Notas iniciais
Eu volteiiiiiiii o/ Depois de um longo tenebroso inverno aqui estou eu ;u; Podem me agredir, xingar, quebrar meus sentimentos que sim eu mereço! o// Para quem não viu, eu postei um aviso aqui na fanfic que acabou de ser excluido. Lá eu dizia que a fanfic chegou na sua segunda temporada!! EHH o/ Me desculpe por não ter sido pontual para postar esse aqui mas eu decidir reescrever tudo, mas aqui está :v Obrigada para quem ficou aqui esperando a vagabunda aqui postar :v e Desculpe novamente! Como eu vou estar de férias apartir do dia 12, vou arranjar um tempo na minha viagem pra postar o/ Enfim.. Espero que gostem! Boa leitura. Bexus *3*

Uma manhã de um dia normal de semana, a janela aberta mostrando uma pequena árvore do outro lado da rua.

Lá estava eu, dentro daquele quarto de hospital observando a movimentação enquanto um moreno descansa em meu colo.

Seus olhos inchados e o rosto meio avermelhado, os cabelos negros bagunçados, a boca entre aberta bastante convidativa. Ele realmente parecia um caco, sei que esperar por alguém nesse tipo de ambiente é realmente desgastante, mas..naquela hora em que ele começou a chorar, realmente, eu senti algo bom sabe, mesmo que ele tenha brigado comigo no começo, é boa a sensação de que você possa acordar e tem alguém que está te esperando e que se importa com você.

Eu gosto desse sentimento, principalmente quando veem dele.

Não quero mais mostrar minhas lágrimas, mesmo que sejam de felicidade porque eu sei que no final não consigo ser atraente.

Meu coração fica inquieto, lembrando que quando nós conhecemos conseguia olhar diretamente em seus olhos, mas conforme o tempo foi passando algo mudou..

Na verdade, eu te amo muito, eu queria te abraçar e chorar agora mesmo, o seu sorriso, o seu cheiro quero continuar sentindo.

Tudo é importante para mim, eu não consigo aguentar os dias sem você por perto.

Obrigada por tudo até agora.

Obrigada por daqui em diante também.

É só isso que quero te dizer, mas eu não consigo falar direito, desculpe por te machucar e chorar.

O que me salvou foi você.

[...]

Já fazia algumas horas desde que acordei, você ainda estava ali, com aquela cara de cansado.

Queria logo poder dizer tudo que estava engasgado naquela hora, tudo que pensei, tudo que senti.

Queria saber se tudo que demonstrou significa alguma coisa.

Sendo bastante sincera, odeio o amor, odeio amar.

É tudo sempre tão confuso, delicado, qualquer coisa tudo desaba. O amor é uma doença incurável.

Maldito seja esse sentimento.

Ele ainda estava dormindo, e meu coração ainda palpitando. De modo desajeitado deposito minha mão em seus fios negros.

Deslizando por seu cabelo, e enrolando um fio em meu dedo. Seu rosto pálido e o rosado em suas bochechas. Passo a mão pelo seu resto quando percebo seus olhos me encarando eminentemente, dou um pulo me afastando de você, sentindo o calor em meu rosto, esbarrando em um copo de água o fazendo despedaçar em contato com o chão.

O barulho ecoou no aposento e ele levantou e me olhou confuso.

–Por que parou com o cafuné Juvi? -diz ele com uma voz infantil se jogando na poltrona frustrado.

Pisco os olhos confusa, sentindo tudo rodar. Coloco minhas mãos no meu rosto abaixando tentando esconder o rosto possivelmente vermelho.

–N-n-não era um cafuné, tinha u-um.- respiro tentando encontrar um mentira- u-um bicho! Isso, um besouro!!-aponto para a cabeça dele tentando disfarçar.

Ele me olha de um jeito desconfiado e balança o cabelo um pouco logo depois levantando e tirando o casaco, o joga na poltrona e vai em direção a porta.

–Eu vou comprar algo pra me alimentar, porque desde de ontem eu não como merda nenhuma.- ele gira a maçaneta e depois para virando para mim.- Vou chamar uma enfermeira também e seu irmão.

Concordo com a cabeça escutando o barulho da porta de fechando enquanto me jogo naquele desconfortável colchão, sentindo todo meu corpo doer deixando um gemido escapar. Suspiro de forma aliviada, observo meus braços enfaixados e o soro do meu lado esquerdo. Me levanto vendo meu reflexo na janela de vidro, percebendo minha cara com alguns curativos e o cabelo bagunçado.

Abaixo a cabeça pegando o cordão em meu colo o encarando, quando novamente escuto o barulho da porta só que agora revelando um grupo de pessoas entrando no quarto de forma desajeitada e barulhenta.

Alguns xingamentos e broncas saíram daquele monte, um sorriso brotou no canto dos meus lábios quando percebo todos me olhando de forma aliviada e preocupada.

Todos estavam ali.

Jellal, Erza, Lucy, Natsu, Gajeel, Levy e Gray.

