Notas iniciais
N/A: E continuamos a história da nossa protagonista! Espero que estejam gostando! =D E não deixem de me deixar reviews hein, meninos e meninas?!

O Acerto.

Eu ainda custava a acreditar que tudo aquilo estava acontecendo. O que eram aquelas coisas chamadas de Innocence? E para que serviam mesmo? Dava para perceber que eram importantes, mas porque ela não havia me deixado claro. Olhei para aquela menina de cabelos roxos e pele morena, pensando quem ela era e o porquê de ter me tirado das ruas de Londres e me levado para aquele lugar estranho cheio de bolos, e velas esquisitas.

Esperei que ela tomasse alguma posição e começasse a se explicar, para logo depois eu tomar a minha, mas percebi que não haveria a dela. Soltei um suspiro carregado e me levantei. Andei até ela e fiquei parada em sua frente, esperando que aquilo a intimidasse, a chamasse a atenção, algo do tipo, mas nada. Ela continuava parada, me fitando.

“Eii, poderia me explicar o que diabos está acontecendo?”, pedi revoltada.

“Tenha calma. Espere mais um pouco e já terá sua resposta, Kurenai-chan...”, ela tirou o pirulito da boca para falar e deu uma risada de lado.

“Meu nome é Hikaru!”

“Mestre Rhode não deveria ter feito isso sem avisar o Conde! O Conde ficará chateado, lero~”, parei de reclamar ao ver aquele guarda-chuva estranho. Desde quando aquela abóbora falava?!

“O que é...”?, fui interrompida pela porta aberta no momento seguinte.

“Kon-ba-wa ♥!”, uma voz traiçoeira emergiu no clima da sala, me fazendo estremecer dos pés a cabeça.

O que era aquela coisa? O que eu tinha a ver com tudo aquilo ali? Quem eram eles!?

“Conde!!”, a garota esquisita pulava sobre o monstro com cara de doninha.

Sinceramente, queria chamá-lo de doninha e ver a sua cara, mas algo me dizia para não fazê-lo. Fiquei parada, observando aquela cena bizarra. Por mais que fosse ‘pai e filha’, aquilo era nada mais, nada menos que definido como estranho.

“Er... Sabe, é muito lindo ver essa cena entre vocês, mas podem me explicar o que eu tenho a ver com vocês e tudo isso?!”, gritei agoniada.

“Ora, ora... Que insetinho mais lindo. ♥”, o tal Conde soltara a Rhode e me olhara fixamente, abrindo um sorriso macabro.

“Insetinho? Hey, o meu nome é Hikaru, ok?! Hikaru!”, esbravejei extremamente irritada.

“Oh, desculpe... Mas então, quer dizer que você não sabe o que são Innocences e Exorcistas, não é?”

“Não. E não sei pra que eu quero saber disso.”, respondi sincera.

“Você quer encontrar uma pessoa especial, não quer?”, a voz da Rhode me chamou a atenção. Arqueei a sobrancelha estranhando novamente aquele comentário. Porque diabos ela sabia daquilo? Era um segredo meu, e só meu! Nunca contei para ninguém, muito menos para meu melhor amigo da estalagem onde trabalhava.

“Como você sabe disso?”, rosnei irritada.

“Você chama por ele quando dorme. Afinal, Kurenai-chan, quem é Deak?”, ela perguntou mordendo um maldito pirulito colorido.

“...Porque quer saber?”

“Por nada. Eu só achei que poderia realmente te ajudar a encontrá-lo...”, por um momento meu coração se encheu de esperança como no dia em que a encontrara no inverno, mas logo foi preenchido pelo sentimento de insegurança. Aquilo provavelmente não seria de graça. Eles iriam querer algo em troca.

“Isso não vai sair de graça, vai?”

“Claro que não. Em troca, você encontrará uma pessoa para nós, que está com algo nosso. ♥”, o Conde sorriu, se apoiando no guarda-chuva. Por um momento tive pena do objeto. Coitado, como ele conseguia suportar tanta gordura?

“E como vou encontrá-la?”, perguntei, cruzando os braços.

“Ela se encontra no mesmo lugar que seu irmão. Te daremos todas as dicas para seguir para o caminho certo. ♥”, a doninha falou com sua voz mais puramente falsa.

“Vocês perderam alguém também?”, perguntei surpresa.

Notei que os dois se entreolhavam e logo depois assentiram. Abaixei o olhar para o chão daquela sala estranha, que mais parecia ser outra dimensão. Parei para analisar a idéia e o que deveria fazer caso aceitasse ou não. Na verdade, eu sabia que eu só tinha a opção de sim, pois se negasse a oferta, morreria no mesmo instante e jamais veria o Deak novamente.

“E o que eu necessariamente tenho de fazer?”, a estranha doninha gigante abriu um sorriso triunfante, o que me fizera arrepiar de imediato. Aquele sorriso não era, nem de longe, reconfortante.

“Primeiro, você deve saber o que são as Innocences. Depois, lhe entregarei a sua. Você será encontrada por uma Generala que lhe explicará tudo que você precisa saber sobre a Ordem Negra e as Innocences E assim, poderá seguir para encontrar a nossa Innocence que fora roubada e o seu irmão, Deak. ♥”, ele falava tudo com uma voz irritantemente calma, como se nada o surpreendesse ou o abalasse. Parecia que ele gostava de mostrar que era invencível. Dei de ombros. Minha opção já havia sido escolhida.

“Eu aceito.”, falei por fim.