Notas iniciais
Sim. Eu sei que eu prometi ou sábado ou domingo... Hei hje é segunda, n atrasei taaaanto assim hahaha to mais atrasada com o "Entre as Paredes de Hogwarts" - que a propósito, vai ter novo cap. amanhã. (Juro que é amanhã. Tenho que parar com as minhas enrolações) Sem mais delongas, ai vai um novo cap. um tanto que... Interessante.

Elisabeth Swan

Eu caminhava lentamente pela praia, a noite passada era um borrão em minha mente. Meu corpo estava dolorido, minha cabeça doía e todos os meus pertences parecem ter desaparecido com o mar.

Bufei indignada. Teria eu que ficar usando aquelas roupas por todo o tempo que ficaríamos naquela ilha? Um arrepio apossou-se de minha espinha. Não. Não conseguia imaginar tal coisa.

Os destroços do navio eram carregados até a praia pelas ondas do mar. Eu e mais alguns marujos ficamos encarregados de salvar o que conseguíamos do antigo navio que até agora estava desaparecido.

Thomas havia saído, estava em busca de sua amiga Amora. Parece que eles já se conheciam antes de entrarem para a pirataria.

Amarrei meus cabelos em um coque desgrenhado, e comecei a buscar por qualquer coisa que pudesse ser reutilizada no meio de toda aquela bagunça.

Achei alguns pedaços de madeira que poderiam ser aproveitados e um pedaço de pano que presumi vir de alguma das velas.

Já estava quase desistindo quando achei um barril flutuando distante nas águas azuis. Nadei até ele e puxei-o de encontro para a praia comigo. Era um barril de rum.

Aplausos vindos dos homens idiotas e alguns elogios misturados em ofensas me foram direcionados.

– Até que você presta para alguma coisa! – Ouvi de um marujo magricela que tinha um olho falso.

– A boneca achou o que eu queria! – Ouvi de um swab gordo e meio careca que parecia sempre andar ao lado do sem olho.

Revirei os olhos e ignorei o restante dos comentários, voltando a minha tarefa inicial que digamos de passagem estava entediante.

Já estava exausta, com sede e até agora nada de útil me aparecera.

Eram tão inúteis esses piratas! Não conseguiam nem fazer uma simples travessia ao mar! Orgulho da marinha real... Não via orgulho algum ali.

Meus pensamentos pairavam em o que eu estava fazendo ali e Zack. Muitas vezes me peguei me admirando seu corpo e ele em si enquanto trabalhava.

Repreendi-me então quando percebi que agora já não mais pensava em Zack e sim em minha vida na Inglaterra. Com meus plenos vinte anos, fui prometida a casamento para um Conde rico e influente de Londres. Sendo eu, a filha mais nova do Lord James Swan, tive que aceitar. Mas não queria me casar a força. Minhas duas Irmãs mais velhas tiveram um casamento arranjado e sempre que as encontro sinto pena por suas almas. Nunca tivera uma mãe para me apoiar e me ouvir já que esta morrera em meu parto, logo eu me apoiava em minhas irmãs. Não tiveram o prazer de conhecer o amor. De se aventurar. Papai sempre dera mais atenção a elas. Pensei então em fazer essa loucura. Juntar-me a pirataria. Quem sabe assim ele prestaria mais atenção em mim. Imaginei que esses swabs estariam ao meu dispor quando chegasse aqui. Ah, como estava enganada.

Agora aqui estou eu. Tendo que trabalhar em grupo, como se eu fosse de um mesmo nível social que esses incompetentes porcos!

Emersa em pensamentos me deparo com o que me parece ser um peixe morto na água. Ele era comprido e de um tom amarronzado com sua cabeça rosada. Nunca havia visto um peixe assim. Peguei-o e comecei a analisá-lo melhor.

– Zack! Olha só o peixe estranho que eu achei! – Eu disse, caminhando até o loiro lindo que estava a alguns metros atrás de mim, exibindo seus músculos esculturais debaixo do forte sol que nos assolava.

