Under your spell

5 That Boy Is a Slag


Notas iniciais
"Remember when he used to be a rascal? Oh that boy's a slag The best you ever had" Boa leitura a todos.

Ah, como é bom ver um jogo de quadribol de qualidade, já que faz muito tempo que eu assisti o último. Como sentia falta de toda essa euforia que vinha das casas, de toda a emoção de ver o seu time vencendo e rindo da cara dos adversários. Tudo bem, talvez só a Sonserina faz isso. E é claro que o campeonato tinha que começar com as duas casas que tem a maior rivalidade. Grifinória x Sonserina.

Obviamente que eu espero que o meu time vença, mas o jogo está bem difícil. James é um ótimo apanhador e mesmo com a minha rivalidade com o Black, eu tenho que admitir, ele como batedor é incrível. Mas o meu time é igualmente bom.

–Quem você acha que vai ganhar? –pergunta Amélia.

–Não faço a menor ideia. Pra falar a verdade, eu não sou muito boa analisando jogos, eu prefiro analisar os jogadores.

–Como o Black?

–Cala a boca. –falo rindo. Eu não falaria para ela, mas eu olho sim para o Black enquanto ele joga. Desculpa mundo, mas ele é gostoso demais para não dar uma espiadinha. Mas ninguém nunca ouviria essas palavras saindo da minha boca.

–Rox, o Sirius é um paquerador incorrigível, mas é lindo de morrer. Ah, tem o Régulo também. –faço uma careta quando ela diz o nome dele. –Sim, ele é um ano mais novo e não tem nem a metade do charme do Sirius, mas ele joga quadribol e até que é bonitinho.

–Talvez seja mesmo. Mas temos que lembrar que ele faz tudo o que os pais querem, então provavelmente já é um comensal ou virá a ser um. Além do fato de que ele é extremamente orgulhoso e falso. Ah, ele também é facilmente influenciável, ambicioso até demais e muito estranho. Mas até que é bonitinho. –digo essa última parte com o tom mais irônico que consigo.

–Tudo bem, esquece o que eu disse.

–Amélia, você gosta dele? Se você gostar está tudo bem para mim, eu não vou tratar ele mal.

–É claro que não, você sabe de quem eu gosto de verdade.

Eu sei mesmo. O nome dele é Matthew Campbell, nascido trouxa. Ele está na Corvinal, mas os pais dela nunca iriam aceitar.

Quando paro de pensar no assunto, James pega o pomo de ouro e o jogo acaba. Grifinória vence. Vou saindo da arquibancada com a Amélia e mais umas garotas da minha casa, quando vejo o imbecil do Sirius piscando para mim e dando aquele sorriso de lado, que faz com que todas as garotas fiquem loucas de amor por ele. Menos eu. Nunca cairei nos seus encantos. Quer dizer, de novo.

Como o dia é livre, decido ir para a biblioteca e estudar para os N.I.E.M’s. Eu sei que está longe, mas eu preciso estudar herbologia. Tipo, urgentemente. Entro na biblioteca com os meus pergaminhos e sento em uma mesa vazia no canto mais afastado, pois não gosto de interrupções e barulho de conversas. Pego mais uns dois livros sobre a matéria e fico estudando por horas até ser bruscamente interrompida pelo Remus e pelo Black.

–Roxanne, que bom que está aqui. Preciso da sua ajuda, se não for muito incomodo. –quem será que falou isso? O infeliz do Black ou o querido do Remus?

–Olá Remus, que bom te ver. É claro que eu te ajudarei, o que foi? – eu disse, com um sorriso no rosto. Eu sei que ele está doente, então serei a pessoa mais adorável do mundo.

–Você pode ajudar o Sirius em história da magia e em defesa contra as artes das trevas? – nessa hora o meu sorriso desapareceu.

–Que irônico, não? Uma SONSERINA ensinando à um grifinório DCAT. –disse Sirius, enfatizando o “sonserina”.

–Bem, eu não tenho culpa se o GRIFINÓRIO é burro demais para não entender uma matéria tão fácil. – falei dando um sorrisinho vitorioso.

–Tudo bem... vou deixar os dois sozinhos. Já que vocês se dão tão bem. – Remus foi saindo de fininho, mas eu o chamei.

–Por que você não ensina o seu amigo?

