Un(forget)table.

5 CAPÍTULO TRÊS: A aliança.


Notas iniciais
Primeiramente, deeeeeeeeeeeeeeeeesculpa de novo a demora a responder. Estou com problemas pessoais, além das aulas estarem comendo todo o meu tempo e força de vontade. Sem contar na criatividade, que tá foda de aparecer. Eu sei que o capítulo é minúsculo, mas foi o que deu pra fazer em uns 20 minutos livres. Considerem um capítulo bônus, no próximo vou tentar caprichar. Juro.

CAPÍTULO TRÊS

"A aliança."

Freddie's POV.

Eu então a abracei, como nos velhos tempos. Mantendo a promessa que fiz um dia, de protegê-la de qualquer mal. Eu a manteria segura em meus braços até toda essa dor passar. Porque ela é a minha vida, a minha razão.

O caixão desceu, e meus olhos ficaram grudados no mesmo, enquanto eu sentia um pedaço de mim morrendo. Lembrei de cada momento que eu passei junto com a morena, as brigas, os beijos descuidados, minha primeira paixonite. Minha eterna melhor amiga. Eu a salvei uma vez, e faria de novo, se possível. Mas eu falhei, e não me perdoo por não ter impedido de as duas de terem ido naquela maldita loja. Perder a senhorita ironia era triste, quase insuportável. E de alguma forma muito estranha, eu me sentia aliviado por Sam não lembrar da amizade forte das duas.

O resto da cerimônia fora triste. O caixão desceu, e logo milhões de grãos de terra vetaram qualquer esperança de ver o sorriso de Carly novamente. Spencer foi o que mais chorou, e o único que arriscou algumas palavras. O pai dela, apenas olhava para o vazio, talvez lamentando todas as vezes que não contou historinhas para a little Shay dormir. Depois, todos caminharam em silêncio para a saída. Eu e Sam ficamos para trás.

– Freddie? — A ouvi proferir baixinho, como fazia quando tinha medo.

– Diga, meu am... S-Sam. — Ela se desfez do meu abraço, me olhando.

– Como ela, digo, Carlotta era? — Seus olhos azuis ainda marejados me olhavam curiosos, como se fosse importante pra ela ouvir cada segundo que passou ao lado da melhor amiga.

– Ela era incrível. — Era exatamente o que eu iria dizer, mas a voz que saiu não foi minha. Spencer encontrava-se ali, com um sorriso triste nos lábios. A loira virou para ele. Spencer se apresentou antes de Sam ter que fazer qualquer esforço, e gentilmente a abraçou.

– É bom ter você de volta.

Sam sorriu.

– Obrigada. Sinto muito por sua irmã, queria muito lembrar dela.

– Você vai lembrar, não se cobre tanto, loirinha.

– Vocês poderiam me contar como éramos, né? — Indagou, e eu não pude deixar de sorrir fraco. Mas ainda sim é um sorriso, não? Afinal, ela quer se lembrar, ela nos quer em sua nova vida. E eu de alguma forma, estou incluída nela, não? Estou peguntando demais. Menos perguntas e mais respostas, Freddie.

– Não tem nada mais que represente vocês que o iCarly.

– Que o que?

– iCarly, Sam. — Falei. — É um programa que fazíamos.

– Sério? Uau. — Disse, surpresa. — Eu poderia ver alguns?

– Claro! — Spencer disse. — Tenho todos os programas gravados, acho que isso a ajudaria, certo?

Ela fez que sim com a cabeça.

– Bem, eu preciso ir, sabe como é, família lá em casa e com esse clima ainda. — Ele suspirou. — Eu me movi, e o abracei. Não falei nada, pois já compartilhávamos um silêncio doloroso. E tendo ele, não se faz necessário nenhum vocábulo. Sam também o abraçou, mas ela disse algumas palavras quase num sussurro que eu, não fui capaz de ouvir.

Logo ficamos sozinhos novamente, naquele cemitério sombrio. Só nós e nossos corações quebrados, triste.

– Eu, eu preciso ir. — Ela disse, e a vi inquieta. Talvez ficar sozinha comigo a deixa sem graça, ainda mais depois de tudo que soube.

