Under The Mistletoe
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Pov. James
– Olá, minha ruiva — eu disse dando meu melhor sorriso colgate
– O que você está fazendo aqui? — Bella respondeu controlando a voz
– Isabella! Isso não é jeito de se falar com os vizinho! — repreendeu a mãe dela
– VIZINHOS? MAS NEM A PAU! EU VOU ME MUDAR É AGORA! — Bella começou a subir as escadas mas foi parada por algo que Albus disse:
– Mas eu achei que a gente era amigo, Bellinha-
– Ahw Al, a gente é, mas tu sabe que eu não aguento seu irmão -
– Isabella, se comporte — disse a mãe dela. — Vamos sentar! -
A ruiva abraçou Albus, Lily e depois minha mãe, quando chegou minha vez ela passou reto. Eu segurei seu pulso e a virei para mim:
– E eu, ruivinha? -
– Ahr... — — Isabella — a mãe dela falou
– Ótimo! — e então ela me abraçou.
Foi a primeira vez que ela me abraçou. Em toda a vida. Ela tem uma pele macia, eu sei disso porque ela é tão pequena que meu braço direito acança o SEU braço direito... Macio. O cheiro dela é de uma flor, Lírio, se eu não me engano, e eu sei disso porque... ela também é baixinha, mas não nanica! Não, a cabeça dela bate em meus ombros e eu cheiro seus cabelos ruivos que caem até metade das costas. Ela me abraça fraco, com o queixo acima do meu ombro, mas eu não. Eu a aperto e enfio a cabeça em sua juba ruiva. E por mais estranho que pareça... Eu consegui ficar nessa posição por 8 segundos, e não levei um tapa depois. Assim que nos desgrudamos ela foi sentar na poltrona ao lado e ficou prestando atenção na conversa, enquanto eu ficava a encarando.
Pov. Bella
( um tempinho antes... )
Maldita casa, maldita família, maldita vida. Eu tive que me mudar só porque meus pais se separaram, que injustiça. E o pior foi que eu não pude escolher se queria ficar com meu pai ou minha mãe. Para a sua informação eu gostaria de ficar com meu pai. Não que minha mãe seja ruim, nem nada, mas minha irmã é o Satanás vestido de mulher. Sério, aquilo é um demônio loiro de olhos cor de Mel, como ela diz, ou cor de melda, como eu digo. E ela é uma ''coisa'', indefinivel, e me odeia porque eu sou bruxa e ela não. Bom, voltando. Aqui estou eu, no meu quarto, procurando o Alfredo. Não. Ele não é meu namorado, é meu cachorro golden retriver. Ele simplesmente sumiu!
Ouvi minha mãe me chamando e desci as escadas ainda chamando pelo Alfredo.
–ALFREDO! -
– Filha! Vem aqui um pouquinho — chamou minha mãe
– Sim mãe? — perguntei chegando na sala — Você viu o Alf... — .
Não, não, não e não . Não pode estar acontecendo isso comigo.
–Olá, minha ruiva -
ELE disse dando um sorriso que faria qualquer garota suspirar. Mas não eu. Eu odeio ele. Mesmo que minhas amigas, Gennie e Roxy, já tenham falado MIL E UMAS VEZES que ele gosta de mim, eu não acredito. Ele é o maior pegador de Hogwarts, e eu fui a única garota que não quiz saber dele. Eu ainda SOU a única garota que não gosta dele. Todas meninas ficam suspirando, esperando ele escolher uma delas para passar o dia. Porém desde o 3 ano, ele ficou em cima de mim. Claro que não deixava de sair com outras meninas, mas sempre que podia ele dava em cima de mim, me chamava para sair e etc, sempre ganhando um NÃO em resposta.
– Isabella ! Isso não é jeito de se falar com os vizinho! — repreendeu minha mãe
– VIZINHOS? MAS NEM A PAU! EU VOU ME MUDAR É AGORA! — eu berrei subindo as escadas. Porém Albus me ''parou'' com uma frase:
– Mas eu achei que a gente era amigo, Bellinha-
– Ahw Al, a gente é, mas tu sabe que eu não aguento seu irmão -
– Isabella, se comporte — disse a minha mãe — Vamos sentar! -
Abraçei Albus, Lily e a senhora Potter. Só que quando chegou a vez dele, eu simplesmente passei reto... Até ele agarrar meu pulso e me virar:
– E eu, ruivinha? -
QUE CARA DE PAU! Como se eu fosse abraçar ele...