–Eu tenho um encontro com a Dorcas, desculpe. –disse ele corando. Deixei ele ir e encarei o Black.

–Vamos fazer assim, você não me irrita e eu te ensino as matérias.

–Sim senhora. –ele afirmou enquanto batia continência. –Eu entendo que o Remus tenha te procurado para me ensinar DCAT, já que você é uma das melhores da sala, mas por que história da magia?

–Pra sua informação, eu sou muito boa nessa matéria e além disso, é a minha favorita.

–Tá brincando, né? –balancei a minha cabeça negativamente. –Eu achei que nunca iria conhecer alguém que gostasse dessa matéria e eu acho que nem mesmo o professor gosta. Qual é o seu problema?

–Qual é o SEU problema? Essa é a melhor coisa no mundo. É fascinante aprender sobre o nosso passado, sobre todas as revoluções e guerras que já tivemos, sobre pessoas que mudaram o rumo da história.

–Que chato. Você deveria aprender a fazer história e ter o seu nome glorificado, não ficar vivendo na sombra de feitos de outras pessoas. –okay, isso foi muito bonito. E inteligente.

–Não vou deixar de gostar da matéria por causa disso, mas o que você falou foi... inspirador.

–Nossa, nunca achei que fosse viver o suficiente para ver você me elogiando. –agora ele voltou ao normal.

–Não se acostume, Black. Agora, vamos começar por história da magia.

Depois de termos estudado por um bom tempo, cansei de acordar o Black no meio das minhas explicações e opiniões sobre a matéria. Nove vezes. E também ter que falar para ele prestar atenção, porque ele ficava brincando com a pena, desenhando nas páginas dos livros, fazendo aviõezinhos e jogando nas outras mesas, flertando com cada garota que passava e mais milhares de outras coisas.

–Black, será que dá pra prestar atenção em mim? –disse enquanto ele piscava para uma garota da Lufa-Lufa na mesa ao lado.

–Se você está com ciúmes é só dizer. Nós podemos resolver isso rapidinho.

–Eu estou com uma vontade enorme de te bater agora mesmo. –falei com a minha voz mais ameaçadora possível.

–Nossa, Rox. Eu não sabia que você era sadomasoquista, mas se você quiser, nós podemos tentar.

Essa foi a gota d’água. Pulei em cima da mesa em sua direção e comecei a bater nele, todos vieram na nossa direção e formando um círculo a nossa volta.

–BLACK, SEU CRETINO. NÃO ACREDITO QUE VOCÊ DISSE ISSO!

–AI, ROXANNE! CALMA, EU SEMPRE DESCONFIEI QUE VOCÊ QUERIA FICAR EM CIMA DE MIM MESMO. Não tem problema. –depois que ele disse isso, eu comecei a bater mais forte.

Nós continuamos assim por uns cinco minutos, até que chamaram o Dumbledore para nos separar. Quando ele chegou, a situação estava meio feia, porque eu estava sentada no colo do Black, batendo nele, enquanto ele tentava me segurar e nós dois gritávamos coisas pouco educadas um para o outro. Na verdade, coisas que fizeram a Madame Prince sair da biblioteca chocada. E para completar, metade das pessoas de Hogwarts foram ver o nosso showzinho.

Dumbledore nos levou para seu escritório e nossos diretores de casa nos deram um grande sermão. Resumindo, eu vou ter detenção com o Black e nós vamos ter que aprender a conviver em harmonia. Perfeito. Tudo o que eu mais queria, obrigada vida.

Saindo da sala, vejo Remus correndo em nossa direção.

–Eu não acredito que vocês brigaram de novo, a ponto de serem chamados pelo diretor. –fala Remus indignado.

–A culpa é do seu amigo.

–Mas foi você que estava no meu colo, querida Malfoy. –disse o Black rindo de mim. O que eu fiz para merecer ele?

–Eu vou pra qualquer outro lugar, não aguento nem mais um segundo perto de você.

–Medo de perder a aposta? Eu entendo que a tentação deve ser horrível. –meu Merlin, a vida está brincando comigo. Remus só olhava de um para o outro, tentando acompanhar a discussão.

–Me poupe.

Vou para o dormitório e tento me preparar psicologicamente para hoje a noite. Quatro horas sozinha com o Black.

Notas finais
Gostaram? Por favor, deixe o seu comentário. Yours Truly, Lady Black.