– Tudo bem, eu te levo pra casa.

– Não precisa, o porteiro do prédio vem me buscar. Só preciso ligar pra ele.

– Eu insisto, me deixa te levar pra casa.

Ouvi um suspiro e então seus dedos remexeram os botões no celular em uma sms.

– Pronto, eu vou com você.

Não pensei que seria tão silencioso no carro. Sam costumava colocar o som do último volume, por a cabeça para o lado de fora da janela e gritar um, desculpa a expressão, “Foda-se você, mundo”. Agora tudo o que faz é cutucar o esmalte descascado, e vejam só, até cinto de segurança ela pôs. Sim, eu também sei que estamos em clima de luto, mas de qualquer forma, é extremamente estranho.

Passei uns dez minutos tentando achar alguma coisa pra quebrar o gelo, e quando pensei em falar sobre sei lá, a minha escova de dente, ela quem proferiu.

– Freddie?

– Hm.

– Eu tô com fome.

É, parece que as coisas não mudaram tanto assim.

– Novidade.

– Oi?

Eu ri.

– Você sempre foi, digamos... Muito esfomeada.

– Sério? — Ela sorriu. Acho que é por isso que estou com a sensação que meu estômago colou nas costas.

Balancei a cabeça e gargalhei.

– Já sei o que seu estômago quer pra voltar pro lugar.

– Sabe?

É claro que sei. Qualquer pessoa sabe, até o estômago ela deveria saber, porque se agitou só de parar em frente do estabelecimento. Pulei do carro e a fiz esperar, logo mais, voltei e coloquei o balde em cima de suas coxas.

– O que é isso? — Ela me olhou.

– Balde de frango frito. Vai por mim, você adora.

No início, Sam comeu devagar, mas depois que reconheceu o gosto, praticamente sugou as coxas de frango. Quase podia ver uma faísca da antiga Sam surgindo. E bem, eu a faria queimar. Irei ajudá-la a relembrar de cada coisa que gostava e odiava, vou trazer minha Killer que usa meia de manteiga para o mal de volta.

Estacionei o carro em frente ao seu condomínio, e adivinha quem estava na frente? Sim, Pam. Seus olhos encontraram o meu, e eu sabia que ela estava apavorada.

– Você discutiu com a sua mãe?

– Mais ou menos, mas não quero falar sobre isso. — Disse, e remexeu-se no banco, enquanto lambia os dedos.

– Tudo bem. Você está bem?

Ela fez que sim.

– Obrigada.

– Pelo que?

– Por me trazer aqui, e por não ter ficado chateado comigo.

– Eu não tenho motivos, eu fui um estúpido com você. É só que...

– Eu sei, eu sei. É difícil, mas me dê um tempo, certo? Eu vou conseguir pôr todos os pingos nos “i”, prometo.

– Eu vou ajudar você.

A loira fez que sim com a cabeça.

– Obrigada mais uma vez.

– De nada.

Ela abriu a porta, mas não saiu, apenas me olhou. Eu a abracei, querendo que ela diminuísse o suficiente para caber no meu bolso. Logo resmungou que tinha que ir, então eu a larguei.

Ela saiu em silêncio, mas pôs a mão pra dentro da janela do carro, e estendeu-a com a aliança nas mãos.

– Acho que é sua.

Meus olhos se arregalaram. Primeiro: Como a aliança foi parar ali? Ela foi perdida nos escombros do carro. E, segundo: Por que ela me devolveria?

– Na verdade é sua.

– Eu não posso ficar com ela agora, não somos mais noivo. Eu espero que você entenda.

Assenti. Ela desapareceu, enquanto Pam ia a trás, falando decerto minhões de coisas pra ela. Enquanto eu segurava aquele objeto metálico, e sentia meu coração doer. Eu sei que não éramos mais noivos, mas ter isso de verdade, e não só hipoteticamente, fazia toda diferença.

Girei a chave e fui embora.

Notas finais
Reviews, seus ninds?
E ah, obrigada pelos reviews e pela outra recomendação que recebi. Vocês são demais, e eu amo vocês. []
xx, Phants.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.