RUBY (já começando o capítulo cantando, abraçada com Lilith)

Cara-de-pau!

Êta amor!

Cara-de-pau!

Mas é gostoso

Esse amor é bom demais

AUTORA: (chegando na sala familiar) eita. Aonde é o casamento?

LILITH: (toda cheia de chamego, dando um selinho em Ruby) daqui a um tempinho, tia. Quem sabe….

BIRIEL: beleza. Agora tenta adivinhar, Sky. O que é comprido, grosso e cospe líquido?

TODO MUNDO: (engasgo coletivo)

AUTORA: BIRIEL!

BIRIEL: (assustada) que foi? Nossa, mãe. Você já até usou!

AUTORA: (cai pra trá do sofá, enquanto Asriel enfia a cara na mão)

BIRIEL nossa, gente. Pra quê tanto caso por causa de uma mangueira?

Bia ressurge atrás do sofá, sem ter onde enfiar a cara, enquanto todos riem. Logo em seguida, não aguenta e dá risada também.

UNDYNE: (fazendo uma lenny face) mas numa coisa a Biriel tem razão… a mãe dela usou bastante de qualquer uma das duas “mangueiras” (recebe uma paulada na cara) ai. Brincadeira, Bia. Brincadeira!

METTATON: (dando um gemido tão alto e satisfeito que todo mundo se assusta) aaaaaaaaaaaaaaaai. Esse Templo é tudo de bom! Eu consegui ficar horas me arrumando no closet do meu quarto!

CHARA: (cochichando) e não adiantou. Você continua com essa cara de máquina de lavar.

ASRIA: tia, Chara… quando eu for rainha, o que a senhora vai ser?

CHARA: (bufando, com a cabeça jogada no encosto do sofá) a tia do macaco.

FRISK: gente… vamos confessar nossos segredos mais bizarros?

TODO MUNDO: BORA!

FRISK: eu começo… (ergue a mão direita, juntando dedos indicador, médio e polegar) eu não sinto nada nesses três dedos aqui. E tenho analgesia congênita… não sinto dor nenhuma.

AUTORA: tá explicada a determinação do cara. Esse retardado não sente um osso atravessando o corpo dele, vei. Desse jeito, até eu quero morrer.

TODO MUNDO: (risos)

MUFFET: (aponta pra um dos olhos) eu sou daltônica nesse olho aqui. Ele só enxerga em preto e branco. Aí tudo que eu vejo parece uma versão colorida de um filme do Tim Burton.

RUBY: eu durmo até hoje com meu monstrinho de pelúcia. Ele se chama Zoiudo.

TODO MUNDO: AWNNNN.

ALPHYS: não sei assobiar e nem chupar cana. Meus dentes não ajudam em nada. E acho uma desfeita terem cancelado o live-action das Duper Gatinhas.

METTATON: eu estudei piano durante um tempo com a Undyne, mas não tive saco pra continuar.

UNDYNE: eu posso parecer durona (suspira) mas é só colocar Sugar Rush pra tocar, ou me botar Pokémon na TV, que eu boto meu pijama de coelhinho, minhas orelhinhas de gato e fico horas a fio dançando e assistindo.

AUTORA: SUA TSUNDERE DA POHA.

TODO MUNDO: (guinchos de fofura)

TORIEL: (envergonhada) eu nunca fiz nenhuma de minhas tortas de caramelo e canela (suspira) sempre encomendei um estoque todo na Sadia, e só botava pra esquentar no micro-ondas;

MUFFET: filha da pu…

CALIBRI (ignorando o choque geral) eu consigo fazer meus olhos brilharem no escuro. Mas sós e alguém me der um pedala na nuca, ou acaba não funcionando.

LILITH: eu nem gosto tanto assim de genocídio e sangue. Só banco a psicótica por que não quero magoar a mamãe.

CHARA: oh, meu amor (abraça a filha) não precisa fazer isso. Genocida ou não, eu sempre vou te amar.(ri com os suspiros de fofura dos demais) hum… o meu maior segredo é dizer que… (engole em seco) eu gosto das piadas do Sans (Sans fica chocado) sério! Eu só fingi não curtir esse tempo todo com medo do que a galera ia pensar… iam achar que eu amoleci, sacou?

AUTORA: (assoviando) altas revelações, galera.

ASGORE: eu tenho dois tridentes… um pra lutar, e outro pra enfiar umas picanhas e deixar grelhando na churrasqueira.

GASTER: eu só consigo dormir abraçando o travesseiro. Deve ser uma reação natural à minha condição de esqueleto solteiro da meia-idade.

PAPYRUS: (parecendo envergonhadíssimo) teve uma época em que estava decidido, mais do que nunca, a ser um grande pizzaiolo. Mas acabei virando apenas um grandioso fazedor de espaguete.

SMYLE: eu choro toda vez que assisto A Bela e a Fera e Tarzan. A cena daquela jaguatirica matando os pais dele acaba comigo.

ASRIEL: (rindo) eu tenho uma cuequinha cheia de estrelas.

AUTORA: (mordendo a ponta do dedo, com uma cara maliciosa) é. E só eu a vi até hoje, embora ache que você fica muito melhor sem ela.

TODO MUNDO: huuuuuuuuuuuuum.

UNDYNE: (dando risada, enquanto Bia gargalha) Bianca… tu não era assim…

SKY: sou um fã viciado do jogo de The Galingal Dead, e acho a Clementine muito gata.

BIRIEL: (sufocando o riso com a confissão de Sky, parecendo não ligar pro último comentário dele) tenho a coleção completa dos cards de Dragomania.

Por fim, Monster Teen suspira, se levantando do sofá.

MONSTER TEEN: (virando-se para Asria) sei que isso não é segredo, mas… Asria, eu não aguento mais. Eu adoro você… você é divertida… é linda… é tão incrível… e eu sou só um deficiente sem graça. Eu tenho que confessar… eu te amo, de verdade. Não sou rico, nem bonito, nem nada disso. Infelizmente, tudo que posso de dar é o meu mais dedicado amor. Mas você não precisa de um homem paras se reafirmar… e eu respeito isso.

Asria, para choque geral, dá uma risadinha.

ASRIA: já estava na hora.

Todos aplaudem e gritam quando Asria puxa Monster Teen, tascando-lhe um beijo na boca. Michele vem correndo com Afonso atrás dela, assustada com a barulheira.

MICHELE: eita. O que aconteceu?

AFONSO: acho que a cabrita desencalhou.

AUTORA: (berrando) já não era sem tempo!

Monster Teen, corado, mas muito feliz, deita a testa na de Asria, sorridente. A princesa também sorri, risonha, enquanto todos fazem uma festinha ao redor do novo casal.

AUTORA: espera aí. O Sans não contou o segredo dele!

SANS: e acha que vou revelar meus segredos, é? Ok. Vou botar a boca no trombone.

Previsivelmente – e para fúria de Bia – Sans conjura seu trombone, assoprando, e logo em seguida tacando-o no chão.

AUTORA: AHHHHHHHHHH, SANS, SEU RETARDADO!

SANS: (já correndo) ué. Eu fiz exatamente o que prometi!

Todos enfiam as mãos nas próprias caras, enquanto Afonso se vira para a tela, jogando várias ervas mágicas nela, fechando o capítulo e fazendo tudo sumir em meio a uma floresta de vinhas.