Realmente, não tinha noção que todos estaria realmente aqui. Que vergonha..olha meu estado, que...bosta.

Antes que perceba, havia duas garotas em cima de mim, me apertando, abraçando, até escutei o soluço vindo de uma delas. Correspondo o abraço falando:

– Oi pessoal, foi mal o susto. -dou uma risada nervosa, forçando um sorriso quando sinto o abraço ficando apertado.

–J-ju-chan – diz a pequena azulada com a voz abafada e trêmula- Não me assuste assim, p-por favor. Não te conheço muito bem..mas foda-se, não quero te perder!

Me assustei um pouco por nunca escutar a McGarden xingar na vida, mas apenas acaricie a cabeça dela quando uma loira histérica gritou:

–S-s-sua i-idiota desgraçada! Não sabe que eu quase morri de preocupação?!! — fala em prantos me olhando com uma cara de preocupada misturada com raiva.

–Hai, hai, desculpe sua loiro oxigenada. -digo calmamente, enquanto Erza chega do meu lado colocando a mão no meu ombro.

–Você está melhor Lockser? -diz ela com o tom preocupado.

–É, além de ter sido atropelada, pessoas me xingando aos monte, quebrei um copo e que vocês são extremamente escandalosos. Sim, eu to bem e você?

Ela me mostra um sorriso de canto e assente deixando o azulado e o moreno virem em minha direção enquanto Natsu retira as garotas de cima de mim, fazendo meu corpo relaxar.

Jellal me olha com a cara de reprovação e alívio enquanto Gajeel me fita de cima abaixo suspirando.

–Nossa, pensava que a Smurfette tinha ido pra terra dos Smurfs. -Gajeel fala com o mesmo tom de debochado de sempre. — Que bom que está bem pequena.

–É grandalhão, ainda não se livrou de mim -digo no mesmo tom que ele, logo depois olhando pro Jellal- Que foi Onii-chan? Ta bravo com sua irmãzinha? -falo de forma infantil.

Ele me lança um olhar reprovador novamente e depois coloca a sua mão em minha cabeça batendo de leve.

–Pelo o menos, tá viva. Quase matei o enfermeiro.

Todos começaram a rir por um motivo qualquer o deixando o constrangido. Trocamos algumas palavras e depois de horas alguns foram embora deixando apenas a Erza, Jellal e o Gray.

Eles estavam cansados, a ruiva dormiu na poltrona enquanto o moreno ia buscar comida para meu irmão.

Jellal ficou me encarando em todos os momentos, fiz alguns exames e parece que vou sobreviver.

Sinto que...arranjei a amizade das melhores pessoas o possível.

Ainda bem..

[…]

Sentindo a brisa gelada entrando em contato com meu corpo, uma bela visão de cores mesclas no horizonte, a sensação de alívio e renascimento. Sem ter que sentir o cheiro de desinfetante e nem ter que encarar uma parede branca, aquilo sim poderia se considerar uma bela vida.

Sai do hospital faz alguns minutos. Estou no carro, ainda enfaixada, documentos jogados pelo carro e duas mochilas no chão. Já é o final de tarde. Está apenas eu, Jellal e Gray dentro do carro.

Sim ele ficou essas últimas semanas do meu lado, é meio estranho mas isso deixa meu coração feliz.

Já com o carro parado em frente a minha casa novamente, fico observando-a por algum tempo logo com uma grande dificuldade tentando abrir a porta emperrada um certo moreno aparece em minha frente abrindo a porta com agilidade com o cabelo em seu rosto tampando seu olhos penetrantes, por um minuto sinto uma onda quente passar como um choque em meu fraco corpo.

O rosto corado e sem jeito consigo assim sair do carro sussurrando um pequeno obrigada,escuto a porta se fechar em um baque. O moreno se despede e vai em direção a sua casa, me deixando parada o fitando o tempo todo. Balanço a cabeça de leve pegando as mochilas e alguns papéis, sendo surpreendida por Jellal me encarando quando rapidamente retira tudo de cima de mim jogando a chave de casa em seguida.

Vou a porta a abrindo com uma certa força percebendo o vazio da casa.

Agora lembro que meus tios estão viajando para a segunda lua de mel deles...aposto que eles nem sabem do que aconteceu.

Aliviada corro para sala me jogando no sofá de modo despreocupado observando um papel em cima da mesa de centro. O pego desastradamente o olhando de jeito curioso.

“Festival das sakuras de Magnólia.

07/12/14

21:30”

Uma leve ideía passa por minha cabeça repentinamente.

Bem, meu ano letivo acabou e eu voltei definitivamente. Acho que vou nesse festival.

Escuto um barulho de talheres caindo no chão e uma leve batida, me levanto indo em direção ao som me deparando com Jellal na cozinha encarando um pedaço de bolo com o celular do seu lado demostrando a forte luz que saia dele.

Vou em sua direção de forma silenciosa e o envolvo com meus braços em seu pescoço o assustando fazendo aquele celular cair no chão de forma brusca.

