Uneven Odds
34 Epílogo
Notas iniciais
Bella POV
Se me dissessem há 32 anos que estaria casada e com três filhos, eu diria que a pessoa era louca.
Aos meus quinze anos, meu único objetivo era estudar e seguir uma brilhante carreira. Relacionamentos não faziam parte do meu planejamento. Até conhecer meu lindo e tentador marido. Podia não me lembrar de como nos encontramos ou como foi me apaixonar perdidamente por ele, mas de uma coisa eu tinha certeza, Edward tinha a capacidade de trazer a tona o melhor de mim.
E isso não havia mudado em nada nos últimos anos. Só melhorado.
Agora eu tinha vinte e dois anos de lembranças com ele, e isso sim era algo admirável. Havíamos construído uma vida linda juntos e eu sabia que era só o inicio. Sorri. Tínhamos casamentos, netos e muito para viver ainda. Toquei meu ventre e sorri. Parecia que havia sido ontem que estava grávida de Renesmee. Quem diria que agora ela era uma jovem de 20 anos e que nosso Matt tinha completado 22 anos o mês passado.
– O que está pensando, Süsse? — ouvi a voz rouca do meu lindo marido perguntar. Aconcheguei melhor nele, colocando minha cabeça em seu pescoço e sentindo seu cheiro delicioso. Ele me abraçou apertado.
– Em como o tempo passou rápido — senti ele sorrindo enquanto alisava meu braço em um carinho gostoso.
– É verdade, ainda não acredito que o nosso filho casa amanhã.
Antony tinha se tornado um homem incrível e mesmo com 26 anos ainda o considerávamos o nosso menino. Eu e ele éramos muito apegados, o que acabava gerando ciúmes em seus irmãos, mas eu não podia negar que tínhamos uma conexão especial. Anthony mantinha contato com a mãe biológica tanto que ela viria ao casamento, por isso mesmo me surpreendi quando ele pediu que eu entrasse com ele na cerimônia. Sua futura esposa Jane, era uma figura linda e graciosa, um amor de pessoa. Era uma adição perfeita a família.
Eu tinha muito orgulho dos meus filhos. Anthony era um conceituado artista plástico, já Matthew cursava medicina e estava indo para o último ano, era um rapaz brilhante, uma mescla perfeita minha e de seu pai, com seus cabelos negros e lindos olhos verdes. Diziam que Nessie era muito mais parecida comigo, mesmo assim, eu só via o Edward em seus longos cabelos cor de cobre. Era uma jovem esperta e alegre. Amiga das filhas de Alice e Jasper, Jasmim com 22 anos e Alexia com 21, as três eram inseparáveis, e quando crianças nos enlouqueciam, juntamente com os meninos que adoravam pregar peças na irmã e nas primas. Eram bons tempos.
– Sinto falta de quando eram pequenos — comentei nostálgica.
– Bom podemos providenciar mais um, se quiser — respondeu me olhando maliciosamente, apertando minha cintura.
– Edward! — recriminei. — Não tenho mais idade para isso. E não quero um filho me chamando de vovó — completei e ele riu.
– Pois fique sabendo que você seria uma avó bem sexy e gostosa – sussurrou, mordendo minha orelha e provocando arrepios no meu corpo. Não importava o tempo que passasse, ele sempre mexeria comigo.
– Mesmo depois de tanto tempo você continua um idiota — consegui dizer com a voz um pouco falha. Edward deu uma gargalhada alta e gostosa.
– Mas mesmo assim você ainda me ama, não é? — sorri. Como não amar esse homem maravilhoso?
– Claro que amo, cada dia mais — declarei e ele segurou meu rosto.
– Também te amo muito, Isabella — respondeu e me beijou, determinando o que faríamos no restante da noite.
Quando Renesmee cresceu eu decidi voltar a estudar e retomar minha carreira. Não foi fácil, mas com o apoio incondicional de Edward, eu consegui. Voltei para o antigo escritório que trabalhava, mas dessa vez em uma vaga diferente e que me possibilitava trabalhar três vezes por semana em casa. Era perfeito, porque me possibilitava ficar perto dos meus filhos. Essa era a preocupação de Edward também: tempo para a familia. Por essa razão, quando seu pai aposentou e não pode recusar o pedido para voltar a empresa e ajudar Jasper, sua primeira providencia foi delegar bem as funções para qe nenhum deles ficassem sobrecarregados.
