Notas iniciais
Pessoal, não me permitiram colocar como gênero Distopia, que é um dos principais gêneros desta história. Boa leitura!

Nem sempre a melhor escolha que temos... é ir .

É meu ultimo ano na escola, e amanhã farei dezoito anos, o que parece pouco comparado a tudo que eu já vivi, Driune, minha amiga, diz que " se o mundo ainda não se preparou para suportar tantas pessoas, talvez não devessem existir tantas" Parece confuso, mas o que ela quer dizer com tudo isso é que... Se o planeta não tem capacidade para tantas pessoas, porque manda-las para outro? parece ir contra as regras da própria natureza. Mas não concordo com ela, na minha opinião, se existem muitas pessoas superlotando um planeta, é que poucas foram audaciosas o suficiente para explorar outro. Temos opiniões distintas, mas uma amizade forte, por enquanto...

— Você viu o site que eu te enviei por Stymgroop? — diz ela já sabendo da minha resposta e do meu sermão de sempre.

— Não, já disse para você, usei aquele imã de ilegalidade apenas uma vez! se eu voltar a usa-lo posso me meter em problemas, ele não é nem um pouco seguro, e tive que dedetizar meu computador depois de nossa ultima aventura naquele aplicativo — deixe-me explicar, há mais ou menos dois meses, Driune achou num site esquisito, que espalha noticias no minimo suspeitas, mas ela não se importa, ela diz que é interessante que eu deveria parar de ser uma garota certinha e começar a me desvirtuar um pouco e experimentar um pouco de ficção, que faz bem e um monte de blá blá blá's. Driune é sonhadora, e suas asas podem cair a qualquer momento, e eu terei de a segurar na queda. O que por incrível que pareça, é frequente.

— Hey, Cê sabe que eu curto essas coisas, não me olhe assim! Não faço mal a ninguém fazendo isso, e olha só, está rolando um boato no Stymgroop sobre a Golden-touch. — faço sinal para que prossiga — É uma farsa! Não existe sistema aleatório para nos levar para o novo mundo! Pensa bem... quantas pessoas de idade você já viu ir para lá? hum? Me diz? — Poucas, eu pensei, mas não queria alimentar essa fantasia.

— E dai? — disse em desdem

— E dai? E dai que você, eu, ele! — Aponta para o menino que acaba de deixar uma pilha de papéis cair no chão — Temos mais de 50% de chance de sermos selecionados, O que me faz pensar, se existe um sistema de seleção... Qual será ele?

— Você acha mesmo que eu teria 50 % de chance a mais de me livrar de você? — Ela me empurra fazendo uma careta engraçada — Sem chance, pode ser verdade o lance dos velhos, mas e dai? só tem isso...

— E é ai, minha amiga, que você se engana. Me diga o porquê, de todas as pessoas mais velhas que vão para a seleção, nunca voltarem?

— Elas não foram selecionadas, simples.

— Errado! Se entre 15 mil pessoas, 3 mil não são selecionadas, para onde elas vão? — E essa é uma pergunta que eu não sabia responder.

— Não importa o que há além dos portões de aço, o que é de cá ficará aqui, e o que é de lá seguirá um rumo diferente. Quem vai não volta, mas isso não é em vão! É o começo, de um novo mundo. — Trey, 12