Notas iniciais
Olha, gente, antes de mais nada, eu queria agradecer por TODOS os rewiens. Eu não pude, nem posso, infelizmente, responder a todos, mas quero que saibam que vocês, leitores e comentaristas, são a minha inspiração!

Uma sensação esquisita tomou conta do corpo de Thalia. Ela estava rodando no vazio, sua pele formigava e parecia que várias correntes apertavam-na até que seus olhos saltassem da cara e todos os seus órgão se explodissem. A semideusa sentia a mão suada de Dino apertando a sua e, do outro lado, a de Annabeth apertando seu cotovelo com uma força descomunal. A filha de Zeus queria gritar, mas sua voz não saia e ela não conseguia ver os amigos. Ela já estava desesperada, até que...


Parou.


Thalia parou em pé por menos de um segundo e, logo em seguida, caiu de cara na grama molhada de um jardim. Ela se virou e ficou de costas para o chão.


_ Ai... — a filha de Zeus gemeu.


Nico, que estava do seu lado, cuspiu um tufo de grama.


_ Isso é horrível... — Travis resmungou e apagou novamente. Roxanne correu, acordou-o e ajudou-o a se levantar, mesmo cambaleando o filho de Hermes aguentou.


_ Vocês se acostumam. — Harry ajudou Thalia e Annabeth a se levantarem. Nico e Percy se ergueram. — Onde é que...


O bruxo se interrompeu e olhou furioso para Hermione.


_ Você não fez isso... Você não nos trouxe justamente para cá.


_ Eu sinto tanto, Harry. — a garota escondeu o rosto nas mãos quando o garoto a fuzilou com os olhos. — Foi o primeiro lugar que eu pensei...


_ O primeiro lugar que você pensou foi o local que eu mais odeio em todo o mundo? — ele perguntou em tom nervoso, mas, logo, suspirou. — Tudo bem. Vamos entrar na minha humilde residência.


Com um gesto simples e uma única palavra, Alohomora, Ronydestrancou a porta da casa número 4 da Rua dos Alfeneiros.


_ Vamos entrar, pegar comida e dar o fora. — Harry disse secamente e entrou lentamente na sala escura, mas tropeçou e fez um barulhão.


_ Quem está aí?! — o Sr. Dursley gritou raivoso, mas dava para perceber uma leve nota de medo ali.


_ Sou eu. — Harry disse em um suspiro, desistindo completamente de tentar ser discreto.


_ Ah, o fedelho veio nos visitar. — o homem acendeu as luzes, ele estava segurando um rolo de desenrolar massa como arma. Usava um robe branco com seu nome bordado no bolso, a barriga dele crescera e ficara mais rechonchuda, os cabelos loiro palha estavam bagunçados e o bigode... ah... o bigode. Estava parecendo o rabo loiro de um esquilo particularmente grande.


Logo, a Sra. Dursley desceu as escadas com Duda a sua frente, ela entrelaçava os braços por trás do pescoço gordo do filho.


_ É só o manezão, mamãe. — o garoto loiro e grande se desvencilha do abraço da mãe.


_ É bom ver você também, Dudão. — Harry suspira. — Olha, eu e meus amigos só queremos comida e roupas.


O bruxo mostrou os colegas de Hogwarts e os semideuses para os tios e o primo, que arquearam as sobrancelhas quando viram as roupas de baile rasgadas que todos estavam usando.


_ Uh... — Duda se aproximou de Gina. — Quem é a ruiva gatinha?


A irmã de Rony não deu nem tempo de qualquer um expressar reação, sem nem olhar para Duda, que estava ao seu lado, deu-lhe um soco, o trouxa caiu no chão.


_ Dudinha! — a esposa de Valter gritou e correu para auxiliar o filho.


Todos explodiram em gargalhadas, em especial Harry.


_ Olha o que você fez ao meu filho! — o homem bigodudo agarrou Gina.


_ Ah, ele mereceu. — a ruiva revirou os olhos.


_ Saiam da minha casa, agora! — o trouxa gritou.


_ Ei, tente relaxar. — Travis falou.


Petúnia, de repente, gritou.


_ Valter, Valter. ela se escondeu atrás do marido. Eles... Tem alguns... Que não são bruxos.


