Uneven Odds

7 Capítulo 6 - Matthew


Notas iniciais
Obrigada por todos os comentários e por todos que estão acompanhando!! Antes do capítulo, tenho 3 recados importantes: 1˚ As postagens serão todos os sábados, podendo ter algumas surpresas durante a semana. Decidi escolher um dia fixo, para saberem quando virão os capítulos. 2˚ Em relação ao encontro de Edward e Bella, gostaria de alertar que vai demorar um pouquinho ainda. Algo importante precisa acontecer antes ;) 3˚ Caso um capitulo demore para sair, sempre deixo avisos no face: https://www.facebook.com/pages/New-Moon-Fanfics/454837641264056 Hoje teremos um capítulo bem família, aproveitem ;)

Edward POV

Aproveitei que Isabella iria visitar Anthony e fui até o hospital verificar como Matthew estava.

Assim que cheguei no hospital, conversei com o médico e ele explicou que Matt tinha alcançado o peso que estavam esperando e havia sido transferido para o berçário, mas que, por segurança, ainda seria mantido na incubadora. No geral, era uma ótima notícia.

Segui até o local onde ele estava, e coloquei a máscara e a roupa hospitalar antes de entrar.

– E aí, garotão? O médico disse que você está indo muito bem — disse, orgulhoso.

– Está mesmo — ouvi uma voz feminina responder. Virei e vi que era Lauren, uma das enfermeiras. — Está ficando cada dia mais forte. Parecido com o pai — completou sorrindo.

– É o que eu espero — respondi, voltando a atenção ao meu filho.

– E sua esposa, como está? — perguntou interessada. Não era segredo no hospital o que tinha ocorrido e muito menos a amnésia de Isabella.

– Muito bem — limitei a dizer.

– Nem imagino como deve ser para você toda essa situação — respirei fundo e a encarei.

– Eu tenho certeza que tudo vai se ajeitar — respondi confiante.

– Ah, claro, precisa pensar positivo — se aproximou e tocou meu ombro. — só que ela pode nunca mais se lembrar e com um bebê pequeno você vai precisar de ajuda — falou como se oferecendo ao cargo.

– Já estou tomando as devidas providências, não tem com que se preocupar — rebati, tirando sua mão de mim.

– Nesse caso, se precisar conversar ou espairecer, ficarei feliz em ajudar — insistiu com um sorriso malicioso.

– Obrigado, mas não será necessário. Já tenho pessoas suficientes para isso — fui direto. Ela pareceu ofendida com meu corte, mas não estava com tempo e nem paciência para aturar cantada barata, ainda mais nesse momento.

– Ok, se precisar de alguma coisa é só chamar — assenti e ela finalmente saiu, deixando-me a sós com Matt.

Eu perdia a noção do tempo quando estava com ele. Observava cada mínimo detalhe, cada ação, e ficava maravilhado ao ver como ele realmente parecia cada dia mais saudável. Se Isabella o visse...

– A mamãe vai se apaixonar por você — disse na esperança de que ela fosse vê-lo. — Você tem os cabelos dela — passei a mão pelos grossos fios cor de chocolate. — Será que seus olhos também serão iguais aos dela?

Isabella sempre dizia que queria que Matt tivesse o mesmo tom de verde dos meus olhos e os de Tony, mas até o momento era difícil definir a cor, principalmente porque seus olhos ficavam a maior parte do tempo fechados ou semicerrados. Ainda assim, eu esperava que ele puxasse a mãe.

Acariciei o rosto dele e suspirei.

O que eu não daria para Bella estar aqui comigo? Ou melhor, para ela ainda estar grávida e com nosso bebê seguro em seu ventre?

Por mais que dissessem que eu não tinha culpa e que tudo não passou de um acidente, eu não conseguia parar de pensar nisso. Não conseguia parar de pensar nela. Levantava e ia dormir com Isabella na minha cabeça. Imaginando se algum dia nós ficaríamos juntos de novo ou se eu teria perdido a minha garota para sempre.

**

Por volta das oito da noite, decidi voltar para casa.

Abri a porta da sala e ouvi algumas vozes vindo da cozinha. Fui ate lá e encontrei minha mãe, Carmem, minha sogra e a enfermeira tomando café. Meu coração acelerou. Se Reneé estava aqui, isso significava que Isabella também estava, ou não?

