! Você vai beber? — questiona Gardevoir.

— É só um drink de frutas bem leve! — responde a foca.

— E essa folha que você assinou?

— É um termo de responsabilidade! Dependendo da tipagem, você precisa assinar isso se quiser beber aqui. Se não assinar, não podem te servir bebida.

— Sabidos! Não querem deixar de vender bebida, mas querem que os mais sensíveis arquem com os prejuízos em caso de alguma confusão.

— Se quiser eu divido um pouco do meu! — oferece Primarina – é bom que consumo menos álcool ainda.

— Ai! Acho melhor não… — Gardevoir fica meio receoso.

— Não quer me acompanhar no brinde? — insiste Primarina – só um pouco, vai. Só pra ver se a gente se abre e se conhece melhor.

— Já que insiste… — Gardevoir usa seus poderes psíquicos para pegar uma caneca vazia que estava no balcão – coloque um pouco aí.

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O tempo passa, Mimikyu e Hydreigon foram tocar algumas músicas com Corviknight e Pincurchin. Grimmsnarl volta para seus afazeres. Chandelure pediu mais cerveja e ficava bebendo. Gengar e Starmie continuavam com a conversa sobre as diferenças entre Smogon e VGC com Coalossal e Rillaboom.

— Então, qual diferença entre Dynamax e Gigantamax? — pergunta Gengar.

— Dynamax é só aumento considerável de tamanho e qualquer Pokémon pode ser afetado por esse fenômeno se for exposto às partículas de Dynamax – explicava Coalossal – agora o Gigantamax é uma variação do Dynamax que faz que também ocorram mudanças físicas no Pokémon, meio parecido com uma Mega-evolução. Mas isso só ocorre com alguns indivíduos.

“Isso é assustador! Mas não deixa de ser interessante!” diz Starmie admirado “vejo esse conceito usado frequentemente em tokusatsus. Mas é lógico que pra audiência o uso de fusões de naves pra formar um robô gigante é mais interessanrte do que simplesmente os heróis também realizar um Dynamax!”

— Hi hi! Isso é verdade! — riu a Pokémon de pedra.

“Mas tem que ter estrutura para que essa mecânica possa ser usada com segurança! A Smogon, por exemplo, não tem estrutura para que os combatentes possam ‘crescer ‘ no campo de batalha!”

— Isso é verdade! Acho que atualmente, só a VGC possui estrutura para esse tipo de transformação! — aponta Coalossal.

— Você já fez essa transformação uma vez Coalossal? — pergunta Gengar.

— Já fiz algumas vezes! — ela responde – confesso que sinto calafrio cada vez que me transformo, ver os outros tão pequenos e distantes dá uma certa aflição.

— Já vi ela com transformação Gigantamax! — comenta Rillaboom abrindo os braços – realmente fica imensa, com todo respeito Coalossal.

— Mas Dynamax ou Gigantamax sozinhos não vencem batalhas! — complementa Coalossal – uma boa sinergia entre os companheiros de equipe é a chave pra vitória em qualquer batalha. Eu, por exemplo, me sinto segura quando um parceiro meu coloca uma tempestade de areia no campo. E pra mim é essencial ter um vegetal ao meu lado! Sabe, pra lidar com terrestres e aquáticos. Espero que eu encontre no VGC um Rillaboom tão forte quanto este aqui pra ser meu parceiro – ela olha para o seu amigo gorila.

— Pena que eu não tenho condição pra ir pra Galar! — comenta o vegetal – o jeito é tentar a sorte na Smogon mesmo.

Hydreigon volta para mesa segurando algo escuro querendo mostrá-lo aos seu colegas.

— Starmie, diga sua opinião sobre a voz dela agora! — a dragoa simplesmente coloca a Pincurchin em cima da mesa.

“Hydreigon! O que é isso?!”

— Aquela que estava cantando a pouco! — responde a dragoa – essa é a Pincurchin, cantora da banda Darkest Day.

— Olá Starmie! — a pequena elétrica cumprimenta com uma voz aguda fofa.

“Oi..” cumprimenta o aquático constrangido. “Pra prazer em te conhecer!”

