Unexpected Love - Versão Delena
4 Capítulo 4
Notas iniciais
O próximo será um cap novo, eu já escrevi metade.
Estou tentando postar logo, mas estou tão sobrecarregada de trabalhos, o que tá dificultando demais minha vida.
Espero que tenham paciencia cmg e n desistam de acompanhar a fic.
As horas pareciam se arrastar para Elena. Não, ela não queria ver Damon, mas não conseguia parar de pensar nele. Ele fora tão gentil e compreensivo, a garota simplesmente não conseguia diminuir a intensidade das palavras dele, o gosto deliciosamente doce de seus lábios.
Ele era quase perfeito e era isso que a assustava. Antes ela o achava um completo canalha, agora, o achava carinhoso. O que ela estava pensando afinal? Nem mesmo a garota sabia. A verdade é que se prendia ao sofrimento do passado e a decepção de um amor para não se entregar completamente.
Ela estava apaixonada por Damon, querendo ou não, era isso que estava completamente apaixonada. Ficava o tempo inteiro olhando na direção da porta, esperando que ele aparecesse lógico, estava esperando que ele aparecesse para terminar tudo com ele. Terminar o que? Se eles não tinham nada? Terminaria qualquer coisa que pudessem ter. Não, ela iria, pois, já estava envolvida demais, não conseguia parar de pensar nele e isso a assustava.
Eram por volta das três da tarde quando Damon surgiu. Elena conseguiu considerá-lo ainda mais lindo do que considerou pela manhã quando ele fora buscá-la em casa. Quase perdeu o fôlego ao ver o sorriso sedutoramente lindo que ele destinara a ela e no instante seguinte sentiu a pele de seu rosto queimar de vergonha ao perceber todos seus colegas de trabalho a observando com aquele ar de quem já imaginava o que estava rolando entre ela e Damon.
Elena suspirou profundamente e foi na direção dele, iria agir naturalmente, como se ela apenas estivesse trabalhando. Lembrou-se de pegar um cardápio para oferecer a ele, assim, ficaria mais fácil mostrar que ela estava apenas fazendo seu trabalho.
–Boa tarde. -Falou no tom mais neutro que conseguira, estava realmente empenhada em agir daquela forma.
–Boa tarde, Lena. -Damon respondeu suavemente, já colocando um apelido carinhoso nela. -Eu já estava com saudades de você... -Sussurrou de uma forma gentil e ao mesmo tempo sexy, levou uma das mãos até a de Elena e fez com que ela se arrepiasse por inteira.
–Damon... -Suspirou, falou com dificuldade, era tão fácil se deixar levar por ele, mas ela podia ter ao menos um pouco de força de vontade, ela devia ter. -Aqui é meu trabalho. -Repreendeu-o e apesar disto, não fora capaz de afastar sua mão delicada da dele.
–E daí? -Perguntou exibindo um sorriso sexy em seus lábios. -Eu não posso fazer carinho nas mãos da minha namorada? –Falou confiante, o tom melódico, sensual e ao mesmo tempo carinhoso.
–O que? -Elena perguntou confusa. Ela tinha entendido certo? Damon a tinha chamado de namorada? Sim, ele tinha tão naturalmente que soara quase musicalmente. -Nós não somos namorados. -Respondeu uma convicção abalada.
–Por que não? -Perguntou tranquilo, como se já esperasse aquela resposta da garota. Depois de ter sabido tudo pelo que a garota passara, sabia por que ela tinha tanto medo de se envolver. -Eu gosto de você, você gosta de mim... -Abriu um sorriso cativante, era claro que eles deviam namorar. Ele que nunca quisera namorar, nunca quisera compromisso, havia mudado. Ele estava apaixonado pela bela Elena.
–Você não acha que é meio exagerado isso de namorar? -Sua voz soou afetada, doce demais, já havia sido completamente atingida pelas palavras dele. Damon gostava dela e queria namorá-la, aquilo era perfeito e ao mesmo tempo assustador. –Nós apenas nos beijamos... -Fez uma pausa, sentiu a pele de seu rosto queimar de vergonha novamente. –Algumas vezes... -Terminou a frase ainda mais insegura do que antes. O que ela estava fazendo? Estava desperdiçando tudo por medo, era apenas isso.
