Underneath It All

3 Como se já não fosse suficiente...


Notas iniciais
Oie gente, em primeiro lugar gostaria de pedir desculpas pela demora para postar. Em segundo lugar, eu sou a @siempre_leonetta e a @imaginesroxos no instagram. Tenho outras três fanfics no momento, uma no primeiro instagram citado e duas no outro. Deem uma lida lá e comentem se gostarem. Comentem aqui embaixo se gostarem deste terceiro capítulo desta fic, que, eu espero, agrade vocês. Adoro comentários com opiniões, expectativas ou ideias, tudo isso é bem vindo. Eventualmente, postarei fotos, games e informações relacionadas a esse imagine nos dois instagrans citados acima, e quando acontecer avisarei aqui. Não deixem de ver, pois serão postadas fotos de roupas, lugares e etc que forem citados nessa fic. Se você está lendo mas não tem uma conta no Nyah! e não pode comentar, toda vez que eu postar um capítulo aqui, postarei uma foto correspondente a ele no @imaginesroxos. Comente lá, e eu avisarei a você quando o capítulo seguinte for postado. Então é isso, espero que gostem e leiam!

Fui falar com Angie, minha tia/madrasta/tutora/professora. Ela havia se casado com meu pai a algum tempo, e era quase como uma mãe para mim. Era uma das poucas pessoas — além dela, somente papai (e olhe lá) e Francesca — com quem eu falava sobre Roxy e, sobretudo, sobre o León.

—Vilu! — Disse ela, ao me ver.

—Angie — Sorri, ao aproximar-me. Ela estava sentada na sala, lendo. A primeira coisa que fez foi largar a revista e se voltar para mim — Hum, vejo que alguém está bastante alegrinha. Está voltando do León, não é?

—Uhum — Concordei — E é sobre isso que eu quero falar com você.

—Hum... — Disse ela, com o semblante mais preocupado — Diga. Ele terminou com você? Te magoou? Está tudo bem com ele? Ele se machucou, aconteceu alguma coisa?

—Não, não, pelo amor de Deus Angie, não diz uma coisa dessas. León está bem, sim. Muito bem. E não, não terminamos.

—Então o que foi, Vilu?

Suspirei e sentei ao lado dela, pesadamente. Ela começou a me ouvir com atenção:

—Me sinto culpada de mentir para ele, Angie. Eu o amo demais, e ele também me ama tanto... acho que ficaria muito magoado se descobrisse que eu menti. Odeio ter que mentir pra ele. E, bom, eu estava pensando... Estávamos falando do nosso futuro e, bom... Angie, quando nos casarmos, o que eu vou fazer?!

—Nossa, até em casamento já estamos pensando? — Disse ela, com uma risada

—É sério, Angie... — Suspirei

—Não, Vilu, eu sei que é sério... Bom, com o que está preocupada?

—É óbvio que se nos casarmos, hora ou outra ele vai descobrir, Angie. Tipo, e se ele vir que meus óculos não tem grau? E se ele perceber que a minha voz não é como ele está acostumado a ouvir, e que eu uso bem mais maquiagem do que ele imagina? E se ele me vir sem... peruca? Eu digo, é claro que ele vai ver. Pode me ver tomando banho, ou, como vamos dividir o quarto, pode até mesmo entrar num momento em que eu estou colocando a peruca, eu não sei... E, por exemplo, se eu acordar e a minha peruca estiver desarrumada, tipo, com a franja virada pra trás? Ele vai perceber.

—Mas você já dormiu com ele, não é? E até agora esses problemas não aconteceram.

—Sim, sim, eu sei que não aconteceram. Mas Angie, dez meses é diferente de 30, 40, 50 anos. Tudo pode acontecer. — Suspirei — Além disso, tem meus documentos. Se nos casarmos, ele vai ver quando formos fazer o casamento civil. Se tivermos filhos, meu nome verdadeiro é o que vai aparecer na certidão de nascimento. Quando formos viajar, ele vai acabar vendo minha identidade ou passaporte. Angie, eu não sei o que fazer!

—Olha, Vilu... por que não conta a verdade para ele? — Disse ela, cuidadosamente

—E arriscar perdê-lo? Eu não posso, Angie... não posso.

—Vilu, se ele realmente te ama, vai ficar com você, independente de Violetta ou Roxy.

—Ele me ama, Angie. Ele ama a Roxy. A Violetta é completamente diferente dela. Ele não pode amar as duas. São diferentes demais.