Quando Nessie foi para a faculdade, nós decidimos vender nossa casa e mudar para um amplo apartamento. Achamos que desse modo sentiríamos menos o vazio que nossos filhos deixaram. No começo foi difícil, mas depois já havíamos acostumado a sermos só nós dois.
Nosso casamento nem sempre foi perfeito. Tivemos muitas discussões bobas e outros problemas que sempre apareciam, mas coube a nós decidir como queríamos viver e como enfrentaríamos essas situações, mas acima de tudo, tivemos muitas alegrias. Tudo resultado de uma vida repleta de amor e confiança.
– Mãe!! — ouvi Nessie me chamando. Ela nunca reclamou do seu nome incomum, na verdade o amava e sempre que algum idiota tirava sarro, ela dizia que era especial demais para ter um nome comum.
– No closet, filha — respondi.
O apartamento estava lotado, com todos nossos filhos, inclusive Anthony que estava se arrumando em seu quarto com a ajuda de seu pai, amigos, tios e avôs.
– Estou te procurando há horas — Renesmee reclamou.
– Não exagera, Nessie — respondi, pegando a caixa com os meus sapatos.
– Me empresta aquele par de brincos de esmeralda? — pediu manhosa. Como eu iria resistir a isso?
– Estão na segunda gaveta — ela deu um gritinho e abri animada o local onde guardava minhas joias. — Você devia ser filha da sua tia — comentei rindo, ela aproximou e me abraçou.
– Mas daí eu não teria essa mãe linda que me emprestaria esses brincos magníficos.
– Interesseira — recriminei com os olhos estreitados.
– Você sabe que te amo — rebateu com um sorriso enorme. Sorri e a beijei.
– Eu sei, porque também te amo demais – declarei, apertando sua bochecha.
– Süsse! — Edward chamou.
– No closet, pai — Nessie gritou.
– Aí estão as minhas garotas — falou se aproximando. — Está linda, Isabella — elogiou me olhando com intensidade.
– Nem estou vestida ainda, Edward.
– Por isso mesmo — devolveu malicioso, piscando o olho. Fiquei sem fala. Edward ainda tinha o poder de me deixar sem graça.
– Pai! Argh, deixa eu sair daqui antes — Nessie reclamou fazendo uma careta. Edward me abraçou e virou para a filha.
– Já saiu? — perguntou olhando sugestivamente para a porta.
– Vocês dois não tem jeito — Nessie disse exasperada se retirando do closet.
Edward me prensou na parede, abrindo meu robe. Arregalei meus olhos.
– Edward! Não é hora para isso — ralhei, mas ele não deu atenção, me dando um beijo apaixonado.
Às vezes eu achava que ele estava passando por alguma crise de meia idade. Estava pior do que quando era jovem, me agarrava em todos os lugares. E piorou depois nossos filhos se mudaram.
Afastei com muito esforço. Seus beijos me deixavam completamente entregue.
– Você está impossível — censurei, quando ele inclinou para trás, me olhando com uma mistura de carinho e desejo.
– Com uma mulher linda como você, é impossível mesmo me segurar.
– Que tal fazer um esforço pelo casamento do seu filho? — perguntei me afastando e indo pegar o meu vestido. Edward me abraçou por trás e beijou meu pescoço. — De onde está vindo tanto fogo? — questionei com a voz ofegante.
– Do meu lugar preferido — respondeu, subindo sua mão para meu seio, sem tirar os lábios do meu pescoço.
– Acho que está passando por uma crise de meia idade, isso sim — retruquei me desvencilhando com dificuldade do seu abraço. Ele sorriu de lado. — Só espero que isso não signifique que vá arranjar outra mulher com metade da minha idade. — brinquei, mas evidenciando o medo que eu tinha de que aquilo acontecesse. A expressão divertida de seu rosto sumiu e ele ficou sério.
