Unfeeling
14 XIII. Fear
Notas iniciais
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Oi gente ;-;'
Primeiro eu quero dar meu MEGA, SUPER, ULTRA, POWER, HIPER... OBRIGADA para a Uma Formiguense e o llNARUTOll. Pelas lindas recomendações que fizeram! Fico feliz que gostem da Fanfic *-*', muito obrigada mesmo queridos. Amei as palavras ♥.
Então gente... Sei que todos devem estar a ponto de me matar, mas irei explicar a vocês o motivo do meu pequeno sumiço. Estava com sérios problemas no trabalho, pois tinha muita coisa pra fazer. E devido a tudo isso, minha inspiração foi afetada, infelizmente. Não conseguia escrever nada, tentei diversas vezes, e o resultado era sempre o mesmo. Depois de uns dias eu consegui escrever pelo menos a metade, e somente hoje eu consegui terminar. E finalmente eu não estou mais atolada de trabalhos. Espero que me perdoem pela demora, e saibam que foi doloroso para mim também, pois não gosto de deixar ninguém na mão ;-;.
Não sei se o capítulo ficou do agrado de vocês. Mas espero que gostem! Boa leitura para todos s2.
O silêncio sempre fora confortável para Hinata. Sentada na cobertura de um prédio, seu lugar preferido, ela observava as estrelas no céu. Apesar de ser inverno, a noite estava agradável. O vento não era gélido, acariciava a pele da morena, lhe dando uma agradável sensação. A mente vazia, apenas apreciando a noite.
Fechou os olhos, inclinando a cabeça para trás e sentindo o vento balançar seus cabelos. Sentia uma sensação nostálgica com esse ato. Imediatamente se lembrou de momentos que teve na infância, sem que pudesse evitar.
"– Mais alto papai! – os cabelos curtos se moviam conforme o balanço era empurrado.
– Claro minha princesinha – as risadas dela preenchiam o ambiente, contagiando o pai."
O sorriso alegre do pai estava gravado em sua mente. Nem parecia que tinha sido a tanto tempo. Suspirou, se privando de pensar nisso. Levantou, e foi caminhando lentamente em direção as escadas. Sempre quando queria ficar sozinha ia para o terraço do colégio. O prédio era alto, e lhe dava uma visão privilegiada da cidade. Era um ótimo lugar para relaxar, na opinião da jovem Hinata.
Foi em direção a sua moto, pensando no que faria agora. Não estava com muita vontade de correr no momento, apesar de ser uma das coisas que também a faziam relaxar. Sem muitas ideias, resolveu apenas dar umas voltas pela cidade. Enquanto pilotava, lembrava da conversa que tinha tido com a mãe antes de sair de casa.
"– Hinata – Yume tinha um leve sorriso no rosto enquanto encarava a filha da porta do quarto – Meu casamento será daqui a um mês. Queria que fosse comigo até meu estilista para verificarmos sua roupa.
A morena apenas encarou a mãe, sem expressão alguma no rosto. Depois de um tempo, Yume finalmente pode ver alguma reação por parte da filha. Reação que ela já esperava, mas que ainda sim, a magoava. Hinata tinha um sorriso de escárnio no rosto, os olhos ferozes, demonstrando a ira que estava sentindo.
– O que te faz pensar que eu estou disposta a participar disso tudo? – sorriu amarga, destilando veneno em cada palavra dita – Realmente acredita que eu posso me juntar a toda essa felicidade de merda? – se aproximou da mãe, ficando a centímetros de distancia, a encarando nos olhos – Eu não quero saber de NADA que envolva você.
Observou os olhos assustados da mãe, as lágrimas rolavam pelo rosto da mesma. Hinata não se importou em nenhum momento com o estado da mãe. Pegou suas coisas pessoais, tacando tudo em sua bolsa.
– Estou saindo. Não me procure."
Deu um sorriso debochado, pensando no quanto ingênua a senhora Yume poderia ser. Hinata sempre deixou claro, desde que havia descoberto que a mãe iria se casar, que não aprovava de maneira nenhuma aquela relação. Não que se importasse com a mãe. Somente queria preservar a presença do pai naquela casa. Acelerou mais um pouco, deixando que o vento levantasse os fios de cabelo que não estavam presos pelo capacete. Definitivamente não estava afim de pensar nisso agora. Foi desacelerando quando avistou a praça da cidade, e estacionou na calçada perto da entrada.