— Gostou da minha apresentação? — ela pergunta de uma forma meiga. Bem diferente de como ela se apresentava ao palco.

“Gostei muito…” Starmie estava nervoso “sua voz agora é tão bonita! Só acho que você força demais no palco!”

— Hum, então você prefere minha voz assim! — ela ainda fala de forma meiga, mas subitamente muda a tonalidade para gutural – MAS ASSIM TAMBÉM É LEGAL NÃO É?

“É… é sim” Starmie ainda estava constrangido enquanto os outros riem “Como… como faz isso?”

— Hi hi! Seu núcleo está meio trêmulo! Realmente ESSA VOZ TE ASSUSTA! Mas se gosta de rock tem que se acostumar com os gutural.

— Mas Starmie é do rock, até sabe tocar guitarra! — fala Gengar.

— Tu toca guitarra? — diz Rillaboom surpreso – bem que podia mostrar seu talento pro pessoal daqui!

“Infelizmente hoje não posso!” recusa Starmie. Ele tira parte da jaqueta para mostrar o braço cortado “meu braço ainda está regenerando, não dá pra tocar guitarra hoje!”

— Que pena – lamentou o gorila – queria te ver tocar. Quem sabe na próxima!

— Oh Rillabbom! — Obstagoon o chamava do palco – bora tocar mais algumas?

— Bora! — respondeu o gorila – tchau galera, foi um prazer conhecê-los.

— Com licença, vou indo também! — despedia Coalossal para acompanhar o Rillaboom e ela pega a Picurchin.

— TCHAU TCHAU! — despedia a ouriço do mar com a voz gutural.

— Eita! La se vão eles! — suspira Gengar – mas esses rolês são bons pra isso também! Nós acaba conhecendo gente nova!

— E possíveis novos rivais na Smogon! — completa Hydreigon – Gimmsnarl, só sendo do tipo fada já me dá calafrios. E o Rillaboom parece ser um Pokémon bem forte em combates. E até que essa Coalossal também se mostra bem confiante. Ela não parecia nada incomodada perante ao Starmie, apesar dela ser uma Pokémon de fogo e pedra.

“Talvez porque está perto do Rillaboom, ele poderia socorrê-la em caso de algum aquático lhe causar problema!” deduz a estrela “ela saiu de perto de mim quando o Rillaboom foi pro palco.”

— Você acha que ela pode ter medo de você? — pergunta Gengar.

“No mínimo prudência! Ela nem me conhece! Não dá pra ficar de lelo sozinha com um Pokémon desconhecido, no qual tem uma grande desvantagem! Sem falar que não quero, de jeito nenhum, hostilidade com ninguém aqui, principalmente com aquele Rillaboom.”

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Um pouco antes, Primarina e Gardevoir já estavam sob efeito do álcool. A foca estava de pé em cima da mesa cantando meio desafinado, enquanto o psíquico assobiava e aplaudia freneticamente a atuação do aquático:

— Bravo! Bravo! Vochê canta bem…

— Obrigado queridu!

— Então, num tenho nada contra us gais ou os… os… trans. Só quero que o povo entenda que sou homem. Só porque escolhi ser Gardevoir não quer dizer que sou viado ou algo do tipo.

— Entendo! Tu gosta de garota não é?

— Eu gosto sim… gosto até de uma Pokémon planta que veio comigo… mas ela não me dá bola… será que se paquerar outras na frente dela fara com que ela fique interessada neu?

— Sei lá querido! Acho que ela te acha cafageste… OOPS! ARRG! — Primarina perdeu o equilíbrio e caiu em cima de Gardevoir.

— EITA! ARGG!

O barulho chamou a atenção de alguns Pokémon, inclusive os integrantes de Maximizer e de Darkest Day.

Gardevoir usa seus poderes psíquicos para tirar Primarina de cima dele – sai de cima de mim!

— Ei ei ei! O que você está fazendo? Não disse que eu sou comprometido? — Primarina meio cambaleante, sai de cima de Gardevoir – quem você pensa que sou?

— Ei você! Foi tu caiu em cima de mim!

— Não vem com esse papo de playboy não! — meio confuso, Primarina começa a jogar talheres no Pokémon psíquico.

