Uneven Odds
25 Capítulo 18 - Memórias - Parte 3
Notas iniciais
Edward POV
Michael e eu ficamos nos encaramos como se estivéssemos prontos para pular um no pescoço do outro. Era visível o ódio que ambos sentíamos. Em pensar que um dia considerei esse homem um amigo confiável. Como fui tolo. Ao invés disso estava tramando nas minhas costas.
– Como ela está? — foi o primeiro a falar.
– Não acho que a saúde de Isabella lhe diga respeito — respondi seco, cruzando os braços.
– Edward, eu não quero brigar, só quero saber o que o médico disse — ponderou. Parecia se esforçar e muito para falar o mais pacificamente possível.
– Ela está bem. Desmaiou porque está recuperando a memória — fui sucinto. Seus olhos perderam o foco e ele acenou de forma automática. — Era só isso? Pronto. Agora pode ir — disse, apontando a porta. Ele me ignorou e perguntou:
– Lembra quando nos conhecemos? Eu cheguei a pensar que seriamos grandes amigos.
– Não fui que estraguei tudo, Michael — rebati.
– Eu sei. Cometi um erro — assumiu, encarando qualquer coisa menos a mim.
– O que você fez foi muito mais do que isso — desdenhei. — Você traiu minha confiança. Pedi que se aproximasse dela para me ajudar e ao invés disso...
– Eu me apaixonei, Edward — justificou e eu bufei, apontando o dedo em sua cara.
– Você é um desgraçado! Incentivou que eu fosse atrás dela só para pegá-la na cama com você! — acusei, colocando toda minha raiva para fora.
– Cada um joga com as armas que tem. Eu a queria e você era minha única ameaça.
– Nessa desculpa eu não caio, Michael.
– Mas é a verdade. Eu fui sincero com você, ia me aproximar dela e ajudá-lo, só que depois que a conheci foi impossível não me envolver. Isabella era essa mulher linda, independente, divertida. Sabia que você estava apaixonado e seria capaz de qualquer coisa, que era questão de dias até você ir atrás dela. A única forma que encontrei para afastar você foi essa. Só que eu estava cego! Não vi como ela podia ser manipuladora e...
– Você não parecia achar isso quando a encontrei nos seus braços hoje, ao contrário, diria que se importa demais com ela — contestei irritado.
– Eu a amo, Edward, isso não passa de um dia para o outro, mas ainda assim não é o suficiente para que eu continue ignorando que eu só fui um brinquedo na mão dela, assim como você — apontou friamente. Em reflexo, estreitei meus olhos.
– Do que está falando? — perguntei exigente, me aproximando. Ele suspirou, e deu um passo para trás.
– Ela sabia que éramos amigos — senti meu corpo congelar no lugar.
– Quando os peguei na cama... — sussurrei desnorteado. Não querendo acreditar nessa hipótese.
– Não! — negou, tirando todo o peso que estava sentindo. Onde ele queria chegar então?– Foi cerca de dois meses depois, quando eu a peguei olhando uma foto da nossa turma, sem nem me tocar que você estava lá — Michael sorriu com tristeza e sacudiu a cabeça. — Na época achei que fosse por minha causa. Estava tão apaixonado que não via a um palmo do nariz — condenou-se. — Ela não fez perguntas, mas após um mês, terminou tudo comigo e avisou que ia voltar para casa. Eu a pressionei e ela contou que estava apaixonada por você. Tentei dissuadi-la, dizendo que isso nunca daria certo, que vocês eram muito diferentes, mas ela não me ouviu. Ela nunca ouve ninguém. Só que eu estava certo — afirmou com segurança.
Olhei para ele com a sobrancelha arqueada, intrigado em como essa história ia terminar e onde ele estaria certo. Afinal, Isabella havia voltado por minha causa.
– Assim que voltamos a trabalhar juntos à poucos meses, Isabella passou a dar em cima de mim deliberadamente, mas eu era cego o bastante para não enxergar que suas atenções e carinho eram sempre destinados quando ela sabia que você estaria por perto. Isabella estava brincando conosco. Se divertindo as nossas custas. Essa história de família feliz nunca daria certo para ela. Isabella sempre foi uma alma livre, Edward. Ela gosta de adrenalina, da emoção da conquista, de flertar, provocar, se divertir. Por isso me usou para fazer ciúmes em você e fez o mesmo comigo. Para ela tudo não passa de um jogo.
