Unintentionally you loved ♥
10 19 de Setembro de 2013
Vamos resumir a noite anterior : Minha irmã convidou Ross para jantar conosco em minha casa, Ross veio lindo e sexy, minha irmã ficou a noite inteira dando indiretas, me deixou confusa e na hora dele ir embora ele me beijou e...CARAMBA! Ross me beijou! Oi? Cadê?
Me levantei de supetão da cama e vi meu quarto, respirei fundo. Acho que eu havia tido um sonho ou qualquer coisa do tipo.
Peguei meu celular em cima da mesinha de cabeceira e tinha uma nova mensagem, aplicativos modernos. Abri, o aplicativo e lá estava ele Ross, divinamente lindo em sua foto do perfil, dei um pequeno sorriso e sacudi minha cabeça, tentando afastar meus pensamentos.
" Bom dia princesa, espero que tenha dormido bem. Nos vemos mais tarde então no trabalho, beijos" .
Ok, Beijo, Princesa e Sorriso bobo nos lábios, meu Deus! Não era sonho. E meu coração estava disparado, completamente bobo. Apesar do desespero eu estava feliz como a tempos não me sentia. Era engraçado isso, ao mesmo tempo que estava ansiosa e apavorada eu estava feliz. Estava me sentindo em paz comigo mesma.
Me levantei e tomei um longo banho, terminei de me arrumar e desci as escadas para minha cozinha.
– Bom dia Bela Adormecida! — ouvi minha irmã falar e sorri de volta. Molly e Tyler ficarão alguns dias comigo em casa, até conseguirem acertar os papéis ovo apartamento.
– Bom dia! – falei radiante, percebi o olhar desconfiado de Molly.
– Nossa, quanta felicidade! – ouvi ela falar e mostrei a língua para ela. Me sentei a mesa do café que estava divina por sinal!
– Waffles! – respondi empolgada e já fui me servindo. Peguei um pouco de suco de laranja e vi minha irmã sentar-se de frente pra mim, me encarando. – Oi? – falei rindo.
– Nada de oi! A senhorita demorou a subir ontem, pode ir me contando o que foi que aconteceu – ela perguntou e eu corei. Tudo bem que Molly havia sido o cúpido da noite, mas, eu ficava envergonhada mesmo assim.
– Não aconteceu absolutamente nada, levei Ross até lá embaixo nos despedimos e ele foi para a casa dele – falei naturalmente enquanto comia meu Waffles.
– Aham, ta bom! E você pensa que só porque eu não vi você chegar eu não sei com que cara você chegou? Anda logo, alguma coisa aconteceu e eu quero saber – ela insistiu e eu suspirei.
– Ok, ta bom eu conto! – falei me rendendo – Elemebeijou. – falei baixo e rápido por sorte ela não conseguiria escutar.
Notei Molly começar a rir e revirei meus olhos.
– Repita por favor – Molly falou tentando controlar seu ataque de risos.
– Ele.. – parei por alguns instantes eu deveria estar mais vermelha do que um pimentão. – Ele me beijou.. – falei e ela soltou um gritinho histérico. Só poderia ser realmente minha irmã.
– Ai que coisa mais linda! E como foi? Me conta, me conta! – ela dizia empolgada fazendo com que eu me sentisse mais relaxada em relação ao ocorrido.
– Ah foi.. “ Paradise “ – falei cantarolando e começamos a rir.
Tyler logo entrou na cozinha com nosso discreto barulho.
– Bom dia cunhado! – falei sorridente.
– Bom humor matinal reinou na residência? – ele perguntou divertido e logo foi dar um beijo de bom dia em Molly.
– Não foi isso não meu amor, apenas Nick que está em uma alegria pura ! – ela disse sorrindo e mostrei o dedo do meio a ela. – Olha a educação! – ela disse nos fazendo rir mais.
– Bem meus amores, eu tenho que ir o dever me chama! – falei me levantando e colocando meu copo na pia.
– O dever e o Ross também não é? – ouvi minha irmã falar e a olhei no mesmo instante. Ela me mandou um beijo, revirei meus olhos. – Bom trabalho irmã querida! – ela disse rindo.
– Obrigada! Bom dia a vocês até de noite – falei e sai de meu apartamento.
(...)
Cheguei no departamento um pouco mais tarde que o normal, mas, era quinta-feira e eu estava realmente animada!
Pela primeira vez não vi Morgan na entrada, ela deveria estar resolvendo algum problema. Adora Morgan, mas por um lado era bom ninguém me perguntaria o porque do meu sorriso imenso.
Fui andando pelo departamento e quando estava próxima a minha sala dei de cara com Lee e Collins que conversavam animadamente.
– Bom dia! – falei sorrindo e os dois me olharam estranhos.
– Nossa! Bom humor a essa hora! A noite de ontem foi boa em? – falou Collins e eu apenas o encarei .
– Nossa Collins você precisa renovar suas piadas meu querido amigo. – falei e ele riu mais ainda.