Damon riu, sua mão alcançou a dela novamente, acariciou suavemente, delicadamente. –Olha quem diria você reclamando que nós só nos beijamos... -Falou provocativamente, exibindo em seus lábios um sorriso zombeteiro. –Depois sou eu que tem fama de safado... -O sorriso alargou-se em sua face, divertiu-se com a expressão envergonhada da garota. –Pelo visto você também tem seu lado safadinha, não é, Lena? –Pisco descaradamente, fazendo com que a garota se constrangesse ainda mais do que já estava.
–Eu não estava falando nesse sentido. –Falou deixando a vergonha dar lugar a irritação. Damon sabia ser tão inconveniente e irritante e isso a deixava quase louca e, ao mesmo tempo, algo fazia com que ela, estranhamente, se encantasse ainda mais por ele. Elena gostava dele e queria ser sua namorada, o problema é que ela não iria admitir tão facilmente, ela nem havia admitido completamente para si mesma, sempre tentava fugir, mesmo se já não fosse mais capaz de fugir.
–Em qual sentido você estava falando, então? –Damon continuou em sem tom cínico, gostava de provocá-la, Elena se irritava tão facilmente, parecia uma menininha e isso a tornava ainda mais bonita, delicada, apaixonante.
–Sobre nenhum sentido. –Elena retrucou, sentiu-se uma idiota por isso. Ela podia ter simplesmente ignorado a palavra “namorada” seria tão mais fácil.
–Mas pareceu que você estava falando sobre nós dois fazermos sexo... -Olhou-a maliciosamente. Elena quase perdera o ar. Ele era tão sedutoramente lindo. Era impossível de resistir, mesmo quando ele estava sendo tão irritante. –E eu adorei isso. –Sorriu num sorriso descarado, quase sacana.
–Damon, por favor... -Pediu enquanto se encolhia. Ele sabia como ninguém deixá-la com vergonha, mal-humorada, irritada, encantada, apaixonada... Mas será que você não consegue parar com isso, Elena? Repreendeu a si mesma. Ela tinha que parar de pensar nele de uma forma romântica. Ele era um canalha, idiota, bobo, irritante, lindo, gostoso, fofo, carinhoso... Droga, Elena, de novo?
–Eu pensei que você queria falar sobre a nossa vida sexual... -Provocou-a novamente, sabia que, no fundo, ela não estava realmente irritada, ela era muito doce e delicada para isso e era exatamente essas características que faziam com que ele gostasse tanto dela.
Elena rolou os olhos, cruzou os braços, estava aborrecida. –Eu não tenho uma vida sexual sobre a qual falar. -Falou ainda irritada, se pudesse voaria no pescoço dele e o mataria, na realidade, não faria isso, só conseguiria beija-lo intensamente, pois, já estava apaixonada.
–Você não tem uma vida sexual?
–Não.
–Você é virgem? –Damon perguntou contendo uma risadinha. –Se fosse outra garota eu acharia impossível, mas se tratando de você, Elena, eu posso acreditar.
–Isso não é da sua conta. –Respondeu ainda mais irritada. –E por que você acreditaria? Por acaso você acha que ninguém é capaz de me querer? –Perguntou insegura.
–Eu quero você... -Falou num tom suave, um quase sussurro. –Mas você que não quer ser a minha namorada...
–Você é insistente. –Afirmou com tamanha certeza.
–Parece que dá certo com você. –Sorriu de uma forma mais carinhosa. –Eu consegui beijar você e te fazer se apaixonar por mim.
–Eu não sou apaixonada por você. –Rebateu.
Damon rolou os olhos. –De novo.
–É, de novo. –Falou timidamente. Suspirou profundamente e, então, o fitou diretamente nos olhos tão azuis que a hipnotizaram de imediato. Ele era mesmo lindo e mesmo sendo tão incrivelmente irritante, ele também era muito carinhoso como fora mais cedo com ela. –Tá bom, talvez, só talvez, eu possa estar apaixonada por você.
