Selena

Mas que bonita essa peça que a vida está me pregando. Harry havia trocado nossas mochilas e agora eu tinha que encontrá-lo de qualquer jeito. Entrei no meu quarto e joguei a mochila em cima da cama, e fiquei encarando a tal mochila jeans de cor cinza. Quais eram as possibilidades da mochila de uma garota ser exatamente igual a de um garoto? Normalmente seriam pequenas. Mas elas eram iguaizinhas. Abri para ver se dentro dela havia alguma forma de contato com ele, ou coisa assim, e para minha surpresa havia.

Essa mochila pertence a Harry Styles: número para contato xxxxxxxx

Agora viria a parte mais difícil, ligar para ele.

Respirei fundo e encarei a placa de identificação por alguns segundos, eu não estava acreditando que estava prestes a ligar para o cara mais chato que já havia conhecido, e olha que eu conheço inúmeros chatos.

Lá vai...

Eu: Alô? Esse é o telefone do Harry Styles?

Ele: Sim...quem é?

Eu: É a Selena...

Ele: Quem?

Eu: Selena, garoto.

Ele: Ahh, a enfezadinha!

Eu: Não sou – Falei irritada – Ele riu.

Ele: Sentiu saudades? – Perguntou maliciosamente.

Eu: Não é nada disso garoto. Você está com a minha mochila, não percebeu não, foi?

Ele: Ah, claro que sim. Até li o seu diário.

Eu: VOCÊ NÃO SE ATREVERIA! – Disse irada – Ele soltou sua risada gostosa. Ele estava divertindo-se.

Ele: Claro que não... um dia você vai me contar por livre espontânea vontade tudo que estiver escrito ali.

Eu: Mas nem morta – falei em tom debochado – Vamos voltar ao que interessa, por favor?! – Ele seguiu rindo.

Eu: Eu quero que você me encontre amanhã no mesmo infeliz local e horário que nos esbarramos, okay? Quero minha mochila de volta.

Ele: Que apressadinha você. Já querendo me ver tão cedo – ironizou o engraçadinho e eu bufei irritada.

Eu: Eu vou perder a paciência com você – Avisei – Harry gargalhou de uma forma que me fez rir também.

Ele: Sua voz é doce, no telefone...

Eu: Doce? – Corei.

Ele: Sim, sua voz é encantadora – Ele disse e eu corei mais ainda. Deus, ele tava me cantando?

Eu: Você entendeu? – Mudei de assunto.

Ele: Yeah. Ei...

Eu: O que é garoto – falei em tom de profundo tédio.

Ele: Amanhã eu e meus amigos vamos cantar na lanchonete do meu pai... e eu estava pensando... se você quiser aparecer...

Eu: Ora essa, você canta? – Perguntei em tom de gozação.

Ele: Claro que sim, o microfone na minha mochila... não percebeu não, foi? – Disse repetindo o que eu havia dito, fazendo-me rir instantaneamente.

Eu: Me desculpe mas (risos) é difícil imaginar essa cena.

Ele: Engraçadinha... você se surpreenderia.

Eu: Você se acha, não é? – Ele gargalhou.

Ele: Vá a lanchonete amanhã e verás...

Eu: (Fiquei em silêncio por alguns segundos) ...Está bem!

Ele: E depois sai comigo – Ele disse e meus olhos saíram de órbita.

Eu: O que? E se você for um maníaco ou coisa do tipo? Porque idiota eu já sei que você é – ouvi apenas sua risada.

Ele: Nós vamos estar num lugar público... uma lanchonete, enfezadinha – Eu não pude deixar de rir.

Deus, eu estava flertando com aquele imbecil.

Eu: Vamos ver se eu acordo de bom humor amanhã – disse olhando no relógio em meu pulso e notei que falamos bastante, me despedi. – Então... boa noite Harry e até amanhã de manhã.

Ele: Boa noite enfezadinha... sonha comigo. – Revirei os olhos com tamanha audácia e logo encerrei a ligação.

