Uninviting

2 Capítulo 1


Notas iniciais
Ola galerinha! ^^ primeiro capítulo e vamos lá u.u Espero que gostem.

É estranho como todo conto de fadas começa com um “era uma vez”, infelizmente a vida é apenas “uma por vez” e contos de fadas só existem em livros e filmes. Tudo que é real tem seu preço. A realidade te faz sozinho, solitário, faminto por qualquer ser vivo que possa conversar com você.

Tudo começou depois da volta do período de férias, era o primeiro dia e era uma manhã cinza e quente na minha cidade e embora fosse verão o Sol se negava a aparecer. A garoa curta ajudou ao tempo ficar mais quente e fez uma onda de neblina graças ao contato das gotas de chuva com a calçada ainda fervente que se negava a não queimar o pé de qualquer pessoa que ousasse pisar descalço no chão.

O colégio era perto de minha casa, mas não havia um dia sequer que eu não chegasse atrasado. Corro diretamente ao colégio após tomar um de meus banhos mais frios de minha vida. Meu cabelo ainda molhado e totalmente bagunçado respinga a cada passo apressado que dou e deixa o uniforme do colégio que estava todo amassado ainda mais molhado junto com a garoa. A falta de meus óculos só é notada quando já estou muito perto do colégio que logo o portão iria se fechar. Antes de entrar tento arrumar o cabelo, mas ele fica cada vez mais desgrenhado encharcando a minha cara.

Passo pela entrada do portão e percebi que o monitor estava prestes a fecha-lo pouco depois de eu ter passado por ele ofegante e quase sem abrir os olhos direitos pelo sono. Ando pelo colégio relembrando os locais da escola como se de algum modo, depois de tão poucos meses, eu poderia ter esquecido. O logotipo da escola estava em todos os lugares. Até mesmo no pátio com a porta da cerca entreaberta que havia sido arrobada e era onde as pessoas se encontravam para cabular aula. Havia bandeiras e adesivos pendurados em todas as paredes desde o saguão principal até o último andar que era usado pelos clubes de futebol, basquete, vôlei e tênis e eram descolados quase todos os dias pelas equipes que as utilizavam diariamente ou até mesmo por gente que achava que era engraçada mas na verdade não tinha graça nenhuma e ela mesmo sabia isso, ela fazia isso para tentar se encaixar para alguém gostar dela.

Continuo seguindo pelos corredores e andares até chegar ao quarto andar onde uma serie de salas ficava dividido pela mesma parede em um único corredor. Acho a minha sala. A terceira das cinco e já de cara vejo a pessoa que supostamente era para ser a que eu mais odiava naquele prédio Carol Mcllean. A garota mais espetacular que eu já conheci. A garota que me lembrava de constantemente um tornado. Perfeito de longe mas de perto terrivelmente assustador de enfrenta-lo. Quando ela me encarou a vi pela sem seus óculos da cor roxa finalmente era possível ver seus olhos que quase sempre eram ofuscados pelos seus cabelos castanhos que sem, ficavam com a franja na frente de sua face e agora cortada mostravam seus olhos castanhos. Quase da cor mel, Tão grandes e brilhantes que faziam até alguém de olhos claros terem vontade de aqueles olhos.

Ela também me encara e vê que eu não paro de olhar para ela. Ela franze a testa e parecesse dizer alguma coisa, as tudo que ela faz é levantar o dedo e se virar rindo com seus amigos e amigas que mais pareciam seguidores de uma seita em que ela era a líder do que um grupo de amigos. “Amigos”? Penso. A única coisa em que nós concordávamos em conversar era discordar um do outro. E acho que eu aceitei isso porque foi o máximo de interação humana que eu consegui ter. No fim eu sou o inútil de sempre. Aquele que transforma todos que poderiam ser meus amigos em inimigos pois não tenho capacidade de tratar alguém bem. Ou, ao menos sem ferir outra pessoa elogiando outra. Tudo que eu faço é abrir a boca para responder o professor ou discordar do mesmo. A verdade é que eu amo Carol e eu me iludo pensando que aquele é o jeito que ela demonstra que me ama. É irônico o odiado amar a odiada, mas assim é a minha vida, pelo menos agora. Ainda não faço ideia porque estou nesse mundo. Todo tem seus demônios. Menos eu e Carol. Acho que tudo que nós temos são somente demônios.

Notas finais
Espero que tenham gostado u.u Deixem sua opinião. se puderem.