Unidos após a morte: A história de Bennet Alfadur
1 Capítulo 1: Um encontro com a morte.
Notas iniciais
A história começa no dia quinze de julho de mil novecentos e noventa e oito, em uma quarta-feira. Mary Fenrir Alfadur era uma moça simples e de carreira promissora, uma atriz, estrelou diversos filmes famosos na época mas sua vida mudaria drasticamente nessa quarta-feria. A moça saíra muito tarde dos estúdios de gravação em Los Angeles e apesar da hora foi até um bar tomar alguns drinks com os amigos, seria mais um dia inocente. O bar se chama " Death of Drink " ou traduzindo " Bebida da morte ", era um lugar comum apesar dos vários rockeiros que o frequentavam, Mary entrou no local e foi reconhecida quase que imediatamente e todos queria ter sua atenção porém apenas um homem conseguiu : Ele vestia uma jaqueta de couro e uma camisa vermelha, usava jeans desbotado e rasgado e uma bota estilo motoqueiro negra, seria um verdadeiro punk se não fosse seus cabelos, lisos, finos e negros, penteados para o lado e no estilo social. Mary ficara fascinada pela beleza apresentada, os olhos eram negros e profundos, a mais simples sensação era de estar olhando em um buraco negro ou melhor dizendo, para a própria alma.
A senhorita Alfadur caminhou para o lado desse moço que até então não sabia que mudaria sua vida para sempre.
— Muito prazer, sou Mary Alfadur — a mulher não perdeu tempo, tratou logo de se apresentar queria conhecer aquele homem ele parecia tudo que ela procurava, aparentava ter as qualidades perfeitas ou seja, era bonito e parecia ser inteligente. O homem após ter sua atenção voltada para aquela atriz sorriu como forma de dizer olá.
— Muito prazer senhorita, me chamo Thânatos, meu nome faz citação ao deus grego, foi informação demais ? — Mary o achou perfeito, bonito, até onde pareceu educado e inteligente além de ser engraçado. O homem olhou-a de cima baixo e por alguma razão também ficou encantado por tal beleza. A atriz era loira, olhos azuis e pele branca, seus cabelos também eram tão finos quanto o do rapaz que acabara de conhecer e ao mesmo tempo tão belos... Ela trajava um vestido negro salto-alto, estava maquiada e usava um tom claro que vermelho nos lábios, afinal de contas ela não era uma prostituta.
— Não, não foi muita informação, acho que tem um nome muito bonito para um homem de igual beleza.
O casal conversou a noite toda, Thânatos acompanhou a garota até a casa e se despediram com um beijo na bochecha rosada de Mary e, desde aquele encontro todos os dias burlando os intervalos de gravação a mulher via seu amado, ela o descrevia como a verdadeira paixão, dizia que se apaixonou dias após o primeiro encontro, ao acaso, e dizia que aquele era o homem que havia conquistado seu coração. Finalmente o final de julho chegou, Mary e Thânatos completaram suas duas semanas de namoro e pareciam tão apaixonados quanto Romeu e Julieta.
Era um domingo dia dois de agosto, Thânatos e Mary estavam em uma colina aproveitando a companhia um do outro, comendo morangos com chocolate, bebendo vinho e desfrutando ainda mais do por do sol. E foi ali que oficialmente aconteceu o primeiro beijo e mundo mais, Mary e Thânatos tiveram sua primeira relação sexual. E então, o destino foi selado, a atriz engravidou do deus da morte.
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