Undisclosed Desires in your Heart !
15 Uma visita inesperada
Notas iniciais
Terça- feira, 20 de Outubro de 2015:
Acordei dando graças por a ótima noite de sono e por saber que teria um pouco de tempo livre no período da noite. Ia poder assistir minhas séries enquanto comia várias besteiras. Antes disso, obviamente teria que ir a escola e cumprir minhas tarefas de casa. Mas a alegria de saber que teria uma noite tranquila me fez sentir-se bem. Uma noite sem Jason ou Brian me irritando e confundindo minha mente parecia uma dádiva. Senti-me disposta e logo me aprontei para mais um dia de aula.
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Passei boa parte do intervalo na sala com Lily, conversando e comendo. Mas me sentindo um pouco culpada por não ter ido ver Jason mais uma vez. Até pensei em ir ao jardim vê-lo, afinal mesmo ele me confundindo e irritando, já tinha uma semana seguida que eu o deixava esperando lá sem ao menos avisar que não iria mais vê-lo naquele lugar, era insensível demais até pra mim. Ele já havia ficado plantado esperando por tempo suficiente. Ainda dava tempo de ir ao menos dizer um oi e avisar que não iria mais ao jardim encontrá-lo. Mas não queria e não estava com vontade de deixar Lily sozinha só para isso. Mas também não diria isso por mensagem, pois decidi não responder a nenhuma mensagem dele depois do boliche. Ele mandou várias, e ignorei todas.
— Está inquieta hoje — Lily disse cortando meus pensamentos — Está tudo bem?
— Sim, não se preocupe — respondi dando um sorriso — Só estou um pouco distraída.
— Distraída pensando em quê? Ou em quem? — ela falou com um olhar sugestivo.
— Deixe de ser boba.
— Então o que foi?
— Bom — hesitei antes de falar, pois tinha medo do que ela ia pensar- É que lembra aquele dia que seu irmão nos encontrou lá no jardim?
— Sim, e o que tem isso Nath?
— Antes de te conhecer, eu havia combinado de encontrá-lo todos os dias lá. E já faz uma semana que não vou, mas também não falei pra ele que não deve mais me esperar. Minha consciência está me deixando inquieta.
— Por que não vai lá agora avisá-lo? Ainda dá tempo!
— E você não vai se sentir sozinha?
— Já sou grandinha né Nath — ela riu — Pare de me usar como desculpa para adiar fazer algo que você precisa.
— Okay — respondi e me levantei, começando a caminhar em direção ao jardim.
Caminhei rápido, pois só faltavam 10 min para o intervalo acabar. Cheguei ao jardim, e de longe vi Jason recostado à árvore. Mas ao me aproximar vi que havia alguém ao lado dele. Era Hanna. Eles estavam rindo, emanando uma aura tão bonita ao redor deles. Dei meia volta em direção à sala antes que eles me vissem.
Eu sou mesmo uma ingênua. Eu estava preocupada em deixar Jason sozinho, mas ele estava muito bem acompanhado. Culpando-me por deixá-lo plantado, afinal ele havia sido gentil comigo e até me dado chocolate, mas acho que ele nem lembra mais que havia combinado de se encontrar comigo. Pelo menos isso me livraria de ter que falar com ele e dar explicações do porque não iria mais vê-lo. Seria difícil explicar algo que nem eu entendo realmente o por que. Só sei que é melhor assim e que estou me protegendo. Assim que chego a minha sala, sento no meu calor e permaneço quieta.
— Hey — Lily diz encostando em meu ombro e me fazendo virar para olha-la — Como foi?
— Nem precisei dizer nada. Ele estava bem acompanhado — respondi com ironia.
— Isso é bom. Mas você parece estar incomodada.
— Eu estou ótima. E daqui pra frente ficarei ainda melhor.
O sinal indicando o fim do intervalo tocou e voltei minha atenção à aula. Preocupar-me como coitadinho do Jason? Não mais.
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Cheguei em casa, coloquei um mini short e uma blusa vermelha decotada e fui limpar a casa enquanto ouvia música. Quando terminei já eram 18 h e tinha que fazer a janta. Decidi rapidamente que faria lasanha. Então, depois de refogar a carne moída, preparar o molho e montar a lasanha na forma, coloquei a lasanha no forno para assar por 30 min. Quando a lasanha ficou pronta, eram 19 h e minha mãe chegou em casa.
