Milena enfim vestiu seu uniforme das cheerios, e Mary pode finalmente voltar para a sua sala de aula, para ter a aula de biologia, já que havia perdido os dois horários de matemática. Assim que ela entrou na sala, a professora disse:

–Milena, não deveria estar no treino das cheerios?

–Er... Eu não sou a Milena. Eu me chamo Mary.

– Mary? — A professora disse olhando-a confuso.

– Sim. Mary McCain. — Ela disse atraindo olhares confusos de toda a classe.

–Oh... Desculpe Mary. Eu me chamo Solara, mas pode me chamar de Sol. – A professora disse após olhar a sua lista de chamada, onde realmente havia o nome “Mary Sunset Hoffmeister McCain”. – Então gente... Essa é a Mary, uma nova aluna. Quer se apresentar Mary?

Ela moveu sua cabeça em sinal de negação, mas a professora disse:

–Vamos, não seja tímida.

Ela foi até a frente da sala e disse:

–M-Meu nome é Mary Sunset Hoffmeister McCain. Espero fazer muitas amizades aqui nessa escola, e quer- Ela foi interrompida por uma bolinha de papel que foi jogada em seu rosto, atraindo risadas.

– Quem jogou essa bolinha de papel? – A professora perguntou irritada.

– Não tem problema, professora. – Mary disse corada.

– Bom... Nesse caso, pode terminar sua apresentação.

–Não precisa... Já disse o necessário.

– Nesse caso... Pode ir se sentar. Sente- se ao lado da Dianna. – Ela disse apontando para uma cadeira vazia ao lado da mesma menina que Mary havia esbarrado.

Ela se sentou na cadeira e então um menino lhe disse:

– Te peço desculpas em nome de toda a classe, Mary. Eu me chamo Dexter. – Disse o garoto lhe estendendo a mão.

– Muito prazer. – Mary disse sorrindo.

– O prazer é todo meu. – Disse o garoto retribuindo ao sorriso.

Mary apenas sorriu de novo, e se virou para assistir a aula. Dianna olhava para Mary e sorria bobamente sem nem ao menos perceber. Ela havia ficado a aula anterior inteira pensando na garota, que por mais que ela tentasse não saia de seus pensamentos. A garota ainda não havia falado com ela, e isso a deixava inquieta.

“Será que ela não gostou de mim?”

“Será que eu pareci muito chata?”

“Porque ela não fala comigo?”

Esses foram os constantes pensamentos de Dianna até que ela ouviu:

–SENHORITA OVERWHELMING! – A professora havia gritado seu nome.

Ela ficara tão atordoada que disse:

– O que? Quem? Eu não fiz nada!

– Vejo que está prestando muita atenção na minha explicação... Então me responda: O que é uma ligação peptídica?

Dianna tentou olhar para a lousa, mas a professora ficou em sua frente. Ela disse então:

–Eu não sei.

– Preste mais atenção nos assuntos, senhorita Overwhelming. Ter um pai rico não significa que você está passada em todas as matérias.

Dianna apenas bufou, até que ouviu:

–Quem pode explicar para a senhorita Overwhelming o que é uma ligação peptídica?

– Uma ligação peptídica é uma ligação química que ocorre entre duas moléculas, quando o grupo carbóxilo de uma molécula reage com o grupo amina de outra molécula, liberando uma molécula de água. Traduzindo, uma reação de síntese por desidratação que ocorre entre moléculas de aminoácidos.- Disse Mary meio envergonhada.

A professora olhava admirada para Mary e então disse:

–Resposta perfeita, senhorita McCain.

Dianna olhava para a garota admirada, até que ouviu o sinal tocar, significando o almoço. Levantou-se rapidamente e então quando ia sair da sala, trombou com alguém, derrubando os materiais da pessoa no chão. Abaixou-se e pegou todos, e ao se virar, viu que havia trombado com Mary. Disse-lhe:

– Er... Acho que estamos quites.

Mary apenas lhe olhou com confusão.

– Você trombou comigo hoje cedo... E eu trombei com você agora. Estamos quites. – Dianna disse agradecendo por não ter gaguejado.

–Ah... –Mary disse corada.

Passaram-se alguns segundos, até que Mary disse:

–Er... Pode me devolver minhas coisas?

–Ah, claro! – Dianna disse envergonhada.

A morena devolveu tudo para Mary e então disse lhe estendendo a mão:

–Nós não fomos devidamente apresentadas... Eu me chamo Dianna. Dianna Summers Overwhelming.

– Bom... Eu me chamo Mary Sunset Hoffmeister McCain. – Mary disse apertando a mão da maior.

Quando Mary fez isso, sentiu um arrepio em seu corpo inteiro, e as famosas borboletas no estômago. Com Dianna, não foi diferente. Seu coração batia tão forte e descompassado que parecia que podia sair pela boca a qualquer momento. Elas desfizeram o aperto de mão ainda se olhando e sorrindo bobamente.

Grace acabara de sair de dentro do banheiro, e ao ver a cena, o ciúme lhe tomou. Ela caminhou até perto delas e então disse com certo desdém:

– Oi Dih... Quem é essa?

– É a Mary, é novata por aqui.

– Ah, seja bem vinda, Mary. Me chamo Grace, Grace Baker. – Grace disse sorrindo falsamente.

– Obrigada, Grace.

– Posso pegar um pouquinho a minha namorada? – Grace disse frisando bem a parte do “minha namorada” e então sem nem esperar Mary responder, puxou Dianna para um canto.

Pov. Mary Sunset Hoffmeister McCain

– Posso pegar um pouquinho a minha namorada? – Grace disse e puxou Dianna.

Quando ela disse isso, eu senti como se um balde de agua fria tivesse sido jogado em cima de mim. Elas namoravam. E esse fato não me agradou nem um pouquinho, não sei o porquê.

Eu não sou homofóbica, estou muito longe de ser... Mas aquilo me causou um incômodo tão grande, que estava ficando insuportável. Eu nem esperei elas retornarem, e então fui para o banheiro.

Apoiei-me na pia e então olhei para o meu próprio reflexo no espelho. Passei uma água no rosto e esperei alguns minutos, até então voltar para o corredor, onde me vi sozinha.

Onde aquelas duas se meteram?

Fiquei procurando elas por mais um tempo, até que ouvi minha barrica roncar. Sim, eu estava morrendo de fome. Isso o que dá não tomar café da manhã. Andei um pouco pelos corredores, até que vi uma garota de cabelos castanhos avermelhados e curtos, olhos castanhos e pele clara. Fui em sua direção de disse:

– Hey...

– O-Oi...

– Onde fica o refeitório? Tô com dificuldade pra achar... Me chamo Mary.

– Vem comigo, eu te mostro onde é. E eu me chamo Mellanie.

Ela mal acabou de falar e me puxou. Após alguns segundos, chegamos ao refeitório: Estava lotado. Depois de algum tempo enfrentando a fila, conseguimos enfim pegar nossa comida e ir comer. Mellanie me chamou para sentar na mesa dela, e assim o fiz. Comemos, e então levamos nossos pratos de volta a cantina.

É... Pelo menos até o almoço, meu dia não havia sido tão ruim assim.

Notas finais
Reviews?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.