– Espero que eu nunca tenha lhe dado tal impressão. Por que para mim não existe e nunca vai existir outra pessoa além de você — foi taxativo. Suspirei.
– Desculpa, eu sei disso — o abracei pelo pescoço. – É que ultimamente você anda bem estranho — seu olhar se suavizou.
– Só por que desejo minha esposa? — questionou arqueando a sobrancelha.
– Exatamente porque você deseja essa cinquentona — respondi rindo, ele acariciou minhas costas, sorrindo.
– Fique sabendo que esse cinquentão aqui deseja e muito essa cinquentona.
Edward me olhava com as mesmas orbes verdes e brilhantes do dia que eu o vi pela primeira vez e eu sabia que dizia a verdade, principalmente porque eu também o desejava e muito.
– Mas o senhor pode esquecer essa ideia, pelo menos até a noite. Temos um monte de coisas para fazer. Eu ainda nem terminei de me arrumar.
– Ok, você venceu. Mas antes de ir eu quero o meu beijo — sorri e o beijei. — Eu te amo.
– Também te amo, Edward. Para sempre.
– Sempre — prometeu e beijou novamente.
Com apenas um beijo Edward era capaz de me transportar para um lugar só nosso, me fazendo esquecer do casamento e do que ainda tinha para fazer e me focar somente em nós.
Edward era o meu paraíso particular. Meu lindo, gostoso, divertido, ciumento e protetor marido. Meu Edward. Infelizmente tivemos que parar quando ouvimos a porta abrir fazendo mais barulho que o necessário.
– Vocês ainda estão aí? — Nessie reclamou entrando no closet. Edward riu encostando sua testa na minha.
– Já estou saindo, sua enxerida — me deu mais um beijo e seguiu até ela. — Está linda, filha — ela girou, mostrando seu vestido e sorriu.
– Obrigada, pai — ele deu um beijo nela e saiu do quarto. Nessie olhou para mim. — Achei que iam ficar aqui o resto da noite — recriminou, ela estava linda em um vestido verde água.
– Vontade não faltou — respondi sorridente. Era incrível o efeito que Edward tinha sobre mim.
– Eca, mãe. Não preciso dos detalhes. Para todos os efeitos eu vim junto com a cegonha — com essa eu tive que rir.
Em seguida meu closet foi invadido por Alice e todas as mulheres da família e finalmente consegui terminar de me arrumar. Estávamos saindo quando encontramos Edward na porta.
– Anthony, quer falar com você — avisou e fui com ele até onde estava nosso filho. Entrei no quarto e ele já estava todo arrumado, Edward saiu nos deixando a sós.
– Está muito bonito, filho — elogiei me posicionando atrás dele. Anthony sorriu me olhando pelo reflexo do espelho.
– Você também, mãe. Aposto que o meu pai não está se segurando — comentou e eu fiz um sinal negativo com a cabeça.
– Sem comentários sobre isso — pedi sorrindo e ele riu.
– Mãe? — chamou se virando para me olhar e segurando minhas mãos. – Obrigado — olhei confusa para ele.
– Pelo o quê? — perguntei ainda sem entender. Ele respirou fundo.
– Por tudo, mas principalmente por ter sido a minha mãe e por ter me amado e aceitado mesmo eu não sendo o seu filho.
– Anthony, você não...
– Me deixa terminar, por favor — aquiesci, concordando.
– Você sempre esteve aqui para mim e eu nunca vou poder te agradecer o suficiente por isso, por mesmo depois de perder a memória não me abandonar ou por ter me apoiado quando eu decidi seguir outro caminho que não fosse os negócios da família. Eu poderia ficar aqui a noite inteira e ainda não seria o bastante para agradecer tudo o que você fez e faz por mim, mãe. Eu só quero que saiba o quanto eu te amo — sorri emocionada, sem saber como responder.
– Não é justo querer me fazer chorar antes do casamento — reclamei, pegando um lenço na minha bolsa e enxugando meus olhos com cuidado para não borrar a maquiagem. Ele abriu um sorriso torto, igual ao do pai. — E você não tem que me agradecer por nada, eu só fiz o que qualquer mãe faria. — Ele me olhou e por um momento eu pensei que ele fosse me contradizer.