Um sorriso satisfeito desenhou-se nos lábios dele, finalmente, fizera com que ela admitisse seus sentimentos por ele. Quis puxá-la para si, abraçá-la e beijar-lhe longamente os lábios, mas a garota se afastou tímida, estava no trabalho, não podia o beijar mesmo se quisesse. –Então, você vai ser minha namorada?
–Eu não sei. –A garota abriu um sorrisinho doce e convencido. –Eu vou pensar.
–Difícil. –Damon falou enquanto ajeitava os cabelos dela, colocando uma mecha atrás da orelha.
–Só um pouquinho... -O sorriso se tornou ainda mais evidente em seu rosto de traços femininamente delicados.
–Eu gosto de desafios. –Falou de forma convencida. –E gosto ainda mais de você. –Completou fazendo com que a garota se derretesse completamente e deixasse com que ele acariciasse sua mão por um longo momento ate que recuasse sem muita vontade de recuar.
–Ah... –Ficara sem palavras, apenas olhando encantada para ela. Eu sou mesmo uma idiota,pensou. Só eu mesmo para me deixar levar por ele e já estou aqui como a bobinha que eu sempre fui. Elena você é uma burra completa, como pode acreditar nele? Talvez, eu possa acreditar, ele não parece ser tão ruim assim, ele foi carinhoso, fofo, compreensivo...Ficaria daquela forma, presa em seus próprios devaneios consigo mesma, mas a voz rouca dele a puxou novamente para a realidade.
–Então eu vou conquistar você até que aceite ser minha namorada.
–Eu quero ver como isso vai ser. –Provocou.
–Vai ser como num filme.
...
Elena tivera que ignorar os olhares de todos durante o decorrer todo dia. Também, tivera de fugir de qualquer assunto que pudesse envolver ela e Damon, sobre a forma como se olharam, como a forma como ele acariciara sua mão, como ela ficou encantada por ele, conversando, ignorando todos os demais clientes.
Também tivera que dar respostas evasivas quando alguém mais curioso como Caroline perguntava sobre ela e Damon, se eles haviam se beijado durante o jantar, se estavam namorando... A palavra namorar fora dita tantas vezes que Elena sentia-se quase atordoada.
Pronto, ela era tão burra que já estava achando que Damon nunca mais ligaria ou apareceria, devia tê-la achado uma idiota e não iria perder seu tempo com alguém como ela, alguém que fora capaz de recursar um pedido de namoro dele.
Eu devo ter algum problema muito serio, pensou.
Tentou expulsar aqueles pensamentos de sua mente, mas sem muito sucesso, conseguia por alguns minutos e, depois, voltava a pensar nele. Concentrou-se o máximo que pode em seu trabalho, naquele dia, conseguira não errar um pedido sequer e isso era algo para se orgulhar.
Talvez, ela não fosse um fracasso tão grande assim. Não, não, ela não poderia considerar essa opção, ela era e sempre seria um fracasso total. Em meio a todas aquelas ideias de fracasso e desastre, Elena nem percebera o que se sucedia na lanchonete, até que Caroline a cutucara.
–Elena, tem uma entrega para você, eu já te chamei umas três vezes. –A loira falou com um sorrisinho estampado em sua face.
–Entrega? –Elena pareceu surpresa. –Eu não estou esperando nada.
–Vai ver você não estava, mas você precisa ver isso...
–Srta Elena? –Um homem perguntou enquanto carregava um vaso de flores e outros rapazes também traziam mais delas.
–As flores são todas para você. –Fizera questão de enfatizar conforme iam descarregando a van que fazia as entregas da floricultura.
–Essas orquídeas são para mim? –Elena abriu um sorriso alegre.
–Sim e também todas as outras flores que estamos trazendo.