Ele olha pro celular novamente e suspira, olho para ele percebendo a cara de frustrado e pego o celular olhando de relance uma mensagem.

“Erza moranguinho :3 :

Então..eu queria saber se você está livre hoje.

Abriu uma confeitaria aqui perto e soube de um festival de final de ano...olha não ache que isso é um encontro!!! É só um convite pra passar a tarde comigo...sozinhos.

Se puder ir..poderia me responder?

Até o/”

Termino de ler e olho pra ele com um grande sorriso estampado na cara, sua coloração muda e ele me observa com o celular na mão piscando os olhos freneticamente logo depois puxando o celular para ele de forma desesperada.

–Onii-chan!!! Você vai por um encontro com a Er-chan?!!- grito histericamente- Meu sonho está se realizando!! Minha fanart não foi em vão!

Ele me olha surpreso e logo depois coloca a mão no rosto tentando esconder a vermelhidão do rosto.

–N-não sei se vou okay? E c-como ela disse não é uma merda de encontro!!

Olho com raiva e dou um tapa na sua cabeça.

–Você é um idiota! E é claro que vai! -puxo ele o fazendo levantar logo depois empurrando em direção as escadas e aproveito e roubo o celular da sua mão.- Vai se arrumar, eu respondo a Erza e se você não for...te jogo no primeiro carro que passar nessa rua.

Ele começa a subir de forma desajeitada e diz baixinho:

–T-ta..e-eu vou!

Respondo rapidamente ela de forma simples, depois deixo o celular na mesa da cozinha, correndo para meu quarto abrindo a cortina e pegando meu celular enquanto procurava roupas pelo armário.

Alguém atende.

É agora, todo meu plano irá funcionar.

[…]

Jellal saiu de casa faz 17 minutos. Aqui estou eu escondida atrás da cortina observando o carro se afastar cada vez mais. Retiro o pijama e com uma roupa já preparada desço pelas escadas correndo e logo saindo de casa em direção a esquina onde se havia um carro preto.

Entrei sem hesitar revelando uma loira no volante e uma pequena azulada no banco de trás com um celular na mão.

Elas sorriram para mim e disseram em uni som:

–Hora da ação!!

O carro foi na velocidade mediana e logo alcançou o carro do meu irmão. Seguimos ele em todas as paradas, cada movimento sempre monitorado discretamente.

Chegamos ao centro de Magnólia, bastante movimentado, o carro foi perdido no meio do trânsito caótico.

–Merda- um pequeno murmúrio veio do banco de trás revelando a azulada menor movimentando o celular freneticamente.

A olho novamente surpresa e rolo os olhos pela rua me deparando com Erza e Jellal andando pela praça com uma caixa de bolo em uma das mãos.

Saio do carro, passando pelos carros parados na rua enquanto escutava os gritos das garotas de dentro do carro.

Sigo eles até dentro do festival.

Esbarro em algumas garotas de yukata e até alguns caras.

Chego em frente de uma sakura parando ofegante quando algo me puxa para trás da sakura.

Assustada, tropeço e caiu no chão de forma desajeitada.

Observo a pessoa caída também no chão me olhando confusa. Percebo o rosto familiar e os olhos negros me fitando. Meu olhar estava meio embaçado então não distingui quem era.

–Porque não me avisou que iria vir aqui!? -diz a pessoa desconhecida.

A olho novamente e percebo que era a mesma pessoa que ficou essas semanas no hospital comigo.

Sim.

Gray.

–E-eu to espionando o meu irmão cacete!

O moreno me olha confuso e chega mais perto de mim.

–Mesmo assim, poderia me avisar. Você saiu do hospital hoje.-diz de forma frustrada.

Arrumo no chão colocando as mãos na cabeça a balançando em seguida e sussurrando:

–Ta..desculpe.-me limpo e levanto, estendendo a mão pra ele.

Nós ficamos algum tempo de frente um para o outro.

Meu coração palpitava forte, eu queria muito dizer a ele sobre o que sinto. Desde o dia que ele me viu sendo beijada pelo Lyon, o “obrigada” no hospital, o “besouro. Tudo.

Já perdi o Jellal mesmo. Esse é o momento!

Abro a boca para fazer as palavras saírem, mas sou surpreendida quando ele pega minha mão, me puxando para perto, me deixando estática.

–Sabe Juvia? -ele respira e me encara com as bochechas rosadas.- Desde que vi você no hospital..queria fazer algo.

–O que seria?- digo confusa e meio constrangida.

Antes que ele me respondesse, escuto os fogos de artifícios estourando na escuridão da noite, as pétalas flutuando. Sou puxada pela cintura, sentindo uma nova sensação percorrendo em meu corpo e o gosto doce penetrando em minha boca. Tudo ao meu redor para, meu coração bate lentamente como minha respiração.

Sim..

Ele me beijou.

Notas finais
ai? O que acharam amores? Coloquem sua opinião aqui nos comentários que ajuda muito ;u; Obrigada por ler até agora. Até o proxímo o// (juro que agora vou voltar rápido)