Unexpected Love - Versão Delena
11 Capítulo 12
Notas iniciais
Olha eu aqui de novo!
Dessa vez o capítulo saiu bem rapido.
Espero que gostem
Beijinhos
Elena sentia-se como se estivesse vivendo um pesadelo, ou melhor, vivendo a repetição de um pesadelo. Se Damon estivesse a traindo realmente, ela não saberia o que fazer, seu mundo se despedaçaria. Ela o amava tanto não conseguiria ficar sem ele, a saudades, mas, principalmente, a decepção a destruiria. Ela não conseguiria viver sabendo que tinha sido trocada, ou melhor, sido trocada novamente. Se não bastasse o que Stefan fez com ela, Damon podia estar fazendo a mesma coisa. Só de pensar nessa possibilidade, ela se desesperava. Estava se sentindo fraca, quase doente, tudo isso a tinha abalado demais. Ela precisava ir trabalhar, mas ainda não sabia como conseguiria fazer isso.
Ela não conseguia parar de pensar em Damon, não conseguia parar de pensar na voz feminina que atendera ao telefone dele. Ela iria ficar louca se não soubesse a verdade, se não soubesse se ele tinha outra ou não. As palavras venenosas de Stefan ainda soavam como a mais pura verdade em sua mente. Damon só queria usá-la. E é lógico que enquanto ele não conseguisse o que queria dela, ele teria outras mulheres. Pronto, ela estava obcecada com isto. Ousou pensar em telefonar novamente, mas não seria capaz de ouvir novamente. Não seria capaz de ouvir a voz da garota novamente. A vadia que está atendendo ao telefone do meu namorado, pensou.
Tentou esquecer aquilo por alguns minutos. Precisava ir trabalhar, quem sabe assim não se esqueceria disso? E por que ela tinha que ficar se torturando? Era obvio que ela estava sendo traída, não havia nenhuma outra explicação para isso. Suspirou pesadamente. Por que mesmo quando ela não queria, ela ainda assim não parava de pensar? Pegou seu uniforme de trabalho e ao contrário dos outros dias, onde tinha um momento de vaidade e procurava se arrumar o máximo que podia, ela apenas o vestiu. Não passou nenhuma maquiagem, prendeu os cabelos de forma desleixada. Pronto, ela estava voltando ao que costumava ser. Ela era feia mesmo, não precisava se dar ao trabalho de se arrumar. Ninguém a notaria mesmo, por que tanto trabalho? E se alguém a notasse, jamais a amaria de verdade.
Pronto toda a sua depressão e insegurança haviam voltado em toda sua força. Ela não tinha condições de passar por mais nada. Só um pensamento já a havia sofrer demais, imagina se fosse verdade? Se fosse verdade, ele teria destruído o que restava dela. Saiu de casa totalmente desanimada e o longo caminho até o trabalho era ainda mais desanimador. Era mais um longo período de tempo onde ela remoeria toda a sua dor e isso só fazia com que doesse mais.
Depois de quase duas horas, ela finalmente chegara ao trabalho, mas ela não queria estar lá. E foi então que um impulso surgiu em sua mente. Ela iria até a casa de Damon, não era muito longe dali e bem, ela já não ligava se chegasse atrasada no trabalho. Não naquele dia ao menos. Ela iria a casa dele e o pegaria no flagra. Ele não iria enganá-la como Stefan fez. Ele não podia fazer. Tivera que pegar outro ônibus e depois de quase meia hora estava na porta do prédio onde ele morava.
–Oi, será que você poderia ligar no apartamento 181? –Pediu ao porteiro, sua voz estava falando, estava ansiosa, estava nervosa e principalmente estava insegura.
–Não tem ninguém em casa, moça. –Ele respondeu.
–Ele saiu tem muito tempo?
–Na verdade, ele ainda não chegou.
Lógico que Damon ainda não tinha chegado. Eram oito horas da manha, ele passou a noite inteira em uma festinha e depois foi para algum motel barato com a garota. Ao menos, era isso que Elena via em sua mente. E ela tinha perdido seu tempo vindo atrás dele, porque no fundo, ela tinha alguma esperança que ele não a tivesse traindo, que ele a amava tanto quanto ela o amava. Só que naquele instante, qualquer esperança que ela pudesse ter se esvaiu. Elena tinha ainda mais certeza que ele só queria se aproveitar dela, assim como todos os outros homens com que ela poderia se envolver.
