A zona rural de New York nessa noite estava soturna e sombria, com o ar gélido e repleto com densa neblina, o vento soava como uma infernal melodia.
O capim úmido e alto era balançado pelo vento, as árvores secas e retorcidas se moviam causando estalos, a pálida luz da lua iluminava o campo que ao contrário de qualquer zona rural, não tinha os sons característicos de sapos e grilos. Era como se os mesmos pudessem sentir a pesada aura do lugar.
No passado e até hoje, a região era local preferido para assassinos matarem pessoas e nessa noite não seria diferente.
Um homem seminu amarrado em um cadeira era a própria imagem do medo, o terror era nítido em seus olhos esbugalhados que pareciam incapazes de se fechar, apesar de estar praticamente sem roupas, suava, seu corpo tremia pelo frio, sua boca estava tomada pelo gosto metálico de sangue.
Uma luz de carro forte foi ligada, machucando seus olhos e não permitindo que enxerguasse nitidamente. Então, ele escuta passos se aproximando... Cada vez mais perto... Então tudo para.
Desespero. O cheiro de gasolina invade suas narinas junto com o cheiro de sangue no ambiente, o nível de adrenalina em seu organismo apenas aumentava, o seu coração batia cada vez mais forte, a respiração se tornava rápida e desregulada, seu corpo reagia, tentando desesperadamente se soltar das cordas que o prendiam.
Ele sente a gasolina sendo despejada sobre seu corpo e grita o mais alto que pode, mas sabe que ninguém ira escutá-lo, seu destino estava decidido.
– Diga me como é saber que vai morrer de um jeito ou de outro. — A voz do seu agressor soa em seus ouvidos.
A voz rouca e suave revelava um prazer sádico em ver aquele homem ali.
Sem resposta alguma, lentamente acende um cigarro ao lado de sua vítima que ao sentir a fumaça do cigarro, simplesmente grita apavorada, já prevendo o que aconteceria.
Porém, o divertimento sádico não tinha pressa alguma e o assassino simplesmente caminha lentamente em direção ao carro, despejando o resto da gasolina no caminho, fazendo uma trilha desde a cadeira em que estava preso o infeliz desafortunado, até a frente do Lamborghini Aventador Preto e se senta no capô do carro se deliciando com o cigarro.
– Acho bom sair detrás dessa moita ou eu vou matar você. — O assassino diz aparentemente para o nada,porém um homem se levanta de trás do capim e caminha em direção ao seu interlocutor.
– Vejo que continua com a percepção afiada. — O recém chegado elogia enquanto pensava como havia sido detectado tão facilmente.
O assassino sentado sobre o carro mantém seu olhar para o prisioneiro a sua frente, era mais divertido o sofrimento alheio do que uma pessoa que não podia exterminar ainda que temporariamente.
O recém-chegado para próximo ao carro, seu rosto era uma mistura de assombro e admiração. Assombro por estar diante do temido Azrael, o maior assassino da Tartarus e admiração por ele ser quem é. Azrael era famoso por já ter enfrentado todo o tipo de oponentes ainda que jovem.
Ao chegar próximo ao assassino pôde vislumbrar sua aparência: alto,pele branca, corpo magro porem musculoso, cabelos negros, olhos azuis que revelavam uma frieza absoluta e estava elegantemente vestido com um terno escuro.
Ao cumprimentar Azrael com um suave tapinha nas costas conseguiu ganhar a atenção do mesmo, porém de forma negativa.
– Se tocar em mim novamente vai ser a última coisa que fará. — Azrael diz em um tom frio e sinistro.
O homem recua, já havia escutado ameaças do gênero inúmeras vezes, mas com aquele homem era diferente, cada letra era pronunciada com um desejo de matar intenso.
– Já reparou que eles ficam mais quietos quando estão cientes da morte? — Azrael comenta macabro se referindo ao fato do homem preso a cadeira ter parado de gritar e isso assusta o seu acompanhante.
– Como? — O homem pergunta, não conseguia entender como alguém que o havia ameaçado a tão pouco tempo era capaz de iniciar um assunto como aquele.
– Nunca matou alguém?Nunca sentiu uma vida se apagando na suas mãos?O prazer? — Azrael diz essa parte rindo, um riso rouco e doentio.
– N...não, nunca. — O homem diz vacilante, sua confiança estava se apagando aos poucos, Azrael era louco.
O assassino sorri sadicamente e tira uma arna do coldre escondido sobre o terno, uma Desert Eagle. 50AE* e coloca sobre a mão a oferecendo ao seu aliado.
– Mate o homem na cadeira. — A voz saiu fria e com uma naturalidade que deixou o homem assustado.
Ele estendeu a mão para pegar a arma, porém, internamente, ocorria um sério conflito em sua mente, uma parte de si dizia pra ele atirar, mas a outra parte considerava errado matar alguém por nada.
O homem na cadeira estava ainda mais assustado, havia conseguido definir a figura da arma ainda que nas sombras, isso o apavorou, não queria morrer.
O aliado de Azrael relutava em pegar a arma e no final sua consciência venceu, então ele afasta a mão da arma e Azrael bufa entediado.
– Parece que você tem consciência. — Azrael diz fingindo decepção. — Mas sabe, quando se esta no inferno você tem se deixar... queimar. — Azrael diz isso jogando o cigarro no chão e o fogo toma conta da trilha e atinge o homem na cadeira.
O prisioneiro gritou e debateu na cadeira até que conseguiu virar a mesma e caiu no chão ainda sentindo as dores excruciantes de ser queimado vivo.
O cheiro de carne queimada tomou conta do campo, Azrael sequer se abalou, seu companheiro em compensação, vomitou no chão.
– Pessoas como você me decepcionam, você podia ter dado uma morte rápida e digna aquele pobre infeliz, mas quis deixar por minha conta. — Azrael diz rindo sadicamente do nojo do seu companheiro. — Está com as informações que eu pedi? — A pergunta foi seca.
– Sim. — O homem diz querendo evitar conversa com aquele homem doente e logo entrega uma pasta com papéis para o mesmo, que começa uma leitura silenciosa.
O homem se levanta e fecha a pasta, apanhando a arma e andando em direção a porta do carro, mas para com a serie de perguntas que são feitas:
– Está tudo ai?Mais alguma coisa? O que eu faço agora? — O homem pergunta rápido,parecia nervoso e isso faz Azrael sorrir.
– Sim, está tudo aqui. — Azrael sorri. — Não, só vou precisar disso. — A voz do assassino denotava prazer imenso. — E agora você morre. — A ultima coisa que aquele homem ouviu foi o som do disparo.
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* Desert Eagle .50 AE(Action Express): Tem capacidade para 7 munições e tem o Stopping Power(poder de abater o inimigo com um tiro) de 100% e uma precisão de até 200 metros, porém não é indicada para combate devido ao calibre exagerado, peso, munição e a maneabilidade.