_ Quer dizer, trouxas? Como nós? — Duda perguntou, ainda olhando para Gina.


_ Não... Alguma outra coisa. Mágica, ainda, sim, mágica.


Harry encarou a tia. Como ela sabia? Sei lá. Mas, pensando bem, ela era irmã de Lilían. Devia ter algum conhecimento sobre criaturas mágicas. Apesar de terem muito mais diferenças do que semelhanças, como o fato de a mãe de Harry ser bruxa, ser amável, ruiva e ter olhos verdes e Petúnia ser trouxa, amarga, ter cabelos pretos, olhos da mesma cor e cara cavalar, as duas ainda eram irmãs.


_ Olha, nós não vamos demorar, tá? — Thalia falou nervosa, e se a dona do rosto de cavalo soubesse que eles eram semideuses?


_ Precisamos de roupas limpas, um pouco de comida e vamos embora. — Hermione mostrou a bolsinha. — Aqui já tem nosso material de higiene e o resto do que necessitamos


_ Só tem um problema... — Roxanne lembrou. Acho que Harry não tem nenhuma roupa para garotas.


_ Bem, vamos às compras, então. — Hermione tirou uma boa quantia de notas da bolsa mais um cartão de credito prateado e sorriu. — Cada uma tem direito a um jeans, uma calça de moletom, um casaco, um tênis, roupa de baixo, meias e cinco blusas.


_ Ah... — Gina disse deprimida. — É tão pouquinho...


Annabeth colocou a mão sobre o ombro da ruiva, consolando-a, enquanto os homens ficavam surpresos.

Pouquinho? - Dino arregalou os olhos.


Tia Petúnia balançava a cabeça concordando que a situação de poucas compras que as meninas se encontravam era, realmente, lastimável.


_ Ei, ruivinha, quem sabe eu não posso te ajudar a escolher suas roupas. — Duda fez a melhor cara de galã que conseguiu, mas surtiu o mesmo efeito que uma mosca causa em um T-Rex. — Acho que uma blusa bem jus...


_ Eu vou ter que te bater de novo? — Gina pergunta entediada.


O garoto trouxa não responde, uma atitude bem sábia. As garotas vão embora. Valter e Petúnia voltam a dormir alegando que mais algumas horas de sono os fariam esquecer do rosto do sobrinho. Duda resolve ficar por ali e encher os garotos.


Os bruxos e os semideuses sobem para o andar de cima e o primo de Harry atrás, ao pé da escada. Ele dizia coisas muito interessantes, como: Ganhei de Natal uma TV nova. De plasma. Inveja, Potter? e Flertei com cinco garotas no colégio só na primeira semana.


Depois dessa última, Travis teve que falar:


_ Eu flerto com cinco garotas em cada hora. - isso fez com que o garoto loiro se calasse.


No quarto de Harry, o bruxo distribui conjuntos de roupas limpos para cada. Eles se trocam rapidamente e decidem ir a cozinha conversar, além de filar alguma coisa.


Duda está lá, enfiando a cara, literalmente, em um bolo de cenoura.


_ É errado eu pensar que ele, na verdade, é um porco ao invés de um humano? — Nico sussurra para Percy.


_ Nem um pouco. — o filho de Poseidon tinha os olhos arregalados para o garoto suíno.



Ao meio dia, Roxanne, Annabeth, Thalia, Gina e Hermione voltaram das compras lotadas de sacolas, com facilidade, a última colocou, a maioria das roupas em sua pequena bolsa. Depois, elas foram se trocar.


_ Uau. — Duda assoviou para a irmã de Rony. — Eu disse que você ficaria legal com uma blusa justa. E esse visual todo te dá um ar tão quente.


De fato, Gina estava bonita. O jeans, o tênis vermelho, a blusa listrada de preto e branco justa e o casaco de lã marrom davam-lhe um visual despreocupado de uma trouxa, mas, também, destacavam seus cabelos vermelhos e seus belos olhos amendoados. Mesmo assim, a garota não estava nem ligando para o primo de Harry.


_ Ei! Por que você não olha para mim? — O porco/garoto perguntou irritado.