Elena observou sem reação a quantidade de bouquets, vasos com flores, os rapazes traziam e todas, todas, eram para ela, só para ela. Havia as mais lindas flores, orquídeas, que eram suas favoritas e que Damon deveria ter adivinhado também e por isso mandou mais dessas, tulipas, rosas, azaleias, hortênsias... Eram tantas flores que algumas, ela nem sabia o nome, mas todas eram maravilhosas, e juntas formavam um belo jardim.
–Foi o gostosão que te mandou as flores? –Caroline perguntou animadamente.
–Foi. –Elena respondeu enquanto abria o cartão que estava em um dos vasos. –E o gostosão se chama Damon.
–Ciúmes só porque eu chamei o seu gostosão de gostosão. –Caroline riu.
–Eu não tenho ciúmes dele. –Elena negou, negar era sempre a sua primeira reação para tudo, mas a verdade é que ela tinha ciúmes de Damon, não precisava ter ciúmes, não deveria ter, mas já tinha.
–Sei. –A loira divertiu-se com a expressão de Elena.
Elena não respondeu, concentrou-se apenas no cartão que havia recebido e depois percebeu que cada um dos cem vasos de flores possuíam um cartão.
Mil flores para dizer que eu estou apaixonado por você
Elena balançou a cabeça achando graça, ele era mesmo fofo. Sua idiota, esse deve ser um truque que ele faz para todas e ainda deve ter feito algum tipo de golpe de marketing com isso..., uma voz bem fraca reclamou dentro dela, mas que foi completamente abafada. Não conseguiria pensar realmente mal dele, não naquele momento.
Cem razões para dizer por que eu gosto tanto de você
.
Linda
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Doce
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Delicada
......
...
..
.
Elena suspirou pesadamente, estava admirada, eram tantos elogios, nunca ninguém fora assim tão carinhoso com ela. Ele era mesmo diferente de seu ex, se importava com ela, queria que ela se sentisse bem, segura, querida. Realmente parecia que ela estava em um conto de fadas, em um filme. Elena não conseguia falar nada, apenas sorria, de forma boba, abrindo um cartão, depois o outro.
Você
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Quer
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Namorar
.
Comigo?
.
Era lógico que ela queria, ela precisava falar, com ele. Pronto, ele já tinha conquistado, ela fora mais fácil do que imaginou que seria, mas também, aquele golpe com as flores, tinha sido um golpe baixo, que garota poderia resistir, ainda mais uma garota romântica como ela?
...
Elena ainda sentia-se completamente hipnotizada, encantada. Era como se por alguns instantes, algo a tivesse tirado de sua vida, que sempre fora horrível, e a transportasse para um sonho, um sonho muito melhor do que ela poderia sonhar.
Sentia o calor de o amor envolver seu corpo, as flores não apenas perfumavam o ambiente, mas também perfumavam sua alma, a preenchiam de uma felicidade, desabrochavam dentro dela, como se de alguma forma marcassem uma transição.
Ela não seria mais aquela menina que apenas sofria, ela teria momentos bons, momentos em que fosse feliz, momentos em que poderia amar e ser amada. Suspirou profundamente, seu corpo transbordava uma energia vívida.
Queria correr para os braços de Damon e ficar lá para sempre. Ela realmente tivera muita sorte ao tê-lo em seu caminho, jamais deixaria que ele fosse embora. Era complicado para alguém tão assustada e insegura como ela admitir, mas ela o amava, amava muito mais do que sequer poderia imaginar que o amor era capaz.
Todos na lanchonete ainda olhavam para ela, olhavam para as centenas de flores, que ela nem haviam achado um lugar para colocar, estavam quase que bloqueando o caminho, mas ninguém pareceu ligar. Mas quem iria pensar mal de tão belas flores espalhadas por todo lugar? Elas eram como joias que encantavam o lugar e principalmente, encantavam Elena, faziam com que ela brilhasse.
Não iria aguentar ter que trabalhar o restante do expediente, tudo que ela queria era encontrá-lo, ficar com ele, sentir o gosto dos lábios dele, só que dessa vez sem medo, beijaria de verdade, se entregaria. Queria ligar, mas ela havia deixado o celular em casa, nunca tinha com quem falar e queria evitar, de certa forma, que ele ligasse para ela. Como fora idiota!
