Unintentionally Yours.
2 You're Beautiful.
Notas iniciais
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Yes, she caught my eye as we walked on by. She could see from my face that I was flying high...
- Eu não acho que seja justo – Mary Margaret estava reclamando havia mais ou menos uma hora, se não mais.
– Mary...
– Não, é sério! – ela exclamou. – Ela está horrível, David. Deixá-la sozinha no navio não é a melhor ideia.
– Ela não está “horrível”, mãe – Emma virou os olhos. Ela estava sentada no chão em um dos cantos da cabine do Capitão com o rosto entre as mãos. – Ela só não está se sentindo bem. Depois de cinco dias nós ainda não encontramos o filho dela, o que mais poderíamos esperar?
– Ele é seu filho também, Emma – David disse.
– Eu sei – a loira suspirou, levantando-se e andando até os outros que estavam em pé próximos à pequena cama de solteiro. Mary e David estavam abraçados, Gold batia irritantemente a bengala no chão e Hook olhava distraído pela pequena janela redonda. – Mas ela precisa de mim. De todos nós, na verdade. Henry é a única coisa que ela amou em vinte e oito anos.
– Sem contar Daniel e Cora – Hook acrescentou.
– Vocês entenderam – Emma virou os olhos.
– Enfim, voltando ao assunto principal... – Mary começou, mas foi interrompida pelo barulho da porta sendo aberta.
– Eu posso ir – Regina falou enquanto entrava no quarto. Ela vestia as mesmas roupas da noite em que o beijo acontecera, mas dessa vez uma jaqueta preta de couro cobria a camiseta branca. Emma reconheceu e sorriu. – Eu... Peguei emprestado. Espero que não tenha problemas – Regina lançou-lhe um sorrisinho tímido.
– Claro que não – a Xerife disse. – Fica ótima em você.
Mary e David estreitaram os olhos. Gold estava pensativo. Hook sorriu maliciosamente ao perceber os olhares que elas lançavam uma para a outra. Regina olhou para o chão e em seguida voltou a olhar para o resto do grupo.
– Bom, irei com o que vocês decidirem – ela deu de ombros e se retirou.
– O que foi aquilo? – Mary quis saber.
– Aquilo o que? – Emma desconversou, cruzando os braços e franzindo teatralmente as sobrancelhas.
– Aquilo – David enfatizou. – “Espero que não tenha problemas”. “Claro que não. Fica ótima em você” – ele repetiu exatamente o que elas haviam dito alguns segundos atrás, cruzando os braços logo em seguida e lançando um olhar desafiador para sua filha. Hook gargalhou alto quando Emma pigarreou, sem saber o que responder.
– Céus, deixem a garota – ele se voltou ao grupo, andando até eles. – Agora quero todos fora da minha cabine. Preciso descansar, e vocês também. Amanhã será um longo, longo dia.
* * *
Depois de cada um ter ido para sua cabine, Emma seguiu lentamente até a cozinha e abriu uma caixa de isopor com gelo e cervejas. Hook dissera que aquela teria sido, provavelmente, a melhor invenção do “mundo de Emma”, então insistiu tanto para que Regina fizesse aparecer uma no navio que a Rainha fora vencida pelo cansaço, trazendo através da mágica, cervejas para dentro do navio. Emma rira da situação, mas naquele momento agradecia mentalmente por Hook ter feito isso. Pegou uma garrafa e a abriu, bebendo enquanto caminhava até sua cabine. Já haviam se passado dois dias desde que aquele beijo acontecera, e a loira não pensava em outra coisa desde então. Regina não estava evitando-a, o que a deixava feliz, mas elas não conversaram a respeito, e isso era o que machucava a Xerife. Para ela, não tinha sido apenas um beijo. Não era algo que ela soubesse explicar, mas com certeza havia sido significativo. Ao passar pela cabine de Regina, que ficava ao lado da sua, ela ouviu alguém soluçando baixinho. Bateu na porta e a abriu lentamente, enfiando apenas a cabeça para dentro.
– Regina? – perguntou.
– Sim? – a morena limpou os olhos rapidamente, virando-se de costas para Emma enquanto tentava se recompor. Em vão, é claro. Emma adentrou o quarto e fechou a porta.
– Você... – a Xerife começou e se interrompeu, respirando fundo e se aproximando da Rainha. Parou a apenas alguns passos da mesma. – Você está melhorando...
