Unidos pela Liberdade
2 Proposta I
Pov. Christine
A quanto tempo eu estava presa? Nem sabia mais dizer, parei de contar a muito tempo com a esperança de que assim, iria embora mais rápido. Que grande ilusão.
Meu cabelo estava um completo lixo e minhas roupas... Não vou nem comentar.
Onde meus pais estavam nesse momento? Provavelmente em Milão, vivendo uma vida extravagante e vazia, sem sequer lembrar da filha mais nova de 18 anos que estava presa.
Ser hacker é fácil na maior parte do tempo, mas você tem que saber em quem confiar, ou seja, não siga o meu exemplo, se não vai parar em uma prisão, com um macacão laranja e cabelos imundos.
Mas, prefiro não falar sobre os meus fracassos, já estou no fundo do poço, acho que daqui eu não passo.
Pelo menos eu já roubei o governo, e os meus vizinhos, Paul McCartney, Taylor Swift, Angelina Jolie e uma longa lista. Digamos que eles não têm uma segurança virtual muito avançada.
A riqueza da minha família vem dos meus trabalhos e da corrupção que o meu pai comete naquela empresa, o pior é que ninguém desconfia dele, são um bando de idiotas.
Sinto falta dos meus hobbies, eu tinha uma vida ativa fora do trabalho. Gostava de arco e flecha, boxe, piano, violino, esgrima, aulas de tiro, culinária e outros.
Sempre gostei de aprender mais, de conhecer. Quanto mais você exercita o seu cérebro, mais rápido ele trabalha.
E aí vocês me perguntam, como está o coração? Batendo e saudável, obrigada.
Para mim, acreditar nas pessoas é difícil, especialmente depois do que aconteceu comigo. Minha vida amorosa é um mix de todas as músicas da Lana Del Rey, mas eu sou também um mix de músicas da Ariana Grande, Katy Perry e Nicki Minaj.
Do nada um policial de chama, do lado dele vejo um homem elegante, que parece me analisar por trás de seus óculos. Será que meus cabelos cor de caramelo estavam tão horríveis assim?
— Vem cá, Christie. Esse homem veio te ver. — o policial (Carl é o nome dele) diz, me tratando do jeito usual, usando até meu apelido.
— Você que manda, caro amigo.
Ele me leva pelos longos corredores daquela prisão de segurança máxima (que eu quase consegui fugir, desligando as câmeras, mas não deu muito certo no final), até parar na porta de uma sala particular.
— Nos deixe sozinhos. — diz o homem que até o momento não tinha falado nada.
— Sim, senhor. — respondeu Carl.
O homem se sentou em uma cadeira que tinha na sala e eu me sentei em sua frente, a única coisa que nos separava era uma mesa. Ele tirou os óculos lentamente, me dando visão de seus perfeitos olhos azuis gelo, que me analisaram novamente, mas dessa vez, senti seu olhar penetrar mais fundo, a ponto de ter visão da minha alma e dos meus piores segredos e pensamentos.
— Meu nome é Agente Forbes, sou da CIA e serei o mais direto possível. Tenho uma proposta para lhe fazer. — disse ele.
Nem preciso dizer que aquelas palavras mudaram a minha vida, e com certeza para melhor. Afinal, todos merecem uma segunda chance.
Pov. Sebastian
Baltimore,Maryland, uma linda cidade na minha opinião,principalmente no braço da baía de Chesapeake que incluía a cidade em sua área. Apesar de sua beleza,é uma das cidades mais violentas dos EUA, com alto índice de homicídios e de tempos em tempos surgiam aqueles que se destacavam por matar e cometer loucuras, assim como eu.
Por isso, na década de 70, surgiu o asilo Saint Vincent, que tinha como internos, presos extremamente perigosos como serial killers,sociopatas sanguinários e psicopatas problemáticos, resumindo, gente igual a mim.
Meu nome é Sebastian Gray e quanto tempo eu estou aqui não me importa, até porque, depois de ficar tanto tempo preso você acaba se tornando indiferente ao tempo e claro, fica mais louco(não sei se isso é possível no meu caso).
No momento eu estava sentado no chão da cela,não sei ficar parado em um lugar sem me mover então no começo ficar preso aqui era tortura, mas depois eu me adaptei ao espaço limitado.
Bom, esse lugar não fez muito bem pra minha aparência, estou mais pálido que alma penada,os meus cabelos castanhos estão um tanto que longos (não mandam ninguém cortar meu cabelo a uns dois meses,depois que eu quase fugi), os meus olhos azuis permanecem lindos e estou magro(ok, sempre fui magro).
A cela que eu estou tem as paredes brancas e as luzes também (francamente esse excesso de branco só ajuda a deixar os loucos ainda mais loucos,felizmente as luzes estão apagadas no momento), tem uma cama de solteiro com um colchão ruim, uma televisão pequena e uma porta que dá acesso a um banheiro com um vaso sanitário e um chuveiro. Normalmente eu bagunçaria essa cela, mas como todos tem medo de vir limpar, eu deixei limpa e organizada.
Escuto passos no corredor, são varias pessoas. Droga,deve ser algum psiquiatra sendo escoltado por policiais, não estou com paciência pra joguinhos, então acho bom ele ir embora logo ou faço com ele o que eu fiz com o último que veio me entrevistar.
Se está se perguntando o que eu fiz com o último psiquiatra, permita-me responder: eu não o matei, não sou um assassino(sintam a ironia), eu apenas esmaguei os olhos dele, desfigurei o rosto dele e desloquei um braço, mas isso não é matar, eu apenas estava respondendo a pergunta dele:"Você é agressivo?". Imagina.
O grupo para na frente da minha cela e devo admitir qu estou surpreso, não eram policiais, eram homens vestidos de terno e no meio deles, Branden, o enfermeiro com aquele uniforme ridículo.
— Enfermeiro Branden, sentiu saudades de mim? — pergunto com toda a ironia e cinismo do mundo.
Vejo que Branden cerrou os punhos,ele deve sentir muita raiva de mim ou deve ser medo, provavelmente os dois.
Um dos homens de terno sussurra algo que eu não ouvi e os outros homens de terno e Branden começam a sair, nos deixando sozinhos.
—Senhor Gray, meu nome é Anthony Strong, sou agente da CIA, podemos conversar?
— Eu tenho outra opção além de te escutar? — perguntei ríspido,não estava com paciência. — Fale logo pra que eu possa me livrar de você e possa dormir em paz.
— Não, então vou ser breve, vim aqui para levá-lo para Washington. — ele revela.
Uau, Washington, mas o que diabos eu iria fazer em Washington?
— E se eu me recusar a ir? — pergunto ousadamente.
— Você não tem essa opção. — ele diz sorrindo com um ar de triunfo.
Isso me faz sorrir, adoro quando as pessoas pensam que tem poder sobre mim, isso torna ainda mais divertido matá-los.
— Agente Strong, tenho a impressão de que vamos nos divertir muito. — digo sorrindo sádico.
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