Underground
2 Encontro
Hoje será o meu primeiro dia de aula, confesso que estou nervosa.
Acordei bem cedo, umas 6 horas, Juliet ainda não tinha acordado, fui para a cozinha e abri a geladeira:
– Meu Deus!
Dei um passo para trás e analisei a geladeira por completo, tinha apenas cerveja, olhei ao redor e comecei a observar coisas que eu não havia percebido, latas por toda parte. Com certeza Juliet sofrida de alcoolismo, isso explica o motivo de estar sempre feliz, enfim.... Eu não tomei café.
Peguei a minha mochila, um mapa da cidade e saí pela porta, a rua era silenciosa e um pouco movimentada, não tinha nenhum problema, peguei o mapa e comecei a minha longa busca para achar a escola. No fim, demorei 2 horas para achar o colégio, lógico que cheguei atrasada, mas algo me chamava a atenção naquele local. Era um prédio de 5 andares, a tintura era bem antiga e uma placa gigante dizia: “Sewillt School”. As pessoas não eram muito amigáveis, me olhavam pelo canto do olho e faziam comentários, certamente sofreria bullying, fui até à secretaria e perguntei sobre o necessário , estava na sala 29, agradeci e fui embora.
Quando eu entrei na sala, o professor já havia começado a aula, olhou para mim e começou a falar:
– Bem... Está é Clarice Hansethon , ela é uma aluna nova, então sejam legais com ela.
Olhei para o professor e o resto da sala, dei um sorriso:
– Prazer em conhecer vocês!
O professor, sem dar importância, tentou achar um assento e disse:
– Se importa em sentar naquela cadeira no fundo da sala?
Balancei a cabeça em sinal negativo e segui para o meu lugar.
Ninguém falava comigo e eu não falava com ninguém, até que alguém jogou um papel na minha mesa, abri ele e procurei por quem havia o jogado, estava escrito:
“ Cuidado! Aqui não tem lugar para pessoas gentis e simpáticas, seu pesadelo começa aqui hahahaha.”
Sabia... Iria sofrer bullying a qualquer momento, a aula já estava acabando e eu poderia voltar para casa. Contava os segundos e torcia para sair sem chamar atenção, IMPOSSÍVEL, até parece que alguém não iria perceber uma garota com o cabelo vermelho andando pela escola. O sinal bateu, peguei as minha coisas e tentei ir embora o mais rápido possível, quando saí pela porta da frente percebi algumas pessoas me observando, e dizia uma voz:
– Acho que tem um papel no seu tomate.
Coloquei a mão no meu cabelo e tinha um papel grudado, escrito: “Cabelo de tomate”. Não sei se eu corria de medo ou ria pela pessoa ser daltônica, porque o meu cabelo é laranja escuro, sabe? Enfim, saí correndo.
Enquanto andava perdida pelas ruas, notei que estava tendo uma briga entre gangues, de um lado usavam bandanas pretas e do outro bandanas vermelhas. Era duas mulheres brigando, uma delas segurava uma faca e a outra um revólver:
– Vai ficar parada aí segurando a sua faquinha de cortar fruta? Luta como uma puta de verdade!
Eu queria sair logo daquele lugar, por um simples motivo, elas estavam armadas! ARMADAS! Mas aquela multidão me impedia de ter uma fuga, me apertavam tanto que não dava nem para respirar.
– Você me chamou de puta, cachorra? Vem cá que eu vou cortar essa sua língua podre!
A outra mulher sacou o revólver e já mirava no alvo:
– Tenta! Se eu não atirar nessa sua cabeça de merda antes, você pode tentar usar essa faquinha.
Meu Deus, alguém iria morrer! E como eu queria sair dali, mas eram pessoas demais, não conseguia mexer nem o pé, continuei tentando e tentando, mas só piorava, eu ficava cada vez mais próximas daquelas duas loucas, e alguém me empurrou. Estava lá, no meio da briga, eu... Eu estava prestes a morrer, comecei a tremer e uma delas disse:
– O quê essa vaca está fazendo aqui?
Eu tentei me controlar e disfarçar ao mesmo tempo, dei alguns passos para tentar fugir, mas a mulher com o revólver me agarrou e apontou para a minha cabeça:
– Você é uma idiota! E sabe oquê acontece com idiotas como você?
Não conseguia me mexer, nem pensar em nada, comecei a suar frio:
– Me responde vadia!
Ela me deu um soco na barriga e eu caí, levei vários chutes e várias pessoas me xingavam, não podia ficar lá, eu iria morrer. Peguei um caco de vidro que tinha do meu lado e cravei na perna dela, aproveitei a oportunidade e saí correndo. Tinha sangue no meu rosto e nas minhas mãos e como as minhas pernas doíam, a cada passo que dava parecia uma agulha penetrando nos meus ossos. Parei em um beco e comecei a sentir dores por todo o meu corpo, doíam muito, deitei naquele chão frio e sujo, e desmaiei.
Fale com o autor