– Michael, por favor... — pedi sem paciência, passando a mão pela testa.
– Edward, não seja cego como eu fui. Isabella sabe como manipular uma pessoa. Ela pode parecer diferente agora, mas no fundo é a mesma mulher egoísta e fria. É isso que deseja em uma esposa? Que ela dê em cima de outro na sua frente? Ou vai esperar encontrá-la na cama com outro homem para tomar uma atitude... — segurei-o pelo colarinho empurrando seu corpo contra a parede antes que terminasse.
– Cala a boca! Você não a conhece — acusei, apertando mais minha mão contra seu pescoço. Michael tossiu.
– Quem não a conhece... é você — rebateu com a voz falhando. Grunhi e o joguei no chão.
– Vá embora. Saía daqui! — ordenei, indicando a porta. Ele colocou a mão no pescoço e se levantou, arrumando sua camisa.
– Eu vou, não tenho mais nada o que fazer aqui, mas insisto que pense no que eu disse, Edward — aconselhou antes de sair da minha vista e disparar pela porta.
Coloquei as mãos no rosto, encostando meu quadril contra o sofá.
– Senhor? — levantei o olhar e encontrei Irina me observando com preocupação. — Está tudo bem?
– Não, Irina, não está — respondi rispidamente.
Michael era um desgraçado, mas estava certo em muitas coisas. Inclusive o que eu mesmo sempre neguei a enxergar. Não podia continuar ali. Precisava colocar minha cabeça em ordem.
– Tem algo que possa fazer? — ofereceu solicita. Suspirei.
– Por favor, prepare o almoço e leve para eles lá em cima. Algo leve para Isabella, uma canja ou sopa — ela assentiu.
– E para o senhor?
– Eu não quero nada — disse passando por ela e seguindo até a porta da sala. — Vou precisar sair, se acontecer qualquer coisa ligue para meu celular na mesma hora e por favor, cuide de Isabella.
– Sim, senhor.
Foi a última coisa que ouvi antes de bater a porta atrás de mim.
Bella POV
– Ele não disse onde ia? — perguntei sentindo certa aflição com a saída repentina de Edward.
– Não, senhora, mas ele parecia aborrecido com algo, especialmente depois da discussão que teve com o senhor Baum — meu rosto ficou lívido.
– Michael ainda estava aqui?
– Sim, ele queria falar com o senhor Cullen antes de ir embora — se antes eu estava aflita, agora me sentia desesperada.
– Você... você chegou a ouvir alguma coisa? — ela negou.
– Estava na lavanderia e só escutei quando o senhor Cullen o expulsou de casa.
Isso não era bom. Nada bom.
– Obrigada, Irina. E por favor, pode levar a comida, não estou com fome — dispensei, ela arregalou os olhos.
– Mas a senhora deve comer, está fraca. Precisa se alimentar — insistiu.
– Estou enjoada agora, se comer, passarei mal, por favor — pedi mais uma vez e ela acenou, levando a bandeja consigo.
Encolhi na cama praticamente entrando em pânico. Olhei meu celular e pensei em ligar para Edward. Não. Talvez ele quisesse ficar sozinho.
O que Michael poderia ter dito para ele? Algo do nosso passado?
Não. Não. Não. Justo agora que tudo parecia se encaixar, que Edward queria o mesmo que eu, que iriamos recomeçar.
Deitei a cabeça no travesseiro. Exausta.
As imagens da briga antes do acidente ainda claras na minha mente. Edward me machucou profundamente com suas palavras, mas o que eu fiz era imperdoável. Usar uma pessoa inocente para chamar a atenção do meu marido era nojento e injustificável. Tinha esperança de Alice estar errada sobre esse meu comportamento reprovável, de não ter sido capaz de algo tão egoísta, só que foi tudo em vão. Havia usado Michael de uma forma vil e gerado todo aquele transtorno com Edward. E ele ainda se culpava. Como pude ser tão mesquinha e cruel? Eles foram amigos e Edward nem fazia ideia que eu sabia.
