Unir E Conquistar
8 Capítulo 8 - Decisão
Notas iniciais
Carlisle estava inquieto. Esme desceu as escadas e viu seu marido olhando para fora da janela, ela sabia que ele estava pensativo. E ela amava isso. Carlisle nunca sossegava até desvendar o mistério, ele insistia.
Ele apenas não tinha nada que pudesse guia-lo. Tudo foi tão rápido.
(flashback on)
Naquela manhã, Esme havia sumido. Quando ele seguiu seu cheiro a encontrou desmaiada no quarto. Quando se aproximou, ele também adormeceu. Antes de apagar ouviu alguns estrondos no quarto, como se alguém estivesse revirando tudo. Mas estava sonolento e grog demais para entender ou raciocinar. Simplesmente acordou na casa de Charles.
(flashback off)
Aquilo também estava o tirando do sério, como poderiam ter desmaiado? Vampiros não dormem ou se sentem cansados, mas naquele dia, sua visão escureceu e quando deu por si, estava ali.
O bebê também poderia ser um problema. Quem eram seus pais? Charles poderia mesmo ter feito um filho com uma humana?
O pior ainda não era isso: eles não haviam saído ainda da casa de Charles. Estavam livres, poderiam simplesmente sair e voltar para sua família. Mas aquela criança não os deixaria partir, porque se fossem, ela estaria sozinha no mundo e isso era algo que nenhum dos dois conseguiria fazer.
– Pensando no que? — Esme perguntou, o trazendo de volta a realidade enquanto passava os braços pela barriga do marido, o abraçando por trás.
– Em tudo, querida. — ele se virou e apertou os braços na cintura da esposa. — Charles estava vivo, agora estamos aqui, longe de casa, mas eu não sei se consigo deixar essa criança aqui.
– É seu instinto paterno. — ela sorriu. — eu também sinto saudades deles, mas não podemos ir, somos os responsáveis pelo bebê, sem nós, ele estará sozinho.
– Eu sei. — ele escondeu o rosto na clavícula da esposa. O silêncio foi interrompido pelo choro insistente. — ele nos chama.
Os dois subiram e Carlisle se abaixou até o berço para pega-la. A bebezinha descansou a cabeça em seu peito e fechou os olhos. Esme sorriu. Se alguém os visse pensaria "oh, que fofura o casal e a primeira filhinha".
– Ela é linda não é? — disse ele enquanto andava pelo quarto, a ninando.
– É sim. Uma pena que esteja sozinha.
– E se a levassemos?
– Com a gente? Para Forks?
– Sim. Quantos casais não recolhem crianças e as criam como filhos? Eu sei bem como é. — Esme abriu a boca surpresa.
– Mas ela pode ter pais, Carlisle. Nem sabemos como ela veio parar aqui!
– Querida, vamos juntar as peças. Na casa de Charles tem um quarto completamente decorado, essa menina estava nele. Há uma foto de uma mulher com os mesmos traços que ela. A criança é metade vampira, metade humana. Tá na cara que Charles teve um filho com uma humana que morreu, e agora é nossa responsabilidade não deixar que nada aconteça a pequenina.
– Tudo bem, mas como vai ser? Nós seremos os pais dela?
– Acho que sim. Que tal? — ele olhou para a coisinha em seus braços.
– Se você não existisse, eu ia ter que te inventar. Você me deu um filho!
– Como assim?
– Você está me dando uma filhinha! Que eu vou ver crescer, que nós dois vamos cuidar com todo amor!! — ela o beijou alegremente. Depois a segurou. Ela se remexeu, mas se acomodou nos braços delicados.
Dentro de toda aquela loucura, havia um propósito, o destino de uma garotinha, a felicidade de um casal e a saudade do grupo de vampiros em Forks.
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