Ela nunca deveria ter se envolvido com ele, ainda mais porque ela tinha prometido a si mesma que jamais se apaixonaria por alguém. Ela deveria ter mantido a promessa, mas não, ela fora burra o suficiente para se encantar por Damon, burra o suficiente para amá-lo. Elena mal conseguia se mover, mal conseguia caminhar, seu corpo inteiro parecia doer, seu coração já estava ferido. E ela estava chorando. A verdade é que durante todo o caminho de volta para o trabalho, ela chorou. As pessoas do ônibus até a olhavam assustada, como se nunca tivessem visto uma garota chorando.
Talvez, nunca tivessem visto uma garota chorando tanto quanto ela estava chorando. Ela sentia como se estivesse vivendo uma repetição do passado. Sentia-se como na época que Stefan a tinha abandonado. Ela esperou dias e dias por ele. Esperou que ele desse alguma satisfação, que retornasse suas ligações, mas isso nunca aconteceu. As noticias vieram através dos amigos, as noticias que diziam que ele não só não a queria mais, como a tinha traído varias vezes e a tinha trocado por outra. E ela já sentia como se Damon estivesse fazendo a mesma coisa. Na noite anterior, ela havia telefonado mais de 50 vezes, deixado sabe-se-lá quantos recados na caixa postal dele, mandando diversas mensagens e ele nunca respondera.
E pior, ainda deixara uma garota qualquer atender ao telefone para deixar bem claro que ele já tinha outra. Elena já tinha todo o cenário montado em seus pensamentos e tudo parecia encaixar perfeitamente bem, ainda mais para alguém tão traumatizada quanto ela. Quando ela chegou a lanchonete, seu patrão estava gritando com ela, reclamando sobre o atraso e ela não tinha ideia de como estava reunindo forças para suportar tudo isso e ainda atender os pedidos dos clientes. As horas se passaram como um borrão, ela parecia estar no “automático” como se de alguma forma, ela tivesse se desligado de tudo para continuar em pé. Quando foi aproximadamente onze horas da manha, o celular dela tocou. Elena não reconheceu o numero, até achou estranho que alguém estivesse ligando para ela, afinal, ela não tinha muitos amigos. Ninguém telefonava para ela.
–Alo?
A garota estremeceu ao ouvir a voz tão familiar. Era o Damon.
–Elena, desculpa por não ter te ligado antes, mas eu só vi seus recados agora. –Falou tranquilamente e sua voz parecia exageradamente sincera. Ele é um bom mentiroso, ela pensou.
“Terminou de transar com a vadia e decidiu me ligar” – Foi o que ela pensou, mas ela não teria coragem de falar isso. Ela era tímida demais.
–Imagino, você devia estar muito ocupado. –Foi o que ela respondeu, no tom mais cínico que ela pode. “Ocupado com a prostituta que você arrumou”, completou mentalmente.
–Na verdade eu estava. –Ele respondeu.
“Pelo menos, ele está falando a verdade em alguma coisa.”
–Ontem, um pouco depois de eu ir embora, eu recebi a ligação de um cliente do escritório e ele quer antecipar a campanha em um mês...
–E você foi trabalhar no meio da noite? –Ela o interrompeu.
–A empresa dele é um dos principais clientes da agencia, eu realmente preciso fazer a campanha deles e eu tenho até hoje para deixar tudo pronto para que eles possam aprovar.
–Você acha que eu acredito nessa história que você passou a noite trabalhando em uma campanha publicitária? Eu sei que para você eu não passo de uma garçonete burra, mas você poderia ter se dado ao trabalho de criar uma historia melhor. –Falou irritada, estava com tanta raiva. Estava com tanta vontade de chorar, tentava conter as lágrimas do jeito que podia, mas não estava dando certo, suas últimas palavras já não soaram tão firmes.
–Eu estou te falando a verdade. E não tente mudar as coisas, sou eu quem deveria estar muito bravo por você ter preferido conversar com o seu ex-namorado a sair comigo.
–Essa é a sua desculpa para ter me traído? Que eu fui conversar com o meu ex? Como se você já não estivesse traindo antes. Você nem deve saber que a garota com quem você passou a noite atendeu o meu telefonema de manha.
–Não, Elena, você entendeu tudo errado, ela não...
–Eu não quero entender mais nada. –Gritou e desligou o telefone na cara dele e não atendeu quando ele ligou varias vezes para ela.