– Ahr... -
– Isabella — minha mãe falou.
Maravilha. Se eu não abraçasse ele, ela iria me matar.
– Ótimo! — e então abracei-o.
Pela primeira vez na vida, eu abraçei James Potter. E por mais incrível que pareça, eu não odiei isso. Sério mesmo. Normalmente, eu iria empurra-lo. E depois bater nele, e depois xinga-lo. Mas eu não fiz isso. Eu simplesmente coloquei minha cabeça em seu ombro, forte, e tive que ficar nas pontas dos pés para alcança-lo, porque ele é alto. Abracei-o fraco para ele não notar que eu não estava odiando. Ele tinha cheiro de caramelo. Era bom. E ele era forte. Legal. E ele estava com a cabeça enterrada em meus cabelos. Uhm... Okay, eu admito que foi legal também. Depois de uns 8 segundos eu me soltei dele e fui sentar no sofá. Enquanto eu prestava atenção na conversa entre nossas mães, ele ficava me encarando, quase tirou minha atenção, com aqueles olhos marrons-esverdeados. Não, pera ai. Eu to falando bem do Potter? Que diabos tá acontecendo comigo?
– Ah, tudo combinado então! — disse minha mãe, me acordando — Eu e as meninas chegamos lá pelas 19horas, okay? -
– Claro! — respondeu a senhora Potter
Oi? Eu perdi alguma coisa?
– Não vai se despedir Isabella ? — perguntou minha mãe.
– Ah, sim, claro — respondi me levantando e abraçando cada um, até mesmo o Potter.
– Te vejo amanhã, ruivinha — disse ele no meu ouvido, e eu estremeci.
– Amanhã? — eu perguntei baixinho perto do ouvido dele.
E adivinha? ELE ESTREMECEU! REVENGE! Se bem que é estranho ele estremecer, já que todas as garotas fazem isso com ele o tempo todo...
– Você não escutou nada, né? — ele perguntou, e eu sentia seu sorriso zombadeiro.
– Não -
– Jantar. Na minha casa. Vocês e minha família — ele falou devagar
– Ah, uhm, valeu — falei me distânciando dele.
Nós levamos eles até a porta, e de repente eu vi um vulto correndo num parquinho ali perto.
– ALFREDOOOOOOO! — eu berrei e sai em disparada.
Começei a correr por todo o parquinho e o vulto tinha ido embora.
– Hey, o que você está fazendo? — Potter perguntou, ele tinha me seguido?
– O que você está fazendo aqui? -
– Nossas mães pediram pra mim ir ver onde você estava — ele respondeu
– Uh — falei e voltei a procurar o Alfredo. — ALFREDO! ALFREDO! ALFREDO! -
– Quem é Alfredo? — ele perguntou
– Não te intereça -
– Claro que não, eu só vou ficar surdo por causa do infeliz que se perdeu -
Okay, depois dessa eu tive que rir. Qual é? Eu posso odiar o cara, mas tenho que admitir que ele tem senso de humor...
– Okay, o Alfredo é o meu... ALFREDO! ONDE TU TAVA MEU FILHOTE? -
– Filhote? -
Eu estava no chão abraçada com o meu golden lindo, e o idiota Potter me encarava de olhos arregalados, é, nem todos acham o Alfredo pequenino.
– Yeah, filhote, ele é pequeno e tem um ano — respondi o olhando.
– Okay... — ele respondeu rindo, e depois me ofereceu a mão — Vamos? Está ficando escuro e frio, daqui a pouco vai nevar -
Eu apenas ignorei a mão dele e segui em frente. Acha que vai ser fácil assim? Eu ODEIO a criatura. Ele apenas riu e seguiu comigo. Porque eu estou sendo tão boa com ele? Tipo... eu não gritei com ele! Porque? Ah é, pelo que ele me disse...
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