—Mas, no fundo, são a mesma pessoa. Vocês tem muitas características em comum. As duas são, variando de intensidade de uma para a outra, divertidas, carinhosas, bondosas, meigas, gentis, engraçadas, doces, amáveis, educadas, inteligentes, talentosas, criativas e lindas. Se León valoriza isso na Roxy, ele também é capaz de amar a Violetta.

—León valoriza tudo isso, sim, mas a Roxy é muito diferente. Ela tem glamour, ela tem estilo, ela é... ela é a Roxy, Angie. León não se apaixonaria por mim. Eu o perderia. E não posso perdê-lo, Angie. Não posso. O amo demais.

—Então não tenho mais o que dizer, Vilu — Ela suspirou — Faça o que seu coração mandar. O que lhe parecer certo.

—E se eu estiver errada no que me parece ser certo? — Perguntei

—Não estará, Vilu. Se o amor é verdadeiro, sempre encontra um caminho. Por mais que demore, se seu amor por ele for verdadeiro, e o dele por você também, vocês vão conseguir ficar juntos. Eu prometo.

Sorri. Angie era a melhor amiga que eu poderia ter. A abracei.

—Obrigada, tia. É a melhor do mundo.

—Não tem de quê, Vilu. Não tem de quê — Disse ela, me abraçando de volta e sorrindo.

**********************************

De manhã, acordei e me arrumei, como Roxy, claro. Tinhamos uma seção de autógrafos no Studio, e eu tinha que ficar irreconhecível. Peruca, make, óculos, roupas, unhas, acessórios e sapatos depois, tomei café com muita rapidez, modulei o tom de voz para "Roxy" e entrei na limusine, que me aguardava na frente de casa, pronta para ir a casa de León.

No caminho, pensava no que Angie havia me dito. Eu já estava convencida de que não contaria a verdade. E esperava que a Roxy conseguisse se sustentar para sempre. Ele não podia descobrir quem eu era. Não podia.

Chegando a casa de León, esperei menos de cinco minutos até ele entrar. Estava um gato, elegantérrimo como sempre, usando uma calça preta, camisa social branca e uma jaqueta de couro. Sorri. Ele sentou-se ao meu lado.

—Está lindíssima — Disse ele, olhando-me de alto a baixo

—Sabia que ia gostar — Ri, pensando no modelito sexy que tinha escolhido. Usava um vestido longo, preto, de mangas três-quartos, completamente transparente, exceto por um forro no busto e uma microssaia da cintura até o início das minhas coxas, cobrindo apenas o necessário (As roupas dos dois vão ser postadas no @siempre_leonetta no instagram, curtam lá please).

—Admito que está muito mais sensual do que pede um evento de manhã numa escola de música, baby — Disse ele, por fim

—E desde quando eu me importo com o que o evento pede? — Rimos- Eu quero chamar atenção, baby. Isso e ficar linda para você, é claro.

Passei os braços ao redor do pescoço de León e o beijei. Ele sorriu:

—Isso você já é. Independente do que usa.

—Até parece — Ri, irônica

—Não, é sério — Disse ele — Pode estar com suas roupas usuais, com um vestido de gala, com uma roupa de freira, de lingerie, com uma fantasia, usando roupas normais, uma burca ou até mesmo usando nada... — Ele me olhou com um sorrisinho malicioso. Ri.

—Seu bobo! — dei um tapinha de leve em seu braço. Ele riu.

—Só estou sendo honesto.

—Eu sei, honey. — Respondi, com um sorriso

—Ei, gatinha, não quer dormir lá em casa hoje? Estou com vontade de ficar mais tempo com você — Disse ele, com aquele sorriso de galã.

—Você diz dormir, dormir, ou dormir....? — Sorri, mordendo os lábios pintados num tom escuro.

—Dormir, dormir mesmo — Disse ele, com uma risada — sem segundas intenções. A não ser que você queira, é claro...

Dei uma risada e comecei a beijá-lo. Estava perdidamente apaixonada. E, aparentemente, ele também era apaixonado por mim. Eu não podia deixar isso mudar.

Quando chegamos ao Studio, foi uma comoção. Todo mundo gritando, meninas chorando, pessoas pedindo autógrafos e fotos, um monte de cliques dos paparazzi. Como sempre. E pensar que aquelas pessoas gritando por mim eram, boa parte, pessoas que estudavam comigo e me viam todos os dias, as vezes até me ignoravam. E, também, era emocionante poder levar meu namorado ao Studio, beijá-lo e abraça-lo em frente a todos os meus amigos, sem ter que escondê-lo. Ou melhor, não sem ter que escondê-lo. Sem ter que me esconder.