— Escolha interessante para o jantar de hoje — ela disse assim que entrou na cozinha.
— Chegou mais cedo hoje hein, que surpresa!
— Algum problema?
— Nenhum — respondi com certo sarcasmo — Mas se me dá licença, vou colocar a comida na mesa.
— Eu ajudo — ela respondeu e eu achei estranho, mas aceitei a ajuda de bom grado.
Assim que terminamos e eu ia sentar pra comer, a campainha tocou.
— Está esperando visitas essa noite mãe?
— Eu não. Vá logo atender pra saber quem é que aparece na casa dos outros a essa hora da noite sem ser convidado — ela respondeu parecendo impaciente.
Então caminhei rapidamente até a porta, pois estava curiosa pra saber quem era. E quando abri a porta e saí, minha surpresa foi tanta que até pisquei os olhos algumas vezes pra ter certeza do que via.
— Boa Noite Nath.
— O que faz aqui Jason? — perguntei enquanto olhava pra ele, que estava usando uma roupa social que ficava perfeita nele. Bem casual e estiloso, mesmo a roupa sendo social.
— Nossa, que direta! Nem respondeu ao boa noite — ele respondeu e riu.
— Responda minha pergunta — falei com firmeza e cruzei os braços.
— Posso entrar primeiro? — ele disse olhando pra dentro de minha casa por entre a porta aberta atrás de mim.
— Não.
— Okay moça carrancuda. Já faz uma semana que você não vai ao ponto de encontro, e mal conseguimos conversar ontem, pois Brian interrompeu. Então vim aqui pra te chamar pra jantar comigo — ele falou com aquele sorriso brilhante.
— E você acha que é só vir aqui me chamar, que eu vou correndo sair com você?- falei com um tom ríspido.
— Não. Mas eu posso ser bem insistente — ele disse e empurrou a porta, entrando e caminhando em direção a sala.
— Jason, espera! Minha mãe está em casa, não entre assim! — falei usando o tom mais baixo que podia enquanto tentava alcança-lo.
— Não tem problemas, traga ela até aqui — ele disse se sentando no sofá — Só saio depois de ao menos cumprimenta-la.
— Você me dá nos nervos garoto! — falei já com a cara emburrada — Eu não vou--
— Nathalie, quem está aí? — minha mãe perguntou cortando minhas palavras enquanto entrava na sala — Ah, Oi. Qual seu nome mesmo garoto?
— Jason. Boa noite senhora Montgomery. Desculpe-me por aparecer sem ser convidado.
— Hum — ela o olhou, medindo-o dos pés a cabeça — Tudo bem. Mas o que você veio fazer aqui?
— Nada importante, não é mesmo? — falei olhando nos olhos dele, tentando intimida-lo — Ele já está de saída mãe.
— Nada disso — ele virou-se em direção a minha mãe — Eu vim aqui para pedir que a senhora deixe sua filha ir jantar comigo essa noite.
— Por que ela não pediu pra mim então? — minha mãe perguntou olhando pra mim — Hein Nathalie?
— Eu- tentei responder, mas Jason me cortou.
— Ela ficou com medo de a senhora não deixar, senhora Montgomery. Por favor, deixa-a ir comigo e eu a trago de volta.
— Jason, fique aí quietinho. Mãe, eu posso explicar, é que — e mais uma vez fui cortada por minha mãe, ninguém queria me deixar falar.
— Se for ficar me amolando, nem precisa. Poupe-nos disso, eu a deixo ir — ela falou olhando pra. Mim e depois Jason.
— Obrigada senhora Montgomery — Jason agradeceu com um sorriso que brilhava de orelha a orelha.
— Mas --
— Agora, se me dão licença, eu vou jantar — ela disse indo em direção à cozinha, mas parou na porta e virou-se mirando Jason — Voltem até meia noite — então ela foi para a cozinha.
— Você é um ridículo! — falei jogando uma almofada nele.
