Uneven Odds

33 Capítulo 21 - Juntos - Parte 3


Notas iniciais
Obrigada por terem me acompanhado nessa jornada!! Foi incrível ter a chance de reescrever essa história tão linda. Muito obrigada!! Boa leitura!

[DOIS ANOS DEPOIS]

Bella POV

Apesar de ter me lembrado de alguns fragmentos do passado, minha memória não voltou, o que de modo algum alterou minha vida.

Eu não podia acreditar que um dia achei que essa não era a vida que queria.

Hoje eu via que não tinha nada no mundo que eu quisesse mais do que viver cercada por meus três rapazes. Ainda sonhava em ter mais um filho, só que depois de dois anos tentando, percebia claramente que não era para acontecer. De qualquer forma estava feliz. Muito feliz.

Sem contar que tinha minhas sobrinhas para mimar, já que Alice tinha tido mais uma menina. Jasmim e Alicia era duas princesas, mimadas e adoradas pelo pai. Edward até tentava provocar o irmão, dizendo que ia sofrer quando elas fossem adolescentes, mas Jasper pouco se importava, fazendo com que Edward bufasse por ser ignorado. Sempre nos divertíamos com a não discussão dos dois.

Eu decidi voltar para a faculdade, mas esse período durou pouco. Sentia muita falta dos meus filhos e por isso preferi esperar mais um tempo, pelo menos até que Matt fosse para a escola. Não queria perder mais nada relacionado aos dois.

Minha mãe me visitava com muito mais frequência e eu também fazia o mesmo. Estávamos mais unidas. E isso era muito bom.

Já os pais de Edward...

Carlisle e Esme estavam em processo de divórcio quando ele sofreu um infarto. Esme não saiu do lado dele e os dois se reaproximaram. Carlisle pediu perdão aos filhos e prometeu que iria trabalhar menos e delegar mais suas funções. Ficar sozinho tinha sido uma dura lição para ele. E dois anos depois, estava claro que havia aprendido com seus erros. Nossos filhos amavam ficar com os avós, e a casa deles se tornou o centro da nossa família, onde passávamos domingos deliciosos.

Não havia nada que pudesse reclamar. Nem mesmo sobre antigos desafetos.

Jacob, estava morando definitivamente na Austrália e eu agradecia por isso. Assim como Michael, que nunca mais havia ouvido falar. Já Tanya, tinha vindo visitar Anthony no ano passado, ela parecia querer uma aproximação maior com o filho, mesmo assim, ele a tratava como uma tia ou uma parente distante. Tanya parecia ficar chateada com isso, mas tentava não demonstrar. Nós trocamos poucas palavras. Não gostava muito do modo como ela me olhava e muito menos como encarava Edward, depois dessa visita, ela nunca mais voltou, mas ligava com mais frequência que antes. Anthony ia se acostumando um pouco mais com ela, o que era bom. No entanto, não podia negar que eu sentia um pouco de ciúmes. No fundo, morria de medo dele se esquecer de mim. Ainda assim, nunca seria capaz de interromper ou fazer algo contra essa ligação que começava a ter com a mãe. Não importava o que acontecesse, Anthony sempre seria meu filho.

Abaixei o livro que lia e observei com um sorriso, meus dois filhotes, brincando no tapete da sala.

– Não, Matt. Pega esse — Anthony falou calmamente para o irmão.

Ele tinha uma paciência enorme para um garoto de quase sete anos, especialmente com Matt. Por mais que fosse meu desejo e de Edward, nunca poderíamos imaginar que se tornariam tão amigos com o passar do tempo.

– Ete? — Matt perguntou olhando para Anthony.

– Isso aí, garoto — elogiou, bagunçando o cabelo dele e fazendo com que Matt risse. Depois virou o rosto e me encarou. — Mãe, meu pai vai demorar?

Os dois estavam esperando, ansiosos, o retorno de Edward, que havia viajado há dois dias para fechar um negócio pela empresa que trabalhava. Ontem ouvi ele e o filhos falando pelo telefone. Os meninos estavam com saudades do pai e loucos para brincar com as coisas que Edward havia comprado na viagem, que incluíam um novo taco de beisebol, uma luva e camisas dos times preferidos. Podia apostar que assim que o pai chegasse ficariam até tarde no quintal brincando e se divertindo.