Não tinha como falar com ele e era muito provável que ele não fosse ligar, deveria estar esperando a ligação dela agradecendo as flores. Fechou os olhos, ainda tinha em suas mãos um dos bouquets que havia ganhado, o ergueu um pouco, aproximando de seu rosto, suas narinas inspiraram a fragrância inebriante das rosas tão vermelhas, tão belas, aquilo fez com que ela sua alma se acalmasse, sentiu-se bem de verdade.
–Elena! –Caroline exclamou o nome dela num tom de completa animação, chamando a atenção da amiga novamente para a realidade. -Você tem muita sorte, sabia?
–Eu acho que sim. –Elena encolheu-se envergonhada, mas no instante seguinte um sorriso lindíssimo, encantador, fora esculpido em seus lábios rosados. –Afinal, quem mais é pedida em namoro assim? –Seu tom soou contente, alegre de verdade. Como poderia se sentir de outra forma?
–Acho que isso só acontece em filmes. –A loira concordou. –Mas é tão fofo, menina! –Seu tom era alto, mas Elena não se importou que todos pudessem ouvir. Naquele dia, ela queria mais que todos ouvissem que alguém se importava com ela.
–Eu sei que é fofo. –Concordou, elevando o bouquet de rosas, como se o exibisse. –É perfeito! –Falou de forma quase infantil, estava tão feliz. E no instante seguinte sua expressão se desfez. –Eu ainda não agradeci para ele. –Uma pausa. –Nem aceitei o pedido ainda. –Lembrou-se.
–Como assim você ainda não ligou para ele, sua louca? –Caroline pareceu inconformada. Se fosse ela teria saído correndo para os braços de Damon, não iria ficar lá sem fazer nada. –O que você está esperando, mulher?
–Eu não trouxe meu celular, não tenho como ligar. –Confessou, ainda não acreditava que pudera ser tão burra. Só ela mesma para não trazer o aparelho. Ela era um fracasso, tentou dizer para si mesma, mas naquele instante, pelo menos, naquele instante, ela não se sentia daquela forma. Ela não era um fracasso.
–Pode usar o meu. –Caroline ofereceu gentilmente. Lógico, que ela emprestaria o telefone para ligar para o gostosão, ainda mais quando ele havia pedido sua amiga em namoro.
–Muito obrigado, Carr! –Elena suspirou aliviada! Finalmente, poderia falar com ele.
As mãos de Elena tremiam enquanto digitava o numero dele, estava ansiosa. Queria ouvir a voz dele... Como as coisas mudavam como ela poderia querer tanto ouvir a voz dele, estar perto dele quando em apenas algumas horas atrás ela dizia que não sentia nada por ele? A verdade é que ela vinha tentando negar óbvio, esconder, de si mesma, o que sentia, mas não adiantou. Não adianta tentar negar um sentimento quando ele já está lá, enraizado no coração, isso só fará com que ele se torne ainda mais forte, seguro, verdadeiro, indestrutível.
–Alô? –Damon atendeu ao telefone no segundo toque. Sua voz extremamente sexy, convidativa. Elena sentiu todo seu corpo se arrepiar.
–Damon... -Elena murmurou de forma feminina e delicada. Seu coração acelerou-se num compasso quase frenético.
–Oi, Lens. –Damon reconheceu a voz aveludada de imediato. Abriu um sorrisinho satisfeito, afinal, se ela estava ligando era porque tinha recebido as flores e principalmente adorado.
–Eu recebi as flores... -Falou num tom de completo encantamento. –Ou melhor, todas as flores. –Riu de uma forma tão descontraída, ela não costumava sorrir daquela forma, mas Damon tinha feito com que ela sorrisse. –E foi o presente mais lindo que eu já ganhei.
–Eu sabia que você ia gostar. –Respondeu convencido, lógico que ela iria gostar, ele a conhecia, conseguia perceber o que ela gostava, havia uma ligação muito forte entre eles. -As flores combinam com você... -Sua voz rouca soou como num sussurro.