A praça era bem iluminada em alguns pontos, com lojas e brinquedos para as crianças. Em algumas áreas, a iluminação era pouca, especialmente aonde existiam bancos, pois muitos falavam que a intenção era dar privacidade para os casais que quisessem namorar. Depois de dar a volta pela praça, e olhar as lojas sem nenhum interesse aparente, resolver sentar em algum banco. Escolheu um mais afastado da área, devido ao local ser silencioso e praticamente vazio. Poucas pessoas ficavam por ali, e isso era exatamente o que a morena queria. Paz e sossego.
Se encostou na árvore que estava ao lado do banco, e ficou a olhar para o céu. Não soube dizer quanto tempo permaneceu assim, absorta em tudo a sua volta. Quando voltou a si, percebeu que a praça estava um pouco mais escura, e deduziu que deveria ser por conta do horário. Além de mais escura, também estava bem deserta. Suspirou. Não queria ir para a casa e encontrar a mãe. Andando lentamente em direção a sua moto, percebeu que havia um grupo de rapazes próxima a ela. Eram quatro no total, e a morena revirou os olhos quando percebeu os assovios em sua direção.
– Nossa, que gostosa! – um moreno de olhos azuis havia dito, enquanto encarava Hinata de cima a baixo.
– Que tal ir na nossa festinha particular delicia? – o ruivo tinha um sorriso malicioso no rosto.
– Nossa noite não poderia terminar melhor rapazes – o garoto loiro de olhos verdes dizia, se aproximando lentamente da morena.
O único a não se pronunciar havia sido o garoto de cabelos castanhos e olhos negros. Ainda sim, ele tinha um sorriso perverso no rosto, enquanto também se aproximava dela, juntamente com seus amigos.
Hinata se viu cercada pelo grupo de rapazes, e soltou um suspiro de irritação. Não bastava a cena ridícula da mãe mais cedo, ainda tinha que aturar um bando de moleques pervertidos. Mal acabou de dar um passo em direção a sua moto, e sentiu algo gelado no seu pescoço. Depois de alguns segundos, ela enfim pode perceber. Não eram só um bando de moleques pervertidos, afinal. E a lâmina tremendamente afiada pressionando seu pescoço, não era de brinquedo.
O fato de não ter sentimentos, a ajudava a manter a calma em um momento assustador como esse. Em sua mente, bolava uma maneira de escapar dali em segurança. Se lamentou por não ter trago com sigo sua arma de choque, que havia adquirido em uma corrida que fora ganhadora. No entanto, não era hora para se lamentar. Precisava pensar em algo logo se quisesse sair viva dali. Hinata em nenhum momento abaixou o rosto, os encarava sem expressão alguma, apenas imaginando uma maneira de fugir.
– Olha só o que temos aqui – o rapaz moreno se pronunciou, encarando a Hyuuga com olhos maliciosos – Uma menina comportada. Uma pena que não irei ouvir gritos, adoro quando gritam.
Hinata continuou sem mostrar reação, apesar das palavras terem sido tremendamente ameaçadoras. Viu o menino, que até então estava calado, se aproximar e parar na sua frente. Ele estendeu a mão em direção ao seu rosto, e acariciou levemente a face da morena. Tudo o que a Hyuuga conseguia sentir era repulsa. Quando achou que ele enfim iria se afastar, o viu se aproximando ainda mais, e sentiu nariz dele em seu pescoço. Ainda que estivesse com muita vontade de chuta-lo no lugar mais doloroso possível, teve que se controlar para não fazer nenhum movimento brusco. Precisava pensar com clareza antes de tomar alguma atitude.
Ficou assustada quando sentiu o corpo do rapaz ser puxado bruscamente de cima dela. Firmou a vista na pessoa que havia chegado ao local, mas não conseguiu ver com muita clareza, já que eles estavam em um lugar bem escuro.
– O que vocês pensam que estão fazendo? – definitivamente conhecia essa voz rouca e grave, que no momento se encontrava totalmente alterada, demonstrando toda a sua ira. Ainda sim não conseguia acreditar que logo ele havia ido ali para salva-la – Nunca mais encostaram um dedo se quer nela.
Viu o momento que os rapazes furiosos partiram pra cima do seu salvador, todos juntos de uma vez, o que fez a morena crispar os olhos diante de tanta covardia. No entanto, quem levou a melhor foi o recém chegado. Ele golpeava e defendia os golpes que lhe eram direcionados. Logo a Hyuuga pode vislumbrar o grupo de rapazes no chão, com vários hematomas pelo corpo. Seu salvador caminhava em sua direção, com passos lentos e calculados. E a morena se perguntava se era para não assusta-la, e não pode evitar o sorriso debochado para ele.
– Não estou com medo de você, se é isso que está pensando.