– Estou brincando Detetive chatinha! – ele disse e eu apenas ri. – Que bom que está feliz, gosto de te ver assim! – Collins apesar de ser um chato, era um grande amigo desde que Blake se fora, vinha me apoiando cada vez mais.
– Obrigada! É bom sentir-se assim! Acordei bem, acho que o dia hoje vai ser diferente, bom boas notícias! – falei animada – E o senhor Smithers já chegou?
– Sim e parece que com novidades. – Lee respondeu.
– Novidades? – perguntei curiosa.
– Não faço idéia do que seja, mas, ele estava realmente apressado quando chegou, disse que chamaria todos para uma reunião. – Suspirei cansada, quando Sr. Smithers chegava assim com certeza viria alguma bomba.
– Bem, eu vou para minha sala, me avise assim que ele chamar para a tal reunião ta? – falei e vi Lee assentir com a cabeça.
Dei poucos passos e assim que entrei em minha sala, senti uma mão passar por minha cintura e fechar a porta rapidamente.
– Ross..- falei sorrindo mas, antes que eu pudesse pensar em mais alguma coisa, senti seus lábios quentes grudando nos meus. O beijo era urgente e cheio de saudade, sorrimos juntos entre o beijo e senti a testa de Ross encostada na minha.
– Bom dia princesa – ele falou sorrindo. Ross tinha o sorriso mais lindo que eu já tinha visto, poderia até ser clichê falar isso, mas era um sorriso encantador.
– Bom dia – falei sorrindo mais ainda e logo nossos olhares se conectaram. – Você ficou maluco? – falei rindo em seguida.
– Fiquei. Quando se trata de você eu sou maluco – revirei meus olhos e dei um beijo leve em seus lábios.
– Olha, sua sorte é que eu sabia que era você, porque se eu tivesse gritado, teríamos sérios problemas – falei rindo e me soltei do abraço de Ross. Fui caminhando até minha mesa e sentei-me em minha cadeira.
– Que bom isso quer dizer que não é todo dia que alguém te agarra em sua sala – ouvi a risada gostosa de Ross e revirei meus olhos rindo em seguida.
– Não abuse continuo sendo a mesma de sempre – falei e pisquei a ele que sorriu ao ouvir meu comentário.
– Eu sei disso... – fitei os olhos de Ross. Olhos avelãs, profundos e intensos. Ficamos assim por alguns segundos até que ouvimos uma batida na porta.
– Oii, ah desculpe interromper não sabia que vocês estavam ocupados. – falou Lee sem graça. Desviei meus olhos dos de Ross um pouco sem jeito e olhei para Lee em seguida. Droga!
– Imagina Lee, apenas estávamos conversando. Pode falar, no que podemos ajudar? – perguntei e ela sorriu.
– Sr. Smithers está chamando na sala dele, reunião.
– Ah claro, nós já vamos obrigada Lee – ela fechou a porta e Ross me olhou.
– Reunião? – ele perguntou desconfiado.
– Sim, parece que ele chegou cheio de novidades – falei e me levantei em direção a ele. Senti os braços de Ross passarem por minha cintura e o abracei forte. Era incrível, não importava o quanto os problemas estivessem ali vivos, ou se o dia estivesse ruim. Se Ross me abraçasse era o suficiente para eu me sentir completa, para eu me sentir bem.
(...)
– Bom dia detetives! – ouvi Smithers falar. – Bem, chamei vocês aqui pois, hoje chegaram novas novidades sobre o caso da senhorita Megan, eu fiz questão de recolher primeiro os dados para podermos prosseguir com a investigação. Bem, eu já li os laudos e com ajuda do Detetive Collins, encontramos o suposto comparsa de Suzan. – David Herthel, um criminoso com uma extensa ficha criminal e por incrível que pareça, muito amigo da família Allen.
Assim que o Sr. Smithers soltou o nome olhei para Ross que enrijeceu-se por completo. O olhar dele ficou obscuro e a expressão completamente séria. O fitei por alguns segundos, mas quanto mais Sr. Smithers falava, mais ele ficava transtornado. Nesse tempo trabalhando junto a Ross não o tinha visto assim ainda.
– Bem.. precisamos encontrar o paradeiro de David, assim encontraremos o de Megan antes que ele possa fazer alguma coisa com ela, caso ainda não tenha feito. – ouvi a porta abrir-se em um supetão e Ross sair transtornado da sala. Todos olharam para mim e para a porta.
– Desculpe Sr. Smithers, deve ter acontecido algo sério com ele, vou falar com ele.
– Tudo bem Detetive Crawford, vou deixar as novas pistas na sua mesa para que vocês possam prosseguir com as investigações.
Assenti e me retirei da sala. Mas, que diabos havia acontecido com Ross? Porque aquela mudança repentina de humor e porque aquela reação toda? Alguma coisa estava bem errada, eu só não conseguia entender o que era, apenas que tinha relação com um nome “ David Herthel “.
Caminhei para fora do departamento e olhei para os dois lados da rua, nada de Ross. Aonde ele teria se metido?
