Notas iniciais
Um grande agradecimento a linda recomendação da okayokay que sempre está lá quando eu quero desistir. Eu falo: poxa, ninguém reconhece, ninguém comenta, e lá está ela, se esforçando. Não é justo com quem se importa mesmo com a alegria do autor ter a fic cancelada por causa de alguns que não comentam. XOXO. Boa leitura. Comentem, hein.

O feto não sobreviveu.

As palavras do médico ainda ecoam na cabeça de Hector, mesmo hora depois de ter recebido a terrível notícia.

Ele pediu ao médico para contar a Alison. Ele contou. Ela chorou desesperadamente. Ele não sabia como confortá-la. Nunca poderia.

– Eu sentia que aquele era o meu filho — ele sussurra depois que ela para de soluçar, mas lágrimas ainda escorrem dos seus olhos. — Eu sabia.

– Eu não aguento mais isso, Hec. Não aguento mais encontrar com você as escondidas, fingir que estou feliz em um casamento que eu não estou. Fingir que amo alguém que não amo e fingir que não amo alguém que amo.

Ela balança a cabeça.

– É tudo tão complicado.

Alison olha diretamente para ele quando fala:

– Nós deveríamos ter fugido quando tivemos chance. Agora estamos ambos casados.

– Nós ainda podemos. Aposto que nosso pai adoraria ficar com o trono pra ele novamente.

– Eu posso não estar mais grávida, Hec, mas Valerie está. Você tem que ficar com ela.

– Pelo amor de Deus, Alis. Esse negócio de ficar casado por causa de filho já passou.

– Eu sei o que é crescer sem mãe. Nós todos sabemos. Eu não quero que seu filho não tenha um pai só porque...

– Só porque eu te amo — ele completa, triste. Hector suspira. — Tudo bem. Se você quer assim, assim vai ser.

Ele vai até a cama e dá um beijo na testa dela.

– Mas saiba que eu sempre vou estar lá. Se em algum momento você quiser ir embora, me avise imediatamente. Eu vou com você. Eu sempre vou com você.

+++

Vincent caminha de um lado para o outro, furioso. Havia mandado fazer o exame de DNA. Estava para sair. Mas a raiva lhe enchia o corpo.

E se Michael fosse realmente seu filho? Ele teria que apoiá-lo, afinal agora ele é rei de Ahnmach. Poderia obter ajuda. Porém Leona é o empecilho, afinal a falecida Katerina tem um filho com o irmão da rainha. Isso poderia lhe trazer problemas.

Uma música irritante tocava ao fundo e ele berrou para que a deslizassem. Onde estaria Melanie nesse momento?

Ele fez tantas coisas por ela e ela fugiu. Duas vezes. Não conseguia entender. Nunca antes havia sido rejeitado.

O resultado saiu. Ele passeou os dedos nos papéis. Abriu.

Positivo.

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Hana pega o pequeno Erik no colo, que já não é mais tão pequeno. Ele abre um sorriso com dentes pequenos para ela e ela não consegue deixar de sorrir. Seus grandes olhos azuis, exatamente como os de Erik e Katerina.

Katerina. Ela sentia tanta falta de irmã.

Depois de brincar um pouco com o sobrinho, ela o entrega para uma das criadas para ele almoçar. Um dos seguranças avisa que ela está sendo solicitada na central de segurança e ela vai para uma sala cheia de televisores nas paredes. Sua mãe está no maior, com os olhos inchados e vermelhos.

– Mãe? — ela questiona. — Mãe, o que está acontecendo?

A mãe olha para o televisor como se estivesse diante dela.

– Katerina...

– O que aconteceu com ela?

Harriet soluça e pousa um lencinho nos olhos úmidos.

– Katerina está morta.

+++

– Então foi isso — Josh termina, se jogando na cama. — Foi por isso que ela sofreu o acidente. Eu culpei Tyler o tempo inteiro e na verdade a culpa foi dela.