— Ai! Para! — com sua telecinese, Gadervoir tenta jogar objetos de volta na foca, embora tenha errado a maioria por estar embriagado – toma de volta!

— A eeeé? — Primaria respira fundo e dispara uma massa de água brilhante de sua boca que atinge o psíquico. Era o Aria Cintilante. Gardevoir fica caído atordoado no chão.

Esse ataque acaba deixando Coalossal visivelmente abalada. Ela teme que um aquático possa sair do controle. Vendo sua amiga ficando aflita, Pircuchin se volta para ela pra tentar acalmá-la:

— Não se preocupe! Não vamos deixar que aquela foca te ataque.

— Qualquer coisa vou dar um jeito nele! — Rillaboom salta do palco e vai até Primarina.

Starmie e os outros viram quando Primarina disparou o Aria Cintilante. E quando viram que Rilaboom estava indo até a foca, ficaram apreensivos. Temiam que Primaria se encrencassem sério com o vegetal. A estrela rapidamente se levantou.

— Starmie! Aonde vai? — questiona Gengar.

“Se não fizermos nada! O Primarina estará ferrado!”

Rillaboom vai se aproximando cautelosamente para o Pokémon fada – francamente, eles deveriam evitar de dar bebida pra aqueles que tem dois tipos vulneráveis ao álcool – ele respira fundo — Escuta foquinha! Tem Pokémon assustado por causa desse seu “showzinho”. É melhor sair daqui logo, pois se continuar com suas palhaçadas, eu terei que tomar alguma providências…

Starmie rapidamente se coloca diante de Primaria para que Rillaboom não se aproxime mais dele “por favor, ele não fez isso por mal! Não o machuque! Por favor!”

— Oi estrelinha! Hic! — cumprimentou Primarina ainda embriagado.

— Vocês se conhecem?

“Ele é meu colega! Ele parece meio extravagante mas é um Pokémon decente! Ele não quer causar mau a ninguém aqui!”

— Escuta estrela! Eu também não quero machucar ninguém! — a voz de Rillaboom, apesar de grossa, se mantinha em um tom calmo – só não quero que ele cause problemas para os meu amigos. Você sabe que há Pokémon que são vulneráveis à água e a fada. Até a dragoa que está contigo também é bastante vulnerável a fada. Só quero que ele caia fora. Senão, ai sim terei que usar a força.

“Vou tentar tirá-lo daqui! Portanto, não precisa fazer nada contra ele!” pedia a estrela de forma determinada.

— Deixe que cuido disso! — Incineroar já chega lançado um olhar de intimidação em Rillaboom. O gorila fica apreensivo ao ver o segurança que apoia o aquático em seus ombros – deixe que eu me responsabilizo por ele.

Ai Gardevoir se levanta – que história é essa de me atacar foquinha? Pera que vou dar um jeito em você!

— Ai não! Mais outro bebum querendo causar! — a atenção do Rillaboom se volta para o psíquico.

— Espera que cuido desse aí! — Metagross veio para acudir o amigo.

— Metagrooossss! Veio ajudar eu? Essa foca caiu em mim! Fala um monte e fica babando em mim!

— Sim, sim Gardevoir! — o metálico finge que concorda com ele – agora por favor olhe pra mim!

Mas Gardevoir não consegue conter o enjôo e acaba vomitando em Metagross.

— ECA GARDEVOIR!! VAI PRA MER… hum hum... – mesmo irritado, Metagross respira fundo e tenta manter a sua compostura – tudo bem, tudo bem! Agora quero que olhe pra mim. Olhe pro meus olhos!

— Assim? — Gardevoir começa a encarar profundamente o Metagross. O metálico vai aproximando o seu rosto ao dele e logo, dá uma cabeçada bem na testa de Gardevoir, que deixa o Pokémon fada inconsciente.

— Vixe Metgross! Pra que tudo isso? — Gengar chega pra tentar acudir Starmie e testemunha que o Gardevoir foi nocauteado pelo seu próprio parceiro.

— Calma, só usei uma Cabeçada Zen! — responde Metagross – um movimento que ele resiste, é só pra ele sossegar o facho.

“Ah sim!”