Elena não sabia nem como se sentia, estava com tanta raiva, estava se sentindo tão enganada, tão usada, mas principalmente, ela se sentia triste, arrasada. Queria acreditar nele, mas não conseguia. Trancou-se no banheiro, não queria que ninguém a visse chorando e ela estava chorando tanto, as lágrimas caiam incessantemente de seus olhos. Sua alma parecia partida, quebrada em milhares de pedaços, sentia-se completamente perdida, completamente devastada. Por que ele tinha feito isso com ela?
Ele tinha dito que a amava, mas era tudo mentira. Tudo mentira e ela tinha acreditado durante tanto tempo, ela tinha acreditado que ele realmente a amava, que finalmente, ela tinha alguém que se importasse de verdade com ela. Mas tinha sido apenas uma ilusão. Mas ela colocaria um "ponto final" nisso. Ele estava no escritório, não é? Ela iria até lá e ligaria para ele dizendo que ele era um grande mentiroso. O trabalho dele era pertinho dali, não demoraria mais do que quinze minutos até lá.
E durante esses quinze minutos, ela também não parou de chorar. Queria chorar tudo que tinha para chorar, para que quando o encontrasse, ela não tivesse mais lágrimas para derramar. Mas ela não o encontraria, é lógico que não. Por que uma parte tão inocente dela cismava em acreditar que ele estaria lá. Mas a verdade é que mesmo se ele estivesse, isso não significaria que ele estava falando a verdade. Chegou ao prédio luxuoso, se identificou e subiu até o escritório dele. A verdade é que o escritório era tão grande que ocupava cinco andares do prédio. Ele não tinha mesmo nada a ver com ela. O que alguém como ele iria querer com uma garçonete? Nada. Mas talvez, ele estivesse falando a verdade, ela quis se iludir. Como você é idiota, Elena, repreendeu a si mesma, só você para achar que ele não está mentindo. Você merece ser feita de idiota para aprender. Sua burra, continuou se auto depreciando.
–Bom dia, posso ajudá-la? –A recepcionista perguntou em um tom bastante simpático.
–Oi, eu queria falar com o Damon. –Elena falou timidamente.
–Você quer falar com o Sr. Salvatore? –A mulher perguntou contendo o divertimento em sua voz.
–Sim, é isso mesmo. –Estava mais envergonhada ainda.
–Olha, eu receio que ele esteja muito ocupado. –Ela respondeu examinando a garota de cima a baixo. O que uma garçonete estava fazendo ali procurando pelo dono da empresa?
Elena se encolheu quando percebeu a forma como a mulher a olhava. Ela não deveria ter vindo, não mesmo. –Ele está? –Sua voz soou tão fraca, ela estava se sentindo tão mal. –Ele me falou que estava trabalhando desde cedo.
–É, ele está. –Respondeu desconfiada. –Mas ele não pode te atender.
–Será que você pode dizer que é a Elena... -Mas o que ela estava fazendo? Se não bastasse ter perdido o tempo dela indo falar com ele quando estava obvio que ele estava mentindo. Ela nem precisava confirmar para ter certeza que ele era um mentiroso. Ela ainda estava insistindo com uma secretária que obviamente, jamais avisaria que ela estava lá. Elena tinha percebido a forma como a mulher a olhava.
–Desculpa, Elena, eu não posso ficar interrompendo o dono da empresa para avisar que você está aqui. –Falou como se aquilo fosse a coisa mais obvia. Aliás, de onde aquela garota tinha saído? –Eu tenho certeza que ele não está te esperando. Se você tivesse uma reunião com ele, eu provavelmente saberia.
–Eu sou a namorada dele. –Era a namorada dele.
–Ah, claro. –Rolou os olhos. –Desculpa, mas eu não tenho como te ajudar.
–Claro que não. –Elena concordou. Ela não aguentaria ficar mais um minuto ali, era melhor ir embora, tinha sido uma perda de tempo ter ido até lá. –Desculpa ter te incomodado. –Falou sem jeito.
Quando ela estava indo embora, ela ouviu vozes se aproximando. E ela ouviu a voz dele. Ele estava acompanhando até a saída e eles estavam falando como se estivessem se despedindo após uma reunião.
–Elena, o que você está fazendo aqui? –Ele perguntou surpreso, não esperava encontrar com ela ali.
