Unexpected Love - Versão Delena
36 Capítulo Final
Notas iniciais
Faz muito tempo, mas eu estou de volta
Eu não queria ter ficado tanto tempo ausente, mas isso não foi algo do qual que tive controle :( Os últimos meses foram tensos com trabalhos e fiquei sem notebook...
Mas em fim, eu voltei!
Este é o último capítulo da fic.
Não sei se alguém ainda vai querer ler, mas se alguém ler, por favor, deixa sua opinião para mim!
As contrações estavam ainda mais fortes quando Elena chegou ao hospital. A garota nunca havia sentido tanta dor em sua vida. Rezou para que não ficasse horas e horas em trabalho de parto, não iria agüentar. Soltou um gemido, a dor se intensificava cada vez mais. Ser mãe realmente não era algo fácil. Respirou fundo, precisava ficar calma, precisava relaxar para que desse tudo certo durante o parto. Mas, céus! Como doía! Ela não estava mais agüentando, mas precisava ser forte. Tudo iria valer à pena quando ela tivesse com o filho em seus braços e ela estava tão ansiosa por esse momento, estava tão ansiosa para conhecer aquele serzinho que ela já amava tanto. O bebê era tudo no que ela pensava naquele momento. Ela teria uma família, isso era mesmo um sonho! Era perfeito, era tudo que ela havia sonhado desde criança.
-Damon... -Ela chamou o moreno, que estava o tempo inteiro ao seu lado, segurando sua mão.
Os olhos azuis de Damon a fitaram carinhosamente. –Eu estou aqui, meu amor...
-Você também está ansioso para ver o nosso filhinho? –Perguntou em uma voz afetada, mas ainda assim, era possível notar o carinho em seu tom. O instinto maternal estava cada vez mais forte nela.
-Claro, que eu estou. –Abriu um sorriso. –Ele vai ser lindo igual à mãe dele.
-Eu espero que ele tenha seus olhos azuis... -A garota também sorriu. –Já consigo imaginar um bebezinho super fofo com aqueles olhos azuis que parecem pedras preciosas.
-Pelo visto meus olhos azuis são mesmo encantadores. –Piscou. –Nosso filho vai ser irresistível para as meninas!
-Damon! –Elena rolou os olhos. –Não vai começar com isso, de que o nosso filho vai arrumar uma namorada na maternidade, de novo... -Fez uma pausa, tentando conter um espasmo. As contrações estavam ainda mais intensas do que antes. Respirou fundo, a fim de recuperar o fôlego que havia perdido no meio de tanta dor.
-Por que não, Elena? –Perguntou no mesmo tom brincalhão que usara anteriormente. –Eu estou apenas... -Não conseguiu terminar a frase, sua esposa não permitido.
-Sério Damon... -A expressão da garota se modificou. A verdade é que seus sentimentos estavam em turbilhão, oscilavam de um extremo ao outro ainda mais rápido do que durante toda a sua gestação. –Eu estou morrendo de dor, se você continuar, eu vou te matar...
-Desculpa, Elena, eu só estava tentando te distrair. –Tentou se explicar, apesar de não ver motivo para que ela tivesse ficado tão irritada. A verdade é que toda grávida, em trabalho de parto, principalmente, fica um pouco maluca. –Eu só quero que você fique bem, que o parto seja tranqüilo...
-O problema todo, Damon, é que vocês, homens, não sabem o que é isso! –Exclamou. –Vocês não sabem o que é ter um bebê dentro de si e muito menos sabem como é horrível a dor de um parto!
-Você está certa. –A única coisa que podia fazer era concordar e, de fato, ela estava certa. Por mais que Damon quisesse ajudá-la, ele não fazia idéia de como ela estava se sentindo. –O que eu posso fazer para que você se sinta melhor?
-Ficar do meu lado é tudo o que você precisa fazer. –Falou, agora, em um tom bem mais calmo. –Promete que você vai ficar o tempo inteiro comigo?
-Claro que sim, meu amor. –Acariciou o rosto dela. Pousou seus lábios nos dela, depositando um selinho. A garota sorriu.
No instante seguinte, a médica entrou no quarto para checar como Elena estava, o útero já estava bem dilatado. Já poderiam começar.
-Querida, você vai ter que empurrar com força... -Pediu.
A garota obedeceu fazendo exatamente o que lhe foi pedido. Soltou um gemido. Aquilo doía demais.
-Mais um pouco...
-Eu estou tentando... -Choramingou. Mal tinham começado e ela não agüentava mais. Já estava exausta.
-Mais força...
-Eu não agüento mais! –Será que eles não percebiam que ela estava usando toda a força que possuía? Não tinha condições de fazer mais do que isso.
-Elena, você precisa se esforçar um pouquinho mais. –Dessa vez foi Damon que pediu a ela.