– Daqui a pouco está chegando.

– Ele está demorando — reclamou impaciente.

– Você que está ansioso — censurei e ele fez um bico, igual quando tinha seus cinco anos.

A porta da sala abriu e Edward surgiu, carregando sua mala e um monte de sacolas. Sacudi a cabeça e sorri. Exagerado como sempre. Anthony saiu correndo e abraçou o pai. Matthew seguiu o irmão.

– Papa! — chamou, erguendo os braços. Edward se inclinou e pegou o pequeno os braços.

– Vamos jogar hoje, pai? — Anthony perguntou animado.

– Claro! Vamos estrear tudo o que eu comprei — avisou, apontando as compras.

– Oba!!! Posso ver? — Edward sorriu e assentiu. Anthony foi afoito para as sacolas. Matthew curioso, pediu para descer do colo do pai e ficou com Anthony vendo o que pai tinha comprado para os dois.

Eu permanecia no sofá, só observando. Edward olhou para mim e veio na minha direção, sorrindo. Meu coração começou a bater mais rápido. Eu ainda me sentia meio boba toda vez que via meu marido. Especialmente quando ele tinha ficado dois longos dias fora.

– Não vai me cumprimentar, Süsse? — perguntou, sedutor. Desviei o rosto e encarei meu livro.

– Não sei se merece depois do que fez comigo ontem — resmunguei, ele riu com a minha bronca.

Edward havia me enlouquecido de tesão pelo telefone na noite anterior, apenas para se despedir e me deixar a ver navios.

– Só fiz aquilo porque seria muito mais divertido fazer pessoalmente — sussurrou no meu ouvido, deixando meu corpo arrepiado. Apertei os lábios para não sorrir. — E você já fez coisa muito pior comigo — reclamou, manhoso. Virei o rosto e o encarei.

Eu nunca me cansaria de olhar para aquele homem. Meu homem.

Ele se inclinou e me beijou. Contive um pequeno gemido que escapou dos meus lábios. Estava a um passo de aproveitar ainda mais seu beijo, quando Anthony o chamou. Edward se afastou com um sorriso enorme, a boca deliciosamente vermelha.

– Hoje à noite vou terminar o que comecei ontem — prometeu, piscando para mim e indo até os filhos. Suspirei com um sorriso bobo. Estava ansiosa por isso. Muito ansiosa.

Nossa tarde foi uma delícia, enquanto meus meninos brincavam no quintal e na piscina, decidi entrar para preparar um lanche e a torta que Anthony tanto gostava.

Afinal, o que é ser mãe sem querer mimar os seus filhos?

Preparei uma bandeja caprichada e levei tudo para fora.

Todo fim de semana dávamos folga a Irina, assim ela poderia aproveitar seus filhos e marido. Agora com meus garotos mais velhos eu não precisava que ela ficasse tanto tempo, além disso eu amava fazer o que eles gostavam.

– Quem está com fome? — perguntei enquanto colocava tudo na mesa que ficava na ampla varanda.

– EU!!! — Anthony gritou, correndo até mim. — Hum! Torta de maça! — disse lambendo os lábios. Cortei um pedaço para ele e já foi colocando na boca.

– Hey, devagar. Senão engasga — adverti, ele se sentou e voltou a comer mais calmamente.

Edward se aproximou rindo com Matt no colo e o colocou na cadeirinha. Pegou um lanche se sentando e me puxou para o seu colo.

Eu amava esses momentos que passávamos juntos.

Edward me apertou em seus braços, beijando meu ombro. Virei, o encarando. Era incrível como podíamos nos comunicar só com o olhar. Ele sorriu e me puxou para um delicado beijo.

Anthony começou a contar as travessuras que seu irmão tinha feito nas brincadeiras e rimos. Após o lanche, os meninos foram assistir TV e Edward foi me ajudar na cozinha. À noite, nossos filhos estavam exaustos com toda a atividade do dia e foram dormir mais cedo.

