Undisclosed Desires in your Heart !

12 Um passeio no boliche: Sucesso ou Desastre?


Notas iniciais
"São nas pequenas atitudes que se ganha um coração." - Gabriel Ribeiro

Sábado, 17 de outubro de 2015:

Acordo às 10hrs e limpo a casa. Afinal, minha mãe me deixou sair por que garanti que antes de sair faria todas as minhas tarefas. Eu preferiria que ela não tivesse me deixado ir, mas acho que, mesmo que ela não deixasse, eu seria obrigada a ir. Estou um pouco aflita, não quero ir, mas meu pressentimento continua o mesmo.

Depois de limpar a casa vou cuidar de minha aparência: unhas, cabelos, pele, escolher uma roupa, etc. Não poderia ir de qualquer jeito, Hannah ridícula Berry e os amigos de Jason estariam lá, por isso tenho de causar uma boa impressão. Ou pelo menos tentar fazer isso. Acredito que nesse meio social aparência conta muito. Durante essa semana Jason enviou mensagens dizendo o nome de seus amigos que iriam: Adam, Luke e Gustavo. Todos eram do clube de teatro e eram lindos. Eles eram populares. E eu uma Maria ninguém. Então o mínimo era se arrumar e tentar disfarçar minha falta de beleza.

Brian também havia me enviado mensagens. Ele passou a semana inteira me enchendo à paciência com mensagens do tipo: "Veremos se você é tão boa no boliche como é dançando". Eu não respondi nenhuma, não porque me incomodaram, mas por que estava apenas irritada com ele. Ele também me obrigou a ir e ele não tinha tal direito. Mas pelo menos ele vai junto, então ele me deu opção de pessoa para conversar e rir. Mas se não me sentir bem, vou arrumar uma desculpa para ir embora e fazer Brian ir comigo.

Fiquei pronta às 17 hrs. Eu havia feito uma escova no cabelo, o deixando liso, pintei as unhas de preto, que é uma das minhas cores preferidas, e coloquei um vestido tomara que caia vermelho com uma faixa com listras pretas, cinzas e vermelhas. No cabelo passei creme e ajeitei os cachos. Fiz uma maquiagem bem suave no rosto, apenas pra realçar meus olhos e minha boca.

Jason só viria me buscar às 18 hrs. Ainda tenho que esperar mais uma hora, então decidi assistir Tv. Estava passando uma reprise do último episódio Amor e Ódio, e às 18 hrs começaria um episódio novo, que graças a Jason vou perder. A história fica cada vez mais viciante, é ruim perder os novos capítulos. Já os perco nos dias do curso de dança, e tenho que assistir na reprise. Mas graças à Deus existem as reprises pra me salvar!

Quando o episódio estava acabando, ouvi a campainha tocar. Obviamente era Jason. Antes de atender me olhei rapidamente no espelho da sala. Tinha conseguido disfarçar bem a minha falta de beleza. Sinto orgulho de mim mesma. Abri a porta e lá estava Jason parado à porta com um sorriso tão brilhante que me senti ofuscada e segurando rosas na mão. Não sabia se achava aquilo fofo ou desnecessário.

— Rosas? Pra quê isso? Jason não estamos num encontro, vamos sair como amigos — respondi, mostrando que aquilo foi realmente desnecessário.

— Encontro? Quem disse isso Nathalie? Elas são para sua mãe, por ter deixado você ir ao boliche — ele disse ainda com aquele sorriso ofuscante no rosto.

— Ainda não vejo sentido em agradecê-la se eu teria que ir mesmo sem ela deixar.

— Você achou realmente que eu iria lhe sequestrar e te forçar a ir sem autorização dela? — ele disse e riu — Claro que não! Você realmente tem que me conhecer melhor.

— Então por que você disse mais de uma vez que eu iria de qualquer jeito? — perguntei indignada, pois eu havia sido feita de boa — Se soubesse disso, faria de tudo pra ela não deixar!

— Você não queria mesmo ir hein? — ele disse e deu um sorriso torto — Por isso mesmo menti dizendo que você iria de qualquer jeito. Enfim, poderia entrar e entregar as rosas a ela pessoalmente?

— Ela saiu. Entre e eu coloco as flores num vaso e quando voltarmos eu explico que você deu a ela essas rosas — eu disse e abri a porta — Espere aqui na sala, só um segundo.

— Pode deixar Nath — ele disse e entrou.

Fui à cozinha e procurei em todos os armários até achar o vaso ideal. Quando cheguei à sala, Jason havia deixado às rosas no sofá e estava em pé olhando o mural com minhas fotos de família.

— Achei o vaso, vou colocar as rosas nele e já saímos! — eu disse caminhando até o sofá para pegar as rosas.

— Que susto! Você apareceu de repente — ele disse e riu — Ande logo com isso, por favor, ou iremos nos atrasar!

— Okay — disse já colocando as rosas no vaso, e o vaso na mesa de centro — Já podemos ir.

—Você é eficiente Nath — ele respondeu enquanto eu abria a porta e nós saíamos.

O caminho até o ponto foi silencioso. Conversávamos apenas pelo olhar. Pegamos à mesma perua que eu pego para ir ao curso, afinal o ponto final dela era o terminal do shopping. Assim que sentamos na perua, Jason começou a falar.

— Você já era linda quando criança Nath — ele disse me olhando com um olhar tão sincero que fiquei constrangida e sem saber o que responder — E, aliás, você parece muito com sua mãe.

— Pareço um pouco, e obrigada pelo elogio, mas eu não concordo.

— Por quê? É cega?

— Na verdade enxergo muito bem, por isso que não concordo.