Depois de horas cansativas de fotos, autógrafos e simpatia com os fãs, com alguns beijos e abraços intercalados, eu e León fomos a sua casa. Ele mal sabia o quão aliviada eu estava de ter sobrevivido um dia inteiro como Roxy no Studio. Tinha muito medo de ser reconhecida por alguém. Muito.

Jantamos na casa dele. Depois, nos aconchegamos no sofá e fomos ver um filme. Esse um filme se tornou uma maratona, na verdade, já que assistimos desde comédias românticas até terror, passando por vários filmes. O dia tinha sido cansativo, e nenhum de nós estava com pique para outras... "atividades" durante a noite. Preparamos pipoca, e eu fiz minha "famosa" receita especial: Pipoca com chocolate. Joguei chocolate derretido sobre a pipoca. Acredite ou não, eu e León amávamos aquilo. Eramos dois chocólatras, portanto...

Ficávamos abraçados no sofá, dando pipoca um na boca do outro, rindo do filme, eu me agarrando nele em eventuais cenas aterrorizantes. Trocavamos beijos e carinhos, e ele afagava meu cabelo (peruca), me deixando morta de medo que essa se movesse. Ela não saiu do lugar, o que me deixou muito feliz.

Quando já devia ser umas onze da noite, decidimos ir dormir. Fomos para seu quarto e nos deitamos, após trocar alguns beijos. Ele parecia abatido, cansado. Suspirei:

—Boa noite, dear.

—Boa noite, Baby. Amo você.

—Amo você.

Duas da manhã: León acordou ofegante, suado, sentou-se na cama e começou a respirar fundo. Acordei logo em seguida, sentindo falta de seu corpo junto ao meu. Até então estávamos aconchegados entre os lençóis, quentinhos e abraçados, sendo fácil para mim perceber que ele tinha se levantado. E estava muito estranho, por acaso:

—León...? — Perguntei, ainda sonolenta, ajeitando a alça da camisola baby doll que eu usava.

—Hum...? Ah, desculpa te acordar, Rosa. Pode voltar a dormir, gatinha, tudo bem.

Love, o que você tem? — Perguntei, sentando-me na cama também

—Nada, baby... só dor de cabeça. — Disse ele, com uma careta de dor

—Pobrezinho... — Mordi o lábio e o abraçando de lado — Meu Deus, como você está quente. León, acho que está com febre...

—Acha? — Perguntou ele

—Uhum. Espera só um minuto, vou pegar um termometro — Respondi

—Ro... — Disse ele, tentando me impedir — Não precisam, baby.

—Claro que precisa, honey.

Levantei e liguei o abajur, deixando uma luz fraca. Fui até o banheiro de León e procurei o termômetro no meio de suas coisas. Quando finalmente encontrei, junto com um analgésico para sua dor de cabeça, voltei ao quarto. O fiz tomar o remédio e medi sua temperatura. 38.4 graus. León estava com febre relativamente alta.

—Oh My God, está com febre, darling!

—Calma, Roxy, estou bem — Disse ele — Não se preocupa, linda, volta a dormir.

But sweetheart...

Roxy, por favor. — Ele pediu

—Não, não vou te deixar sozinho. Meu baby está dodói...

O aconcheguei em meus braços, o fazendo rir com meu jeito meloso. Sorri.

—Só você pra me fazer rir as duas da manhã, com febre alta e dor de cabeça — Disse ele

—Só você para me acordar as duas da manhã sem me deixar chateada.

León sorriu e acariciou meu rosto. Sorri:

—Vamos, vamos dormir — Disse, afastando seu cabelo e beijando sua testa. Ele fechou os olhos.

Nos aninhamos outra vez, aconchegados, eu o abraçando dessa vez. Ele logo dormiu. Devia estar exausto. Já eu, demorei: Estava preocupada. Comigo, com Violetta, e, é claro, com meu pobre León. Já não bastasse as preocupações que eu tinha na cabeça, meu baby ainda tinha que ficar doente.

Notas finais
Então esse foi o capítulo de hoje, gente! Por favor, comentem se gostaram, o que querem que aconteça, suas opiniões num geral. Leiam o box de informações acima da Fic para mais informações importantes sobre a fanfic (sem spoilers). Por favor, indiquem para amigos e amigas. Continuem acompanhando, que teremos cada vez mais capítulos, e talvez até mais fanfics. Leiam também minhas fics no @imaginesroxos e @siempre_leonetta no instagram. Sem mais, beijos e até o próximo capítulo!