–Eu já estou indo embora. –Sentiu as macas de seu rosto corar. –Desculpa, eu não queria te incomodar, eu já estou indo embora mesmo, já me disseram que você está muito ocupado, eu não quero... -Pronto, ela ia começar a repetir tudo que já tinha dito, ela estava tão sem graça.
–Não, está tudo bem. –Damon a envolveu, trazendo-a para mais perto.
A recepcionista ficou olhando sem acreditar no que via, na verdade, ela não conseguia mesmo acreditar. Elena baixou o olhar ao passar pela mulher, estava se sentindo intimidada, inferior e Damon percebeu isso.
–Por que ninguém me avisou que a Elena estava aqui? –Perguntou em um tom pouco simpático.
–Desculpe-me, eu não tinha como saber, Sr. Salvatore.
–Quando alguém vier me procurar, principalmente se for a Elena, eu quero que você me avise na hora, você entendeu? Eu digo quem eu vou receber ou quem eu não vou, não você.
–Eu sinto muito, sinto muito mesmo.
–Eu não quero que isso aconteça novamente.
–Não vai acontecer.
–Ótimo.
Elena se abraçou nele, sentia-se tão bem perto dele. Mas o que ela estava fazendo? Ele ainda a tinha traído não tinha? Ela não podia querer estar perto dele, não podia gostar da presença dele. Mas ele parecia se importar com ela, não parecia? Damon parecia realmente irritado por ninguém ter dito que ela estava lá e por que ele se preocuparia se ele não gostasse dela. Ela não conseguiu falar nada durante todo o caminho até a sala dele, apenas ficou abraçada nele, confusa, com tantos pensamentos e sentimentos diferentes.
–Eu pensei que você não queria mais falar comigo. –Damon cortou o silencio em um tom irônico.
–Eu tinha dito isso, mas eu mudei de ideia... -Admitiu. –Na verdade, eu vim para ver se você estava me traindo. –Sentiu a pele de seu rosto queimar de vergonha. –Eu te liguei um monte de vezes ontem para pedir desculpas e dizer que eu te amava, mas você não atendeu...
–Eu estava trabalhando, Elena, eu não estava com o celular. Quando eu peguei seus recados, eu te liguei na hora. Eu confesso que eu não entendi o que você estava dizendo depois do décimo recado porque você não parava de chorar, mas eu ouvi todos e li todas as suas mensagens. –Sorriu e ela sentiu ainda mais vergonha.
–E a mulher que atendeu o meu telefonema hoje de manha? –Perguntou desconfiada.
–É a minha assistente. Eu deixei meu telefone com ela para que ela pegasse os meus recados, já que eu não poderia atender.
–Mas ela estava com o seu celular às seis horas da manha?
–Nós estamos no escritório desde uma da manha. Você pode confirmar com o porteiro do prédio, se você quiser.
–Mas como eu vou saber que ela era mesmo a sua secretária.
–Quando você chegou, eu estava saindo de uma reunião, ela está com o meu celular. Se você ligar agora, ela vai te atender.
Por mais, que pudesse parecer que ela não confiava no que ele estava dizendo, e ela não quisesse que ele pensasse isso, Elena decidiu ligar e aconteceu exatamente o que ele tinha dito. A mesma voz atendeu ao telefone e disse que era a secretária dele. Elena estava tão constrangida e ficou ainda mais quando ele ligou para o ramal da garota e perguntou se havia algum recado e a mulher respondeu que que uma ga rota tinha acabado de telefonar. Ela nao havia reconhecido que era a propria Elena ligando. A morena não sabia o que falar, nunca se sentiu tão ridícula na vida. Como ela pudera ser tão boba achando que ele a estava traindo.
–Eu sinto muito, por favor, me desculpa... -Falou sem jeito. –Sinto muito por não ter confiado eu você, eu sou uma idiota... -A garota o abraçou. Ela não conseguia parar de se desculpar, e bem, ele não conseguia parar de rir. –Você está me deixando com mais vergonha do que eu já estou rindo assim. –Elena confessou. –Eu... eu...
Damon não deixou com que ela continuasse falando, ele apenas a calou com um beijo. Com um beijo delicioso que atingiu cada célula do corpo dela e acalmou-lhe a alma. A garota correspondeu docemente, ela não queria nada mais. Ela só queria beijá-lo, só queria ficar daquele jeito, abraçadinha nele para sempre.
Notas finais
Acho q ela é assim por tudo de ruim que ela já passou, né?
Por favor, nao se esqueçam de comentar =*
Críticas sao bem vindas sempre :)
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