– Boa noite — cumprimentei a todas.

– Que bom que chegou, filho — minha mãe disse sorrindo.

– Tudo bem? — perguntei intrigado e um pouco ansioso.

– Por que não vai ao quarto do Tony — Reneé disse.

– Por quê? Aconteceu alguma coisa? Ele piorou? — questionei sem esconder a preocupação latente em meu tom de voz.

– Sobe — minha mãe insistiu, com uma tranquilidade que me acalmou.

Saí da cozinha e subi as escadas. Abri a porta do quarto lentamente e entrei. Fitei a cama e não pude acreditar no que vi.

Anthony dormindo tranquilamente no colo de Isabella.

Aproximei e passei cuidadosamente minha mão sobre a testa dele. Sem febre. Olhei para minha esposa e fiquei ali, igual um idiota, observando-a.

Há quanto tempo eu não a via assim de perto?

Não resisti e acariciei cuidadosamente seu rosto com as costas da minha mão. Sentindo sob meus dedos, sua pele quente e macia. Sem que eu pudesse esperar, um sorriso surgiu em seus lábios e como reflexo, me vi sorrindo também.

Ah, como eu sentia a falta dela.

Puxei minha mão de volta, antes que a acordasse. Precisava sair dali, não era dessa forma que eu queria que ela me visse. Dei uma última olhada neles e saí do quarto, fechando a porta atrás de mim.

Desci as escadas, com a cabeça fervilhando, morrendo de vontade de voltar para aquele quarto.

– Viu? — ergui o rosto e encontrei minha mãe e Reneé na sala. Assenti, sem conseguir esconder a emoção.

– Eu sabia que assim que ela o visse ia se apegar novamente — minha sogra disse.

– Eu acho que está na hora de vocês conversarem — minha mãe opinou.

– Ela ainda precisa de tempo — contrapus.

– Eu concordo com sua mãe, Edward. Ela aceitar vir até aqui, já é um grande passo. Acho que agora as coisas vão melhorar — tentei um sorriso, mas eu duvidava disso. — O que foi? — Reneé perguntou. Respirei fundo.

– Eu tenho medo dela me afastar, de perdê-la definitivamente — respondi em um sussurro.

– Ela te ama, filho — minha mãe afirmou. — Você mesmo viu ela e o Tony abraçados. Eu tenho certeza que quando vocês se encontrarem, ela vai se encantar por você.

Era isso que eu queria acreditar, mas ainda existia a possibilidade dela se afastar ainda mais e eu não sabia como lidaria com isso caso acontecesse.

– Não é assim tão fácil. O relacionamento entre uma mãe e seus filhos, sendo de sangue ou não, é algo muito forte, não dá para comparar. Eu adoraria acreditar que ela se apaixonaria por mim, mas eu sei que pode não ser assim. Ela pode, inclusive, não gostar de mim. Foi assim quando nos conhecemos — comentei com um sorriso fraco. — Tenho que estar preparado para tudo.

– E como vai ser, Edward? Vai esperar a vida toda? — minha mãe questionou com seriedade.

– Eu espero que não demore tanto, mas não vai partir de mim. Essa decisão tem que ser dela. Não vou forçá-la a nada — determinei com segurança.

– Boa noite — uma voz forte soou pelo ambiente. Virei e dei de cara com meu pai.

O clima da sala mudou completamente, ficando tenso. Não podia mais continuar assim. Estava mais do que na hora de ter uma conversa séria com ele.

– Pai, podemos conversar? — pedi. Ele acenou e seguiu para o escritório.

– Boa sorte, querido — minha mãe desejou. Respirei fundo e fui atrás dele.

– O que você quer falar comigo, Edward? — perguntou ríspido, assim que eu fechei a porta.

– As coisas já estão difíceis o bastante para ficarmos com este clima.

– Você fez sua escolha, arque com ela — alegou com o semblante fechado. Tentei manter a calma. Brigar não ia adiantar de nada.

– O senhor mudou — acusei. Seus olhos alargaram de espanto.

– Do que está falando?

