Underground
1 Prólogo
Aqui a vida é parada. Não há nenhuma prosperidade aqui, só miséria.
Não temos plantações pois a cidade é no subsolo. Não temos aquela coisa brilhante que fica no céu: o SOL. Toda a comida que temos vem de lá de cima.
Os mais corajosos ficam lá em cima plantando e lutando contra as doenças.
É proibido subir, as pessoas dizem que lá em cima é um mundo depois da explosão, um mundo pós apocalíptico.
Mais uma vez eu tive um sonho e nele sempre são as mesmas pessoas. Uma mulher muito bonita, de cabelos ruivos e olhos verdes, no sonho eu sinto que ela é minha mãe. Também tem um menino chamado Léo, ele tem cabelos lisos castanho escuro, seus olhos azuis escuro e sua pele branca.
No sonho de ontem eu e ele estávamos brincando na neve, eu tinha uns 10 anos e ele também. Eu estava fazendo um boneco de neve, mas então acordei.
Nesta quarta-feira depois da escola, eu fui andar na borda da cidade. Eu estava na esquina da rua Payne e vi um objeto com um tecido colorido na parte de trás e na da frente parecia um tipo de vidro, eu sentia já conhecer aquele objeto mas nunca tinha visto um aqui.
Peguei ele com cuidado e o coloquei na frente do meu rosto. Vi a imagem de uma menina com cabelos longos castanhos e olhos caramelo. Então percebi que era eu.
Me imaginava bem diferente do que aquele objeto mostrava.
Guardei o objeto para que ninguém o visse e então a palavra espelho surgiu na minha cabeça. O nome se encaixava perfeitamente com aquele objeto, senti algo estranho dentro de mim.
No caminho para casa fiquei pensando de onde ele surgiu, aqui não temos objetos assim. Aquele objeto só poderia ter vindo de lá de cima.
Cheguei em casa e a janta já estava pronta: arroz e abobrinha refogada.
Me deitei mas não conseguia dormir. No fim acabei pegando no sono.
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