— Você não tem que concordar. A opinião é minha, e ela é baseada em fatos.

— Está bom — respondi suspirando.

— Não vi fotos suas com seu pai.

— Isso é óbvio, eu nem o conheço — respondi num tom um pouco mais arisco do que planejava.

— Desculpe, acho que toquei num assunto delicado.

— Nem tanto, a ausência foi tanta que deixei de sentir falta. Mas prefiro falar de outra coisa.

— Entendo. Que tal falarmos sobre o curso? Como foi sua primeira aula? — ele disse e eu ri ao me lembrar do que havia ocorrido na aula.

— Nada importante, foi simplesmente boa, normal — respondi sorrindo.

— Não foi isso que sua risada deu a entender.

Continuamos em silêncio durante o resto da viagem. Quando finalmente chegamos, Jason e eu subimos as escadas pro shopping. O boliche ficava no terceiro andar, próximo a praça de alimentação. Quando estávamos chegou ao boliche Jason me fez parar.

— Hey aproveite hoje, não fique como uma gazela acuada em seu canto. Seja você mesma e com certeza você fará bons amigos — ele disse.

— Pode deixar sargento Walker — eu disse fazendo uma continência de mentira e nós rimos.

Continuarmos a andar e quando entramos no boliche Jason acenou para uma mesa no canto onde estavam seus amigos, incluindo Hanna e uma outra garota. Brian estava escorado na parede ao lado da mesa. Como sempre ele estava muito estiloso. Ao chegarmos à mesa, Hanna fez cara de desgosto junto com a outra garota e Adam, Luke, Gustavo e Brian sorriram.

— Oi gente — Jason disse — Está aqui é Nathalie.

— Olá sou Adam — disse o moreno, alto e forte dos olhos pretos.

— E eu sou Luke — disse o loiro de olhos castanhos, que também é alto e forte.

— E eu sou Gustavo, não esqueça meu nome okay? — disse o garoto branquinho usando óculos, cabelos castanhos num corte que ficava perfeito nele e um sorriso lindo, até mais que o de Jason. Ele era alto, mas o mais fraco entre os amigos. Porém, em compensação era o mais bonito sem dúvida alguma.

— Não esquecerei Gustavo — eu disse e ri — Prazer garotos.

— Olha que coincidência nos encontrarmos novamente! Você chama-se Nathalie né? — disse Hanna num tom irônico e um olhar de ódio. O clima ficou tenso.

— Sim, senhorita Hanna, estou certa? — eu disse devolvendo o olhar de ódio. Não iria baixar a cabeça pra ela.

— Essa aqui é minha amiga Dannyele — ela disse.

— É um prazer te conhecer Nathalie, Hanna tinha comentado algo sobre você — disse Dannyele, uma branquinha ruiva com sardas nas bochechas e olhos verdes. Ela obviamente tinha a mesma opinião que Hanna tinha ao meu respeito.

— Agora que as apresentações acabaram, vamos pegar uma ou duas pistas pra nós? – jason disse.

— Claro – responderam seus amigos em uníssono, se levantando e indo com Jason pagar por uma pista.

Sentei-me numa mesa ao lado de onde estava Hanna e sua amiga, e Brian se sentou ao meu lado.

— Está empolgada pra jogar?

— É claro – respondi com um sorriso e rapidamente o desfiz – Que não!

— Por quê? Aproveite pitoko. Você está bem hoje? – Brian disse num tom de voz compassivo.

— Estou sim e você?

— Estou bem, melhor agora vendo você tão bonita desse jeito! – ele disse com um olhar provocante. A cegueira deve ser hereditária, ambos disseram isso a meu respeito, mas é obviamente uma ilusão óptica.

— Obrigada – respondi com um sorriso – Queria que sua irmã estivesse aqui.

— Hum, mas ela jamais sairia com Jason e seus amigos, então não a convidei.

— Tudo bem, eu entendo.

— Quem quer jogar primeiro? – perguntou Jason ao se aproximar da mesa – Alugamos a pista numero quatro por duas horas. Estamos em oito pessoas, então podemos dividir quatro jogadores pra cada hora na pista.

— Vamos nessa primeira hora Nath? – Brian me perguntou.

— Sim! – respondi rapidamente, pois poderia ir embora caso algo desse errado assim que essa uma hora de jogo terminasse.

— Se vocês vão agora, eu também vou – disse Jason.

— Não deixarei essa oportunidade passar por nada – disse Hanna com um sorriso diabólico.

— Então vamos jogar, fiquem aí e aproveitem pra comer rapazes – disse Jason aos amigos, e em seguida andou para a pista com o número quatro.

Nós três também nos levantamos e o seguimos.

— Como todos sabem, o objetivo do boliche é fazer um strike. Mas para isso é preciso escolher a bola com o peso certo e jogá-la de modo preciso. E quem fizer mais pontos, ganha. Neste painel colocaremos nossos nomes e ele contabilizará nossos pontos — disse Jason apontando para um painel que ficava um poucos antes da escada pra pista — Serão oito rodadas. Quem quer ser o primeiro a jogar em toda rodada?

—Eu — disse Hanna e foi digitar o nome dela no painel.

— Depois sou eu — disse Jason.

— E então eu — disse Brian — e por último a Pitoko.

— Okay – respondi.

Notas finais
Demorei né? Desculpem! Faz uns dias que esse capítulo está pronto, mas foi difícil achar tempo pra postar. Dividi esse capítulo em duas partes, e já vou postar a próxima. No próximo capítulo o jogo começa. Coisas inesperadas ocorrem. Leiam atentamente. ~Beijinhos da Gih