Melanie fica em silêncio.

– Ela contou para Tyler que eles eram irmãos por parte de pai na estrada, pelo amor de Deus! Estava nevando. É claro que ele ia se assustar e o carro ia derrapar.

Ele olha para a morena.

– Por que você está tão quieta?

– Eu já sabia, J.

Ele a encara como se tivesse levado um soco.

– Como é que é?

– Tyler me contou antes de partimos para o sul.

– E por que você nunca me falou nada?

– Não era um segredo meu para compartilhar. Ele confiou em mim e eu prometi manter a minha promessa.

Josh respira fundo, tentando ignorar o ciúme. Ele olha para o teto, imaginando quando veria a luz do sol novamente.

– Tyler confia muito em você, não é mesmo?

Sim, deu errado.

– Nós tivemos uma coisa, J. Você sabe disso. Eu nunca neguei.

– Você estava com raiva de mim.

– Sim, no começo eu o usei pra fazer ciúmes em você. Eu sabia que você o odiava e aproveitei que ele sentia algo por mim e o usei, mas ele é uma pessoa legal, você sabe disso, você foi amigo dele por muitos anos. Ele gosta de mim e eu também gosto dele, só não dessa maneira.

– Hum, é mesmo?

Melanie não consegue deixar de sorrir. Ela faz carinho nos cabelos sedosos de Josh e deposita um beijo rápido em seus lábios.

– Eu amo você e mais ninguém.

+++

Katerina beija Francis com calma, porém com vontade. Ela fica de costas para ele e ele a ajuda a apertar o espartilho, já que ela não pode mais se dar ao luxo de ter criadas. Afinal, para o mundo, ela está morta.

Quando ele termina, ela vira para encará-lo.

– Obrigada.

Ele pousa a mão no rosto dela.

– Eu faço tudo por você.

– Eu sei. Eu te amo.

Ele sorri para ela e a beija novamente. Alguém bate na porta, Joffrey entra. Francis fica desconfortável, mas Katerina entrelaça seus dedos nos dele.

– Andrew está aqui.

– Tem certeza que ele não poderá me ver?

Joffrey assente.

– Veremos se ele está apto para assumir no lugar de Rebekah até que você renasça.

+++

Fleur encara o irmão com raiva.

– Ela matou John. Ela não fez nada quando nosso pai morreu.

– Eu já bombardeei Frömming, Fleur. O que mais você quer que eu faça?

– Eu quero que você destrua aquele país!

– Não era você que queria ser rainha de lá?

– Agora eu quero vê-lo queimar — ela rosna. — Heron, nós fomos tão humilhados por aquelas pessoas. Está na hora de mostrar a fúria do búfalo.

– Nossa mãe reprovou nossa atitude. Nós só queremos paz.

– Eu quero guerra!

– Anne está grávida. Eu vou ser pai. Eu quero um país de paz para o meu filho.

Fleur bufa e empurra o irmão contra a parede.

– Você é um frouxo, Heron.

Com o irmão desacordado, ela sorri diante do comando. Ela posiciona os fones nos ouvidos e o pequeno microfone portátil nos lábios.

– Preparar bombas 2125.

– Quantas, Comandante?

– Primeiramente, três. Depois, cinco. Para finalizar, dez.

– Alvo?

– Frömming, capital — ela fala, a voz imponente. — A prisão de segurança máxima Hülle; o Tribunal Supremo; setores mais pobres; o palácio Archiberz...

Seu irmão a mataria quando acordasse, mas ela não ligaria de morrer se morresse destruindo Frömming.

– Quero explodir tudo — ela não consegue deixar de sorrir. — Comandante desliga.

Ela ligou a televisão no canal Manske. Ouviu as bombas sendo preparadas e lançadas.

Cerca de uma hora depois, Frömming foi bombardeada novamente.

Notas finais
Hum, reviews?