— Uma boa maneira de acalmar um bebum! — comenta Gengar – bem que poderia ter usado isso contra Starmie naquela festa lá do bar florestal.

— Até pensei nisso! Mas Starmie não parava quieto! Ai veio a Volcarona! Ai tive que priorizar a minha segurança e a de Magneton…

— Então a estrelinha também é de fazer os barracos por conta de bebedeira, não é? — fala Rillaboom encarando Starmie.

“Por que tinham que falar daquilo? Isso foi há mais de um mês!”

— O problema é que tem Pokémon sofrendo consequência disso até hoje! — aponta Metagross – no mais, deixe cuidar desse idiota aqui! E também tenho que me limpar! — assim ele sai carregado o Gardevoir em seus braços.

Depois de alguns momentos em silêncio, Rillaboom resolve se manifestar:

— Ai ai! Pelo visto, agora os bêbados já estão sob controle! Deixo essa por sua conta Incineroar! Até mais! – Rillaboom resolve se retirar – e até que você foi bem corajosa estrelinha!

Assim que o vegetal se afasta, Gengar comenta baixinho pra Starmie:

— Reze pra que esse gorilão não passe no vestibular!

Então, Incineroar leva Primarina, com a ajuda de Starmie para a parte de trás do balcão.

“Tudo bem com você Primarina?”

— Ain… telepatia… tá me dando dor de cabeça!

“Desculpe!” Starmie tira seu casaco para cobrir Primarina com ele. Enquanto isso, Incineroar está preparando algo para o seu namorado beber.

— Estou preparando um suco com bastante açúcar para amenizar os efeitos da bebedeira.

Logo, ele dá o líquido ao Primarina, ele coloca calmamente o copo em sua boca – beba devagar!

Depois disso ele se volta pra Starmie:

— Obrigado Starmie! Obrigado por proteger o Primarina!

“Então você que é o tal do namorado dele?”

— Sim! Estamos juntos desde o ensino médio! Apesar de nos conhecermos desde criança!

“Você é de qual turma?”

— NU! Realmente preciso me esforçar mais!

Starmie deduz que Incineroar seja um Pokémon forte. No mínimo tem a intimidação, que fez com que o Rillaboom recuasse. Se não fosse pela intervenção do tigre, poderia ter se envolvido em uma imensa confusão no bar. Semelhante ao que aconteceu no Bar Florestal.

— Starmie, me desculpe, mas preciso te pedir um favor! Eu tenho que voltar pro meu posto. Por favor, fique com Primarina até acabar meu turno! Eu dou um jeito de te levar pra casa em segurança. Não tem problema pra você chegar muito tarde em casa, não é?

“Por mim não tem não?” respode o psíquico “pode deixar que tomo conto de Primarina!”

— Mais uma vez muito obrigado! — disse Incineroar agradecido.

Já era mais de meia-noite quando Gengar e Hydreigon foram verificar o porquê de Starmie não sair de trás do balcão.

“Como podem ver, eu estou encarregado de ficar de olho em Primarina enquanto Incineroar continua no seu posto.”

— Vixi acabou sobrando pra você, hein estrelinha? — fala a dragoa.

— Mas é bom pra você entender como é difícil cuidar de bebum! — disse Gengar achando graça.

“Ainda bem que ele dormiu!” ele mostra Primarina dormindo ao seu lago, coberto com o seu casaco “E cadê a Chandelure?”

— Ela está na mesa! Parece que está bem embriagada também! — responde Hydreigon.

“Eu hein! Mesmo com a tipagem de fantasma, ela acabou se embriagando?”

— Bem ela bebeu mais ou menos a mesma quantidade do que eu! — responde Gengar – e como eu bebo pra caramba…

— Bem, e é por isso que vamos pra casa agora! — fala Hydreigon – você não pode sair, Starmie?

“Bom, o Incineroar disse que ia me dar carona!”

— Menos mal! A gente até iria ficar com você, mas tive que chamar os meus pais! — continua a dragoa – eu e Gengar, apesar de não sermos muito afetados mentalmente pela bebida, ainda somos levemente afetados na coordenação motora. Se formos pegos dirigindo podemos, no mínimo, levar uma multa ou, na pior das hipóteses, causar um acidente. Então eu te pergunto Starmie? Você sabe dirigir?

