Unintentionally you loved ♥
28 15 de Outubro de 2013 - Parte 2
– Muito bem todos de pé, o Juiz irá ler a sentença do réu.. — Após todo o stress causado pelo nosso querido réu, Ross finalmente estava mais calmo. Não era fácil afinal, suas emoções, sua vida, tudo tinha vindo a tona, e com certeza isso era doloroso, muito doloroso. Mas, agora era a hora da verdade, agora tudo se resolveria e talvez diversas feridas abertas no caminho seriam cicatrizadas.
Ross apertou meus dedos com um pouco de força, estava ansioso, estava nervoso, estava tudo que poderia estar, e não era para ser diferente. A senhora Bellini e sua filha também tinham ansiedade e medo nos olhos, sabiam agora mais do que ninguém do que Suzan e David eram capazes e precisavam ouvir aquilo que tanto as acalmariam.
– Sem mais delongas eu declaro culpado os réus David Herthel e Suzan Allen pelo crime de Lesão Corporal, Sequestro e Cárcere Privado, Crime de Ameaça e Tentativa de Homicídio Doloso quando a intenção de matar. Perante as leis e artigos descritos, eu vos condeno a pena máxima, tendo como hoje o início de sua penitência perpetua ! — foi a única coisa que consegui escutar mediante meus pensamentos atônitos. — O caso está encerrado! — ouvi o Juiz bater por fim seu " martelinho " na mesa e logo os dois réus foram retirados da sala.
Senti os braços de Ross passarem lentamente por minha cintura, me dando um abraço apertado. Eu sabia que ele estava aliviado, finalmente a justiça havia sido feita e da melhor forma possível, da forma mais correta.
– Acabou amor, acabou — falei e ele deu um sorriso grande porém cansado. Os últimos dias, e eu até diria meses tinham sido bem congestionado de problemas. Agora finalmente era hora de descansar, era hora de um tempo para relaxar e para pensar mais em nós. Apenas isso.
(...)
– Vocês vão ficar quanto tempo fora? — perguntou Lee ao nos acompanhar até o carro, perto do departamento.
– Bem umas duas semanas, estamos precisando ficar longe de aventuras, a última me rendeu alguns hematomas- falei em um tom divertido e ela sorriu.
– Voltem logo, sentiremos falta de vocês e pode deixar que vamos tomar conta de tudo por aqui — Lee falou e deu um abraço apertado em mim. — Cuide bem da minha amiga viu? — ela falou a Ross e deu outro abraço de volta nele, eu sorri mais ainda com o gesto.
– Pode deixar ela estará bem protegida — ele falou com o sorriso mais lindo do mundo. Eu já disse que amava o sorriso dele não é?
– Bem, melhor irmos, amanhã cedo vamos para a casa da minha mãe, ela insistiu tanto, mas, tanto que eu não consegui falar não. — revirei meus olhos e cruzei meus braços rindo em seguida.
– Divirtam-se e aproveitem muito ! — Lee falou e Collins chegou perto de nós, ficando ao lado dela.
– Juízo! — ele disse rindo e acenando, eu apenas mostrei o dedo do meio para ele.
– Idiota! — falei rindo e ele sorriu de volta. Eu preciso falar que eu era bem feliz e sortuda com meus amigos, com meu trabalho, com minha família e agora com meu namorado. Eu era completa, eu me sentia completa, e era assim que seria daqui pra frente. Eu, minha vida e as pessoas mais importantes dela.
(...)
Depois do dia todo arrumando nossas coisas para nossa pequena viagem até a casa de meus pais, finalmente Ross e eu poderíamos parar um pouco e descansar não só nossa mente, mas nossos corpos.
– Nossa, acho que fazia tempo que não me sentia assim relaxada.. — falei com um sorriso imenso nos lábios. Virei meu pescoço lentamente para a lateral e vi Ross apenas com o lençol cobrindo suas partes íntimas. Dei um sorriso maior e me estiquei dando um beijo demorado em seu rosto. — Ei está dormindo?
– Jamais — ele disse sorrindo e me abraçou, fazendo eu deitar minha cabeça em seu peito.
– Já disse que eu te amo? — ele me perguntou e eu fitei fixamente os olhos avelãs lindos, que eu amo tanto, e não canso de dizer isso, desculpem a insistência.
– Já, mas, é bom ouvir sempre — eu falei sorrindo e os lábios de Ross percorreram todo meu rosto e meu pescoço, me causando longos arrepios.
– Será que sua família vai gostar de mim? — ele perguntou com a expressão preocupada e o encarei com um sorriso debochado no rosto.
– Minha mãe só pergunta de você desde que te conheceu, minha irmã te adora de paixão.
– Mas, tem seu pai, seus avós — ele falou lembrando e revirei meus olhos.
– Fique tranquilo, todos vão te adorar. — falei e comecei a rir em seguida.
– Ei o que foi? — ele me perguntou e eu apenas ria. Eu nunca imaginei que iria ver John Ross preocupado com a opinião de alguém a seu respeito e jamais imaginaria que ele teria qualquer tipo de preocupação em passar uma boa impressão a alguém.
– É que é engraçado te ver assim — falei rindo e ele fez uma cara de malvado, ok era melhor parar de rir.
– Ah é? — ele falou sério. — Agora você vai ver — ele disse arqueando a sobrancelha e senti seus dedos cutucarem minhas costelas em seguida.
– Ross para! — eu ria e gritava. Cócegas, malditas cócegas! Eu as odiava, e odiava que fizessem em mim. Mas, tratando-se de Ross, bem, era o Ross e isso era o suficiente.
– Você ainda vai passar por isso você vai ver — ele dizia fazendo eu me contorcer mais ainda.
– Eu peço bandeira branca, PARA! — eu disse rindo e ele parou ao ver o meu estado que havia passado de pessoa normal para completamente louca.
– Engraçadinha — ele falou e deu uma mordida leve no meu lábio. Fitei os olhos dele fixamente e a sensação de desejo, o calor, o formigamento tudo voltava como um soco contra meu estômago. Mordi meus lábios em seguida e esse era o sinal para que meus sentidos não percebessem mais nada. Me entreguei a ele mais uma vez, me entreguei ao paraíso, com cócegas ou sem cócegas, era somente eu e ele.
(...)
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