– O pai que eu me lembro na minha infância tinha como prioridade a família — seu corpo relaxou e ele suspirou resignado.

– Eu ainda penso assim.

– Não pensa, não. E sabe que isso é a mais pura verdade. Qual foi a última vez que você e minha mãe saíram em uma viagem ou apenas para jantar?

– Edward, a escritório precisa de mim neste momento, principalmente agora que você saiu de lá — apontou, a fim de me atingir.

– Porque você e Jasper estavam fora de si. Pensando em trabalho vinte e quarto horas por dia. Eu não ia fazer o mesmo! Minha família sempre vai ser minha prioridade e foi o senhor que me ensinou isso, mas parece que esqueceu.

– Não esqueci, Edward, mas na vida existem momentos que temos que aprender a priorizar algumas coisas sobre outras. Sua mãe entende isso e Alice também. Aposto que Isabella, sendo a pessoa prática, racional e fria que era, entenderia — senti meu corpo tencionar.

– Não fale nela no passado, Isabella ainda é minha mulher — respondi seco.

– Mas não lembra disso — disparou sem nenhum cuidado.

– E o senhor acha que eu não sei? — retruquei aborrecido, socando sua mesa. Minha reação pareceu despertar algo nele. Seu semblante suavizou, a máscara de homem frio e prepotente caiu.

– Eu sinto muito, Edward. Não pensei, eu só... — suspirou. — Eu só estou chateado com essa distância entre nós. Desde que tivemos aquela briga e você saiu do escritório...

– Fui despedido, o senhor quer dizer — acusei, cortando-o.

– Eu me arrependo profundamente de tudo o que disse aquele dia, Edward. Especialmente sobre Isabella. Só que você precisa entender que não é nada fácil quando seu filho, aquele que escolheu para sucedê-lo, chega e diz que quer trabalhar menos para ficar com a mulher.

– Se você acha que era isso que eu pedi, é porque realmente não estava me ouvindo — retruquei. — Tudo o que eu queria, era que o senhor compreendesse meu lado. Eu não estava, alias não estou, disposto a diminuir o tempo que eu dedico a minha família em nome do trabalho. Isso está fora de cogitação. E quer saber mais? Eu não sentia mais vontade e nem ânimo de continuar trabalhando lá. Faltava estimulo — meu pai pareceu ponderar minhas palavras.

– Você está feliz neste emprego?

– Estou, é onde eu realmente quero estar — ele assentiu, resignado.

– Filho, eu sei que não tenho direito de pedir qualquer coisa e que você está passando por um momento terrível, mas eu preciso de você. Nosso escritório precisa de você. Principalmente agora que seu irmão está tão envolvido com a gravidez da Alice. Não estou recriminando, ele deve mesmo fazer isso, só que eu preciso de ajuda. Tudo o que você me disse faz sentido, eu sei disso. Sua mãe não diz nada, mas eu vejo que também está chateada comigo e eu me sinto péssimo por negligenciar minha família. Vocês são tudo para mim, Edward — pensei por um instante em seu pedido. Me matar de trabalhar agora não seria tão ruim. Pensaria menos nos meus problemas e na falta que Isabella fazia.

– Olha, vamos fazer o seguinte: vou ajudar no que puder, podemos aproveitar essa semana que ainda estou de licença e adiantar algumas coisas, mas sem ter que sair do meu emprego e muito menos negligenciar meus filhos.

– Temos um acordo. Eu só não quero mais brigar com meu filho — sorri.

– Nem eu com o senhor, pai — garanti. Ele se levantou e deu a volta na mesa. Ficamos frente a frente.

– Eu tenho muito orgulho de você, Edward — disse, segurando meu rosto. Sorri emocionado. Era a primeira vez que ele dizia isso. — Eu só quero que saiba que eu te amo e sempre desejei sua felicidade.

– Eu sei, pai. Também te amo — ele sorriu e me abraçou, parecendo aliviado por finalmente conversarmos.

– Ela vai lembrar, filho — disse ao meu ouvido. Engoli em seco. — Sabe que nem sempre aprovei esse seu casamento e muito menos Isabella, mas vocês cresceram juntos e formaram uma família linda, isso não pode acabar assim.