“Infelizmente não!”

— Pois é! Acho que você deveria aprender a dirigir – sugere Hydreigon – já que não pode beber, seria bom ser responsável pela direção em casos como esse.

— E mudando de assunto Starmie… — diz Gengar meio sem graça – no momento estou sem dinheiro pra pagar a comanda! Poderia pagar essa por mim? Eu te pago no fim do mês!

“COMO É?!” Starmie não pode conter a exaltação “Então por isso que você praticamente me implorou pra vir pra cá?”

— Qualé Starmie! Deixe de ser pão-duro!

“E você deixe de ser duro!”

E meio contrariado, Starmie aceita pagar a conta de Gengar. Os outros dois saem pra ir embora. Logo veio Metagross, que está carregando Gardevoir no topo de sua cabeça. Parecia que estava com um pano de prato na cabeça.

— Starmie! Estamos indo! Até mais!

“Até mais! Metagross! Foi bom te ver de novo!”

Grimmsnarl chega trazendo uma máquina de cartão.

— Starmie? Me disseram que você pagaria a parte do Gengar! É verdade?

“É sim!”

— Certo! O total deu 14.975 gil.

“Eita!” Starmie ficou estarrecido ao ver a conta tão alta “pra alguém que está liso, o Gengar não poupou no consumo!”

Indignado, a estrela pagou a conta com o seu cartão.

— Valeu! — agradeceu Grimmsnarl.

Quando deu duas horas da madrugada, o bar Dynamax finalmente vai fechar. Starmie fica tomando as latas de refrigerante que Grimmsnarl lhe dera como cortesia por ficar cuidando de Primarina. Incineroar finalmente chega e se prepara pra ir embora.

— Vamos Primarina, hora de ir pra casa! — disse ele erguendo a foca, que ainda estava de ressaca. E devolve o casaco para Starmie.

“Ei, você me disse que ia me dar carona, não é?” pergunta Starmie, querendo confirmar se Incineroar iria cumprir a promessa.

— Ah, claro que sim! — responde o tigre – e aonde você mora?

Starmie fala do endereço da praia onde mora.

— Excelente! — responde Incineroar – você realmente tem sorte! O cara que vai nos dar carona irá justamente pra esse lugar visitar alguém!

“Visitar alguém? Uma hora dessas?” Starmie estranhou se alguém do prédio dele iria receber alguém tão tarde.

— Vamos Starmie! Ele está chegando!

Então, juntamente com Incineroar, Starmie se junta aos outros que irão pegar a carona, o Mimikyu, os três Lycanroc e o Silvally. Logo chegou uma velha kombi verde e laranja que parou na frente deles.

— Chegou a nossa carona! Vamos subir na Wanderlea! — chama Incineroar.

Os Lycanroc sobem rapidamente no veículo como se fosses cachorros agitados. Eles estavam arfando e ficavam andando de um banco pra outro. Era evidente que estavam meio bêbados também.

Starmie fica estarrecido por conta de um veículo tão velho e extravagante ser o que vai lhe dar carona. E ainda por cima tinha nome. Não poderia reclamar disso. Mas teme que ele possa quebrar no caminho. Sem falar dos lobos agitados que ficam cantando e uivando dentro do veículo. Mas um estalo de chicote fez com que eles se assustassem e dessem até um grunhido de choro.

O responsável pelo chicote foi um estranho Pokémon com forma de âncora com algas em volta. Ele era o motorista desse veículo.

“Vamos parar com essa algazarra, bando de cachorrada!” disse Dhelmise que estava irritado “continuem que aí o Chicote Poderoso vai cantar!”

Starmie ficou meio assustado por conta desse Pokémon de aparência assustadora. Incineroar que estava em um banco logo atrás junto de Primarina coloca uma garra na ponta da estrela para tentar acalmá-la.

— Não ligue pra isso não! O Dhelmise é meio estressadinho, mas é porque ele também está trabalhando até agora!

“E a propósito, quem é essa estrela?” pergunta o Pokémon âncora, sem tirar a atenção da direção.