No instante que fechei a porta do quarto de Matthew, Edward me pegou no colo e me levou para o quarto, onde nos amamos por horas. Se continuássemos assim, eu não conseguiria me levantar da cama no dia seguinte.

Tentei me mexer e meus músculos doeram, tinha que admitir que era uma dor gostosa. Acabei rindo.

– O que foi? — Edward perguntou com um lindo sorriso nos lábios.

– Eu não consigo me mexer sem que doa alguma parte do meu corpo. Você acabou comigo — reclamei, dolorida.

– Isso porque eu sou incapaz de resistir a você — sussurrou no meu ouvido, fazendo com que eu me arrepiasse toda. Puxei seu rosto para o meu e o beijei com fome. – Você ainda vai acabar comigo, Süsse — gemeu entre nossos lábios.

Ri e decidi me levantar para tomar um banho. Estava suada e melada. Assim que fiquei de pé, senti o quarto girando, sentei na cama, completamente zonza.

– Isabella, tudo bem? — Edward perguntou preocupado. Eu neguei, isso fez com que ele ficasse ainda mais preocupado. — O que está sentindo?

– Não sei, está tudo girando — murmurei e no instante seguinte estava correndo em direção do banheiro. Debrucei no vaso e vomitei tudo o que eu tinha e o que eu não tinha no estômago, demorei a perceber que Edward estava ali comigo segurando meu cabelo. Nem tive forças para pedir que saísse, continuei com a cabeça no vaso.

– Ainda quer vomitar? — ele perguntou. Eu só neguei, já que não conseguia mover um músculo. — Quer ir para a cama? — assenti e tentei me levantar, mas foi em vão. Não tinha forças.

De repente me senti fora do chão, Edward estava me carregando, apoiei minha cabeça em seu peito. Era estranho me sentir assim, eu estava bem, me sentia um pouco fraca ultimamente, mas esse mal estar me pegou de surpresa. Edward me deitou delicadamente na cama, passou a mão pelo meu rosto e pude ver seu olhar angustiado e preocupado.

– Você está pálida.

– Deve ser só cansaço, Edward — tentei soar o melhor que pude para não preocupá-lo ainda mais, entretanto minha voz saiu tão fraca, que ele me olhou ainda mais desesperado.

– O que está sentindo agora?

– Nada, já estou melhor.

Queria lavar minha boca, porém quando tentei me levantar, a tontura veio com mais força, me segurei nele antes de tudo escurecer.

Edward POV

Ela tentou se levantar, mas cambaleou novamente se segurando em mim, porém dessa vez caiu desacordada em meus braços. Fiquei desesperado.

– Isabella, acorda — pedia, tentando fazer com que ela despertasse. Sentei ao seu lado, ainda tentando acordá-la. Peguei o telefone e liguei para o médico da família.

– Hum. — murmurou. Suspirei um pouco mais aliviado. — Edward? — chamou, sua voz soava fraca.

– Quer alguma coisa? — procurei ao máximo controlar minha voz para que ela não percebesse meu desespero.

– Estou com sede.

Enchi um copo com a água que estava no criado mudo e a ajudei a se sentar. Ela tremia um pouco, então segurei sua mão e levei o copo até sua boca, estava completamente fria, o que me assustou ainda mais. Depois que bebeu a água, olhou para mim.

– Desculpa pelo susto — segurou minha mão e tentou sorrir, ela estava pálida e com os lábios brancos.

– Não seja absurda — disse acariciando seu rosto. — Já chamei o médico — avisei e ela só assentiu. Nesse momento fiquei ainda mais preocupado. Isabella odiava médicos, devia estar se sentindo muito mal para aceitar ver um sem ao menos reclamar.

Felizmente o médico não demorou.

Logo estava examinando Isabella.

– A pressão está baixa. Comeu algo que lhe fez mal? — ela só negou.

Ele continuou a questionando, e ela se limitava a responder sim ou não, ou simplesmente mexendo a cabeça. Esse silencio só me deixava mais tenso. Isabella não era assim.

– Bom, preciso fazer alguns exames para confirmar, mas ao que tudo indica a senhora está grávida.