Um estalo veio a minha mente, o lugar que ele gostava de ir quando estava irritado para relaxar era a mais famosa Cafeteria do mundo, Starbucks. Atravessei a rua e fui caminhando por algumas quadras, até encontrar o estabelecimento na esquina.
(Ross narrando)
Não acredito que depois de dois anos eu teria que ouvir aquele nome novamente. Meu sangue parecia pulsar em minhas veias me deixando completamente cego de raiva. Cada segundo de tudo que eu e minha família passamos na mão daquele crápula, cada lágrima derrubada, cada segundo de dor.
Eu estava completamente perturbado e vim até a cafeteria me esconder, gostava de fazer isso e precisava na verdade. Meus pensamentos estavam nublados, precisava espairecer um pouco.
Ouvi passos de alguém chegando mais perto, mas apenas mantive meu olhar pela janela do estabelecimento.
– Posso me sentar? – ouvi a voz de Nick e por alguns momentos senti a paz que a presença dela me trazia chegar até mim. A olhei e assenti com a cabeça. Nick sentou-se e manteve-se quieta. A fitei por alguns segundos e ela apenas observava o local.
– Não vai me perguntar nada? – perguntei e a vi afirmar que não.
– Apenas vou esperar a hora que você estiver pronto para me contar – ela falou e deu um pequeno sorriso me fazendo sorrir também. Nick, tinha o dom de me deixar a vontade, de me deixar relaxado e apenas me ouvir quando fosse preciso. Cada detalhe nela me deixava completamente anestesiado, completo. Respirei fundo, aquilo ainda era doloroso e talvez fosse a vida inteira.
– A dois anos atrás, eu estava em meu trabalho no outro departamento. Todos os dias eu pegava diversos casos de meninas desaparecidas, mortas enfim. Todos os dias eu lhe dava com essas situações e quando eu chegava em casa agradecia por minha mãe e minhas irmãs estarem bem, estarem a salvo e sem correr nenhum risco. – Nick prestava atenção em cada palavra minha atentamente. – Uma noite em que tudo parecia normal, minha irmã, Kate, não voltou para casa. Minha mãe ficou preocupada, ela fazia um curso que terminava no final da tarde e já era tarde da noite e nenhum sinal dela. Bem minha mãe me ligou e disse o que havia acontecido, rodei a cidade atrás de Kate, rodei tudo quanto foi beco obscuro que poderia e não tinha encontrado nem um só rastro. Ela não havia ido até o curso como de costume, não tínhamos nenhum sinal dela. – Nick o tempo todo me fitava, ela parecia realmente querer saber a minha história ou o motivo que me deixava daquele jeito. – Bem, depois de uma noite inteira em claro e sem notícias recebei a primeira ligação. O sujeito falou que se quiséssemos ver Kate novamente, teríamos que pagar o quanto ele estava pedindo. Era muito dinheiro e minha mãe disse que estaria disposta a pagar, só pediu alguns dias e ele só falou que daria os dias mas, que a polícia não poderia estar envolvida nisso, isso queria dizer que eu teria que agir sozinho e foi o que eu fiz. Eu investiguei, descobri de onde vinham as ligações, descobri quem era o desgraçado que estava com a minha irmã ,mas, no dia da emboscada para pegá-lo ele nos fez uma cilada, cometi um erro e ele me pegou primeiro. Com minha falha, ele acabou fazendo todas as coisas cruéis possíveis com minha irmã : abusou e abusou, machucou-a e cortou ela em pedaços. – Senti um nó formar-se em minha garganta, toda vez que lembrava dessa história sentia um amargo imenso na boca .
– Ross.. não foi sua culpa – ouvi Nick tentar me confortar de algum modo. Por mais que eu entendesse que ela queria fazer eu me sentir menos culpado, aquilo me corroía por dentro. A culpa era minha, eu sabia disso e carregaria isso pro resto da minha vida.
– Foi sim, eu errei, eu não agi como um bom detetive. Eu coloquei a vida da minha irmã em risco e ele terminou o resto.
– O assassino de sua irmã, era David Herthel? – ouvi a pergunta de Nick e apenas afirmei com a cabeça.
– Meu pai e ele eram sócios de uma empresa e ele acabou roubando-o. Meu pai descobriu e o expulsou da sociedade da empresa. Ele frequentava nossa casa, conhecia nossos costumes, conhecia minhas irmãs e soube exatamente como dar o bote. – falei com os dentes trincados.
– Ross, a culpa não foi sua.. pelo que você falou ele sabia tudo sobre vocês e provavelmente antes de vocês colocarem a polícia sua irmã já deveria estar morta, ele já havia a matado, apenas queria fingir que não para te deixar exatamente assim, culpado, dessa maneira – ouvi cada palavra de Nick e senti as mãos dela sobre as minhas. Fitei por um bom tempo nossas mãos entrelaçadas e apenas fiquei pensando cada palavra dela de conforto. Eu não conseguia enxergar dessa maneira. A única coisa que eu via era que o assassino de minha irmã estava de novo em meu caminho e eu iria me vingar de qualquer maneira dele.
(...)
Fale com o autor