Undertale do Humor 2 - Monstros Na Superfície
13 Treinamento Desastroso
UNDYNE: (tentando desentalar o Temmie que ficou preso na portinha de cachorro da casa) droga. Não tô conseguindo….
TEMMIE: (ganindo de dor) hai! Issu num eh legau!
Sans chega perto de Undyne, segurando uma régua e uma tomada de televisão.
UNDYNE: (estreitando os olhos) por que trouxe essas coisas, Sans?
SANS: (dando sua risadinha humorada) ora, Undyne. È por que medidas (sacode a régua0 precisam ser... (sacode o fio) tomadas.
Ainda entalado na porta, Temmie assiste Undyne soltá-lo, se jogando em cima do esqueleto feito um raio.
UNDYNE: VOU ACABAR COM VOCÊ, SEU RAIO X AMBULANTE!
Asria chega de braços cruzados, só olhando para a gravata que Undyne está dando em Sans. Temmie revira os olhos, fungando no seu canto.
SANS: (se esforçando para dar um sorrisinho) heh. Oi, Alteza.
ASRIA: (erguendo a sobrancelha) Undyne...
UNDYNE: nhah, que se dane (solta Sans) deixa eu voltar pro meu serviço... (olha a garrafa de azeite na mão de Asria) pra quê é isso?
Asria vai até Temmie, despejando todo o frasco na portinha. O óleo ajuda a desentalar o monstrinho, que finalmente consegue sair, sacudindo-se todo.
TEMMIE: bigada!
SANS: é. A Undyne te ajudou, carinha. Azeite isso.
ASRIA: (erguendo o dedo pra Undyne) Dyne...
UNDYNE: (se jogando no chão e começando a socá-lo, abrindo duas crateras no piso) A BIA TEM QUE VOLTAR LOGO. VOU MATAR ESSE ESQUELETO!
ASRIA: (encarando os buracos) tu vai é pegar uma argamassa e uma pá pra arrumar o piso, isso sim. Mamãe vai fazer sashimi de você se ver o chão assim.
SANS: tem nada não, princesa (Sans acende seu olho, fazendo todos os cacos de piso voltarem a se unir, deixando-o novo em folha)
UNDYNE: (resmungando) ahn... valeu, Sans.
Os três se assustam, quando o som de algo quebrando é ouvido no quintal da casa, vindo do outro lado da residência. Todos correm na direção do barulho, chegando até a sala de estar, já de armas prontas – Undyne com sua lança, Sans com seu Gaster Blaster de estimação, e Asria conjurando um inusitado Chaos Buster com adesivos da Polly Pocket.
ASRIA: QUE? CADÊ?
Smyle ergue as mãos, assustada, enquanto um Calibri muito fulo sai varrendo alguns cacos de vidro, cantarolando “Billie Jean”.
SMYLE: calma... só quebramos uma lâmpada (aponta para Ruby) ela estava treinando os ataques dela.
RUBY: (concentrada) eu vou conseguir. VAI, TEIA! (faz uma hang loose com a mão)
SKY: você errou o filme. ISSO AQUI NÃO É O HOMEM-ARANHA, CARAI.
Sky cala a boca quando um Gaster Blaster cor-de-rosa surge no ar, piscando confuso para sua dona.
SANS: (surpreso) uau, filha!
CALIBRI: (trocando de música, continuando a varrer) vai dar merda, vai dar meeeerda...
O Blaster abaixa, esgueirando-se lentamente ao lado de um dos aparentemente caríssimos vasos de porcelana de Toriel.
RUBY: ei! O que pensa que está fazendo? (arregala os seis olhos ameaçadoramente na direção do crânio flutuante) essa expressão é a de alguém que vai fazer uma péssima escolha de vida!
O crânio revira os olhos, esbarrando um pouco mais no vaso.
SMYLE: xi...
RUBY: não se atreva...
Calibri só falta espumar, quando o Gaster Blaster de Ruby finalmente derruba o vaso, fazendo-o se espatifar em milhares de pedacinhos no chão.
SANS: ai.