Ele me encarou por alguns segundos e em seguida analisou o peixe em minha mão e em seguida desatou a rir. Não entendia o motivo da risada resultando em uma carranca em meu rosto.

– Por que você esta rindo? – Questionei enraivecida, com o peixe ainda em minha mão.

Ele tentou segurar seu riso, e caminhou em minha direção.

– Liss, querida, não sei como dizer isso a você sem que surte, mas isso... – Ele disse enquanto apontava para o peixe em minha mão – Não é um peixe.

Não entendi de inicio o que ele queria dizer com aquilo, fiquei encarando sua face, vendo um fantasma de um sorriso em seus lábios e seu olhar pervertido sobre mim e então entendimento passou pela minha mente.

– AAAAAAAAAAAHHHHHHHH!!!! – Eu gritei assustada e com raiva enquanto atirava aquilo que eu pensava ser um peixe no meio do mar. Passava freneticamente minhas mãos umas nas outras e as mergulhava na água, repetindo o processo diversas vezes. – Não... Não me diga que isso... – Eu comecei, tentando compor minha frase, sem ter muito sucesso. Estava apavorada.

O sorriso na cara de Zachary só comprovou aquilo que eu mais temia. Eu havia encontrado um pênis! Um pênis decepado na água!

– Sim. – ele disse curtamente, ainda se divertindo com minha situação.

– Não ouse comentar sobre isso com ninguém!!! – Eu esbravejei para ele.

– Claro Liss, não queremos que a tripulação saiba que temos uma jovem inocente como você abordo. – Ele retrucou maroto.

Bufei com raiva e indignada e me pus a caminhar pela areia, em direção á mata densa que nos cercava enquanto Zachary me seguia.

– Aonde a senhorita vai? – Ele perguntou.

– Pra longe de você! – Eu disse. Estava com raiva.

Como ele pode rir da minha cara? Como eu não soube que aquilo era um pênis? Bem talvez para a segunda pergunta haja uma explicação já que sou uma senhorita virgem que nunca teve uma mãe para lhe aconselhar a respeito disso. E como nunca aceitei conselhos ou até mesmo conversas vindas de minhas antigas amas eu não estava preparada para aquela situação. Não mesmo.

Ele continuava a me seguir enquanto eu adentrava cada vez mais a densa relva. Estava a alguns passos a frente dele quando ele se pronuncia novamente.

– Se a senhorita quiser, posso apresentá-la ao meu peixe. Garanto-te que ele é bem maior que aquele que encontrou. – Ele disse em um tom convidativo.

Sinto minhas bochechas ruborizarem. E me viro lentamente para encará-lo.

Ele estava com um sorriso um tanto quanto safado no rosto e me observava atentamente.

– Como ousa? – disse tentando levantar o tom quando só saia um pequeno chiado.

Seu sorriso se intensificou.

– Apenas uma sugestão, milady. – Ele respondeu dando ombros.

Cortei a distancia entre nós rapidamente, me colocando em sua frente. Ele estava me deixando com raiva e deixando também de um modo que nunca me senti antes. Eu me sentia quente.

– Não preciso das suas palavras, pistoleiro. – Eu disse, olhando profundamente em seus olhos, tentando deixar transparecer toda a raiva que eu sentia dele no momento.

Seu olhar intenso, grudado no meu parecia ter pegado algo que eu não queria deixar escapar. Seu sorriso ainda continuava em seus lábios.

Sinto seu hálito quente em meu pescoço antes de escutá-lo sussurrar em meu ouvido.

– Que bom que não precisa de minhas palavras senhorita Swan. Porque eu realmente não estou a fim de ficar falando agora.

Notas finais
E então...? Gostaram? O que acham que vai acontecer com esses dois hein? Comentem! Favoritem! Recomendem! O próximo agora é com a Cotinho
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.