-Será que você não percebe que eu estou me esforçando o máximo que eu posso? -Apesar de ele estar sendo tão carinhoso e companheiro, ela se irritou, mas não tinha problema, ele não se importou. Damon sabia que a dor a estava desequilibrando. Apenas acariciou a mão dela levemente, precisava apoiá-la neste momento.
-Vamos, querida, empurra. –Uma das enfermeiras pediu.
-Eu não agüento mais! –Gritou. Estava esgotada, estava com dor. Sentia-se péssima. Pensou que jamais engravidaria de novo para não ter que passar por isso mais uma vez, mas não era verdade. Seu emocional estava igualmente desgastado, era só isso.
-O bebê já está saindo.
Aquela informação a revigorou, faltava pouco. Faltava muito pouco para que seu filho nascesse e para que ela pudesse ver o rostinho dele. Empurrou com toda a força que tinha, ignorando toda a dor e cansaço que castigavam seu corpo, estava repleta de instinto maternal. Esforçou-se mais ainda, estava dando tudo de si e tudo se tornou mágico quando ela ouviu o choro do bebê. Sentiu-se instantaneamente bem e o amor que nutriu pelo filho durante aqueles nove meses pareceu ampliar-se ainda mais em um único minuto. Aquele era mesmo o mais puro dos sentimentos. Não há nada mais intenso e sincero do que o amor de uma mãe pelo seu filho. Abriu um sorriso radiante, ela estava tão feliz.
Sentiu uma pontada de ciúmes ao ver que Damon havia pego o filho no colo primeiro, mas isso passou rapidamente. Ficou observando satisfeita a forma como ele segurava o filho, com tanto cuidado e carinho, a forma como ele o olhava. A verdade é que Damon estava completamente encantado com o bebezinho tão pequeno que segurava em seus braços. Seu filho era tão lindo e ele o amava tanto. Ele o amava mais do que tudo. Damon, com toda a certeza, seria um ótimo pai, Elena tinha certeza disso. Ele tinha mudado muito desde o dia que eles se conheceram. Nunca pensou que aquele homem insuportável que ela conheceu na lanchonete enquanto trabalhasse pudesse ser tão carinhoso. Ele era maravilhoso, era muito mais do que ela poderia sonhar.
-Deixe-me segurá-lo também. –Pediu. Como ela estava ansiosa para pegar o pequeno no colo e quando o pegasse, não iria soltá-lo nuca mais.
-Eu quero ficar mais um pouquinho com ele. –Damon falou sem desgrudar seus olhos do filho. Jamais pensou que isso pudesse acontecer, mas ele estava se tornando um daqueles pais que ficam completamente bobos com os filhos.
-Eu também tenho direitos, sabia? –Tentou falar em um tom sério, mas a verdade, é que ela estava se divertindo com tudo aquilo. Estava achando o comportamento do marido extremamente fofo. –Até mais direitos do que você...
-Mais direitos do que eu? –Ele também estava se divertindo. Assim como a garota, o moreno estava absolutamente feliz.
-Claro, que sim! –Fez uma pausa. –Eu sou a mãe dele!
-Você quer dizer que só porque você é mãe, você tem mais direitos? Isso não me parece muito justo. –Provocou.
-Totalmente justo! E agora, não sei se você percebeu, mas o Gabriel quer a mãe dele!
-Eu não o ouvi falando nada disso aí... -Falou ironicamente.
-Damon! –Rolou os olhos como se o repreendesse. –Você já ficou muito com ele, agora é a minha vez!
-Tudo bem. –Concordou e entregou o bebê à garota, que agora, estava sentada na cama.
-Oh, mais que coisinha mais linda! –Elena falou em uma voz infantilizada. –Você é tão fofo, sabia? –Falava amorosamente com o bebê. –Ele é lindo, não é? –Falou admirando o pequeno, a pele dourada assim como a sua, cabelos negros, olhos azuis como os de Damon. Era, de longe, o bebê mais lindo de todos.
-Lógico que ele é lindo. –Damon falou enquanto envolvia Elena com um braço. –É parecido com o pai.
-Como você é convencido! –Divertiu-se.
-Convencido, não. Sou apenas realista. -Um sorriso delicioso desenhou-se em seu rosto.
-Ah, se eu não te amasse tanto... -Brincou.
-Mas ama. –Falou satisfeito. –E eu também amo, amo muito. Amo vocês dois, vocês são as coisas mais importantes da minha vida.
-Claro que eu amo! Eu amo o meu marido e o meu filho. –Sorriu. –E eu sou a garota mais feliz do mundo por ter vocês dois ao meu lado.
O casal juntou seus lábios, as línguas abriram caminho entrelaçando-se, dançando juntas, explorando o sabor um do outro em um beijo repleto de amor. Aquele tinha sido o beijo mais delicioso que os dois já haviam compartilhado, era o beijo perfeito, era o beijo que traduzia toda a felicidade e todo o sentimento que havia entre os dois. Finalmente, eles estavam completos.
Notas finais
Em fim é isso.
Obrigada mesmo, suas lindas!
Beijos!
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