Grávida? Isabella começou a chorar. Depois de dois anos não achei que isso fosse possível. Estava petrificado no chão. Dividido entre a felicidade e o medo.

– Eu tenho um teste aqui, mas o aconselhável é que faça o exame de sangue, para ter certeza. E precisa começar um tratamento, está um pouco fraca.

– Nós faremos isso — garanti, saindo do meu transe. Ele se despediu de Isabella e eu o levei até a porta.

Quando voltei ao quarto, ela encarava o teto. Me aproximei, sentando ao seu lado. Ela me encarou com os olhou marejados, um reflexo dos meus.

– Eu não acredito, Edward — disse soluçando, eu sorri.

– Nem eu — respondi segurando sua mão. Não poderia deixar que ela visse o meu medo, estava tão feliz.

– É melhor fazermos o teste, não acha? Para ter mais certeza.

Eu concordei e a ajudei a se levantar.

Assim que fez o teste esperamos o resultado. Olhei o relógio e estava na hora. Isabella respirou fundo e pegou o palito. Seu rosto demostrava nervosismo e decepção.

– Süsse... — sussurrei, tentando consolá-la, achando que o resultado havia dado negativo.

De repente seu rosto se iluminou e um lindo sorriso brotou em seus lábios.

– Estou grávida — anunciou, me olhando com expectativa.

Sem pensar em mais nada eu a puxei para os meus braços. Apertando-a contra meu corpo. Inclinei para trás e a beijei, em seguida, beijei seu rosto e fui descendo até beijar sua barriga. Isabella ria. Acariciei seu ventre com cuidado e adoração.

– Oi, bebê. Aqui é o papai — murmurei emocionado.

Isabella me olhava admirada, sorrindo. Esse momento era perfeito e nada podia estragá-lo. Nem meus medos. Eu seria pai de novo. Naquela altura, tudo simplesmente desapareceu e deixei só a felicidade me tomar.

[...]

Bella POV

Remexi na cama, estava impossível dormir. Levantei com cuidado para não acordar o Edward e fui até a cozinha. Sentia uma vontade mortal de comer sorvete de macadâmia com Nutella. Minha boca já enchia de água só de pensar.

Abri o congelador e nada.

Abri o armário e nada. Droga!

Será que se eu saísse de fininho o Eddy iria perceber? Talvez não, mas ele ficaria furioso.

– Posso saber o que está fazendo? — levei um susto ao ouvir sua voz ecoar na cozinha, virei e o encontrei encostado na porta com um sorriso sonolento no rosto, os braços cruzados no peito.

– Nada — respondi sem muita firmeza. Edward se aproximou e me abraçou, afagando minha barriga de sete meses.

– Você sabe que não consegue mentir para mim — repreendeu, beijando minha cabeça. Suspirei resignada.

– Senti vontade de comer sorvete de macadâmia e Nutella — sorri inocentemente. Ele pareceu surpreso.

– Você nunca tinha sentido desejo antes — expressou me observando atentamente.

– Mas agora eu estou — murmurei manhosa. Ele sorriu e me beijou.

– Vou comprar e já volto — olhei espantada para ele.

– Não, Edward, está tarde — pedi, segurando seu braço. — Amanhã eu peço para a Irina comprar — ele sacudiu a cabeça.

– E deixar de realizar o desejo de grávida da minha linda esposa? Nunca — respondeu, me fazendo sorrir igual uma idiota. — Me espera no quarto. Não deve ficar de pé muito tempo — advertiu, pegando as chaves do carro e saindo.

Edward estava demasiadamente carinhoso ultimamente. Ficou tão preocupado que eu ficasse subindo e descendo as escadas que mudou nosso quarto para o andar de baixo. Eu só podia subir para o segundo andar quando tinha alguém comigo. Eu achava um exagero, mas tinha prometido que faria tudo o que ele me pedisse na gravidez. Além disso, eu sabia do medo que ele tinha de algo dar errado e para não discutir, eu fazia sua vontade.

Não demorou muito e ele chegou com meu sorvete e o pote de Nutella. Passei a língua pelos lábios.

– Só não exagera, hein? Lembra o que o médico disse sobre açúcar — ressaltou, se sentando ao meu lado na cama.

