Unexpected Love - Versão Delena
31 Capítulo Bonus: Life in Prison
Notas iniciais
Esse é um capítulo extra contando a vida da Katherine (e de Rebekah também) na prisao.
Foi ideia da minha leitora linda Gabriele Auditore Bowden que eu amei. E por isso o capítulo está aqui :) Obrigado querida!
Se vcs quiserem sugerir alguma coisa para a fic, eu iria adorar tbm.
Espero que gostem :)
A vida de Katherine havia ruído. Os dias na cadeia pareciam longos demais, eram solitários e vazios. A garota tão acostumada ao luxo, não estava conseguindo se adaptar muito bem a sua nova rotina. Todos os dias pareciam iguais. E aquele era mais um daqueles dias e ela já havia perdido a noção de tantas coisas. A morena dividia sua cela com mais quatro garotas, elas mal cabiam ali dentro. Katherine dormia em um fino colchonete estendido sob o chão de concreto. Suas costas doíam quando ela acordou as seis da manha com o alarme que ressoava por todo o lugar. Esperou sua vez de tomar banho, um banho gelado, bem diferente do que estava acostumada a ter e também não poderia demorar, pois se o fizesse, a presa que iria tomar banho depois dela poderia se aborrecer. Da última vez que isso tinha acontecido, ela tinha apanhado.
A vida na cadeia realmente não era fácil e fazia com que ela tivesse ainda mais ódio de Elena, tudo isso havia acontecido por causa dessa garota, porque ela era incrivelmente insuportável. Alguém como ela não merecia nada de bom, ela não tinha capacidade para conquistar. Katherine desejava que ela morresse e sentia tanta raiva por ter falhado naquele dia. Ela estava presa e a ridícula da Elena ainda estava viva. Prendeu seus cabelos em um rabo de cavalo e vestiu a única roupa que tinha, aquele maldito uniforme laranja. Caminhou assustada pelo longo corredor junto com as demais presas até o refeitório.
Pegou a bandeja que continha apenas um pão velho e um pouco de manteiga. Katherine sequer tocou na comida, não conseguia comer ali, já tinha emagrecido o suficiente para não ter mais aquele corpo lindo e curvilíneo de antes. Ela estava horrível, acabada. Mas isso iria passar, tinha que passar. E quando ela finalmente estivesse livre, ela completaria a vingança. Não se vingaria apenas da sonsa da Elena, mas também se vingaria de Damon, principalmente dele. Ele teria o que merecia por ter feito isso a ela. Katherine suspirou profundamente, odiava sua nova vida. Odiava que mais uma vez uma daquelas presas imundas tenha esbarrado nela e avançado em seu prato para roubar aquele pedaço de pão horroroso, como se ela fizesse questão de comer aquilo.
Nem precisava ter roubado, poderia pedir, mas aquelas mulheres pareciam animais. Katherine tinha nojo delas. Uma coisa não havia mudado, ela continuava incrivelmente metida. Katherine saiu de lá o mais rápido que pode, foi para o pátio. Sentou-se em um canto, tentava manter o máximo de distância das demais. Ela não era bem aceita ali e responder as garotas ou fazer alguma piadinha nunca terminava bem, elas eram brutas e sempre a agrediam fisicamente. A verdade é que a morena tinha medo das demais, muito medo e ao mesmo tempo sentia repulsa quando as via. Vadias horríveis, pensou enquanto via as garotas que chegavam ao pátio, que não era muito melhor que o resto da prisão. Era amplo, mas vivia sujo, possuíam muros muito altos, o que era óbvio, afinal, aquilo era um presídio e ninguém deveria conseguir fugir.
Depois de passar uma hora no pátio, a morena tinha que trabalhar. Sim, estava trabalhando, isso iria ajudar a reduzir sua pena depois que ela fosse julgada. Era irônico, mas ela estava trabalhando na cozinha do presídio. Odeio o cheiro daquela cozinha, odeio ter que ajudar a fazer aquela cozinha nojenta e pior do que isso, odeio ter que servir o almoço naquelas enormes bandejas imundas. Só de lembrar sentia vontade de vomitar e teria que fazer isso por um longo tempo. Isso deve ser praga da Elena, para que eu me torne uma garçonete pouco atraente como ela, pensou irritada. Então, ela viu chegando, aquele era o primeiro dia dela, estava vindo transferida de outra penitenciária. Katherine foi na direção da loira, finalmente alguém com quem ela poderia conversar.