— Esse é Starmie! É que gostaria que desse carona pra ele! Ele protegeu Primarina de uma grande encrenca!

“Ai por causa disso você quer que me responsabilize por ele? Acha que posso ficar por aí dirigindo pela madrugada?”

— Ele vai pro mesmo prédio que você vai! Deixe de ser mesquinho! — pedia o tigre.

“E quem disse que vou pra lá?” questiona Dhelmise meio contrariado.

— Ué, você não prometeu a ele que ia pra lá? É sua chance cara! E você agora tem uma desculpa perfeita pra ir pra lá! Deixe de ser frouxo e vai lá que ele está te esperando!

Starmie ouvia a conversa sem entender muito bem o rumo dela. Então o motorista ainda não resolveu se queria ir para a praia onde a estrela reside? Agora ele se deu conta que vai ter que depender de desconhecidos pra poder voltar pra casa em segurança. Por que tinha que se meter nessa confusão?

Eles estavam na estrada indo em direção ao Bosque dos Carvalhos, o rádio tocava uma calma música acústica com violão. É o que se pedia nesse momento depois de uma noite tão agitada. Os Lycanroc estavam mais calmos. Mimikyu demonstrava que estava sonorento e Primarina estava escorado em Incineroar. O tigre sabe que teria que dar um sermão em seu namorado, mas ele estava dormindo tão encantadoramente que acha que não teria coragem de repreendê-lo.

Logo eles chegaram a um casarão, que ainda estava com algumas luzes acessas. Era a República Alola. Estavam esperando por eles. Incineroar carrega Primarina em seus braços e desce da kombi, seguido de Mimikyu e os outros. Só sobra Starmie e Dhelmise no veículo.

“Ei Dhelmise! Divirta-se! Mas tenha juízo!” fala Mimikyu se despedindo do Pokémon alga.

“Afe Mimikyu! Até amanhã! Aliás, hoje, né? Até mais tarde!” com isso Dhelmise parte em direção à praia.

Foram momentos de tensão para Starmie. Estava sozinho em um veículo com um Pokémon vegetal e fantasma que não conhece. Ele demonstrou que era, no mínimo, bem mal-humorado e ficou temeroso ao pensar se ele poderia lhe levar para um lugar estranho e lhe fazer algo terrível. Mas o melhor que tinha fazer é acreditar nele. Ele é conhecido de Incineroar, que é namorado de Primarina. Espera-se que seja um Pokémon confiável. Passaram o caminho quase todo sem trocar uma palavra. Só se escutava a música acústica no rádio. Starmie fica mais aliviado ao reconhecer que está próximo da praia, perto do prédio aonde mora.

“Ei, tem um lugar pra estacionar aqui?” Dhelmise finalmente quebra o silêncio.

“Tem sim! Logo aí tem um estacionamento que é usado pelos residentes daqui.”

Eles vão para um estacionamento que fica próximo ao cais. Tem alguns carros nele, assim como barcos atracados ao cais que também pertencem aos residentes do prédio submerso.

Estacionando a Wandelea, eles finalmente descem dela e vão em direção ao apartamento.

“Muito obrigado pela carona!” agradece Starmie.

“Tem muita sorte dos nossos destinos serem o mesmo!” fala Dhelmise “Não sei se eu te levaria se fosse por outro caminho!”

Logo eles chegam à guarita de entrada. Mas Starmie fica surpreso ao ver que tinha alguém parado esperando na entrada.

“Dragalge?”

— Starmie! O que você está fazendo por aí uma hora dessas? E ainda com o Dhelmise?

“Espero que não pense besteira Dragalge!” fala a âncora colocando uma ramificação em seu rosto. “Só tive que dar uma carona pra ele! Só isso!”

“Bom gente, vou pro meu apartamento! Boa noite pessoal! E obrigado pela carona Dhelmise!” Starmie, percebe que o cavalo-marinho está meio enciumado e resolveu se afastar logo daí. Mas não pôde deixar de perceber que os dois estavam se abraçando.

“Hum, pelo visto, esses dois ainda vão ter uma noite intensa!”