— Mas um ridículo esperto que conseguiu o que queria — ele riu maliciosamente- Mas enfim, você não deveria ir logo se arrumar? Ou vai ir assim?- ele disse me medindo da cabeça aos pés com um olhar voraz.
— Algum problema com minha roupa? — falei e só depois de pronunciar as palavras me dei conta de que estava com um short extremamente curto e uma blusa muito decotada na frente de Jason. Minhas bochechas ficaram vermelhas automaticamente.
— Nenhum — ele continuava com aquele olhar que até me fez arrepiar-se.
— Pensando bem, vou subir pra tomar um banho e me arrumar.
— Okay... Eu fico esperando aqui mesmo?
— Acho melhor não, não quero que minha mãe venha aqui conversar com você — o olhei e tive uma ideia de onde levá-lo, mesmo sendo um pouco imprudente — Você vai esperar no meu quarto. Acompanhe-me.
— Certo.
Então subimos a escada, passamos pelo corredor e chegamos no quarto.
— Pode entrar.
— Uau! — ele disse ao entrar no quarto.
— Que reação engraçada — falei e ri, esquecendo completamente que estava brava — Pode sentar na cama.
— Certeza? Seu quarto é tão lindo e organizado que dá medo de encostar em algo e estragar isso!
— Deixe de ser bobo Jason — eu ri mais uma vez — Sente-se logo.
— Okay — ele sentou-se — Gostei do colchão, bem confortável.
— Uhun — falei indo em direção ao meu guarda roupa — Vou escolher uma roupa. Mas preciso saber a que tipo de restaurante nós vamos pra escolher a roupa certa.
— Hummm, era uma surpresa — ele pareceu hesitar- Vamos ao Bracia Parrila.
— Uau! Como conseguiu uma reserva lá?
— Tenho meus contatos — ele deu uma risadinha e sorriu — Mas temos que estar lá até 20h e 30.
— Então vou me apressar.
Separei um vestido tomara que caía vermelho que ficava um pouco acima dos joelhos e tinha seu próprio bojo, evitando assim que as alças do sutiã ficassem a mostra.
— Bom você deve estar se pergunta para onde vai essa porta aqui perto do guarda roupa, e a resposta é que tenho meu próprio banheiro. Então, estou perto. Qualquer coisa é só falar um pouco alto. Mas se comporte bem.
— Pode deixar Nath — ele disse fingindo bater continência e nós rimos.
Entrei no banheiro e deixei a porta apenas encostada, entre aberta. Não gostava de tomar banho com a porta trancada. E não tinha por que me preocupar com Jason entrando, sabia que ele me respeitava demais pra isso.
Tomei um banho rápido, demorando apenas 15 min, afinal não tinha porque demorar muito tempo. Minhas pernas estavam perfeitamente depiladas, então podia usar o vestido sem me preocupar. E tinha que me vestir rápido, pois não daria tempo de chegar no horário da reserva do restaurante.
Então coloquei minha roupa íntima e o vestido. Passei uma maquiagem básica, apenas uma base, lápis, rímel, batom e uma sombra dourada esfumaçada com marrom. Ficou bem básico. Molhei os cachos, os arrumei e passei creme pra finalizar, dando brilho e maciez ao cabelo. Coloquei um arquinho preto bem fino e discreto para separar o cabelo e a franja. Estava quase pronta. Faltava escolher um colar, um brinco e passar creme no corpo, e então colocar um salto. Saí do banheiro descalça. Fiquei constrangida ao ver os olhos de Jason se dilatarem e sua boca formar um "O", indicando um choque.
— Uau! — ele suspirou — Você está incrivelmente linda!
— Não exagere, mas obrigada — respondi tentando segurar o sorriso que queria abrir e fui até o guarda roupa procurar o que faltava.
— Não é exagero, é a verdade — ele se aproximou de mim — O que falta você fazer?
— Faltam algumas coisas — vi um brinco preto e um de prata que tinha a letra N e os segurei na mão — Por exemplo, colocar esses acessórios — falei colocando o brinco e em seguida tentando colocar o colar, mas em vão.
— Posso ajudar? — Jason disse, se aproximando mais e ficando em minha frente.
— Não.
