Notas iniciais
Voltei! Faculdade não é facil gente. Mas enfim, aqui está. Matem sua curiosidade.

– Onde estamos indo? – pergunto ansiosa.

– Você logo vai descobrir.

Depois de andarmos, nos desviamos do caminho que levaria ao parque da cidade. David me guia por ruas estreitas entre casas enormes de fachadas incríveis. Essa era uma parte da cidade que eu não conhecia.

– Venha. É por aqui.

David segura minha mão enquanto entramos em uma das casas. Seu toque é simples e ao mesmo tempo caloroso.

Seguimos por um corredor até que chegamos ao jardim da casa. O lugar mais lindo que eu poderia imaginar. Rosas sobem pela parede externa da casa. Duas árvores grandes seguram um balanço branco de madeira um pouco a esquerda de onde estou. A luz solar não entra diretamente. É uma grande estufa que cobre todo o jardim. A direita, há um caminho feito por árvores e mais rosas.

–Venha.

Ele me guia para o centro da estufa, onde fico boquiaberta. Várias borboletas voam por entre as várias pequenas flores existentes ali. Uma mistura mística de cores. Qualquer maldade existente é esquecida naquele momento. Existe apenas a calmaria que todas essas cores trazem. Que essa vivacidade traz.

–Agora a melhor parte. — Ele diz.

– Algo melhor que isso? – pergunto maravilhada. – David, isso é incrível.

– Sim, mas não acabou.

Ele estende a mão e fazemos o caminho de volta até chegarmos naquele caminho feito por árvores. Seguimos por ele e de repente vejo que chegamos ao outro lado da estufa. Um lado ainda mais vivo, mais colorido. Tudo em perfeita sintonia. Sol, borboletas, flores, vida. Nunca imaginaria algum lugar tão lindo.

Entre pequenos arbustos, visualizo uma toalha estendida no chão e uma pequena cesta. Um piquenique.

– Pelo visto já descobriu o restante do meu plano.

– Acho que sim. – sorrio. — Como encontrou esse lugar? – Digo enquanto caminhamos até a toalha.

– Foi em uma noite, muito tempo atrás. Estava um pouco aborrecido com algumas coisas e decidi andar. Nessa época ainda era seguro. – Nos sentamos. – As luzes aqui me chamaram a atenção. Quando cheguei aqui, o jardim não estava bonito desse jeito.

– Você cuidou dele?

– Durante a noite sim. Não tinha um objetivo. Eu sentia que precisava cuidar dele. Acho que agora entendi o porquê da motivação.

– Qual o motivo?

– Você. — Suas palavras me deixam um tanto envergonhada. Tenho certeza que corei. — E pelo que vejo, não falhei com a missão.

– Não mesmo. – Digo. Ele sorri. Então começa a retirar coisas da cesta.

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Neste lugar sinto que não há nada de ruim. Preocupação, lycans, vampiros, nada. Somente coisas boas. Somente eu e David.

Depois de muito conversar e brincar, além de comer, acabamos deitados lado a lado, observando o céu, que mesmo com toda a vidraria da estufa, está deslumbrante.

– Não é incrível? – pergunto olhando-o.

– O que? – ele me olha de volta.

– Essa paz. É como se fossemos normais.

– Sim.

– Dada a situação, acho que gostaria de ser humana. É uma raça tão simples.

– Não tão simples.

– Eu sei. Mas gostaria.

– O que eles tem que não podemos ter?

– Uma vida mais calma.

– Eles tem seus próprios conflitos Eve. Suas contradições, seus problemas. Não estão tão distantes de nós. Nem mesmo em relação a sentimentos.

– O que quer dizer?

– Que a única diferença – ele levanta se apoiando em seu antebraço – é que não tomam sangue nem viram lobos. De resto, somos iguais. O que eles tem, podemos ter. Talvez possamos ter até coisas melhores. Momentos bons como esse. Sentimentos. Pessoas boas. – ele me olha fixamente. – Você pode ter tudo o que eles tem Eve. Não precisa ser humana pra ser feliz.

Olho fixamente para ele. Me levanto e me apoio em meu antebraço, como ele.

– Eu sei. Só acho que pra eles é mais fácil. Brincar, sair, viver e... – hesito por um momento, mas então acaricio seu rosto. — ... amar.

Ele me olha. Seu olhar é de ternura. Seu calor emana em meu corpo. Nunca tive tanta certeza como agora. Eu sei amar. Eu o amo.

Ele se aproxima e olhando em meus olhos, me beija.

Notas finais
Quero reviews! Beijão!