Pode escutar o suspiro aliviado dele, e logo o viu caminhando mais rápido, chegando rapidamente na sua frente. O silêncio reinou por uns momentos, até ser quebrado pela Hyuuga.
– Sei que está esperando por um obrigado. Normalmente eu não faria isso, mas devido as circunstâncias, reconheço que isso é necessário – sorriu divertida para ele – Obrigada por me ajudar, Uzumaki.
Inesperadamente a morena se sentiu ser abraçada. Os braços do loiro apertavam sua cintura, e a cabeça dele estava enterrada em seus cabelos. Sem saber o que fazer, ela ficou parada, os braços pendendo ao lado do corpo. Escutou os soluços sofridos dele, e sentiu as lágrimas molhando sua blusa. Inconscientemente se viu retribuindo o abraço, um pouco sem jeito devido ao fato de não ter experiências com coisas desse tipo. Sentiu ele aumentar o aperto do abraço, e internamente gostou da sensação de calor que ele emanava.
– E-eu... Por u-um mo-momento... – percebia o esforço que ele fazia para falar, e ficou calada esperando – Sinceramente achei que iria te pe-perder...
A Hyuuga não mostrou reação alguma com isso, somente continuou parada, ainda sustentando o abraço. Escutou o pranto dele por mais alguns minutos, em nenhum momento esboçou reação ou disse algo. Quando ele enfim se acalmou, levantou a cabeça, e abaixou o rosto. A morena sabia que ele deveria estar envergonhado, e sorriu maliciosa com isso.
– Vamos, vou te deixar em casa.
O loiro concordou, e a seguiu em direção a moto. Hinata lhe entregou o capacete, e depois dele coloca-lo e subir na moto, ela deu a partida, sendo apertada fortemente por Naruto. A morena sorriu maliciosa enquanto pilotava, pensando no quanto era engraçado ele ter medo de motos e não de moleques possivelmente assassinos. Dispararam pelas ruas da cidade, e logo o loiro pode avistar o portão de sua casa. Com um suspiro tristonho, ele desceu da moto e entregou o capacete para Hinata. Ficaram se encarando por um tempo, até a morena se pronunciar.
– Como me achou lá? – havia ficado curiosa quanto a isso.
– Eu estava em uma festa com o Sasuke e a Tenten. Como os dois estão juntos, e eu não conhecia ninguém, acabei ficando largado por lá – riu sem graça – Resolvi sair um pouco pra espairecer. A festa era bem perto da praça, por isso fui pra lá. Estava voltando para a festa, afim de avisar para o Sasuke que estava indo para casa, quando escutei eles assoviando – rangeu os dentes e crispou os olhos – Decidi me aproximar para averiguar o que estava acontecendo, e foi ai que eu vi aquele cara perto de você...
Hinata observava todas as reações do loiro enquanto ele falava. Podia perceber que ele tremia de raiva, e mordia os lábios com força, para tentar se conter provavelmente.
– Eu fiquei possesso. Tudo o que pensei no momento foi em quebrar a cara dele e de todos que estavam te machucando.
Ele a olhou, os olhos azuis transbordando medo e angustia. Depois de ficarem um tempo se encarando, Naruto abaixou a cabeça envergonhado. A Hyuuga não disse nenhuma palavra, somente sorriu divertida quando o viu corar. Antes de dar a partida, olhou nos olhos dele, com um sorriso malicioso.
– Você realmente é estranho loirinho – ele corou mais ainda com isso – Um estranho fascinante.
Naruto arregalou os olhos diante as palavras proferidas. Sentiu o rosto esquentar ao extremo, mas ainda sim conseguiu dar um sorriso para a morena. Enquanto a via se afastar, pensava em como era bom estar com ela.
Afinal, desistir de Hyuuga Hinata não seria tão fácil como ele pensava.
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– O QUE?
– Não precisava me deixar surdo Sasuke – suspirou, enquanto mexia no ouvido, tentando recuperar a audição.
Tinha resolvido contar a Sasuke o que tinha acontecido na noite da maldita festa. Ligou para ele logo pela manhã, pois não tinha coragem de ir até a casa do mesmo e dar de cara com a morena. A reação dele foi exatamente a que o loiro esperava. E enquanto relatava tudo para o amigo, foi inevitável não sentir a ira se apossando dele novamente. Como queria acabar com aqueles malditos...
– Como você quer que eu reaja? Você só pode ter pirado para encarar quatro malucos assassinos!
– Eu não pensei em nada na hora. Tudo o que queria era acabar com esses desgraçados. Tudo o que me importava era ela...
Ouviu o moreno suspirando, e soube que ele faria o mesmo se estivesse no seu lugar.