– Mesmo assim obrigado por tudo — disse e me abraçou. Senti minha garganta queimar com o choro preso.
– Eu que agradeço por aceitar essa desajeitada como mãe — ele riu também emocionado. Olhei meu lenço sujo de rímel. — Ótimo! Você estragou minha maquiagem — reclamei rindo, mostrando o lenço para ele. Ele sorriu, sacudindo a cabeça como quem diz: mulheres e a maquiagem...
– Estão prontos? — Edward apareceu, perguntando. — Tudo bem? — quis saber quando nos viu chorando. Assenti sorrindo e fui até ele, o abraçando.
– Tudo ótimo, amor. É melhor irmos. Tenho que retocar a maquiagem e este mocinho não pode se atrasar.
Antes de sairmos, Anthony disse:
– Eu só espero que eu e a Jane tenhamos pelo menos um pouco do amor que vocês tem um pelo outro, e que consigamos enfrentar tudo o que aparecer no nosso caminho assim como vocês.
– Eu tenho certeza que sim, filho — Edward afirmou abraçando Anthony.
– Ah, vamos logo. Essa despedida está me deixando deprimida — reclamei com bom humor.
Eles sorriram e finalmente saímos de casa. No caminho para o local do casamento retoquei minha maquiagem, mas percebia que logo iria começar a chorar de novo.
O casamento foi lindo.
Segui toda orgulhosa com Anthony ao meu lado e por fim encontrei meu lindo marido me esperando. Edward me apertou em seus braços e acompanhamos a cerimônia.
Logo estávamos na festa e tudo estava uma delícia. Não demorou muito Edward para dançar com Tanya.
Tudo bem, isso faz sentido. Eles eram os pais do Anthony.
Os verdadeiros pais dele.
Foi o que me obriguei a pensar para não ter uma crise de ciúmes, ainda não engolia nem um pouco o modo como ela olhava para ele.
Fiquei sentada ali até que quem nem poderia imaginar apareceu me estendendo a mão.
– Dança comigo? — Jacob perguntou, já faziam alguns anos que eu não o via.
O passado foi perdoado e esquecido. Jacob se dizia arrependido de todas as suas atitudes. Ainda assim evitávamos ficar no mesmo ambiente. Convidamos para o casamento, sem imaginar que ele viria. Ele tinha se mudado para a Austrália definitivamente, casado e era pai de duas lindas meninas, raramente ele vinha aos Estados Unidos.
– Melhor, não — neguei. Sua expressão desmoronou.
– Eu já pedi perdão, Isabella — comentou e eu anui.
– Eu sei, e nós o perdoamos. Só que tem coisas que são impossíveis de esquecer. Eu sinto muito, Jacob.
Eu simplesmente não conseguia imaginar estra em seus braços depois de tudo o que aconteceu. Ele assentiu e foi embora, quando trombando com Edward. Os dois se encaram como inimigos mortais. Precisei agir antes que estragassem o casamento de Anthony. Levantei e puxei Edward para a pista de dança.
– O que ele queria? — perguntou assim que começamos a bailar, sem tirar os olhos por onde Jacob sumia.
– Dançar, mas eu me neguei — Edward rosnou e apertei seus braços. — Por favor, é o casamento do seu filho — pedi. Ele respirou fundo e tentou relaxar.
– Jacob me tira do sério. Não imaginei que teria a cara de pau de aparecer. Eu avisei que não deveríamos convidá-lo.
– Eu sei, mas querendo ou não ele faz parte da família...
– Da Alice, não nossa — me cortou.
– É o mesmo, Edward. Ou você não a considera como uma irmã — repreendi. — Não pensa mais nisso. Aproveita essa dança comigo — ele me abraçou com força, dançando bem lentamente. – Agora me diz o que você e a Tanya conversaram.
– Nada de mais. Ela me contou como está bem e feliz na Europa e disse que quer falar com você.
– Por quê? – perguntei intrigada, inclinando para trás e o encarando.
