Notas iniciais
OMG
SOCORR
NÃO RESISTI!
Mas, espero que gostem!
caps todas as SEGUNDAS FEIRAS gnt!
^^

“...Mas eu não quero que você esconda...”

Passou os olhos mais uma vez sobre a mala, com as mãos nos quadris avaliou cada item se perguntando se nada supérfluo de mais estava sendo levado.

Mas ela não tinha nada disso afinal.

O quarto em que realmente vivia era muito diferente do quarto luxuoso onde aguardava seus clientes.

Eles achavam que ela vivia lá, assim como as outras garotas, mas o quarto era só fachada. Os clientes não gostariam de saber que suas bonecas viviam daquela forma, para eles era mais confortável achar que seu dinheiro rendia luxos a elas, que não viviam como animais encarcerados no subúrbio violento, com uma arma apontada sempre que abrissem a janela para tomar ar.

Hipócritas.

Ela desistiu de contar, levava apenas algumas roupas descentes e pouco chamativas, anda nem tinha certeza se conseguiria sair dali então só garantiria que a mala que levava era maneira o bastante.

Tinha que ser cuidadosa, gastara a pouca confiança de Yahiko quando fora à sede das empresas Uchiha falar com o CEO.

Sasuke Uchiha, não o via a dois meses da fatídica noite em que fora alugada por ele. Já havia ouvido falar dele e de como era bom de cama, pelas outras meninas, mas julgava que só estavam encantadas por ele ser um dos poucos clientes de ótima aparência que tinham.

Ledo engano, o homem fazia jus a fama.

Porém, também tinha a de arrogante e superior. E foi essa outra face que ela conheceram vinte e quatro horas atrás.

Sakura levou tudo, tudo o que poderia provar que sua historia era real, se arriscara para pegar cópias dos recibos de pagamento do ricaço que estavam nos arquivos de Yahiko, e exames de gravidez que comprovavam que a gestação começou naquela noite. Tudo, e mesmo pondo tudo sobre a mesa dele, fora chamada de golpista e “convidada” a se retirar, não querendo um escândalo, ela saiu dali rápido, tudo o que exigira dele fora dinheiro o bastante para escapar de Yahiko ou mesmo paga-lo de uma vez e então ir embora com a criança e cria-la bem longe dali.

Só queria ir embora, ela não poderia ficar com aquela criança enquanto estivesse em poder do cafetão, sob uma capa de elegância e refino, Yahiko escondia um monstro, obrigar uma puta abortar ou tirar a criança dela a base de socos era fichinha pra ele, ela sabia, ela viu.

Mas ela não fizera nada por aquilo, não planejara engravidar embora pudesse parecer uma boa ideia chantagear o dito cujo pra que lhe servisse de carta de alforria. Mas ela não queria um filho. A ideia era totalmente aberrante ainda, fora da realidade. Ela nem se julgava capaz daquilo, embora fosse saudável. Ela sempre tomara todas as precauções, tomava remédio mas alguns deles lhe prejudicavam até mesmo fisicamente, a faziam engordar e ninguém queria uma puta gorda, se sim, poucos, e ela tinha uma lista longa demais. E ela não escolhia, era escolhida.

De modo que tudo ficava por conta da camisinha. E fora ela a grande traidora, não havia como ter percebido antes. Ela admitia. E por isso não percebera que a camisinha estourou justo aquela noite.

Agora estava ferrada, e tinha que desaparecer, se Yahiko soubesse e se sonhasse que ela ainda procurara dinheiro com o Uchiha, não só sua criança estaria morta, ela também.

Sakura rodou os olhos pelo quarto sabendo que não sentiria falta daquele lugar, a muito tempo ela perdera o apego as coisas, tudo vinha e ia, passava e ela permanecia. Inalterada, se recusando a ser afetada, embora tivesse consciência de que era. Essas pequenas mudanças eram ocultadas e diminuídas.

Pegou apenas a bolsa, e fechou a mala, indo agora até a porta para se certificar de que não seria vista, ela travou no lugar ao ouvir a voz de Yahiko soar do outro lado.

-não se importe com o lugar, senhor, ela está por aqui...-

Sakura quase gritou se não tivesse tapado a própria boca na ténue esperança de que não se tratasse dela, Yahiko entrou e já parecia vermelho e nervoso, quando a fitou, logo localizou a mala na cama e sua expressão pareceu a de um demônio.

– sua cadela...! – rosnou avançando ela recuou caindo sentada na cama e ele pareceu endurecer no lugar quando recordou algo, soltou o ar pelas narinas dilatadas e se voltou para trás, apertando com força a maçaneta. – ela está aqui, eu...

- eu não pretendo demorar. – a voa que veio assim como a figura fez Sakura gelar até os ossos, a palavra medo apitou em sua mente e perigo se acendeu com um letreiro vermelho néon.

Totalmente em contraste com o ambiente, Sasuke Uchiha adentrou a miserável cômodo, olhando em volta com repudio nos olhos negros, mas uma mascara de indiferença na face, ele rodou o olhar até ela, e não se demorando voltou-o para Yahiko que a matava e destroçava com olhar.

-com licença- disse, Yahiko pareceu reunir todo o auto controle para não avançar nela e estapeá-la como pretendia a pouco, assentiu de forma mecânica e dura e então saiu.

Sakura então voltou a encarar o homem não se sentindo menos insegura só com ele ali.

-o que você faz aqui?

Ignorando sua pergunta o homem caminhou pelo quarto analisando tudo de forma fria, sua marca.

-então é aqui que você se esconde... e pensar que um filho meu ia ser gerado num lugar desses...