— Deixe de ser teimosa. Me entregue o colar — eu relutei mas ele pegou o colar de minha mão- Agora por favor vire-se de costas e segure o cabelo.
— Okay, seu chato — falei e fiz exatamente como ele pediu — E agora?
— Aguarde — ele disse e então senti a prata fria encostar em mim, e em seguida senti as mãos quentes e macias dele tocarem minha nuca enquanto ele fechava o colar — Pronto.
— Obrigada — falei e sorri timidamente.
Então peguei o creme e fui em direção a cama, enquanto Jason veio atrás e sentou-se nela novamente. Ainda em pé, coloquei um pouco de creme nas mãos, apoiei a perna esquerda na cama e passei o creme lentamente nela. Em seguida, fiz o mesmo com a perna direita.
— Pronto — falei virando-me em direção ao Jason — Agora falta escolher uma bolsa e uma sandália.
— Okay, mas você não tem juízo hein garota! — ele disse colocando a mão na cabeça.
— Eu? Por quê?
— Você tem noção de que o que você acabou de fazer chega a ser sensual, ainda mais tendo pernas tão bonitas? — ele disse e começou a agita-la em sinal de desaprovação — Se fosse outro cara já tinha te atacado. Você quer me deixar louco!
— Hey — falei me virando rapidamente e indo escolher uma sandália para que ele não visse como eu provavelmente estava com o rosto vermelho, ardendo de tanta vergonha- Não exagere. E se você fica louco, é por que é pervertido.
— Pervertido não!
— Sim.
— Não.
— Não importa — falei escolhendo uma sandália preta com um salto de 10 cm e segurando-a na mão enquanto procurava uma bolsa — Que horas são agora?
— Faltam 5 min pra 20 h.
— Ainda dá tempo de chegar ao restaurante? — falei achando uma bolsa de mão com tecido externo preto e de seda — É meio longe de ônibus, não?
— Não vamos de ônibus — ele sorriu quando sentei ao lado dele para colocar a sandália — Eu pedi ao motorista da minha família que nos levasse. Vai ser rápido de carro.
— Motorista de família?
— Sim. Depois que se casou com minha mãe, meu pai tomou jeito na vida e ganhou muito dinheiro. Então temos nosso próprio motorista.
— Uau — falei e coloquei a sandália, que ficou ótima e destacou minhas unhas do pé perfeitamente pintadas — Só vou ajeitar a bolsa e já vamos.
— Tudo bem — ele respondeu num tom calmo enquanto eu colocava meu celular, meu rg e o batom na bolsa.
— Agora estou pronta, vamos.
— Está linda. Dê-me seu braço — ele disse e então entrelaçamos nossos braços, e seguimos corredor a fora.
Descemos as escadas e minha mãe estava nos olhando com uma expressão facial que não consegui entender.
— Está linda filha — ela disse sorrindo — Mas cuidado, tenha juízo — ela fez uma expressão séria e severa — E voltem no horário.
— Pode deixar mãe — falei dando um beijo no rosto dela.
— Confie em mim senhora Montgomery. Não vai se arrepender — ele disse esticando a mão para cumprimentar minha mãe.
— Veremos- ela pegou na mão dele e depois de se cumprimentarem, eu e Jason saímos.
— É aquele carro ali — Jason disse olhando para uma limusine preta estacionada do outro lado da calçada.
— Uau! Que carro discreto! — falei entre risos.
— Com certeza!
Caminhamos até o carro, e Jason abriu a porta para eu entrar.
— Obrigada, mas não precisava — falei, sentando-me no carro.
— Apenas relaxa e aproveite — ele disse, deu a volta e sentou-se do outro lado, mas ainda assim perto de mim.
— Boa noite — o motorista disse abaixando o vidro que separava a parte da frente da limusine e a que nós estávamos.
— Boa noite — nós dissemos em uníssono.
— Podemos ir senhor Walker? — o motorista.
— Claro, mas vá rápido — Jason respondeu e o motorista fechou o vidro — Agora podemos conversar, ele não vai ouvir nada.
— Mas sobre o que você quer conversar?
— Qualquer coisa. Por exemplo, o que você iria fazer se eu não tivesse te raptado essa noite?