– Obrigado, pai — agradeci, encarando-o.

– Obrigado você, por me lembrar do que realmente importa — assenti.

Era uma pena, no entanto, que a minha própria família estivesse despedaçada.

Bella POV

Antes que pudesse me dar conta, havia passado a noite na casa dos pais de Edward. Foi Anthony que me acordou, todo animado e o melhor, sem febre. Entretanto, minha maior surpresa aconteceu depois que saí do banheiro e encontrei uma linda bandeja recheada de comida sobre a cama. Anthony, empolgado, disse que havia ajudado a preparar. Agradeci e tomamos o café da manhã juntos. Nossa sintonia foi instantânea, e mesmo que eu nunca tenha gostado de crianças, me encantei por ele. Só que eu sabia que ser mãe era mais do que isso e tinha muito o que aprender.

Após o café da manhã, Anthony me puxou para fora do quarto. Senti meu corpo amolecer e o coração disparar.

E se ele estivesse aqui? O que eu faria? O que diria? E se eu não sentisse absolutamente nada por ele?

Antes que pudesse deixar o pânico me enlouquecer, minha mãe apareceu perguntando se eu queria ir embora. Concordei no mesmo instante. Tentando fugir daquela agonia que sentia por estar naquele lugar. Só que Anthony começou a chorar e pedir que eu não fosse, mas não podia ficar. Simplesmente não dava.

Prometi a ele que, se quisesse e o pai deixasse, podia ir passar o dia comigo no seguinte. Anthony concordou, não muito satisfeito por ter que esperar. Meu pequeno birrento.

No caminho para casa, pedi que fizéssemos uma parada. Era algo que não podia mais esperar, especialmente depois de conhecer Anthony.

Assim que vi aquele bebê lindo na incubadora me senti mal por ter sido tão insensível. Apesar de estar ganhando peso ainda era muito pequeno. Matthew Swan Cullen. Eu não podia pensar em um nome melhor, meu pequeno Matt. Observava seu rostinho enrugado, o cabelo da mesma cor que o meu. Quem sabe não tivesse os lindos olhos verdes da família Cullen. Seria a mistura perfeita.

– Como ele está indo? — perguntei para a enfermeira que estava ali, mexendo em uma mamadeira.

– Muito bem. Está crescendo como esperávamos — sorri, satisfeita.

Sentia uma ânsia de amamentá-lo ou pelo menos doar leite para ele, mas eu não tinha uma gota no meu seio. E de novo sentia aquela onda de culpa me cobrir. Se não tivesse sido tão teimosa depois do acidente, talvez eu pudesse ajudar o meu bebê e Anthony não teria ficado doente.

Como pude ser tão egoísta?

– Seu marido esteve aqui ontem — a enfermeira comentou, fazendo com que me focasse nela novamente.

– Ele vem sempre aqui? — perguntei interessada.

– Praticamente todos os dias — sorri ao ouvir aquilo. Ele se importava com nosso filho.

– A senhora tem muita sorte — a voz da enfermeira me tirou mais uma vez do transe. Era impressão minha ou sua voz demostrava certa inveja? Estreitei meus olhos e a encarei.

– Eu sei — respondi altiva, ela sorriu cinicamente.

Sem saber bem o porquê, aquilo me irritou. E muito.

Será que estava interessada no meu marido? Teria dado em cima dele? E ele, será que correspondeu?

Merda! O que era isso? Eu estava com ciúmes? Não, não podia ser. Eu sequer o conhecia. Suspirei. Ainda assim, era inegável o quanto eu o admirava.

Isso seria o bastante para ficarmos juntos? Para formarmos uma família?

Não fazia ideia. Essa situação estava me deixando cada dia mais perdida e confusa. Sabia que estava na hora de conhecê-lo, e algo mais forte me dizia que eu precisava fazer isso. Só que ao mesmo tempo, eu tinha medo, muito medo.

Notas finais
O que acharam? Edward está certo em dar o tempo que Isabella precisar ou acreditam que ele deveria se impor? Isabella cada vez mais confusa em relação ao Edward. Ela quer encontrá-lo e ao mesmo tempo não quer. Ao menos ela já demonstrou que o admira. É um começo *0* Beijos e até o próximo!