Underneath it All

11 About love and caring


Notas iniciais
OI PESSOAL! :3 Primeiramente eu queria agradecer a linda maravilhosa xerosa Jessie Kurosaki pela recomendação! ♥ Juro que fiquei emocionada ;u; Muito obrigada mesmo! Então, deixem eu explicar minha situação: eu tinha praticamente finalizado o capítulo ontem à tarde, mas eu esqueci de salvar e adivinhem? Perdi boa parte do que tinha escrito. O meu plano era fazer as perspectivas do que aconteceu por parte do Sugawara e da Yachi, as duas pessoas que mais ajudam nossa dupla de patetas mais amada do mundo. MAS... Me lasquei. Por sorte, a parte do Sugawara ficou maiorzinha e eu decidi finalizar e postar mesmo assim, só pra não deixar vocês sem atualização por uma semana. :) O capítulo ficou menor, Sugawara-centered e, portanto, com Daisuga. Eu gosto demais dos dois, e foi muito legal escrever essa conversa entre eles. Espero que gostem também. ♥ Vou parar de enrolar aqui, boa leitura!

Sugawara se aninhou nos braços do capitão. Não sabia bem explicar como se sentia naqueles momentos, mas era uma sensação confortante, quase como chegar em casa depois de um dia cansativo de treino. Era dessa forma que via Daichi. E por mais que tivesse que cuidar de Sawamura na maior parte do tempo, também era mimado por ele de vez em quando. Era bom. Ficar agarrado com ele em dias mais frios, embaixo das cobertas e assistindo televisão era definitivamente uma das coisas que mais gostava de fazer. Aquele sábado estava sendo exatamente desse jeito, e Koushi estava adorando.

– Você estava feliz demais ontem. – Daichi comentou, rindo discretamente, bem próximo ao ouvido do levantador reserva. A voz macia do capitão lhe causava arrepios. Era tão gostoso senti-lo tão perto de si. – Eu posso saber o que aconteceu?

– Não foi nada. Pelo menos, não comigo. – Suga respondeu. É, não podia negar que estava feliz mesmo. Mas temia que se falasse que era por causa de Kageyama, o capitão ficasse enciumado. – Tobio finalmente se resolveu com o Shou-chan. – Ele abriu um sorriso de orelha a orelha repleto de orgulho. Era quase como se estivesse falando de seus próprios filhos (e, de certa forma, era isso mesmo).

– Shou-chan? – Retrucou, arqueando uma das sobrancelhas. O bom-humor de Suga era absolutamente adorável. – Eu notei que os dois estavam bem melhores no treino. – O moreno comentou, tomando um ar pensativo. A sincronia havia voltado e os avanços ficavam cada vez mais evidentes, era admirável. – Não me diga que você tem culpa nisso? – Indagou, unindo as sobrancelhas.

– É claro que eu tenho. – Sugawara deu de ombros. Sempre levou jeito pra cupido, ainda que com Daichi as coisas tivessem sido um pouco diferentes. “Mas sempre funciona com os outros!” ele fazia questão de ressaltar, quando o próprio namorado decidia tirar uma com a sua cara. – Prometi ao Kageyama que o ajudaria. Ele é um menino muito bonzinho. Realmente gosta do Shou-chan, só não sabe como deixar o orgulho de lado.

– Mas eu não entendi bem... – O capitão coçou a cabeça. – O que tinha acontecido com os dois, afinal de contas?

– Bem, o Hinata terminou desistindo do rolo deles por causa da insensibilidade do Kageyama. Acredita que ele só disse que gostava do Shouyou uma vez? – Comentou, exaltado, arregalando os olhos em indignação. – E foi quando se declarou!

– É típico do Tobio. – Daichi tentou ser razoável. Podia entender porque ele agia daquela forma. Também se sentia um tanto incomodado quando tentava ser romântico com Sugawara em seus primeiros encontros, por mais que gostasse dele e quisesse ter um relacionamento sério. Era difícil se sentir confortável o bastante para agir naturalmente. O capitão também era um capricorniano, logo, entendia perfeitamente o que era estar na pele do levantador. – Esse tipo de coisa tem que partir da própria pessoa, e nem sempre é tão simples quanto parece.

– Hm. – Sawamura de certa forma tinha razão, mas Suga ainda não via uma justificativa para as atitudes pervertidas e insensíveis de Kageyama. Afinal, ninguém era obrigado a se manter num relacionamento com uma pessoa que só quer saber de pegação. – Ele tinha que se esforçar mais, definitivamente. O jeito que ele e o Shouyou estavam se relacionando era... Sei lá... Era só físico, entende? Quando você gosta mesmo de uma pessoa, tem que ter algo a mais. Tem que ser uma conexão espiritual, também.

– Meu Deus, lá vem você com essas coisas espirituais... – O capitão riu. Não conseguia acreditar muito nesse tipo de superstição que o levantador reserva levava tão a sério, mas tentava relevar esse fato. Koushi era um romântico nato. Tinha essas explicações malucas que uma pessoa realista como Daichi nem sempre conseguia enxergar. Mas o capitão gostava de ouvi-las, independente de acreditar ou não. Aliás, esse era um dos motivos de gostar tanto do levantador reserva: era como se ele lhe elevasse. Sugawara lhe dava uma sensação de leveza que nunca sentira com outra pessoa. Quando o moreno pensava a respeito, só conseguia chegar a conclusão de que jamais poderia encontrar alguém melhor.