_ Não gosto de gente que maltrata quem eu gosto, mesmo que Harry não esteja nem aí para o que você faz, eu, simplesmente, não gosto que você tente chegar perto dele. Você não merece nem falar com ele. — O garoto da cicatriz corou e Duda parecia muito surpreso. Logo, a ruiva sorriu amavelmente. — Dá próxima vez que nos encontrarmos vou colocar fogo nas suas calças.


O loiro saiu em disparada para seu quarto com TV de plasma. Todos se voltaram para Gina, assim que ele se foi.


_ Que é?


_ Vamos pegar a comida logo e sair daqui. — Annabeth disse revirando os olhos.


Durante todo o processo de embalar frutas e sanduiches, colocar em vasilhas de plástico os doces de Duda, enfiar em uma sacola uma imensa quantidade de sacos de caramelos e barrinhas de cereal e, depois, jogar tudo na bolsa de Hermione, Gina e Harry ficaram se olhando. Harry sorria, isso já estava bom demais para a ruiva.


Uma meia hora mais tarde a campainha tocou.


_ Será que atendemos? — Rony perguntou.


Passou-se alguns minutos de silencio e, de repente, passos pesados ecoam nos degraus da escada.


_ Eu atendo. — disse Duda em um sorriso mau.


Quando o garoto abriu a porta, eles viram dois pés. Imensos pés. O garoto trouxa deu um pulo para trás e acabou caindo de costas no chão.


_Quando foi que Frankly ficou tão grande? — ele disse antes de desmaiar.


_ Um lestrigão. — Percy e Annabeth disseram ao mesmo tempo.


_ Tudo bem. — Thalia começou a comandar a operação, ela era a que tinha mais experiência em luta com monstros, disso nem Percy discordava. — Hermione, Roxanne vão acordar e tirar o casal Dursley da casa, tem minha permissão para usar violência, mas apenas se necessário. Harry, você me ajuda a arrastar esse porco para fora da casa. O resto, acabem com o monstro. Seremos muito rápidos para tirar eles daqui, se não...


A filha de Zeus não continuou. Não, eles não precisavam de mais desespero. Ela e Harry correram para tirar Duda da zona de perigo, colocaram-no no gramado do vizinho, onde acreditavam que o monstro não atacaria, já que ele estava voltado para a casa de número 4, depois, correram para ajudar.



_ Cofringo! — Dino atingiu o lestrigão no pé. -Frankly cambaleou, mas se pôs firme novamente com bastante rapidez. Ele não parecia ter sofrido mais nada além de uma tontura passageira.


_ Incarcerous. — Gina agitou a varinha e muitas cordas prenderam o braço do monstro em sua perna gigante. Assim, Frankly acabou ficando curvado.


Percebendo a ideia, os outros bruxos começam a amarrar o gigante também, Nico atingi a panturrilha da criatura, Annabeth atravessa um de seus cotovelos com a faca, Thalia, com um raio, e Travis com sua lança, ferem os ombros do lestrigão.


Percy daria o golpe final. Roxanne e Hermione acabavam de atravessar a porta da casa com Petúnia e um Valter irritado, mas ele mudou de expressão assim que seus olhos viram a criatura.


_ Um caminhão monstro! O maior que já vi! — o homem gritou.


Como Annabeth já explicara muitas vezes, os simples mortais não veem através da Névoa. Bruxos, semideuses, deuses, monstros e alguns raros mortais conseguem, mas trouxas não.


O que provava que Duda não era um mortal comum. Ele viu um Frankly gigante. Petúnia também aparentava estar vendo algo muita mais terrível do que um caminhão monstro. Afinal, ela era irmã de uma bruxa, pode-se dizer que é normal, então, essa mulher ter um poderzinho. E o garoto suíno devia ter herdado o mesmo dom da mãe.


Percy preparava-se para decepar a cabeça do lestrigão, mas antes que o fizesse, o monstro desceu a mão no telhado da casa dos Dursleys.


A criatura se transformou em poeira, ao mesmo tempo em que a casa se transformava em destroços. Roxanne, Hermione, Petúnia e Valter tinham sobrevivido à chuva de pedras, madeira e pedaços de parede.


Harry se virou para o lugar que ele mais detestava em todo o planeta e só pode pensar:

Acabou. A casa número 4 da Rua dos Alfeneiros não existe mais.

Notas finais
Tcharans! Rewiens não machucam! Obrigada!