RUBY: (os seis olhos incendiados) MAS SEU BELO FILHO DE UMA P...
TORIEL: EI! O QUE ESTÁ HAVENDO AÍ?
Todos congelam, vendo a muito irritada rainha chegando de punhos cerrados na sala de estar. Asria dá uns passinhos para trás, tapando o olhos, e cagando pro fato de Ruby estar na linha de fogo de Toriel.
RUBY: M-majestade… eu posso explicar…
Toriel se aproxima, pegando alguns cacos do vaso nas mãos.
TORIEL: Asgore deu esse vaso para mim no dia em que saímos de Underground, como um presente de comemoração pela nossa liberdade…
RUBY: (chorando de arrependimento) desculpa! Eu sinto muito!
TORIEL: (para surpresa de todos, segurando o riso) ei, não precisa chorar.. Estou brincando (Ruby a encara, pasma) comprei ele na lojinha de um e noventa e nove.
SANS: (rindo) uau, Toriel. Trollando minha filha?
RUBY: (envergonhada, enquanto os demais riem) valeu, papai. MUITO OBRIGADA MESMO.
Temmie vem saltitando pela sala, subindo na cabeça de Sans. Atrás dele, vem Papyrus e Mettaton.
SANS: (olhando para Temmie) heh. Ei, Temmie. Tudo… em cima?
PAPYRUS: NÃO, SANS. ACABEI DE CHEGAR (chuta o irmão, fazendo todos rirem, e Temmie sair rolando pelo piso)
METTATON: (risonho) o que estão aprontando, queridinhos?
CALIBRI: (apoiando-se na vassoura) nada de mais, papai. Quebrando coisas. Fazendo bullying com os amiguinhos (bocejo) Nada fora do normal.
SMYLE: (pegando um livro que Toriel acabou de tirar do avental) Receitas com Canelo e Caramelo, por Toriel Dreemurr, volume seis (encara a cabra) é sério isso? Tem volume seis?
TORIEL: (mordida) é. E se reclamar, vai até o seiscentos. Eu que mando nessa poha.
TODO MUNDO: NOSSA, TURIEL.
UNDYNE: (abraçando a filha, que está as lágrimas) poxa, Tori. Pra que esculachar meu bebê assim?
TORIEL: (ainda mais mordida) falando nisso, seu bebê estava só com a parte de baixo da armadura ontem a noite, quando foi visitar o Calibri no quarto dele.
Calibri e Smyle ficam corados, enquanto todos olham para eles.
SMYLE: (soltando a mãe, envergonhada) a p-parte do peitoral tinha caído. Quando fui m-me abaixar pra pegar… o C-Calibri abriu a porta.
CALIBRI: não que eles não sejam bonitos, amor (todos seguram o riso, enquanto Calibri estremece) mas foi traumático.
Smyle concorda com a cabeça, absolutamente vermelha.
CHARA: (chegando na sala, arrastando Gaster, Biriel, Sky, Frisk, Alphys e Asgore consigo) e aí, bando de drogados. Qual é a fita?
ASRIA: (falando tudo de um fôlego só) quebraram uma lâmpada e o vaso da vó Toriel, e Smyle fez striptease pro Calibri.
ALPHYS: ah, bom… (sacode a cabeça) pera. QUÊ? REPETE O FINAL.
TODO MUNDO: (risos)
ASGORE: esperem um minuto…. Está faltando alguém.
Todos olham ao redor, preocupados.
SMYLE: aonde está a…?
Uma adaga voa na direção de Smyle, que tem que conjurar sua lança para desviá-la. A arma se finca na parede atrás dela, fazendo um estrago enorme no reboco. Assustados, todos veem quase as portas da sala se fecharem – exceto uma.
UNDYNE: mas o que…
Smyle arranca a adaga, encarando-a, e erguendo o olhar para a única porta aberta da sala – a tempo de ver uma sombra de riso psicótico adentrar no local, girando várias adagas, feitas de pura energia, que iluminam a sala com seus brilhos avermelhados.
LILITH: (pousando um olhar demoníaco nos demais) não se preocupe, colega. Tem mais de onde esta veio…
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