Por que será que nunca me disse? Será que foi por isso que escolhi Michael? Que outros segredos nós mantínhamos um do outro?
A lembrança desagradável do meu aborto e da atitude de Jacob veio a minha mente. Outra coisa que Edward provavelmente não sabia. Se soubesse, teria matado Jacob. Fechei os olhos, querendo esquecer a dor física e emocional que ainda me atormentava. Coloquei a mão no ventre e a tirei com a mesma rapidez. Não queria pensar nisso. Não agora.
– Mamãe — virei para a porta e encontrei Anthony.
Havia pedido que minha mãe descesse com ele para almoçar, não queria que comesse aqui no quarto para evitar uma bagunça. Estava feliz por ter voltado. Ele era o que eu precisava, o bálsamo para uma dor que eu ainda não sabia como lidar.
– Entra, filho — pedi e ele veio correndo, pulando na cama e se deitando ao meu lado.
– Você tá melhor? — perguntou com o semblante preocupado. Sorri, tentando esconder toda minha angustia.
– Sim, você está cuidando muito bem de mim — respondi alisando seu cabelo. Ele sorriu, satisfeito.
– Onde está o papai?
– Precisou sair, mas ele volta logo, ok? — afirmei, sem saber se era verdade ou não. Seu rostinho ficou triste. — O que foi, meu bem? — questionei, trazendo ele para meus braços.
– Queria morar aqui de novo, com você e o papai — murmurou baixinho.
Gostaria de poder dizer que era o que ia acontecer, mas depois da saída de Edward e da sua discussão com Michael, meus planos pareciam longe de serem realizados.
Quem me salvou dessa situação foi minha mãe.
Ela apareceu bem na hora e me ajudou a distrair Anthony, mesmo assim percebia que meu filho não estava muito animado. Ele queria a família dele de volta e eu não sabia mais como explicar a situação. Edward era um verdadeiro herói por ter conseguido entreter e cuidar do nosso filho na minha ausência. Respeitava e admirava cada dia mais suas ações. Só queria ter a oportunidade de dizer isso pessoalmente.
**
Senti seus lábios no topo da minha cabeça e suas mãos circularem meu corpo. Soltei um suspiro e aos poucos fui despertando, pedindo que aquela sensação não fosse um sonho. Abri os olhos e sorri ao encontrar Edward deitado ao meu lado na cama. Por um momento, vislumbrei se tudo não tinha passado de um pesadelo, mas seu rosto cansado e abatido demostravam que tinha sido real.
– Como está se sentindo? — perguntou, afagando meu rosto com uma mão e a com a outra meus cabelos.
– Bem — respondi com a voz um pouco rouca, resultado do meu recente despertar. Sentia como se houvesse dormido por horas. — Onde você estava? — questionei finalmente.
– Precisei dar uma volta. Desculpe ter saído sem avisar — pediu logo em seguida.
– Irina me contou que você discutiu com Michael — comentei. Seu rosto tencionou e ele blasfemou antes de completar:
– Ela não tinha nada que preocupá-la — rebateu entredentes.
– Fui eu que perguntei e... — Edward apontou para Anthony, que dormia do outro lado da cama.
– Não vamos falar mais disso, Isabella. Acabou — estreitei meus olhos.
– Assim? Sem me explicar nada? — ele sorriu, brincando com uma mecha do meu cabelo.
– Quando for a hora certa, conversaremos sobre o assunto. Não agora — bufei.
– Por que não?
– Primeiro porque você passou mal — ia contestar quando ele colocou um dedo sobre minha boca — E segundo, porque eu preciso de um momento para curtir minha família. Sem passado. Sem conversas. Só nós.
Ele tirou o dedo dos meus lábios e permaneci calada, contra isso não podia argumentar, mas ainda assim havia algo que eu precisava saber.
– Só me diz uma coisa e não pergunto mais nada — ele me observou.
– O que é?
– Estamos bem? Eu e você? — um sorriso lento começou a se desenhar em seu rosto, fazendo com que todos os meus temores sumissem.