– Sim, eu estava – seu tom de voz estava um pouquinho mais agressivo quando ela se virou para encarar a loira, seus olhos firmes e magoados. – Mas é ótimo para a sua autoestima saber que todos pensam que você é uma fracassada. “Ela está horrível” – a morena imitou o jeito enjoado de Mary Margaret falar. – Por Deus, Emma, quem sua mãe pensa que é?!
– Regina, calma – Emma tentou acalmá-la, mas ela se afastou.
– Não, Emma, não – ela virou-se para o espelho. Seus olhos estavam lacrimejando novamente. – Ela... Ela está certa. Eu... Céus, olha pra mim!
– Eu acho que você tá linda – a loira deu de ombros.
– Aham, tá – Regina se permitiu sorrir, virando os olhos. – Eu estou falando sério, Emma.
– Eu também – Emma andou até Regina, envolvendo a cintura da morena com seus braços e então a puxou contra si, a apertando forte. A Rainha correu suas mãos pelos braços de Emma. – Quero aquela Regina forte e segura de si de volta. Será que é possível?
– Não sei... – a morena abaixou o olhar.
Emma suspirou pesadamente e deu um beijo na bochecha da ex Prefeita antes de virá-la de frente para si, puxando-a pela cintura com uma das mãos e, com a outra, colocou uma mecha dos cabelos negros de Regina atrás da orelha. Seus olhos encontraram-se e logo em seguida seus lábios em um beijo doce e demorado. A Xerife quebrou o beijo, finalizando-o com um selinho rápido e sorriu.
– Emma – Regina começou, também sorrindo. A loira murmurou um “ahn?” e a outra continuou. – O que diabos estamos fazendo?
– Não faço a mínima ideia – Emma deu de ombros apertando um pouco mais a Rainha em seu abraço. – Só sei que me parece certo. Não parece certo pra você?
– Não – ela desviou o olhar, pensativa. – Mas eu... Eu acho que eu gosto.
– Você acha que gosta? – a Xerife indagou, afastando-se alguns centímetros.
– Me dê um tempo para digerir isso tudo, ok, Senhorita Swan? – Regina pediu. – É... Novo pra mim. E é você, Emma. Eu deveria te odiar.
– Ninguém consegue me odiar por muito tempo – Emma deu de ombros. A Rainha sorriu e, quando se aproximava para beijar a Xerife mais uma vez, Mary empurrou a porta que estava entreaberta.
– Emma? O que está fazendo aqui? – perguntou confusa.
– Acho que eu deveria perguntar isso a você – Regina disse severamente. – Pensei que eu havia lhe ensinado o mínimo das boas maneiras, Snow White.
– Por Deus, não comecem – Emma virou os olhos. – O que quer mãe?
– Eu estava te procurando para irmos, filha – Snow estreitou os olhos. – Não esperava te encontrar aqui. Eu... Não sabia que vocês se tornaram tão... Próximas...
– Tem muita coisa que você não sabe – Regina provocou.
– Tipo o que? – a morena de cabelos curtos aceitou a provocação, alterando seu tom de voz.
– Tá, ok, mãe, por favor, poderia sair do quarto da Regina? Não quero ninguém saindo machucado daqui – Emma pediu. – E Regina, por favor, pare com as provocações. Não precisamos disso agora.
Em outras circunstancias a Rainha não teria deixado Emma Swan falar com ela daquela maneira, mas, ao contrário do que Snow esperava, ela apenas assentiu. E depois do olhar repreensivo de Emma, Snow saiu do quarto.
– Parecem duas crianças – Emma sussurrou, mas para si mesma do que para Regina. Mas a morena ouviu.
– Como disse, Senhorita Swan?! – a Rainha perguntou indignada.
– Nada, nada! – Emma exclamou erguendo as mãos, sorrindo. Regina sorriu também e roubou a garrafa de cerveja das mãos de Emma, dando um longo gole e depois a devolvendo.
– No clima para mais uma expedição? – a Xerife perguntou.
– Agora sim – Regina disse empurrando Emma para fora do quarto. – Vou me trocar. Diga para me esperarem, ok?
– Pode deixar – Emma falou enquanto saía.
Regina fechou a porta e olhou-se sorrindo no espelho. Emma Swan... Quem diria, hein? Começou a tirar sua blusa quando alguém bateu na porta. Era Emma.
– O que quer? – a Rainha indagou.
A loira se aproximou e alcançou seus lábios em um selinho demorado, aproximando seus lábios da orelha da Rainha logo em seguida.
– Você está linda – sussurrou e saiu, deixando Regina com um sorriso bobo nos lábios.
Notas finais
Reviews? *-* haha
Kisses! ♥
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