– Obrigada — agradeci com a boca suja de Nutella e sorvete. Ele sorriu e me beijou, lambendo meus lábios.

– Hum, gostoso — gemeu e se afastou, me deixando com desejo de algo a mais do que sorvete e Nutella. — Não quero a minha filha com cara de Nutella ou de sorvete — explicou sorrindo.

Descobrimos na primeira ultrassom que teríamos uma menina. Quando contamos para nossos filhos, eles ficaram animados. Matt costumava colocar o ouvido na minha barriga e dizer que o bebê estava falando com ele. Já Anthony dizia que ia proteger a irmã de tudo.

– Você é o melhor marido do mundo — elogiei estendendo uma colher de sorvete com Nutella para sua boca, ele abriu e comeu.

– Eu sei, você tem muita sorte — respondeu arrogante, piscando para mim. Ri, dando um tapa no seu peito.

– Você é tão convencido — reclamei com bom humor. Ele apenas sorriu, abrindo a boca para outra colherada de sorvete com Nutella. — Eu pensei em um nome para o bebê — comentei, colocando o pote de sorvete no criado mudo e acariciando minha barriga. Esperava que Edward gostasse da minha ideia.

– Qual? — perguntou interessado.

– Estava misturando os nomes de nossas mães e pensei em Renesmee — assim que falei observei seu rosto atentamente. Sabia que o Edward não ia querer um nome comum para a filha, mas talvez esse fosse incomum demais.

– Renesmee — repetiu lentamente acariciando minha barriga. Então, abriu um sorriso. — Eu adorei, é bem diferente. Podíamos chamá-la só de Nessie também — foi então que me dei conta.

– Como o monstro do lago Ness? — disse horrorizada, não queria que apelidassem assim o meu bebê. — Acho melhor colocar um outro nome então — propus. Edward sorriu.

– Que tal deixarmos Renesmee e criarmos um segundo nome, assim quando ela for maior poderá escolher — aquiesci, gostando da ideia dele.

– Ok. Como eu escolhi o primeiro você escolhe o segundo.

Edward pensou por algum momento.

– Bom, se o primeiro é uma homenagem as nossas mães, nada mais justo que o segundo seja aos nossos pais. Que tal Carlie? — propôs.

– É lindo, Edward. Estou até pensando em tirar o Renesmee e deixar só o Carlie.

– Ah, não! Eu adorei o nome Renesmee — defendeu com entusiasmo. — É melhor do que Sete — apontou e rimos.

– Deixamos assim então, e nossa pequena decide quando crescer — Edward se aproximou da minha barriga.

– Renesmee Carlie — no instante que sussurrou ela chutou.

– Acho que nossa menina aprovou — falei sorrindo. Edward me olhou e me beijou.

O gosto do sorvete misturado com o seu me enlouqueceu. Segurei sua nuca e aprofundei o beijo ainda mais enquanto nos perdíamos mais uma vez um no outro.

[...]

Um, dois, três... Respirei fundo. Senti a mão de Edward apertar a minha. Abri os olhos e vi seu rosto agoniado, tentei sorrir para acalmá-lo, mas não pareceu dar certo.

– Está quase, Isabella, continua empurrando — incentivou o médico, Edward segurava minha mão. Fiz força empurrando.

– Mais uma, Isabella — assenti e forcei mais uma vez. — De novo — ouvi ele dizendo. Juntei minhas forças e empurrei mais uma vez. Antes de afundar no travesseiro, pude ouvir um choro. Virei para o lado e vi Edward olhando admirado para frente.

– Parabéns, mamãe — o médico congratulou. — Quer cortar o cordão, papai? — Edward sorriu, beijou minha cabeça e foi até o médico.

– Quero vê-la — pedi ofegante.

Edward pegou nosso bebê e me trouxe, não consegui desviar o olhar. Ela ainda estava um pouco suja de sangue, mas parecia a coisa mais linda do mundo.

– Ela é linda, não é, Edward?

– É sim. Nossa pequena Renesmee. Obrigado — agradeceu e me beijou.