– O importante é que tudo acabou bem. Temos que dar um jeito de denunciar esses cretinos.
– Sim...
Estava se segurando para não perguntar, mas não conseguia conter a curiosidade.
– Co-como ela está? – sentia o rosto esquentar, lembrando das palavras da morena.
"Um estranho fascinante."
– Saiu bem cedo de moto. Nem mesmo tomou café.
A preocupação bateu forte no loiro. Tinha medo de que algo mais acontecesse com Hinata.
– Não se preocupe Naruto. Ela ficará bem.
Apesar de saber que ela podia se cuidar sozinha, e das palavras reconfortantes do amigo, a preocupação não ia embora. Queria muito vê-la, saber se estava bem depois do que tinha passado.
– Posso ir até a sua casa Sasuke? – ouviu a risada do Uchiha, e ficou extremamente sem graça.
– Está doido para vê-la né?
– E-eu só quero saber se ela es-está bem.
– Claro que pode vir Naruto.
– Ok. Até daqui a pouco.
Desligou o celular e foi se arrumar.
~
Estava em seu lugar preferido novamente. Não conseguiu dormir a noite, devido aos muitos pensamentos que enchiam sua mente. E todos eles se resumiam somente a um nome.
Uzumaki Naruto.
Não sabia explicar o porque, mas a cada dia que passava ela sentia ainda mas fascínio por ele. Sorriu divertida, lembrando do rosto corado dele, quando lhe disse que ele era um estranho fascinante. Não havia mentido. Naruto tinha o estranho poder de fazer com que ela tivesse emoções que julgava não ser possível sentir. Na noite passada não havia ficado tão assustada quanto deveria, e acreditava que se devia ao fato de ter sido ele quem a salvou. Sabia muito bem dos sentimentos que ele nutria por ela, e isso era algo perigoso para o loiro. Mas ela admitia para si mesma que gostava da presença dele, e mesmo que fosse errado, queria ter mas oportunidades de estar com ele.
Sorriu maliciosa, mordendo os lábios ao lembrar do beijo dele. Queria muito mais. E teria.
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Como já era conhecido na casa não precisou tocar a campainha. Foi em direção a sala, imaginando se a morena já havia voltado para casa. Corou com o pensamento, e ficou ainda mais constrangido por ser flagrado pelo amigo, que olhava para ele com olhos maliciosos e divertidos. Nem havia percebido que já estava na sala.
– Os pensamentos estavam bons – deu uma gargalhada com a cara envergonhada e enfezada do loiro – Pena que a pessoa que estava neles ainda não chegou.
Naruto soltou um suspiro frustrado e se sentou ao lado do Uchiha.
– Vou esperar um pouco se não se importa – a voz soava preocupada e ansiosa.
– Tudo bem. Tenho que resolver umas coisas com meu pai, vou ao escritório dele e já volto – direcionou um sorriso malicioso para o amigo, indo em direção a garagem.
O loiro corou, imaginando os pensamentos de Sasuke. Balançou a cabeça, tentando afastar os que se formaram em sua mente. Lembrou do beijo que teve com a morena, e mordeu os lábios fortemente. Ainda podia sentir a boca macia e sensual dela. E foi inevitável não se sentir quente só de lembrar.
Encostou a cabeça no sofá e fechou os olhos, tentando se acalmar. Ouviu passos se aproximando e sentiu uma respiração próxima a sua. Tremeu e se arrepiou, sentindo aquele cheiro inconfundível dela, e percebeu quando ela se sentou ao seu lado. Abriu os olhos, vendo aquele rosto tão próximo do seu. Sem que percebesse, seu olhar foi direto para a boca pequena e sensual, fazendo com que soltasse um suspiro involuntário. Subiu o olhar, encontrando aqueles olhos que tanto amava, e se perdeu como sempre.
A morena sorriu divertida, chegando perto do ouvido dele, falando de uma forma lenta e sensual.
– Me esperando loirinho?
Ouviu ele arfar, observando a respiração irregular e os pelos da nuca arrepiados. Sorriu internamente com isso, e se aproximou mais do corpo dele.
Sem saber o que dizer, o loiro ficou em silêncio, totalmente vermelho pela pergunta e por estar tão próximo dela. Sentia o corpo fervendo, e a vontade de beijá-la era maior que tudo. No entanto não teve que esperar muito. Sentiu os lábios macios e atraentes dela tocarem os seus. Imediatamente correspondeu, e segurou um gemido de satisfação quando o beijo se aprofundou.
Nunca se cansaria dos lábios dela.
Notas finais
2beijos :**
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