– Mas é. – Suga insistiu. – Imagine só se eu e você não conversássemos, nem nada. Se a gente só se agarrasse e nada mais? Ia ser a coisa mais chata do mundo. – Houve uma breve pausa, em que Daichi concordou em número e grau.

De fato, não podia nem mesmo imaginar como se relacionaria com Koushi caso não conversassem. Obviamente gostava dos toques e dos carinhos, mas muitos dos momentos que se recordava com alegria consistiam em simples diálogos despretensiosos. Ou até mesmo olhares. O que tornava ele tão apaixonado por Suga era o fato de que ele conseguia deixar tudo mais divertido. Sério. Qualquer programação se tornava automaticamente legal quando ele estava ao seu lado. Podia ser uma noite quente, em que os dois estavam trancados no quarto e sedentos de paixão, ou simplesmente uma caminhada no parque durante o inverno, onde os dois construiriam bonecos de neve e tomariam sorvete (existem pessoas que dizem que não é bom comer coisas geladas quando o clima está frio, mas o capitão podia garantir que era a melhor época para se fazer isso). Sugawara tornava coisas que já eram naturalmente boas ainda melhores. Talvez porque ele não só fosse seu namorado, como também seu melhor amigo.

E, vale ressaltar, a pessoa mais compreensível e adorável que já tivera o prazer de conhecer. Além de ter uma aura responsável pairando sobre ele e o sorriso mais sincero que já vira na vida. Não tinha absolutamente nada que não gostasse em Sugawara. Nenhum defeito sobrepunha as inúmeras qualidades do rapaz, e o capitão não conseguia evitar o sorriso bobo nos lábios quando estava perto de seu amado.

– Por isso que eu senti que deveria ajudar o Tobio. – O levantador reserva continuou, gesticulando um pouco. Gesticular quando se está eufórico parecia uma característica típica dos alunos da Karasuno. Nem Koushi conseguira escapar dessa. – Aí eu disse que ele tinha que parar de ser um babaca orgulhoso... E pedir desculpas para o Shou-chan.

– Hah... E qual foi o desenrolar dessa história?

– Ele foi até a casa do Shouyou. – Sugawara contou, com os olhos brilhando. Tobio havia lhe contado no dia seguinte todos os detalhes do ocorrido. Quem os visse, diria que eram quase como duas amiguinhas fofocando juntas depois de um longo tempo sem se virem (ignorando o fato de que Tobio mal conseguia falar de tão envergonhado que estava). – E conversou com a mãe dele, acredita?

Daichi riu.

– E o que ele achou dela?

– Tobio disse que ela foi muito simpática e pediu para que ele cuidasse do Shou-chan. – O levantador reserva respondeu como se ele próprio houvesse dito aquela frase. A aura materna de Koushi se tornava cada vez mais evidente à medida que continuava a contar o ocorrido. – Acho que ele gostou dela, apesar de não ter dito nada. – Rolou os olhos. – Ele é tão... Direto... Quando está contando as coisas. Nem diz o que achou. Mas pelo jeito que estava corando, acho que foi mais agradável do que ele faz parecer. Dava para ver o quanto ele realmente sentia como se devesse assumir a responsabilidade de cuidar do Hinata. Então acho que a conversa serviu pra alguma coisa.

– Vamos esperar que ele não leve ao pé da letra. – Daichi comentou, rindo discretamente. – Ou você já cuidou disso também? – O capitão provocou o menor, depositando alguns beijos em seu pescoço. É claro que ele já havia cuidado de tudo. Era de Sugawara que estava falando.

– D-Daichi... – O levantador reserva suspirou. Poderia receber aqueles beijos pelo resto de sua vida, mas, por hora, tinha de terminar de contar a história. Logo agora que estava chegando ao clímax. – Depois. – Censurou o capitão, que se afastou minimamente. – Deixa eu terminar de contar a história.

– Desculpa. – Sawamura retrucou, num muxoxo.

– Enfim. – Suga pigarreou, ajeitando-se e ignorando o calor que começara a sentir de repente. – Depois o Hinata chegou. Ele tinha levado à Natsu para o parquinho. E, segundo o Tobio, levou um susto assim que o viu sentado no sofá da sua casa. Aí... Se prepare: Tobio disse que precisava muito conversar com ele.

– ... Huh? Então a iniciativa partiu mesmo do Kageyama? – Daichi perguntou, incrédulo. Realmente, o levantador deveria gostar bastante do baixinho. Não achava lá tão improvável que ele fosse até a casa do ruivo, no entanto, pedir para conversar definitivamente era inesperado.