— Bom, eu ia jantar na hora que você chegou. E depois pretendia ler e assistir um pouco.
— Assistir o que?
— Ah, a melhor novela que está passando agora. Chama-se A última Lua, do diretor e roteirista Gustavo Freitas. Ele é um dos maiores diretores e roteiristas brasileiros do século 21, já assisti todas as novelas dele — disse de modo animado, pois adorava falar de A última Lua e do responsável por ela. Eu era fã do Gustavo Freitas.
— Uau! Também amo as novelas dele, são perfeitas. Meu sonho é um dia trabalhar com ele, e tenho certeza que vou conseguir — Jason respondeu com os olhos brilhando.
— A atuação é realmente importante pra você hein!
— Claro. Eu nasci pra isso, pra brilhar. E sou capaz de fazer tudo pra alcançar isso.
— Então dê o seu melhor, que você conseguirá — falei com um sorriso sincero no rosto.
— Se sempre tiver um sorriso tão incentivador como o seu neste momento, pode ter certeza que vou conseguir — Jason disse olhando bem no fundo dos meus olhos.
— Deixe de besteiras — falei dando um tapa no braço dele, enquanto sentia minhas bochechas ficarem vermelhas mais uma vez.
— Hey, não me bata! — ele riu — Posso te fazer uma pergunta?
— Sim.
— Por que não foi mais me encontrar no jardim? — ele disse e fixou os olhos nos meus.
De repente, me lembrei de que, hoje mais cedo, eu o havia visto rindo e conversando com Hanna em nosso ponto de encontro. Senti um calor de raiva subir por meu corpo, correr por minhas veias.
— Para quê ir? — respondi usando um tom sarcástico — Você não precisava de minha companhia.
— Precisar? Não mesmo — ele continuava a me olhar fixamente — Mas eu prefiro passar meu tempo com você.
— Não concordo com isso. Acho que você prefere passar tempo com suas amiguinhas, por exemplo, a Hanna — falei e cruzei os braços.
— Hanna? Não me diga que foi ao jardim hoje e me viu conversar com ela? — ele demonstrava surpresa.
— Sim.
— Ai meu Deus! Não me diga que está com ciúmes? — ele fixou os olhos tentando procurar uma resposta em minha expressão facial.
— Mas é claro que não! Eu? Ciúmes? Desconheço essa emoção — respondi tentando disfarçar.
— Está sim! — ele riu — Hey, para com isso. Eu estava lá sozinho, ela apareceu e começamos a falar sobre o clube do teatro.
— Hum...
— Se você tivesse ido desde o princípio, isto não teria acontecido.
— Agora a culpa é minha Jason?
— É sim Nathalie.
— Odeio você — disse virando meu rosto para olhar a rua.
— Odeia coisa alguma.
— Odeio sim!
— Ah é? Então vou te encher de cosquinha! — ele disse e então começou a fazer cosquinha em minha barriga.
— Jason! — consegui dizer entre risos — Pare já com isso!
— Só se você admitir que não me odeia, e sim que gosta de mim! — ele disse sorrindo.
— Jamais!
— Então vai morrer de tanta cosquinha!
— Parre — estava difícil conseguir falar — Pare Jason!
— Não.
— Okay, eu falo.
— O que? — Ele perguntou enquanto parava de fazer cosquinha e segurava meus pulsos para que não fizesse o mesmo com ele — Não pude ouvir.
— Eu não te odeio, eu gosto de você — falei bem baixinho.
— Como? — ele fez uma expressão de confuso — Você falou algo?
— Eu não te odeio, eu gosto de você! — falei num tom tão alto que era capaz de o motorista ouvir.
— Ah, não precisava gritar — ele riu — Mas antes de te soltar, quero um beijo na bochecha.
— Você é muito folgado — disse dando um beijo na bochecha dele — Agora me solte, por favor.
Ele soltou meus braços e então sorriu.
— Você fica linda assim, tão vulnerável — ele disse com aquele olhar voraz que me arrepiava.
— Calado! — disse enquanto sentia que o carro ia parando — Chegamos?
— Sim — Jason disse — Agora sim nosso encontro começa.
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