– Estamos, Süsse — respondeu e inclinou para me dar um beijo delicado. Eu nunca me cansaria de ouvir ele me chamando assim. Não conseguia entender porque havia ficado brava quando me deu o apelido. Era tão gostoso de ouvir. — Mais alguma coisa? — perguntou se afastando e eu neguei, respirando aliviada. Voltei a deitar de lado com Edward nas minhas costas e Anthony na minha frente. Sentia-me protegida assim.
O que quer que tenha acontecido entre Michael e Edward não havia afetado em nada nossa relação e era isso que importava. Podia até mesmo dizer que o sentia mais relaxado e...
Ah, não!
Arregalei os olhos e meu corpo tencionou com a hipótese que minha mente arrumou para tal calma.
– Você quase matou o Michael como fez com Jacob na semana passada? — a pergunta saiu antes que pudesse evitar. Senti sua risada na minha nuca.
– Confesso que vontade não faltou, mas agora que entendi o que ele passou, tenho mais pena do que raiva — virei o rosto confusa. Edward beijou meus lábios mais uma vez. — Não vou dizer mais nada. Não quero pensar em mais nada agora — afirmou enterrando a cabeça no meu pescoço e me apertando em seus braços.
Pensei em retrucar, mas eu devia isso a ele. Um pouco de paz. Foi então que me lembrei. Se era sua família que Edward queria, não havia momento melhor para fazer um pedido especial. Sorri.
– Edward? — chamei, enquanto brincava com sua mão sobre meu corpo.
– Fala — disse, beijando meu ombro e passeando seus dedos pela minha cintura e barriga, quase me distraindo do assunto. Girei o corpo e ele colocou o cotovelo sobre o travesseiro, apoiando a cabeça com a mão.
– Tem algo que quero pedir para você — comecei timidamente, olhando para ele por cima dos meus cílios.
– Pode dizer, se estiver ao meu alcance — garantiu, segurando meu queixo com a mão livre e acariciando meus lábios com o polegar.
– Está sim, na verdade, só depende de você — respondi, deixando-o intrigado.
Peguei sua mão e voltei a deixá-la sobre minha cintura. Edward parecia vidrado em meus movimentos. Sorri sapeca, aproximando ainda mais dele e sussurrei no seu ouvido:
– Volta para casa? — Edward inclinou para trás e olhou para mim como se não acreditasse no que tinha ouvido.
– É sério? — assenti.
– Eu te disse, eu quero uma vida ao seu lado. Não faz sentido ficar esperando mais temp... — senti seus lábios nos meus antes que pudesse completar. Doces. Ternos. Famintos. Apertei meu corpo contra o seu tentando sanar um calor latente que sentia. Soltei um gemido que fez com que nos separássemos e olhássemos para Anthony, que ainda dormia. Precisava me segurar ou seria capaz de uma loucura.
– Você nunca para de me surpreender — Edward sussurrou, beijando meu pescoço. Ri, voltando a encará-lo.
– Então sua resposta é sim? — ele me encarou incrédulo.
– Tem alguma dúvida? — rebateu. Neguei, beijando seus lábios mais uma vez.
– Não, nenhuma — respondi, deitando sobre seu peito. Edward afagou minhas costas.
– Se não estivesse tão bom aqui, já estaria à caminho para pegar minhas coisas — murmurou, me fazendo sorrir.
– Você tem muitas roupas aqui, não precisa ter pressa e acho que pode passar um dia sem seu computador — completei, não querendo que ele saísse dali.
– É, tem razão — concordou, sem parar de passear os dedos em toda a minha coluna. — Amanhã, antes de irmos para o hospital podemos passar no hotel e pegar tudo — franzi o cenho e ergui o rosto.
– Hotel? — ele olhou para Anthony e depois de volta para mim.
– É — confirmou cabisbaixo. — Discuti com meu pai ontem e saí de casa — sua resposta me deixou boquiaberta. Era por isso que tinha aparecido na noite passada com Anthony.
– Por que vocês discutiram? — deixei minha curiosidade falar mais alto. Edward suspirou.