– Eu disse. – Suga afirmou rapidamente, sem querer interromper o que falava. – Os dois foram para o quarto do Shouyou e, bem, depois disso Kageyama ficou um tanto confuso. Ele parecia estar tentando omitir várias coisas, só que não conseguiu. É um péssimo mentiroso. Mas aparentemente foi ele quem pediu desculpas e Shou-chan assumiu uma postura mais séria. Aparentemente, ele não facilitou nem um pouco para o Tobio.

– Como assim?

– Resumindo: eles não voltaram. – Explicou. Nem mesmo o próprio Sugawara entendia por que isso havia acontecido, mas tudo bem. Surpreendentemente, Hinata era uma pessoa muito mais complexa do que jamais pensara. – Shouyou disse que não estava na hora de voltarem a se relacionar. Pelo menos, não romanticamente. Eu tenho certas dúvidas quanto a isso, mas ele pode estar certo. Acho que, mais do que ninguém, ele também está confuso. E é o que melhor entende o Kageyama. Não quero me intrometer mais do que já estou me intrometendo.

– Hm. – O capitão ficou pensativo por alguns instantes. – Você fez bem. Está dando um empurrãozinho do Kageyama, mas quem tem que fazer o trabalho é ele. E, bem, sempre achei o Hinata mais sensato do que ele no que se trata de lidar com outras pessoas, e tudo o mais. Ele definitivamente é mais sensitivo que o Tobio nesse ponto. Mas não deixam de ser dois adolescentes...

– Como nós. – Koushi disse. – As coisas podem estar maravilhosamente bem agora, mas também tivemos nossas dificuldades. Ainda sim, acho que aqueles dois têm um futuro juntos, se conseguirem se resolver.

– Como nós conseguimos?

– Exatamente.

O levantador reserva sorriu, se rendendo ao capitão, que já voltava a encher seu pescoço de beijos carinhosos. Algum dia, talvez Kageyama e Hinata conseguissem atingir a mesma plenitude no relacionamento deles quanto o seu com Daichi.

Não era tão difícil quanto parecia. E definitivamente valia a pena.

A única coisa que talvez os diferenciasse crucialmente do semi-casal recém-formado era que Sugawara nunca teve dúvida de seus sentimentos. Sempre foi Daichi. Nunca existiu outra pessoa para si. E isso só ficava cada vez mais claro quando se tocavam. Sentir o gosto do capitão em sua boca só lhe dava mais certeza de que jamais poderia amar outra pessoa do modo que o amava. Tê-lo tão próximo a si, poder abraçá-lo e percorrer suas mãos delicadamente pelas costas largas e nuas de Sawamura... Era uma sensação única. Koushi nunca se cansava daquilo, porque todas as vezes que fazia, era como se fosse a primeira vez. O capitão sempre seria o seu número um. Jamais haveria espaço para outra pessoa lhe olhar nos olhos do modo como Daichi olhava.

Já perdera a conta de quantas vezes viu gente falar que eventualmente as coisas se tornavam entediantes numa vida a dois. Não conseguia imaginar esse dia chegando no seu relacionamento com o moreno. Talvez porque não dependessem um do outro para serem felizes. Não era como se fossem complementares, como se um fosse a parte que faltava no outro, como Kageyama e Hinata eram. Eles se amavam porque os dois já eram pessoas completas. E o fato de estarem juntos como um casal era só algo que acrescentava na vida de ambos. Talvez por isso os dois sempre tivessem se sentido preparados. Talvez por isso a hesitação fosse um sentimento desconhecido em suas vidas – pelo menos no que se tratava de romance.

Mas o outro levantador e o baixinho eventualmente se encontrariam. Não dava para dizer quando, mas era fato consumado que os dois só eram tão bons porque um elevava as habilidades do outro. Havia mais dependência entre Tobio e o ruivo do que entre ele e Sawamura. Eles precisavam se ajudar para conseguirem alcançar seus objetivos. Eram um tanto diferentes, mas não era por isso que não dariam certo.

– Daichi... – O levantador reserva chamou o moreno, que ia tecendo um caminho até seu baixo ventre. Ele levantou a cabeça. Sempre com um sorriso carinhoso brincando nos lábios, e os olhar mais gentil que já vira na vida. Só Koushi conhecia aquele olhar, porque era especialmente para ele que Daichi o lançava. – Eu te amo.

O moreno subiu até os lábios de Sugawara mais uma vez, dando-lhe um beijo breve e acariciando seu rosto com uma das mãos.

– Eu também te amo, Koushi. Sempre.

Notas finais
Espero que tenha ficado com um gostinho de quero mais aí. -v- É o seguinte: eu gosto muito de todos os casais de Haikyuu e já tinha dito antes que ia tentar dar um espacinho pra eles por aqui. É claro que não vou aprofundar muito, mas, sempre que rolar a chance, podem apostar que vai ter Tsukkiyama, Asanoya, Daisuga E TODO MUNDO QUE EU PUDER COLOCAR. ♥ Espero que vocês tenham gostado. Um capítulo mais tranquilo depois de tanta treta com o casal mais estável do anime inteiro. ÇLLDÇSFL. Amor demais por esses dois! E, no próximo, certamente vai ter a visão da Yachi sobre isso tudo. Hinata-centered. :3 É isso, desculpem o cap pequeno, até a próxima semana!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.