Narrador

Harry desligou o telefone jogando-se no sofá pensativo. Ele mal podia acreditar que havia falado com Selena ao telefone, vários sorrisos saiam de sua boca sem que ele os forçasse. Pensar nela o fazia feliz. Harry levantou-se do sofá e foi andando até o seu quarto suspirando, parou em frente ao quarto dos seus pais mas o mesmo estava vazio. Eles ainda estavam na lanchonete, que depois das 22hrs lota absurdamente. Harry sentou-se em frente ao computador e decidiu escrever uma música para Selena. Ele estava inspirado.

– Filho? – Era a mãe de Harry.

– Oi mãe – Respondeu sem desviar o olhar da tela do computador.

– Como foi a prova hoje?

– Bem

– Que bom... E quem era no telefone? – Perguntou curiosa.

– Era uma garota.

– Mais uma garota, Harry?

– Essa é especial, mãe – Ela olhou-o incrédula – Ele riu.

– Sendo assim, que bom meu filho, talvez agora você se aquiete – Brincou e ele deu risada.

– Boa noite, meu amor – Sua mãe despediu-se beijando o topo de sua cabeça.

– Boa noite, mãe.

Harry resolveu ir dormir também, pensou que quanto mais cedo dormisse mais cedo veria Selena novamente. Deitou-se em sua cama, se enrolou com um lençol e adormeceu quase que instantaneamente.

Harry

Não Harry... você tinha que estar atrasado logo agora...

Perdi a hora. Arrumei-me o mais rápido possível, peguei a tal mochila e sai de casa correndo, sem ao menos tomar café ou dar satisfações de onde iria para os meus pais. O local marcado para o nosso ‘’ encontro’’ ficava a 3 quadras da minha casa e nem valeria a pena ir de carro, mas como já estava atrasado preferi não arriscar. E foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Cheguei ao local e Selena já estava à minha espera.

– Ah, enfim você chegou – Falou irritada.

– Bom dia para você também, enfezadinha – Brinquei com ela.

– Dá logo minha mochila, por favor – Ela esticou a mão apontado para a bolsa – Então eu tirei a mochila das costas e a entreguei cuidadosamente – Ela também entregou-me a minha.

– Obrigada

– De nada... Aonde está indo? – Sondei.

– Ao ballet...

– Quer carona? – Esperei ansioso.

– Não – Ela respondeu instantaneamente, fazendo-me rir.

– Me deixa te levar, por favorzinho? – Fiz biquinho e ela riu.

– Palhaço... Está bem – Revirando os olhos – Você me fez esperar mesmo...

Acompanhei-a até o lado do passageiro no carro e em seguida sentei-me no banco do motorista dando partida no carro.

– Você gosta de ballet? – Falei tentando puxar assunto.

– Sim... É o que eu mais gosto de fazer – Sorri gentilmente.

– E você, gosta de cantar? – Perguntou em tom divertido – ri.

– É o que eu mais gosto de fazer – rimos.

– Chegamos! – Falei desligando o motor do carro.

– Obrigada pela carona, Harry – agradeceu-me baixando totalmente a guarda.

– Não foi nada... que dizer, você está me devendo....

– Ah eu estou te devendo?! – E a marra voltou.

– Sim... eu te dei uma carona e em troca você vai me ver cantar hoje à noite lá na lanchonete do meu pai.

– Ah sim, eu tinha esquecido. Duvido que ela tenha esquecido.

– E aí? – Ela pensou por alguns segundos e respondeu.

– Tá bem, eu vou – Sorri.

– Então... – Abri por dentro a porta do carro para ela e nossos rostos quase tocaram-se. Ela corou instantaneamente e eu ri.

– Tchau!! – Ela fugiu rapidamente do carro e foi caminhando engraçado até entrar na galeria, ela parecia uma mola ambulante.

Sorri da situação e só tinha um desejo para essa noite: que nada desse errado para nós dois.

Notas finais
Gostaram do capitulo?! comentem o que acharam por favor, para que eu possa sempre melhorar! desde já muito obrigada! bjsss