– Ele se tornou um viciado em trabalho, não aceita que ninguém o contradiga. Cansei de tentar colocar algum bom senso na sua cabeça — confessou aborrecido, em um tom baixo e amargurado.
Era visível o quanto isso o fazia sofrer. E se isso não fosse o bastante ainda tinha toda a situação que passou hoje, e do que vinha passando desde que sofri o acidente. De repente senti uma agonia pelo sofrimento que havia infringido a ele, direta ou indiretamente, todo esse tempo. Olhei para Edward incapaz de dizer qualquer coisa.
– Não quero que sinta pena de mim — pediu, levando sua mão ao meu rosto. Arregalei os olhos com sua suposição.
– Pena? Não. O que eu sinto por você não é nada próximo de pena. É compaixão, admiração. Eu não sei se seria capaz de passar por tudo o que você está passando. Céus, e ainda dou mais trabalho para você, mais preocupações.
– Não diga isso — pediu, passando o dedo pelo minha face.
– Como não? E o que você passou hoje? Todo esse estresse depois do que aconteceu ontem com seu pai. Você devia ter me dito e ficado aqui! Essa é sua casa também.
– Eu não queria forçar nada, Isabella — explicou, sacudi a cabeça.
– Sempre pensando em mim antes de você — acusei insatisfeita, como se fosse algo recorrente, então voltei a encará-lo. — Quero que saiba que isso acaba aqui, Edward — seus olhos arregalaram, ansiosos e assustados. — Nada mais de segredos. Você pode achar que é de ferro, mas não é. Além do mais, não está sozinho. Sou sua esposa e quero ser sua companheira. Estou aqui para enfrentar tudo isso ao seu lado. Estamos entendidos? — exigi decidida, com uma determinação que até agora estava adormecida. Aos poucos sua expressão foi suavizando e ele finalmente sorriu, me puxando para seu colo, ao sentar na cama.
– Perfeitamente, amor. Sem mais segredos — prometeu antes de me beijar novamente.
Deixei minhas mãos subirem pela sua nuca e puxarem de leve seus cabelos. Edward gemeu baixinho e eu sorri satisfeita, sem separar nossos lábios. Não estava alheia ao fato de ter me chamado de amor e muito menos o modo delicado e apaixonado com que me beijava, mas ao invés de perder tempo com conjecturas e pensamentos que só serviriam para esquentar minha cabeça, deixei me levar e esqueci tudo ao nosso redor. Absolutamente tudo.
– Vocês tão namorando de novo?
Afastei de Edward como se levasse um choque. Ele, no entanto, nem parecia alarmado com a intromissão de nosso filho, ao contrário, sorria como um idiota conforme virava para encarar Anthony, que olhava interessado para nós dois.
– O que acha, Süsse? Contamos para ele? — Edward perguntou chamando minha atenção. Anthony parecia tão feliz, que meu desconforto sumiu na hora.
– Conta você — pedi. Edward sorriu e voltou a olhar nosso filho.
– Vamos voltar para casa, rapaz!
Anthony olhou para o pai e depois para mim. Sorri com sua expressão. Ele riu e começou a saltar na cama.
– Anthony! Sem pular na cama — Edward o repreendeu, mas nem isso diminuiu a animação dele. Anthony veio para cima de nós e pulou no peito do pai.
– Vamos voltar? Mesmo? — Edward assentiu o abraçando.
– Você, papai, eu e Matt vamos ficar juntos agora — afirmei, bagunçando seu cabelo. Ele me encarou.
– Matt também? — perguntou fazendo uma careta. Edward olhou para mim e colocou o dedo sobre a boca, escondendo um sorriso divertido.
– Sim, Matt também e não faça essa cara — adverti.
Anthony assentiu de mal gosto, mas logo voltou a rir. Estava feliz demais para ficar com ciúmes. Filme. Jogos. Lanches. Falava sem parar enquanto eu voltava a deitar sobre o peito de Edward. Ele afagava minhas costas e eu me divertia com os planos dos dois sobre o que faríamos para nossa primeira noite juntos depois de tanto tempo.
Tudo ficaria ainda melhor no dia seguinte quando fôssemos buscar Matthew.
Nossa família estaria completa.
Finalmente.
Fale com o autor