Ela abriu a boca para contestar mas parou por um momento observando melhor o que ele dissera.

-o que isso quer dizer? Que agora acredita em mim?

Ele suspirou contrariado, e voltou-se para ela, as mãos foram para os bolsos da calça impecavelmente passada.

-eu verifiquei tudo o que disse, da minha forma, além de só ter estado comigo aquela noite, você não esteve com mais nenhum cliente uma semana antes e nem uma depois, e pelo resultado do exame só poderia ter concebido naqueles dias.

Ela franziu o cenho ante aquilo, percebendo que poderia ter afirmado, mas isso apenas Yahiko poderia confirmar, e ele nunca deveria sonhar sobre aquela criança. Por isso não cogitou alegar aquilo, também era raro ela ter poucos clientes em algumas semanas tal como fora naquela época, mas além de ter sido pouco chamada, também tinha pego uma virose e se recuperado apenas dias antes do Uchiha reserva-la.

Sua duvida agora se voltou para outra questão, e ela ergueu o olhar para encontra-lo.

- e o que pretende vindo aqui? Ontem disse que nunca poria seu dinheiro nas mãos de uma golpista, e fez questão de me tirar dali.

-eu estava estressado, outro assuntos, você me pegou num mau dia.

-sei, então é isso? Vai me dar o dinheiro? Porque como disse não tem como criar uma criança nessa pocilga e tão pouco eu quero, não posso.

-eu não te daria o dinheiro nem sob ameaça, você ir embora? Nem pensar.

Revoltava ela agarrou um travesseiro e lançou na parede, longe dele.

- e o que infernos quer que eu faça?! Se pensa que vou abortar nem...-

-não vai abortar o meu filho, nem tampouco sumir com ele, nada me garante que não vi voltar r causar um escândalo usando-o como bastardo.

-pode ficar tranquilo, eu só quero ir embora criar o meu filho longe disso tudo!

Ele tirou uma das mãos do bolso e inclinou um pouco a cabeça, um sorriso delineou sua boca perita e ela se arrepiou lembrando involuntariamente do que ele poderia fazer.

-instinto materno, quem diria... – Sakura franziu o cenho novamente.

-que?

Ele deu de ombros.

-como eu disse, você não vai escapar, muito menos levar meu filho, independentemente de como tenha sido feito, quem seja a mãe ou qualquer trivialidade dessas, o filho é meu, e eu vou cria-lo, se pra isso eu tenho que levar você, que seja, levo o pacote inteiro.

- o que quer dizer com isso?

-ah, já fez as malas...

-não faça rodeios!

-estou dizendo que você vai comigo, agora.

-que? está maluco, Yahiko não...

-Yahiko não tem mais o mínimo controle sobre você, eu paguei, você é minha.

- que?! Você é maluco eu tenho uma divida enorme e...

-eu paguei – Sasuke disse com enfado, e ela sentiu que teria um enfarte, hiper ventilaria, vomitaria, o terceiro era o mais provável ela estava dada a isso aos extremos e sua pressão também oscilava, tudo culpa do pequeno ser que carregava.

-impossível...

-foi um montante surpreendente, e nunca achei que ele as mantinha consigo por esse método, realmente pensei que apenas as agenciasse e cobrasse taxas altas pelos contatos que tinha...

-ele nos mantém como animais! Vê isso? Não existe morada em quarto de hotel! – Sakura se levantou da cama, a pressão subindo deixando-a nervosa a flor da pele – é aqui que vivemos como bichos pra idiotas como vocês comerem depois! Apenas isso, uma porra de uma fachada! Uma porra de fachada, e não quero ter meu filho nesse buraco!

Ofegando ela sentia a cabeça latejar e o corpo pesar, o homem a observou silenciosamente, como algum tipo de deus.

Sasuke suspirou mais uma vez e a encarou de uma forma amena.

-e não vai, eu tenho você, não vai voltar pra esse lugar, eu vou cuidar de você.

Ela não pode responder nada, sua mente parou, apenas sentindo dor, angustia, medo e indignação, Yahiko a vendera pra alguém quando afirmou que jamais permitiria que outro se não ela pagasse sua conta, mas no fim deve ter saltando sobre o cheque do Uchiha como o lobo traiçoeiro que era, perdida e atordoada, ela só percebia vagamente as coisas ao seu redor.

Sasuke a puxara pelo braço de forma delicada mas firme, conduzindo-a para fora do quarto fedido a mofo, ela sentiu que era observada por algumas das garotas, por Yahiko e não teve forças para rasgar a face dele com as unhas, Sasuke chamou alguém que pareceu ser o motorista, e ele os seguiu trazendo a mala dela.

Foi instalada no banco de um carro espaçoso, Sasuke sentou na outra ponta onde observou o caminho com expressão neutra, o cotovelo apoiado na janela, o indicador sobre os lábios, depois de algum tempo ela olhou para os lados e respirou fundo.

- o que vai fazer? – sua voz saiu cansada, e ela lembrou que não dormira uma noite de verdade desde que vira o exame, desde que começara a desconfiar.

- eu ainda tenho certas pendências, mas até o fim de semana vai estar tudo resolvido e poderei te assumir.

-assumir...?

Sasuke a fitou de soslaio.

-vamos nos casar, meu filho, ou melhor, nosso filho, vai nascer e crescer numa família estruturada.

- o que...?

-então assim que eu resolver minhas pendências, vamos anunciar nosso noivado, e depois, o bebê.

"É frio e sem amor..."

Notas finais
Então? Notas? Recomendações? :v