– Ela quer agradecer por tudo o que fez pelo Anthony — sorri. — Alias eu acho que eu mesmo nunca agradeci por tudo o que você fez e faz por mim. Por ter me dado a família maravilhosa que eu tenho.
– Edward, você me agradece todos os dias — o beijei. — Além disso é só uma forma de retribuir o quão feliz você me faz.
– Faço? — perguntou arqueando a sobrancelha.
– Você tem dúvida disso? — retruquei com um sorriso. Ele enterrou a cabeça no vão do meu pescoço.
– Não, porque é assim que você me faz sentir também — declarou, depositando um beijo cálido na base do meu pescoço. Suspirei feliz e realizada em seus braços.
O resto da festa correu tranquilamente. Tanya realmente veio falar comigo e agradecer por tudo o que fiz pelo Anthony. Devo confessar que não esperava essa atitude dela. Respondi que não tinha o que agradecer pois tudo o que fiz foi por amor.
Os noivos foram embora para sua lua de mel ovacionados pelos convidados. Estava sentada na mesa esperando Edward para irmos embora, quando Matt apareceu e deitou a cabeça no meu ombro.
– Mãe, tô com sono — reclamou manhoso.
E ainda ficavam bravos quando os chamava de bebês.
– Também tô, mãe — Nessie emendou, deitando no meu outro ombro. Passei minhas mãos na cabeça dos meus dois amores sorrindo.
– Já vamos para casa, só estou esperando o pai de vocês — nem terminei de falar e ele apareceu.
– Mas o que é isso? — Edward perguntou parando na nossa frente. — Eu saio um minuto e vocês já tomam a minha mulher de mim. — reclamou como se estivesse nos dando uma bronca.
– Ah, pai, não enche. Você tem a mamãe o tempo todo — respondeu Nessie.
– Verdade. Tem que aprender a dividir — concordou Matthew. Edward não aguentou a pose séria e sorriu.
– Apesar de não gostar de dividir minha esposa, eu amo ver vocês juntos. É a minha cena preferida. Só faltou Anthony aí. — sorri.
– Pensa que daqui a pouco também teremos nossos netinhos, amor.
– É verdade, pai — disse Nessie concordando. Edward fechou a cara.
– Espero que esteja falando do seu irmão, mocinha — repreendeu. Ela sorriu se levantando e abraçou o pai.
– Claro, né, pai. Você sabe que ainda não encontrei nenhum homem tão perfeito quanto você — foi o bastante para derreter meu marido. Ele sorriu todo bobo e a abraçou.
– E espero que nunca encontre.
– Edward! — repreendi.
Como pai ciumento e excessivamente preocupado Edward fazia questão de achar defeitos em todos os namorados que Nessie tinha e ela sempre escutava o pai. Mas eu conhecia minha filha e sabia que ela procurava o que eu e o pai dela tínhamos juntos. Eu tinha certeza que quando isso acontecesse, Edward aceitaria, pois o que mais importava para ele era a felicidade da filha.
– É a mais pura verdade, não existe ninguém bom o suficiente para a minha boneca — Edward respondeu beijando a testa de Nessie que sorria. Balancei minha cabeça.
– Ah, vamos parar com essa discussão sem sentido e vamos logo para casa — Matt reclamou bocejando. Ri, bagunçando seu cabelo.
– Vamos para casa então, bebê — ele fez cara feia, mas não disse nada da minha provocação. Levantamos e Edward abraçou a mim e a Nessie, enquanto Matt seguia ao meu lado.
No dia seguinte faria um belo almoço e aproveitaria a presença de nossos filhos, depois quando eles voltassem para suas vidas, ficaríamos só eu e Edward de novo, o que de forma alguma nos assustava. Na verdade estávamos empolgados com os planos para as férias. Ficaríamos dois meses viajando pela Europa, essa seria nossa... Bom na verdade havia perdido a conta de quantas luas de mel tivemos e tinha certeza que ainda teríamos muitas mais, pois o amor e o desejo que sentíamos um pelo outro só crescia com o tempo.
E seria assim para todo sempre.
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