-Oi, Rebekah. -Quebrou o silêncio assim que chegou perto.
-Sério, Katherine? –Falou irritada. –Nós não somos mais amigas.
-Nós temos que permanecer unidas até o julgamento. –Argumentou. –Se não a Elena vai acabar com a gente e nós nunca mais iríamos sair daqui.
-Você deveria ter pensado nisso antes de tentar matar a vagabundazinha! –Gritou. –Isso é tudo culpa sua. –Falou irritada. -Só porque você não aceitava a ideia de ter perdido o Damon para a mosquinha feia da Elena! –Rebekah estava com tanta raiva de Katherine, mas tanta raiva. –Olha o que você fez!
-Eu não fiz nada, eu não tenho culpa se até para dirigir ela era burra! –Contestou. –Foi ela quem perdeu o controle do carro, foi a Elena quem bateu no caminhão.
-Porque você estava a seguindo! Se você não tivesse assustado a idiota, nós não estaríamos aqui agora! –Sua voz era carregada de ódio. –Agora, nós duas estamos ferradas e ela numa boa.
-Isso não vai ficar assim, não pode ficar! –Katherine não aceitava a derrota, nunca aceitaria. –Eu vou me vingar dela, pode demorar o tempo que for, mas ela não vai ficar bem.
-E o que você pretende fazer agora, sua maluca? –Rebekah não acreditava que a morena ainda planejava fazer alguma coisa depois de tudo. Isso só iria piorar a situação delas. –Eu não quero mais saber disso, você me colocou nessa situação! –Estava descontrolada. –Por sua causa eu estou aqui, enquanto isso a Elena deve estar dormindo na cama macia e confortável dela e aproveitando bem o dinheiro do Damon, comprando roupas caras enquanto eu estou aqui usando essa droga desse uniforme laranja horrível.
-Rebekah, para de se queixar, nós temos que se concentrar em se livrar disso. –Falou aborrecida.
-Eu já tenho o meu plano, eu vou colocar toda a culpa em você, afinal, foi ideia sua seguir a Elena. –Estava com tanto ódio que se voltaria contra Katherine facilmente. Ela faria qualquer coisa para se livrar, nem que para isso tivesse que acusar a amiga. A verdade é que elas nem eram amigas, elas não tinha caráter para conseguir manter uma amizade com ninguém, nem entre elas. Era acima de tudo egoístas e interesseiras, só pensavam em si mesmas.
-Eu quero ver você colocar a culpa em mim, sua vadia! –Perdeu o controle. –Você não tem o direito de fazer isso! E se fizer,eu mato você!
-Vai me matar agora? Que ótimo, eu já vou contar para o promotor que você está me ameaçando! –Esbravejou. –Quem sabe assim eu não consigo um acordo e saio daqui de uma vez por todas! Katherine, você não vai se livrar, foi por sua culpa que eu estou aqui! Por sua culpa e isso não vai ficar barato!
-Como se você não tivesse ajudado a planejar cada maldade que nós fizemos com ela! Você odiou a Elena no primeiro momento em que conheceu, foi você quem disse que nós deveríamos aprontar para ela.
-Cala a boca, sua vagabunda!
-Olha como você fala comigo, piranha.
Logo as agressões verbais se tornaram físicas. Katherine acertou um tapa na face de Rebekah e essa revirou com o mesmo golpe. Elas se arranhavam, puxavam os cabelos uma da outra, tentavam acertar chutes, socos. Estavam completamente fora de si, haviam perdido a razão. As demais presas se colocaram em volta das duas, apenas para assistir, divertiam-se vendo a briga das duas “peruas”. Iriam se matar mesmo, a raiva que estavam sentindo era grande demais. Bateram-se até que as guardas vieram e separaram a briga. Ainda assim, as duas gritavam, se ofendiam até que foram levadas cada uma para uma cela bem distante da outra.
Notas finais
COmentem!
Beijinhos
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