Não querendo se meter em romance alheio, a estrela entra no seu apartamento. Finalmente na sua casa, em segurança. Mas está sem um pingo de sono. Não só porque bebeu refrigerante demais, com isso açúcar demais. Mas também por conta de uma enxurrada de emoções que teve nessa noite. A alegria inicial por conta dos shows de rock, depois a possibilidade de uma grande confusão, que poderia causar enormes prejuízos ou, no pior das hipóteses, uma grande tragédia. Se não tivesse evitado a aproximação de Rillaboom, se algo tivesse acontecido a Primarina, Incineroar iria com certeza revidar. E isso se transformaria em uma briga generalizada.

Depois teve que ficar vigiando Primarina pelo resto da noite. É como o Gengar disse, isso é pra aprender a dificuldade em ter que cuidar de um Pokémon embriagado. Falando no fantasma, ainda teve que pagar a conta do Gengar. Espera-se que ele realmente pague essa conta no próximo mês e a estrela irá fazer questão de lembrá-lo disso. E ainda teve que volar pra casa temeroso por causa de ter que ser conduzido por um desconhecido que não estava no seu melhor humor. Espera-se que Dragalge consiga melhorar o humor daquele Pokémon alga.

No fim, chegou em casa, bem. A noite tinha tudo pra dar errado, mas no fim, não aconteceu nada de mais pra estrela. Sem consequências e sem muito prejuízo. Só gostaria de a Scizor ter ido junto com ele. Mas agora, como estava sem sono, Starmie pegou seu notebook e vai aproveitar o momento pra adiantar algo do relatório.

E assim foi pelo resto da madrugada. Fez o que podia para o relatório. Até esboçou um slide bem legal. Depois ficou devagando pela internet em seus assuntos de interesse (leia-se tokusatsus e rock), até ficou procurado a origem das músicas que ouvira durante o rolê. Era mais de seis horas quando finamente o sono veio. A estrela adormeceu esparramada no sofá mesmo.

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Eram onze da manhã quando o Dhelmise estava saindo do prédio submerso. Seu humor realmente estava mais radiante. Teve uma excelente resto de noite ao lado de Draglage. Ele ia para o estacionamento. Quando estava abrindo a kombi viu um belo carro azul safira chagando ao estacionamento. Dele saiu um Starmie do carro. E a estrela foi até a guarita do prédio.

“Ué, aquele Starmie tinha um carrão desses? Mas Incineroar disse que ele não sabia dirigir! Ah, deixa pra lá!” sem pensar muito, ele ligou o carro e saiu pra voltar à república.

O que Dhelmise não percebeu é que esta Starmie tinha uma coloração mais pálida, indicando ser mais velha. A estrela foi ao apartamento onde o nosso Starmie residia. Ela abriu com uma chave que tinha consigo. Esta Starmie mais velha ficou olhando tudo a sua volta com o seu núcleo pelo como se fosse um radar fazendo uma varredura pelo apartamento, tentando capturar os mínimos detalhes. Enquanto isso, um Starmie mais jovem, de coloração roxa mais viva, ainda dormia esparramada no sofá, com o núcleo brilhando fraco. A outra estrela vai na direção do dorminhoco e começa a cutucá-lo com a ponta.

“Dormindo uma hora dessas? Não lembra do que combinamos hoje?”

A estrela continuava cutucando a outra. Ela começou a se irritar e sua firme e meio feminina voz telepática ecoou por todo apartamento.

“STARMIE, JÁ PASSOU DA HORA DE ACORDAR!”

A outra finalmente acordou e ficou apavorada ao ver quem chegou.

“Mamãe?”

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GLOSSÁRIO

Aria Cintilante — Sparkng Aria

Cabeçada Zen — Zen Headbutt

Músicas usadas

Detroit Rock City – KISS

Rock and Roll All Night – KISS

Dark Seed — Synlakross


Notas finais
Então foi isso pessoal! Peço desculpa pela demora por postar. É que tenho meu trabalho, sou gerente de uma agência, e estudo pra concurso. Mas agora estou de férias no momento e vou postando quando posso. E pro dia das mães que já é hoje, apareceu uma mãe de alguém ai. E o próximo capítulo irá apresentar algumas mães, só não sei quando irá sair. Agradeço a leitura e até mais gente!