Depois a enfermeira levou nossa menina para limpá-la e examiná-la, enquanto eu mesma me aprontava. Quando ela voltou para o quarto não conseguia parar de olhar para ela. Estava dormindo profundamente no meu colo depois de sugar todo o leite que podia. Renesmee tinha grossos cabelos na cor cobre e seus olhos eram escuros, mesmo amando a cor dos olhos de Edward, a combinação de seus cabelos com meus olhos ficaram lindos na nossa menina. Ela era uma mistura perfeita minha e do meu marido.

– Olha quem veio visitar a mamãe? — Edward anunciou entrando com Matt no colo e segurando a mão de Anthony. Sorri abertamente ao ver meus meninos.

– Oi, meus amores — falei baixinho.

– Mamãe! — Matt disse beijando meu rosto, sem sair do colo do pai.

– Essa é nossa irmã? — perguntou Anthony olhando para o bebê.

– É sim. O que achou? — ele franziu o cenho.

– É pequena — respondeu, eu e o Edward achamos graça de seu comentário curto.

– Pequena e linda — Edward completou. — Parece com você — declarou me encarando com intensidade.

– Só os olhos — ele negou.

– O rosto é seu.

– Nem tem como saber, Edward — respondi sorrindo.

– Ah, tem sim. Estou vendo que terei muito trabalho com essa mocinha.

– Agora não poderá mais encher o seu irmão, você passará pelo mesmo — ele gemeu.

– Nem quero pensar nisso, minha bonequinha será só minha.

Pobre, Renesmee, nem podia imaginar o pai ciumento e possessivo que tinha.

– Eu te ajudo a proteger ela, pai — Anthony garantiu. — E o Matt também vai ajudar — e pelo jeito os irmãos não seriam diferentes.

– Nessie — Matt falou batendo as mãos, fazendo com que todos nós déssemos risada.

– Coitada da minha filha — lamentei com um sorriso largo nos lábios. — Não se preocupe, amor. A mamãe vai lhe ensinar como lidar com esses homens maravilhosos que nos cercam — falei para ela. Edward sorriu, observando com amor nós duas.

Os três ficaram mais algum tempo, para depois Edward levar as crianças para a casa dos avós e voltar para ficar comigo.

Renesmee estava no berço do quarto enquanto estávamos deitados na cama. O dia tinha sido longo e teríamos alta logo pela manhã.

Fiquei pensando em como não existia nada no mundo que pudesse desejar, que eu já não tivesse.

Três filhos incríveis e um marido que era a razão de tudo isso.

Eu nunca teria como agradecer a ele por não ter desistido de mim e do nosso amor quando eu perdi a memória, mas achei que o momento era oportuno.

– Obrigada — Edward desviou os olhos do berço de nossa filha e me encarou com o cenho franzido.

– Do que está falando?

– Estou lhe agradecendo por tudo o que você me proporcionou. Pelos nossos filhos, mas principalmente por não ter desistido de mim, por continuar a me amar mesmo depois de ter esquecido de você e ter sido tão infantil — Edward abriu um leve sorriso e acariciou meu rosto delicadamente.

– Isabella, sem você minha vida não teria sentido algum. Foi você que passou por cima de todas as dificuldades e decidiu ficar comigo. Você me deu a família que eu sempre sonhei, mas antes me deu meu presente mais valioso — encarei-o confusa.

– Qual? — o sorriso no seu rosto se alargou.

– Você, Isabella.

Foi impossível não sorrir ao ouvir uma declaração tão carregada de amor.

– Eu te amo, Edward. Para sempre — ele se inclinou e me beijou.

– Tal como eu amo você, Süsse. Para sempre — sussurrou entre nossos lábios antes acolher meus lábios nos seus novamente.

Notas finais
E aí, o que acharam?? Fofos esses dois *0* Estou pensando em escrever mais uma fanfic, que possivelmente será a minha última. Tenho uma ideia em mente, mas para mim é importante saber o que vocês querem. Por isso mesmo ando pesquisando com meus leitores, qual tema gostariam de ler e não poderia deixar de fazer o mesmo aqui. Sobre o que gostariam de ler? Deixem seus comentários!! Beijos!