–Como elas combinam comigo? –Elena perguntou encantada. Ele era tão maravilhoso, havia um magnetismo tão forte, uma atração que acontecia naturalmente e não precisava de muito para que isso acontecesse, bastava ouvir a voz dele.
–São delicadas, perfumadas e lindas assim como você. –Falou no tom mais sedutor que possuía e não era difícil imaginar Elena suspirando do outro lado da linha. –Ou melhor, elas são quase como você porque você muito mais do que isso.
–Ah... -Elena ficou sem palavras por um momento, não estava acostumada a ouvir esse tipo de declaração, a verdade, mal escutava um elogio, muito menos uma série de belas palavras como as que ele utilizou para se referir a ela. -Você conseguiu fazer com que eu me apaixonasse por você... -Falou suave e delicadamente. Não conseguia mais negar o sentimento que pulsava em seu corpo, fluía por suas veias, se espalhando por seus órgãos, seus músculos, cada mínima parte de si mesma.
–Finalmente admitiu. — Damon sorriu satisfeito, aquilo era tudo que queria ouvir naquele momento. A linda garota gostava dele e por mais que já tivesse certeza disso antes, era muito melhor ouvi-la dizendo as palavras em sua voz adocicada como veludo.
–Não é para você ficar aí todo convencido, não. — Elena resmungou, mas na realidade, não foi bem um resmungo, parte dela gostava daquele jeito dele, ela o considerava incrivelmente sexy. Tivera que conter um risinho, não entregaria tão facilmente que estava tão apaixonada assim.
–O que eu devo fazer, então, Lens? — Já Damon não conseguia abafar o riso, adorava quando ela se comportava assim, irritada, mas não verdadeiramente brava. Aquilo fazia parte do chame inocente da garota. -Devo te pedir em namoro novamente?
–É sobre isso que eu queria falar... -Sussurrou, sentiu a pele de seu rosto queimar. Que bom que ele não estava lá para ver. Que pena que ele não estava lá para que ela pudesse abraçá-lo. Estava com uma estranha saudade, um desejo intenso de jogar-se nos braços dele.
–Você me ligou para me dizer um "sim" não é? — Damon perguntou convencido e sedutor. Tudo nele a atraía incrivelmente. O moreno era perfeito para ela e Elena já estava percebendo isso.
–Talvez... — Elena pegou-se falando numa confiança que não estava acostumada a ter. A delicada voz feminina soou melodiosamente sensual. Ela estava flertando, estava deixando aquela vergonha e timidez de lado por um breve momento e comportando-se como uma mulher.
–Difícil, muito difícil... -Damon falou ainda mais irresistível do que antes. Gostou da forma como ela falara. Elena era mesmo maravilhosa. Nunca conhecera uma garota como ela. -Difícil, linda, doce, meiga, sexy... -Elogiou-a, a cada segundo se encantava mais pela garota. Não havia outra como ela, nunca haveria. -É por isso que eu me apaixonei por você... -Admitiu, admitiria sempre. Damon estava perdidamente apaixonado por Elena.
–Você está apaixonado por mim? — A menininha havia voltado nos sussurros adocicados de Elena. Estava tímida, nervosa. Ele também gostava dela e isso havia mexido com ela, seu coração batia mais forte. Sorriu um sorriso lindo, o sorriso de uma linda menina. Se Damon tivesse visto aquele sorriso teria se encantado ainda mais por ela.
–Sim, eu estou completamente apaixonado por você. -Falou novamente, de uma forma verdadeiramente carinhosa. O que ele sentia por ela era algo muito forte, jamais sentiria por outra. Elena era realmente especial. -E por isso, eu estou te pedindo em namoro, mas você não me responde...
–Eu prefiro responder pessoalmente. -Sua voz soou doce e ao mesmo tempo sensual, só ela era capaz de mexer com ele daquela forma. Ela tinha o enfeitiçado completamente.
–Tudo bem, que horas eu te passo para te buscar?
–Ás oito...
Notas finais
Quem quiser
bjs
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